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Coparticipação abusiva em planos de saúde é barreira para tratamento de crianças com TEA

O total pago em coparticipações ultrapassa a própria mensalidade do plano, descaracteriza completamente a lógica do sistema e transfere à família um custo que o contrato deveria ajudar a suportar

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Quando uma família recebe o diagnóstico de transtorno do espectro autista (TEA), a prioridade passa a ser garantir tratamento adequado, contínuo e eficaz. Nesse momento, o plano de saúde deveria representar segurança e suporte.

No entanto, muitas famílias têm enfrentado um problema cada vez mais frequente: cobranças de coparticipação em níveis tão elevados que acabam inviabilizando terapias essenciais, especialmente aquelas de caráter intensivo, como a metodologia ABA.

A coparticipação, em si, é permitida pela legislação e pode cumprir função moderadora no uso do serviço. O problema surge quando os valores deixam de ser razoáveis e passam a se transformar em obstáculo real ao tratamento.

Em diversos casos, o total pago em coparticipações ultrapassa a própria mensalidade do plano, o que descaracteriza completamente a lógica do sistema e transfere à família um custo que o contrato deveria ajudar a suportar.

Nos casos de autismo, o tratamento não é eventual. Trata-se de um tratamento contínuo e estruturado a longo prazo. A terapia exige frequência elevada e acompanhamento especializado permanente. Quando as cobranças se acumulam a ponto de impedir a regularidade das sessões, o prejuízo não é apenas financeiro.

A interrupção ou redução do tratamento pode provocar retrocessos significativos no desenvolvimento da criança, comprometendo avanços conquistados ao longo de meses ou anos.

A jurisprudência brasileira tem evoluído para reconhecer que esse tipo de cobrança pode violar princípios fundamentais do direito do consumidor e o direito à saúde. Os tribunais têm entendido que cláusulas contratuais não podem impor desvantagem exagerada ao consumidor nem esvaziar a finalidade do contrato.

Em outras palavras, o plano de saúde não pode estabelecer um modelo de cobrança que, na prática, impeça o acesso ao tratamento indicado.

Por essa razão, decisões judiciais vêm fixando limites para a coparticipação em terapias relacionadas ao autismo, muitas vezes estabelecendo tetos financeiros proporcionais à mensalidade do plano. O objetivo é preservar a continuidade terapêutica e evitar que a cobrança se transforme em barreira econômica ao cuidado.

Diante desse cenário, a organização documental torna-se fundamental. Laudos médicos detalhados, indicação da carga horária terapêutica, relatórios da equipe multidisciplinar, contrato do plano e demonstrativos das cobranças são elementos essenciais para demonstrar o impacto financeiro e o risco concreto de interrupção do tratamento.

Com base nesses documentos, é possível buscar no Judiciário uma medida liminar que limite imediatamente as cobranças e assegure a continuidade da terapia enquanto o processo é analisado.

Além da limitação das cobranças futuras, também pode ser discutida a devolução de valores pagos em excesso e, em situações mais graves, a responsabilização por danos morais.

Isso porque não se trata apenas de uma controvérsia contratual, mas de uma questão que envolve a proteção da saúde e da dignidade de crianças que dependem de acompanhamento contínuo.

Quando a coparticipação deixa de ser instrumento de regulação e passa a impedir o acesso ao tratamento, há um desvio que precisa ser corrigido. O ordenamento jurídico brasileiro oferece mecanismos para restabelecer esse equilíbrio e garantir que o plano de saúde cumpra sua função: viabilizar o cuidado, e não dificultá-lo.

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Mato Grosso do Sul em estado de graça

O anúncio da liberação de recursos para a reestruturação da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil hoje sucateada e abandonada, prevê sua revitalização desde Bauru (SP) até Corumbá

18/04/2026 07h45

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Notícias boas são sempre bem-vindas, e o nosso querido Mato Grosso do Sul tem recebido ótimas novidades vindas de Brasília, conforme já publicou o Correio do Estado.

Por isso mesmo, a nossa população estampa aquele sorriso de satisfação, eis que há tempos não éramos contemplados com importantes recursos liberados pelo governo federal. Corumbá, a capital do Pantanal, foi agraciada com recursos para a execução de um projeto que deverá embelezar a orla fluvial, notadamente seu histórico Porto Geral.

O anúncio da liberação de recursos para a reestruturação da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil, a nossa querida NOB, hoje sucateada e abandonada, prevê sua revitalização desde Bauru (SP) até Corumbá.

Uma obra mais do que necessária e que certamente possibilitará aos moradores das pequenas comunidades no entorno dos trilhos da ferrovia a esperada melhoria na qualidade de suas vidas, além do retorno às suas atividades, abandonadas por total falta de mobilização de pessoas que utilizavam rotineiramente esse meio de transporte, que fazia conexão com a ferrovia boliviana.

