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JK: o exemplo que a morte não sepultou

JK assumiu em um período politicamente conturbado, porém não se afastou de seu ideal de promover o desenvolvimento econômico e social em ritmo acelerado

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Agosto deste ano marca os 50 anos da morte do ex-presidente Juscelino Kubitschek. É momento, portanto, de o País reverenciar a memória desse que foi um dos maiores – senão o maior – estadista da história do Brasil.

Mais de seis décadas após ter concluído o mandato na Presidência da República (1956-1961), seu legado permanece intacto, graças à seriedade, coragem, competência e visão estratégica com as quais transformou o País.

JK assumiu em um período politicamente conturbado, porém não se afastou de seu ideal de promover o desenvolvimento econômico e social em ritmo acelerado, priorizando a eliminação dos gargalos da economia.

Para tanto, debruçou-se sobre metas que deveriam ser definidas e implementadas em estreita harmonia entre si, de modo que os investimentos em determinados setores pudessem se refletir positivamente na dinâmica de outros.

A chave do sucesso da gestão JK foi o Plano Nacional de Desenvolvimento, ou Plano de Metas, conjunto de objetivos a serem atingidos nos cinco anos de seu mandato, ao qual se acresceu a construção da nova capital federal, Brasília, pensada como vetor de desenvolvimento do Centro-Oeste e também, por meio da Lei nº 3.173 de 6/6/1957, criou a Zona Franca de Manaus buscando o desenvolvimento da Amazonia e mostrando sua preocupação estratégica com a interiorização do desenvolvimento.

Como espinha dorsal do plano, alocou os recursos financeiros em três áreas prioritárias – energia, transporte e infraestrutura – e assim criou as condições para a transformação do País.

Nos cinco anos do governo de JK, o Brasil viu seu PIB crescer, em média, mais de 8% ao ano (o mesmo desempenho admirado da China de hoje) e cerca de 52% acima da média mundial à época (hoje estamos 36% abaixo da média mundial, ladeira abaixo).

Nesse período, a produção industrial nacional cresceu 80%, alavancando a transformação estrutural da economia.

Brasília, mais que o centro do poder, impulsionou o Centro-Oeste, região mais expressiva do agronegócio que hoje responde por 26% do PIB nacional, 49% do total das exportações brasileiras e 119% do saldo da balança comercial brasileira. Tudo semeado no governo de JK e sendo colhido até hoje.

Juscelino não foi um político de promessas, mas um gestor de realizações. Das 31 metas de seu Plano, mais de 80% foram cumpridas integralmente. O slogan “Cinco décadas em cinco anos” não foi mera retórica.

Depois do governo de Juscelino, o Brasil passou pela ditadura militar de mais de duas décadas, redemocratizou-se, enfrentou períodos de irrefreada inflação, teve dois presidentes da República afastados do cargo por impeachment, instituiu a reeleição para cargos do Executivo, superou desafios, mas os governantes das últimas décadas não assimilaram as lições deixadas por JK.

As desigualdades regionais se acentuaram. O País cresce menos do que a taxa média mundial e sua renda per capita ocupa a 74ª posição do planeta. Os indicadores sociais mostram uma triste realidade.

O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) caiu da 73ª posição, em 2002, para o atual 84º lugar e no coeficiente Gini, que mede a distribuição de renda, o Brasil é o sétimo pior país, estagnado há décadas entre as 10 nações mais mal avaliadas.

Na Educação, estamos entre a 67ª e 74ª posição em Matemática, segundo o Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), em ranking de 81 países. Ocupamos apenas a 30ª posição no Índice de Retorno de Bem-Estar à Sociedade (Irbes), com altíssima carga tributária e péssima retribuição em serviços públicos essenciais.

Campeão o Brasil é apenas na vergonhosa estatística de homicídios intencionais, registrando 33 mil mortes por ano. Além disso, levantamento da Transparência Internacional mostra que há 106 países com setor público mais honesto que o brasileiro.

Em 2002, eram apenas 45, o que evidencia a degradação ética e de honestidade em nosso país. A corrupção se instalou de vez e, com ela, o equivalente entre 2,5% e 4% do PIB escorre pelo ralo todos os anos (FGV-Ibre).

Certamente, não é esse o País que JK imaginou. Tampouco é a nação que os brasileiros merecem. Juscelino fez a sua parte. Falta seguirem seu exemplo.

Editorial

Previdência requer mais explicações

Quanto mais tarde um desequilíbrio na previdência é enfrentado, maior tende a ser a conta para as próximas gerações, por isso é preciso discutir o deficit com profundidade

28/08/2026 07h10

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A mudança no plano de previdência que está prestes a ser votada pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul carece de justificativas mais aprofundadas. Alterações dessa natureza não podem ser avaliadas apenas pela ótica imediata do caixa do governo.

A previdência pública envolve compromissos que se estendem por décadas e afetam diretamente a dignidade dos servidores, o equilíbrio das contas estaduais e a capacidade de o sistema se manter saudável no futuro.

Entre os pontos que precisam ser mais bem explicados está a decisão de estender em quase 20 anos o prazo do plano atuarial para zerar o deficit previdenciário.

