Cidades

USINA SÃO DOMINGOS

Área de reservatório será desmatada em 30 dias

Área de reservatório será desmatada em 30 dias

DA REDAÇÃO

29/04/2011 - 16h30
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As obras de desmatamento da área do reservatório da Usina Hidrelétrica São Domingos em Água Clara, foram anunciadas ontem (28 de abril) através da publicação no Diário Oficial da União, do contrato de prestação de serviço, das empresas ganhadoras do processo de licitação ocorrido através de Pregão Eletrônico.

O início dos serviços segundo o Departamento de Patrimônio e Meio Ambientes (DPM/DIMA), este previsto para o mês de junho/11, com prazo de ser concluído em onze meses (julho de 2012).
Os dois contratos juntos somam R$ 10 milhões de recursos, sendo que o primeiro contrato é de R$ 3.540.000,00 e será executado pela empresa Secaf - Serviços e Comércio Agropecuários e Florestais LTDA, de Minas Gerais e o segundo, com valor de R$ 7.346.000,00, teve como vencedora a Status - Administração e Terceirização e Serviços LTDA, do Mato Grosso do Sul.
O reservatório da usina terá uma área de 1.758,32 hectares, atingindo 23 propriedades rurais da região. Os processos de desapropriação e indenização destas áreas já estão em andamento com 81% concluídos num total de 17 áreas adquiridas e seis em negociação.
A Usina - A Usina Hidrelétrica São Domingos (UHESD) esta sendo construída no rio Verde, entre o município de Água Clara e Ribas do Rio Pardo, com potência instalada de 48 MW, sendo 36,9 MW médios - Produção anual de 323,25 GWh, é uma obra do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que deve gerar cerca de 700 empregos diretos e outros 1.500 indiretos, gerando energia suficiente para atender 700 mil habitantes, com investimentos previstos de R$ 290 milhões.

As características da usina são de “fio d’água”. Ou seja, seu reservatório tem somente a função de manter o desnível necessário para a geração de energia. A usina será constituída de uma barragem que utilizará um canal de adução para conduzir a água até a casa de força, de forma a aproveitar a queda natural do rio Verde.

Compensações ambientais - Paralelamente às obras de construção civil, o projeto da UHE prevê a execução de 20 programas ambientais no decorrer da obra, sendo que no caso do reservatório, o Programa de Recomposição de Áreas Degradadas prevê vários trabalhos de conservação e resgate da flora nativa através da coleta de mudas e sementes, visando à mitigação e a compensação do impacto causado pela supressão da vegetação, necessária para a implantação do canteiro de obras e para a formação do reservatório.

A conservação e o resgate da flora permitem a manutenção da integridade genética da comunidade arbustivo-arbórea da região, além de aumentar as chances de germinação das sementes e sobrevivência das plântulas quando da execução do Programa de Restauração da Área de Preservação Permanente (APP) do reservatório, uma vez que elas provêm de plantas que estão adaptadas às condições de solo e clima do local, aumentando assim sua taxa de germinação e diminuindo a taxa de mortalidade.

Estão ainda em andamento (ou concluído), os programas de Educação Ambiental; Conservação do Solo e Controle De Erosão; Desmatamento da Área Diretamente Afetada; Conservação, Manejo, Resgate e Aproveitamento Científico da Flora Nativa; Reflorestamento da APP do Reservatório; Monitoramento e Manejo De Espécies Higrófitas (Macrófitas Aquáticas); Resgate, Manejo e Monitoramento da Fauna Não-Aquática; Resgate, Manejo e Conservação da Ictiofauna; Monitoramento de Qualidade das Águas Superficiais; Monitoramento de Águas Subterrâneas; Monitoramento das Comunidades Aquáticas; Gerenciamento de Resíduos Sólidos; Compensação Ambiental; Plano de Gestão Ambiental Integrada do Empreendimento; Plano de Uso e Conservação do Entorno do Reservatório; Sistema de Controle Ambiental; Limpeza da Bacia de Acumulação do Reservatório; Mitigação e Compensação por Supressão em APP (Resolução Conama Nº 369 De 28 De Março De 2006) e Plano Ambiental para a Construção – PAC.


A obra - Iniciada a implantação do empreendimento a partir de junho de 2009, o avanço físico das obras aponta, até janeiro, evolução de 75% no vertedouro, que já teve concluídas as escavações comuns e em rocha e o trabalho se concentra nas estruturas de concreto, que já estão com 60% do serviço realizado. Na casa de força, que terá duas unidades geradoras, o avanço físico é de 47%, estando também concluídas as escavações comuns e em rocha. Já a barragem da margem direita, que terá 32 metros de altura máxima, avançou 22,26%.

