Artigos e Opinião

Editorial

Clima: prevenir é sempre melhor

Prevenir é melhor do que remediar. Diante de fenômenos climáticos extremos, essa máxima precisa deixar de ser uma recomendação e se transformar em política pública permanente

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O que diferencia os países mais desenvolvidos dos menos desenvolvidos diante de uma emergência climática ou de um caso fortuito? São vários os fatores, mas alguns dos mais importantes são a infraestrutura disponível e a capacidade financeira para enfrentar os desafios impostos por fenômenos naturais, sejam tempestades, secas severas, calor intenso, nevascas ou outras manifestações extremas do clima.

Uma sociedade mais preparada não consegue impedir um evento climático, mas pode reduzir significativamente seus impactos.

Estradas, sistemas de drenagem, hospitais, redes de energia e abastecimento, estruturas de defesa civil e mecanismos eficientes de comunicação fazem diferença quando a natureza impõe condições adversas.

Da mesma forma, governos com recursos conseguem agir mais rapidamente e reconstruir o que for destruído.

Existe, porém, outro fator fundamental, que não depende diretamente de dinheiro ou de grandes obras: a capacidade de mobilização da sociedade e de coordenação das ações preventivas. Não basta ter recursos se não houver planejamento, integração entre os órgãos públicos e orientação clara para a população.

Prevenir é sempre melhor do que remediar. Diante de fenômenos climáticos extremos, essa máxima precisa deixar de ser apenas uma recomendação e se transformar em política pública permanente. É preciso antecipar cenários, identificar riscos e preparar estruturas antes que a emergência aconteça.

Nesse aspecto, é importante que as autoridades estejam efetivamente empenhadas em criar uma base do Sistema Único de Saúde (SUS) em Campo Grande para enfrentar os possíveis efeitos do super-El Niño, como mostramos nesta edição.

Se as previsões apontam temperaturas excepcionalmente elevadas, não faz sentido esperar que os impactos sobre a saúde apareçam para só então organizar uma resposta.

Uma estrutura preparada previamente pode garantir atendimento mais rápido, equipes e equipamentos disponíveis e menor pressão sobre uma rede de saúde que já enfrenta dificuldades.

Recursos empregados na prevenção não representam desperdício, ao contrário, podem evitar custos humanos e financeiros muito maiores posteriormente.

O mesmo vale para o Pantanal. Os governos federal e estadual acertam ao mobilizar brigadas e orientar produtores a adotar medidas preventivas. Em uma região tão vulnerável à estiagem e aos incêndios, esperar o fogo tomar grandes proporções para agir é assumir um risco que pode ser reduzido com planejamento.

Este é o ponto: não precisamos esperar a próxima seca, onda de calor, tempestade ou grande incêndio para descobrir que deveríamos ter feito algo antes. Em tempos de emergência climática, planejamento não é excesso de cautela, é responsabilidade.

Editorial

Previdência requer mais explicações

Quanto mais tarde um desequilíbrio na previdência é enfrentado, maior tende a ser a conta para as próximas gerações, por isso é preciso discutir o deficit com profundidade

28/08/2026 07h10

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A mudança no plano de previdência que está prestes a ser votada pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul carece de justificativas mais aprofundadas. Alterações dessa natureza não podem ser avaliadas apenas pela ótica imediata do caixa do governo.

A previdência pública envolve compromissos que se estendem por décadas e afetam diretamente a dignidade dos servidores, o equilíbrio das contas estaduais e a capacidade de o sistema se manter saudável no futuro.

Entre os pontos que precisam ser mais bem explicados está a decisão de estender em quase 20 anos o prazo do plano atuarial para zerar o deficit previdenciário.

Ao reduzir o valor das parcelas dos aportes feitos pelo governo ao sistema, a medida produz um efeito prático que não pode ser negado: alivia o caixa estadual.

O que ainda precisa ficar claro é a relação entre esse alongamento e uma possível redução do deficit acima daquela originalmente projetada.

A consultoria contratada pelo governo precisa demonstrar, de maneira objetiva, por que ampliar o prazo para o equacionamento seria capaz de produzir um resultado atuarial melhor.

É necessário apresentar números, cenários e projeções que permitam compreender de onde virá essa eventual redução adicional do deficit.

Sem essa explicação, fica difícil distinguir uma estratégia previdenciária de longo prazo de uma medida voltada essencialmente ao alívio financeiro imediato do Estado.