Ao reduzir o valor das parcelas dos aportes feitos pelo governo ao sistema, a medida produz um efeito prático que não pode ser negado: alivia o caixa estadual.

O que ainda precisa ficar claro é a relação entre esse alongamento e uma possível redução do deficit acima daquela originalmente projetada.

A consultoria contratada pelo governo precisa demonstrar, de maneira objetiva, por que ampliar o prazo para o equacionamento seria capaz de produzir um resultado atuarial melhor.

É necessário apresentar números, cenários e projeções que permitam compreender de onde virá essa eventual redução adicional do deficit.

Sem essa explicação, fica difícil distinguir uma estratégia previdenciária de longo prazo de uma medida voltada essencialmente ao alívio financeiro imediato do Estado.

Se a perspectiva é de que a situação financeira do sistema poderá melhorar mais rapidamente do que o previsto, uma pergunta se torna inevitável: não seria mais adequado capitalizar ainda mais a previdência agora, para eliminar o deficit no menor prazo possível?

Dessa maneira, o Estado poderia se livrar mais rapidamente da obrigação de realizar aportes mensais e, sobretudo, fortaleceria um sistema que precisa ser sustentável por muitas décadas.

O caixa público importa, evidentemente. Estados precisam administrar receitas e despesas com responsabilidade. O problema é quando uma decisão estrutural é justificada principalmente pelo efeito financeiro imediato.

Previdência não é uma despesa qualquer que possa simplesmente ser empurrada para o futuro. Quanto mais tarde um desequilíbrio é enfrentado, maior tende a ser a conta para as próximas gerações.

Por isso, o debate precisa ganhar mais luz. A previdência está relacionada à dignidade do servidor que contribui para o sistema, mas também às finanças de toda a sociedade. Uma estrutura sustentável é garantia para quem trabalhou e contribuiu, mas também proteção para os futuros servidores e para os contribuintes que financiam o Estado.

A discussão deveria avançar, ainda, para uma revisão mais ampla do modelo, incorporando integralmente as mudanças da reforma da Previdência de 2019. O sistema precisa ser justo e isonômico, sem espaço para supersalários e privilégios incompatíveis com a realidade da maioria dos trabalhadores.

Mais do que administrar um deficit por décadas, Mato Grosso do Sul deveria buscar a capitalização do sistema. A Assembleia Legislativa tem, portanto, a oportunidade de buscar explicações mais detalhadas antes da votação.

LOTERIA

Resultado da Lotofácil de ontem, concurso 3771, terça-feira (25/08): veja o rateio

A Lotofácil é uma das loterias mais populares no Brasil, com sorteios realizados seis vezes por semana, de segunda a sábado; veja números sorteados.

26/08/2026 08h42

Confira o rateio da Lotofácil

Confira o rateio da Lotofácil Foto: Reprodução Agência Brasil

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A Caixa Econômica Federal realizou o sorteio do concurso 3771 da Lotofácil na noite desta terça-feira, 25 de agosto de 2026, a partir das 21h (de Brasília). A extração dos números ocorreu no Espaço da Sorte, em São Paulo, com um prêmio estimado em R$ 2 milhões.

Premiação

  • 15 acertos - 1 aposta ganhadora, (R$ 1.431.471,60)
  • 14 acertos - 194 apostas ganhadoras, (R$ 2.210,21)
  • 13 acertos - 10027 apostas ganhadoras, (R$ 35,00)
  • 12 acertos - 87690 apostas ganhadoras, (R$ 14,00)

11 acertos - 473989 apostas ganhadoras, R$ 7,00

Os números da Lotofácil 3771 são:

  •  16 - 25 - 12 - 02 - 23 - 09 - 21 - 03 - 17 - 18 - 05 - 10 - 11 - 04 - 15 

O sorteio da Lotofácil é transmitido ao vivo pela Caixa Econômica Federal e pode ser assistido no canal oficial da Caixa no Youtube.

Próximo sorteio: 3772

O próximo sorteio ocorre na quarta-feira, 26 de agosto, a partir das 21 horas, pelo concurso 3772. O valor da premiação está estimado em R$ 2 milhões.

Como apostar na Lotofácil

Os sorteios da Lotofácil são realizados diariamente, às segundas, terças, quartas, quintas, sextas-feiras e sábados, sempre às 20h (horário de MS).

O apostador marca entre 15 e 20 números, dentre os 25 disponíveis no volante, e fatura prêmio se acertar 11, 12, 13, 14 ou 15 números.

Há a possibilidade de deixar que o sistema escolha os números para você por meio da Surpresinha, ou concorrer com a mesma aposta por 3, 6, 12, 18 ou 24 concursos consecutivos através da Teimosinha.

A aposta mínima, de 15 números, custa R$ 3,00.

Os prêmios prescrevem 90 dias após a data do sorteio. Após esse prazo, os valores são repassados ao Tesouro Nacional para aplicação no FIES - Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior.

É possível marcar mais números. No entanto, quanto mais números marcar, maior o preço da aposta.

Probabilidades

A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada.

Para a aposta simples, com 15 dezenas, que custa R$ 3,00, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 3.268.760, segundo a Caixa.

Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 211, ainda segundo a Caixa.

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