Linha de Transmissão - O Sistema de Transmissão conta com uma LT, em 138 kV, com aproximadamente 53 km de extensão, que fará a integração da usina ao Sistema Interligado Nacional, a partir de conexão ao barramento de 138kV da Subestação Água Clara (MS). A LT obteve Licença Prévia pelo órgão ambiental do Mato Grosso do Sul em 10 de fevereiro e a Eletrosul se prepara para solicitar a Licença de Instalação para que as obras de fato possam iniciar.

Literatura

Escritora de MS participa da Bienal do Livro de São Paulo

Jucelia Silva apresenta o romance "Antes de Nós" no estande da Editora Flyve durante o evento, que começou nesta sexta-feira

04/09/2026 17h30

Foto: Arquivo pessoal

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A escritora campo-grandense Jucelia Silva participa da 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, que começou nesta sexta-feira (4), na capital paulista. Autora do romance Antes de Nós, ela representa Mato Grosso do Sul entre os escritores que integram a programação do evento.

Jucelia está no estande da Editora Flyve, onde o livro será apresentado ao público. O romance aborda temas como memória, família, ancestralidade e pertencimento, a partir da relação entre diferentes gerações.

A participação ocorre após a escritora integrar eventos literários em Mato Grosso do Sul. Nos últimos meses, ela participou da Feira Literária de Bonito (FLIB), do projeto Leituras e Conversas, da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras, e do Sarau do Recanto, em Campo Grande.

Romance

Em Antes de Nós, a autora parte de uma pergunta sobre a vida dos pais e antepassados antes de eles ocuparem esses papéis dentro da família. A história transita entre campo e cidade e aborda relações familiares, diferenças sociais e raciais e as marcas deixadas pelas escolhas de gerações anteriores.

“Antes de Nós nasceu do desejo de olhar para aqueles que vieram antes e imaginar quem eram nossos pais antes de ocuparem esse lugar em nossas vidas. Estar na Bienal de São Paulo com esse romance é muito significativo para mim”, afirma Jucelia.

Além de escritora, Jucelia é professora da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), doutora em Letras e mestre em Estudos de Linguagens. Ela também integra a União Brasileira de Escritores de Mato Grosso do Sul (UBE-MS).

A 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo segue até o dia 13 de setembro, reunindo editoras, autores e leitores no Distrito Anhembi. Antes de Nós também pode ser encontrado no site da Editora Flyve, na Amazon, com a autora e na Hámor Livraria, em Campo Grande.

Fronteira com MS

Cidade do Paraguai decreta folga em 7 de setembro e gera revolta

Prefeitura de Capitán Bado decretou ponto facultativo para liberar servidores e escolas para desfile da Independência do Brasil em Coronel Sapucaia, mas decisão provocou críticas até em Assunção

04/09/2026 17h29

Capitán Bado, separada por uma rua de Coronel Sapucaia (MS)

Capitán Bado, separada por uma rua de Coronel Sapucaia (MS) Arquivo

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Um decreto do município de Capitán Bado, cidade paraguaia distante 400 quilômetros de Campo Grande, está causando polêmica no país vizinho. É que a prefeitura do município, localizado no Departamento de Amambay, decretou ponto facultativo na próxima segunda-feira (7), feriado de Independência do Brasil.

Capitán Bado é separada do Brasil apenas por uma rua. Região de fronteira seca, o município paraguaio é vizinho de Coronel Sapucaia (MS).

O jornal paraguaio El Nacional tratou a decisão da prefeitura paraguaia como “Vergonha Inexplicável”. A explicação do prefeito de Capitán Bado, feita por meio de nota, é que a decisão se justifica pela necessidade de liberar funcionários públicos e escolas para participar do desfile de 7 de setembro em Coronel Sapucaia.

A notícia chegou à capital paraguaia, Assunção. Algumas autoridades do país vizinho já pediram explicações.

Nas redes sociais, cidadãos paraguaios mais nacionalistas condenaram a atitude do prefeito, chamado de “intendente” no país vizinho. Outros não viram nada demais em decretar o ponto facultativo em consideração a uma cidade-irmã.

Outro questionou a soberania paraguaia: “Seria uma colônia do Brasil?”, disse.

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