Cidades

RITMO ACELERADO

Aquário do Pantanal entra no término da fundação na Capital

Aquário do Pantanal entra no término da fundação na Capital

ANAHI ZURUTUZA

15/10/2011 - 00h00
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Iniciadas em maio deste ano, as obras do Aquário do Pantanal estão na fase de término da parte de fundação e colocação de moldes para a construção de uma grande laje, que funcionará como uma rampa de acesso e de sustentação para a estrutura metálica da fachada. O prédio que terá 18 mil metros quadrados e custará R$ 84,7 milhões está 10% concluído, conforme a Egelte Engenharia — empreiteira responsável pela construção. A previsão é inaugurar o Centro de Pesquisas da Ictiofauna Pantaneira e Aquário em junho de 2013 — serão 810 dias de trabalho, dos quais 168 foram cumpridos.

De acordo com o engenheiro Domingos Savio de Souza, fiscal da Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul), para sustentar o prédio foi necessário instalar 1.247 estacas, estas que estão encravadas a 14 metros de profundidade e para a construção da rampa de acesso, os moldes já instalados serão preenchidos com o 450 metros cúbicos de concreto, o equivalente a 45 caminhões cheios do material. "É um prédio de arquitetura muito ousada", comentou.

Segundo Souza, além da construção dos alicerces de sustentação da estrutura e da colocação dos moldes para a construção do acesso principal, operários já trabalham na conclusão da fase de escavações dos túneis onde ficarão os aquários. "Estas três etapas são as mais complicadas e demoradas. Mas, tudo isso será finalizado antes que comece a chover".

O fiscal da Agesul, ressalta que a estratégia da empresa é de finalizar a concretagem da laje, para que no período de chuvas, operários trabalhem na parte de baixo da cobertura, onde ficará um entrada de serviço, um estacionamento privativo, dentre outros espaço de acesso restrito ao público.

Hoje, são 150 homens trabalhando na construção do aquário, mas a previsão da Egelte é de dobrar o efetivo a partir de abril do ano que vem. "É aí que a obra ganha mais velocidade".

 Aquário

O Centro de Pesquisas da Ictiofauna Pantaneira e Aquário abrigará 7 mil animais de 263 espécies do Pantanal. O prédio, que está sendo construído no Parque das Nações Indígenas, terá entrada pela Avenida Afonso Pena. Os aquários ficarão dispostos em formato de meia lua na parte inferior da estrutura, cerca de 7 metros abaixo do nível da avenida, para onde visitantes serão transportados por escadas rolantes.

Serão 24 tanques. Em 18 deles (internos) serão criados peixes, anfíbios, répteis e plantas aquáticas típicas do Pantanal, da região de Bonito, da Amazônia e do Rio Paraná. Nos quatro ambientes ao ar livre, que serão circundados pelos outros 18 aquários, os jacarés, as ariranhas e as lontras serão expostas.

A estimativa do governo do Estado é que o Aquário do Pantanal, receba, por ano, a vista de pelo menos 150 mil pessoas. Cada pessoa deve levar, no mínimo, 40 minutos para percorrer as dependências do aquário, conforme preveem os arquitetos que projetaram o empreendimento.

O prédio terá amplo saguão, equipado com banheiros, setor de informações, auditório para 250 pessoas, restaurante, lanchonete, biblioteca, escadas rolantes, elevadores próprios para portadores de necessidades especiais, entre outros.

O edifício é dotado de iluminação natural e conta com captação de energia solar. De acordo com o projeto, a água da chuva será reutilizada nos aquários e para abastecimento do prédio.

A entrada para visitantes será cobrada, mas para pesquisadores o acesso será gratuito. Mas o governo ainda não calculou quanto cobrará no ingresso.

 Leia mais no jornal Correio do Estado

 

 

Interdições no Trânsito

Corrida fecha trechos da Afonso Pena e altera trânsito neste domingo

Prova do Shopping Campo Grande terá interdições e mudanças no trânsito das 6h às 11h

12/09/2026 15h00

Divulgação

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Motoristas que precisarem circular pela região do Shopping Campo Grande na manhã deste domingo (13) devem ficar atentos às interdições e alterações temporárias no trânsito provocadas pela Corrida do Shopping Campo Grande. Segundo a Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran), as mudanças ocorrerão das 6h às 11h, período em que a largada e a chegada da prova serão realizadas em frente ao shopping.

Os principais pontos afetados ficam nas avenidas Afonso Pena, Professor Luís Alexandre de Oliveira (Via Park), Arquiteto Rubens Gil de Camilo e Furnas, além de acessos e retornos próximos à região.

Na Avenida Afonso Pena, o trecho entre a região da Cacildo Arantes e os acessos ao Parque dos Poderes funcionará em sistema de contrafluxo. Acessos e retornos da avenida também serão interditados durante a passagem dos corredores.

Também serão bloqueados o acesso da Avenida Furnas à Afonso Pena, em frente ao Shopping Campo Grande, e o retorno da Furnas no mesmo ponto. O acesso da Avenida Doutor Luís Alexandre de Oliveira, próximo à Caixa Econômica Federal, para travessia da Afonso Pena, também ficará fechado.

Outro ponto de interdição será o acesso da Rua Euclides da Cunha à Avenida Furnas, no sentido Afonso Pena. O acesso à Afonso Pena pelo retorno localizado na região da Avenida Jintoku Minei também não estará disponível durante o evento.

