Iniciadas em maio deste ano, as obras do Aquário do Pantanal estão na fase de término da parte de fundação e colocação de moldes para a construção de uma grande laje, que funcionará como uma rampa de acesso e de sustentação para a estrutura metálica da fachada. O prédio que terá 18 mil metros quadrados e custará R$ 84,7 milhões está 10% concluído, conforme a Egelte Engenharia — empreiteira responsável pela construção. A previsão é inaugurar o Centro de Pesquisas da Ictiofauna Pantaneira e Aquário em junho de 2013 — serão 810 dias de trabalho, dos quais 168 foram cumpridos.
De acordo com o engenheiro Domingos Savio de Souza, fiscal da Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul), para sustentar o prédio foi necessário instalar 1.247 estacas, estas que estão encravadas a 14 metros de profundidade e para a construção da rampa de acesso, os moldes já instalados serão preenchidos com o 450 metros cúbicos de concreto, o equivalente a 45 caminhões cheios do material. "É um prédio de arquitetura muito ousada", comentou.
Segundo Souza, além da construção dos alicerces de sustentação da estrutura e da colocação dos moldes para a construção do acesso principal, operários já trabalham na conclusão da fase de escavações dos túneis onde ficarão os aquários. "Estas três etapas são as mais complicadas e demoradas. Mas, tudo isso será finalizado antes que comece a chover".
O fiscal da Agesul, ressalta que a estratégia da empresa é de finalizar a concretagem da laje, para que no período de chuvas, operários trabalhem na parte de baixo da cobertura, onde ficará um entrada de serviço, um estacionamento privativo, dentre outros espaço de acesso restrito ao público.
Hoje, são 150 homens trabalhando na construção do aquário, mas a previsão da Egelte é de dobrar o efetivo a partir de abril do ano que vem. "É aí que a obra ganha mais velocidade".
Aquário
O Centro de Pesquisas da Ictiofauna Pantaneira e Aquário abrigará 7 mil animais de 263 espécies do Pantanal. O prédio, que está sendo construído no Parque das Nações Indígenas, terá entrada pela Avenida Afonso Pena. Os aquários ficarão dispostos em formato de meia lua na parte inferior da estrutura, cerca de 7 metros abaixo do nível da avenida, para onde visitantes serão transportados por escadas rolantes.
Serão 24 tanques. Em 18 deles (internos) serão criados peixes, anfíbios, répteis e plantas aquáticas típicas do Pantanal, da região de Bonito, da Amazônia e do Rio Paraná. Nos quatro ambientes ao ar livre, que serão circundados pelos outros 18 aquários, os jacarés, as ariranhas e as lontras serão expostas.
A estimativa do governo do Estado é que o Aquário do Pantanal, receba, por ano, a vista de pelo menos 150 mil pessoas. Cada pessoa deve levar, no mínimo, 40 minutos para percorrer as dependências do aquário, conforme preveem os arquitetos que projetaram o empreendimento.
O prédio terá amplo saguão, equipado com banheiros, setor de informações, auditório para 250 pessoas, restaurante, lanchonete, biblioteca, escadas rolantes, elevadores próprios para portadores de necessidades especiais, entre outros.
O edifício é dotado de iluminação natural e conta com captação de energia solar. De acordo com o projeto, a água da chuva será reutilizada nos aquários e para abastecimento do prédio.
A entrada para visitantes será cobrada, mas para pesquisadores o acesso será gratuito. Mas o governo ainda não calculou quanto cobrará no ingresso.
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