Porém, a mais bombástica notícia para as classes políticas e econômicas do nosso estado foi a retomada da obra da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados 3 (UFN3), na cidade de Três Lagoas. Tal anúncio foi feito pela Petrobras e, o mais importante, o reinício dessa obra, paralisada há 12 anos, deverá ocorrer até o final do mês de junho.

Fato que exigirá a absorção de cerca de oito mil empregos, apenas na construção, e, com isso, as cidades circunvizinhas também serão beneficiadas. Espera-se uma radical mudança na economia regional como um todo.

A reestruturação da ferrovia, aliada ao reinício das obras da UFN3, deverá merecer um acompanhamento responsável e transparente por parte dos órgãos fiscalizadores, até porque recursos públicos estarão sendo consumidos na execução desses dois grandes empreendimentos, que se transformarão em uma segurança econômica para o País, hoje dependente de fertilizantes produzidos no exterior.

Podemos afirmar que a soberania produtiva do Brasil estará garantida.

Hoje, a nossa demanda por fertilizantes é muito grande, razão pela qual a reestruturação da ferrovia é extremamente importante, ainda mais considerando que a nossa principal rodovia, a BR-262, encontra-se saturada.

A vizinha Bolívia exporta fertilizantes, porém a logística para o transporte do produto também se encontra sucateada. Contudo, a Rota Bioceânica levou o presidente daquele país a investir tanto na ferrovia quanto na rodovia, o que indiretamente beneficiará o nosso estado, que, como dito, está em estado de graça.

Um conhecido jargão popular preconiza que as eleições operam milagres, mas o Brasil é reconhecido como o maior país católico do mundo. Por isso mesmo, costuma-se dizer que Deus é brasileiro, e nós temos muita fé Nele, para que esses “milagres” aconteçam para a nossa felicidade. Amém!

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Rene Siufi: o legado de uma advocacia que atravessa o tempo

São mais de 40 anos de exercício ininterrupto na advocacia criminal, construídos não em torno de holofotes, mas no cotidiano dos tribunais

18/04/2026 07h30

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Rene Siufi é um nome que se tornou sinônimo de uma advocacia que atravessa o tempo sem perder a identidade e o respeito. Em um cenário jurídico marcado pela busca incessante por visibilidade, a trajetória de Siufi impõe-se pela permanência.

São mais de 40 anos de exercício ininterrupto na advocacia criminal, construídos não em torno de holofotes, mas no cotidiano dos tribunais, na consistência técnica das sustentações orais e na confiança sedimentada ao longo de décadas.

Sua atuação, especialmente no Tribunal do Júri, consolidou um estilo inconfundível. Distante de excessos retóricos ou teatralizações desnecessárias, a advocacia de Rene é marcada pela firmeza, pela clareza de raciocínio e por uma presença que se impõe pela substância dos argumentos.

Ele compreende que o convencimento não reside no espetáculo, mas na coerência entre a tese jurídica, a ética e a credibilidade pessoal.

Nesta longa jornada, a lealdade é um pilar fundamental. Ao lado de Rene Siufi, destaca-se Honório Suguita, seu fiel escudeiro e advogado que trabalha ao seu lado há vários anos.

A parceria entre ambos transcende a relação meramente profissional, baseando-se em uma confiança mútua e em uma visão compartilhada em que a discrição e o rigor técnico são inegociáveis.

Enquanto Rene conduz os grandes embates, Honório atua com a precisão de um estrategista, sendo peça fundamental na manutenção desse padrão de excelência que marca a trajetória do escritório.

Essa solidez profissional reflete a essência do homem por trás da toga. Discreto e culto, Rene Siufi prefere a profundidade dos vínculos verdadeiros à superficialidade das relações sociais amplas.

Sua vida pessoal é um pilar de estabilidade: ao lado da esposa, Olga Siufi, construiu uma trajetória de cumplicidade que se estende aos filhos, o promotor de justiça Renzo Siufi e a professora de redação Raquel Siufi, exemplos de seriedade e decência, além da alegria trazida pelos netos.

A atuação de Rene também deixou marcas na esfera institucional. Como ex-presidente da OAB-MS, ele assumiu a missão de guardião de princípios como a ética e as prerrogativas profissionais, compreendendo que o advogado é um pilar essencial para o equilíbrio democrático.

Para as novas gerações, a história de Rene Siufi, amparada pela lealdade de Honório Suguita, funciona como um verdadeiro norte. Ela prova que a relevância não reside na exposição efêmera, mas na solidez da reputação.

Celebrar Siufi é reconhecer que a excelência não se improvisa; é fruto de uma construção diária, feita de escolhas éticas e respeito sagrado pela justiça. Enquanto muitos buscam atalhos, essa trajetória reafirma que a advocacia, exercida com rigor, propósito e retidão, é um legado que resiste ao tempo.

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