Para quem estiver na Afonso Pena no sentido Parque dos Poderes/Centro, o trânsito será direcionado pelo contrafluxo até a Rua Doutor Mário Edson de Barros. De lá, os motoristas deverão seguir pela via até a Avenida Doutor Zerbini e, posteriormente, pela Cacildo Arantes.

Outra alternativa para continuar o deslocamento pela região é utilizar a Avenida Arquiteto Rubens Gil de Camilo e acessar a Avenida Furnas, em frente ao Shopping Campo Grande.

Já os motoristas que estiverem na Rua Euclides da Cunha, no sentido Avenida Furnas, deverão seguir em direção à Avenida Mato Grosso ou continuar no sentido Via Park. O acesso à Furnas no sentido Afonso Pena ficará impedido.

A circulação será alterada conforme o avanço da corrida, com pontos de travessia controlada e mudanças temporárias no fluxo. A Agetran orienta os condutores a evitarem a região sempre que possível, respeitarem a sinalização e seguirem as orientações dos agentes de trânsito para reduzir os impactos no deslocamento.

Pós-temporal

Prefeitura decreta emergência após estragos causados pela chuva na Capital

Medida tem validade de 180 dias e permite mobilização de órgãos municipais

12/09/2026 14h00

Paulo Ribas

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Dois dias depois do temporal que derrubou árvores, danificou estruturas, interrompeu o fornecimento de energia e afetou serviços essenciais, a Prefeitura de Campo Grande decretou situação de emergência. O Decreto nº 16.735, assinado pela prefeita Adriane Lopes (PP), na sexta-feira (11) e publicado em edição extra do Diogrande neste sábado (12), reconhece oficialmente os danos provocados pela tempestade e estabelece medidas excepcionais para a recuperação da cidade.

A situação de emergência tem validade de 180 dias e alcança as áreas comprovadamente afetadas pelo fenômeno classificado como Tempestade Local. O decreto determina que a extensão dos prejuízos seja detalhada em levantamento da Defesa Civil.

A medida ocorre após a Capital registrar um dos temporais mais intensos dos últimos meses. Na tarde de quinta-feira (10), rajadas de vento chegaram perto de 84 km/h, conforme registrou o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), ao mesmo tempo, em que informações do meteorologista Natálio Abrahão indicaram 24,4 milímetros de chuva em 28 minutos e mais de 3 mil raios em apenas 36 minutos. 

Os efeitos se espalharam pelas sete regiões da cidade. Foram contabilizados mais de 100 registros de árvores caídas até a manhã de sexta-feira, além de quedas de postes, vias interditadas, alagamentos, danos em estruturas e falta de energia em dezenas de bairros. A Prefeitura informou que 26 escolas municipais, três unidades do Centro de Referência de Assistência Social (Cras) e uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) tiveram impactos provocados pelo temporal e ficaram sem aula.

O decreto considera o conjunto de ocorrências para justificar a emergência. Entre os motivos citados no documento estão danos materiais, ambientais, econômicos e sociais em imóveis, residências, comércios, equipamentos urbanos, arborização e vias, além de quedas de árvores e postes, destelhamentos e obstrução de ruas com risco à população.

A publicação deste sábado também aponta graves danos à infraestrutura de energia elétrica, incluindo postes, cabos e transformadores, com interrupção do fornecimento em diversos bairros. A falta de energia chegou a comprometer outros serviços: na sexta-feira, moradores relataram ao Correio do Estado quase 24 horas sem luz, com casos em que o desabastecimento também afetou o fornecimento de água.

O que muda com o decreto

Na prática, a declaração permite que a Prefeitura concentre e mobilize estruturas para responder aos danos. O artigo 2º autoriza a mobilização de todos os órgãos municipais, sob coordenação da Defesa Civil, enquanto o artigo 3º prevê atuação integrada com órgãos estaduais e federais, Corpo de Bombeiros e concessionárias.

O texto também permite a convocação de voluntários e a realização de campanhas de arrecadação para atendimento das pessoas atingidas.

Outro ponto é a autorização para utilização de recursos da Contribuição para Custeio da Iluminação Pública (Cosip) na implantação, manutenção e recuperação da iluminação e do Fundo Municipal de Meio Ambiente (FMMA) em ações ambientais de prevenção, mitigação e recuperação. O decreto, porém, determina que a utilização desses recursos siga suas finalidades legais, a disponibilidade orçamentária e as regras de execução da despesa.

A principal medida excepcional está no artigo 6º, que autoriza a dispensa de licitação para a contratação de bens, serviços e obras necessárias à resposta e reabilitação do desastre. Isso não significa, porém, autorização irrestrita para contratações. O próprio decreto limita a dispensa ao que for necessário para enfrentar a emergência e determina justificativa, comprovação de preço de mercado e adequação do objeto. 

O decreto determina ainda que os órgãos municipais façam um levantamento detalhado dos danos provocados pelo temporal. A apuração deverá incluir infraestrutura urbana, arborização, iluminação pública, equipamentos, unidades de saúde, educação e assistência social, prédios públicos, residências, comércios, vias, pontes e drenagem.

Também deverão ser registrados os impactos provocados pela falta de energia e os prejuízos econômicos e sociais.

A medida dá sequência ao levantamento iniciado pela Prefeitura na sexta-feira. Na ocasião, Adriane Lopes afirmou que a decisão dependeria do relatório final dos danos. “Só vai decretar situação de emergência após relatório final”, disse a prefeita ao Correio do Estado. 

 

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