Se a perspectiva é de que a situação financeira do sistema poderá melhorar mais rapidamente do que o previsto, uma pergunta se torna inevitável: não seria mais adequado capitalizar ainda mais a previdência agora, para eliminar o deficit no menor prazo possível?

Dessa maneira, o Estado poderia se livrar mais rapidamente da obrigação de realizar aportes mensais e, sobretudo, fortaleceria um sistema que precisa ser sustentável por muitas décadas.

O caixa público importa, evidentemente. Estados precisam administrar receitas e despesas com responsabilidade. O problema é quando uma decisão estrutural é justificada principalmente pelo efeito financeiro imediato.

Previdência não é uma despesa qualquer que possa simplesmente ser empurrada para o futuro. Quanto mais tarde um desequilíbrio é enfrentado, maior tende a ser a conta para as próximas gerações.

Por isso, o debate precisa ganhar mais luz. A previdência está relacionada à dignidade do servidor que contribui para o sistema, mas também às finanças de toda a sociedade. Uma estrutura sustentável é garantia para quem trabalhou e contribuiu, mas também proteção para os futuros servidores e para os contribuintes que financiam o Estado.

A discussão deveria avançar, ainda, para uma revisão mais ampla do modelo, incorporando integralmente as mudanças da reforma da Previdência de 2019. O sistema precisa ser justo e isonômico, sem espaço para supersalários e privilégios incompatíveis com a realidade da maioria dos trabalhadores.

Mais do que administrar um deficit por décadas, Mato Grosso do Sul deveria buscar a capitalização do sistema. A Assembleia Legislativa tem, portanto, a oportunidade de buscar explicações mais detalhadas antes da votação.

LOTERIA

Resultado da Lotofácil de ontem, concurso 3771, terça-feira (25/08): veja o rateio

A Lotofácil é uma das loterias mais populares no Brasil, com sorteios realizados seis vezes por semana, de segunda a sábado; veja números sorteados.

26/08/2026 08h42

Confira o rateio da Lotofácil

Confira o rateio da Lotofácil Foto: Reprodução Agência Brasil

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A Caixa Econômica Federal realizou o sorteio do concurso 3771 da Lotofácil na noite desta terça-feira, 25 de agosto de 2026, a partir das 21h (de Brasília). A extração dos números ocorreu no Espaço da Sorte, em São Paulo, com um prêmio estimado em R$ 2 milhões.

Premiação

  • 15 acertos - 1 aposta ganhadora, (R$ 1.431.471,60)
  • 14 acertos - 194 apostas ganhadoras, (R$ 2.210,21)
  • 13 acertos - 10027 apostas ganhadoras, (R$ 35,00)
  • 12 acertos - 87690 apostas ganhadoras, (R$ 14,00)

11 acertos - 473989 apostas ganhadoras, R$ 7,00

Os números da Lotofácil 3771 são:

  •  16 - 25 - 12 - 02 - 23 - 09 - 21 - 03 - 17 - 18 - 05 - 10 - 11 - 04 - 15 

O sorteio da Lotofácil é transmitido ao vivo pela Caixa Econômica Federal e pode ser assistido no canal oficial da Caixa no Youtube.

Próximo sorteio: 3772

O próximo sorteio ocorre na quarta-feira, 26 de agosto, a partir das 21 horas, pelo concurso 3772. O valor da premiação está estimado em R$ 2 milhões.

Como apostar na Lotofácil

Os sorteios da Lotofácil são realizados diariamente, às segundas, terças, quartas, quintas, sextas-feiras e sábados, sempre às 20h (horário de MS).

O apostador marca entre 15 e 20 números, dentre os 25 disponíveis no volante, e fatura prêmio se acertar 11, 12, 13, 14 ou 15 números.

Há a possibilidade de deixar que o sistema escolha os números para você por meio da Surpresinha, ou concorrer com a mesma aposta por 3, 6, 12, 18 ou 24 concursos consecutivos através da Teimosinha.

A aposta mínima, de 15 números, custa R$ 3,00.

Os prêmios prescrevem 90 dias após a data do sorteio. Após esse prazo, os valores são repassados ao Tesouro Nacional para aplicação no FIES - Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior.

É possível marcar mais números. No entanto, quanto mais números marcar, maior o preço da aposta.

Probabilidades

A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada.

Para a aposta simples, com 15 dezenas, que custa R$ 3,00, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 3.268.760, segundo a Caixa.

Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 211, ainda segundo a Caixa.

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