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Justiça seja feita, sempre!

STF condenou os mandantes do assassinato da ex-vereadora Marielle Franco e de seu motorista, Anderson Gomes, reafirmando um princípio que sustenta qualquer democracia: a justiça pode tardar, mas não pode falhar

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Quase seis anos depois do crime que chocou o País, a resposta do Estado brasileiro chegou. A 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou os mandantes do assassinato da ex-vereadora Marielle Franco e de seu motorista, Anderson Gomes, reafirmando um princípio que sustenta qualquer democracia: a justiça pode tardar, mas não pode falhar.

Os irmãos Domingos Brazão e Chiquinho Brazão foram condenados a 76 anos de prisão. O ex-major da PM Ronald Pereira recebeu pena de 56 anos por homicídio. O ex-assessor Robson Calixto foi condenado por organização criminosa.

Já o ex-chefe da Polícia Civil do Rio, Rivaldo Barbosa, absolvido da acusação de homicídio por insuficiência de provas, foi condenado por corrupção passiva e obstrução de Justiça. Além das penas, houve a fixação de indenizações milionárias às famílias e às sobreviventes do atentado.

A decisão unânime, com votos dos ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino, não devolve as vidas perdidas.

Mas devolve algo igualmente essencial: a confiança de que as instituições funcionam, mesmo sob pressão, mesmo diante de interesses poderosos, mesmo quando o tempo parece corroer a esperança.

O caso de Marielle e Anderson tornou-se símbolo da violência política no Brasil. Mulher negra, oriunda da periferia, defensora dos direitos humanos, Marielle representava uma ruptura com estruturas históricas de exclusão.

Seu assassinato foi um ataque não apenas a uma pessoa, mas à ideia de participação democrática plural. Quando a ministra Anielle Franco afirmou que a decisão era um “recado” aos que minimizaram o crime, sublinhou que não se tratava de vingança, mas de afirmação do Estado de Direito.

Não há democracia sólida onde crimes políticos são anistiados por conveniência, esquecidos por cansaço ou perdoados por cálculo.

Investigar, apurar, acusar, julgar e condenar são etapas de um processo civilizatório. E ele só se completa quando as penas são efetivamente cumpridas. A impunidade é combustível para a repetição. A responsabilização, ao contrário, é freio e exemplo.

O voto da ministra Cármen Lúcia evocou indignação diante da violência que insiste em assombrar o Brasil. Ao questionar quantas “Marielles” e “Andersons” ainda serão vítimas antes que o Estado reaja de modo estrutural, ela apontou para um desafio que vai além deste caso.

A Justiça precisa ser firme não apenas no desfecho, mas na prevenção. A mensagem precisa ser clara: quem atenta contra a vida e contra a democracia responderá por seus atos.

Também é sintomático que um dos condenados ainda receba remuneração pública enquanto aguarda desdobramentos formais. Situações assim tensionam o sentimento social de justiça e revelam a necessidade de aperfeiçoamentos institucionais.

O cumprimento integral das penas e a coerência entre condenação e consequências administrativas são partes do mesmo compromisso com a legalidade.

A decisão do STF estabelece um marco. Mostra que estruturas criminosas sofisticadas podem ser desvendadas; que o tempo não apaga a obrigação de responsabilizar; que a pressão política não deve dobrar a espinha dorsal das instituições.

Para o futuro, fica a lição: crimes não devem ser anistiados nem relativizados. O Estado existe para proteger direitos, não para negociar a aplicação da lei.

Quando a justiça tarda, a dor se prolonga. Mas quando ela falha, a democracia adoece. Neste caso, apesar dos anos de espera, a resposta veio.

Que sirva de exemplo permanente: nenhuma violência pode ser normalizada; nenhum mandante pode se esconder atrás do poder; nenhuma vida pode ser reduzida a estatística.

A memória de Marielle e Anderson exige mais do que homenagens – exige vigilância, firmeza e a certeza de que, no Brasil, o crime não compensa.

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Gremlins tocaiados

O panorama que vivenciamos a cada quatriênio com eleições presidências

03/10/2026 07h30

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Já faz 42 anos (1984), nós os mais velhos, vimos um filme com mistura de ficção, comédia e terror cujo enredo contava a história de um pai que dá para seu filho uma criatura de ficção (mogwais), engraçada, muito dócil, peluda, olhos grandes (tipo pelúcia) e gentil, mas que se devia observar e obedecer às regras, de como mantê-los longe da água, nunca dar-lhes comida após a meia-noite, ou submetê-los a luz forte, sob o risco de se multiplicarem em novas criaturas a partir da liberação de bolhas formadas nas costas, transformando-os em monstros perigosos e agressivos (os Gremlins), cujo objetivo era causar caos, destruição e confusão total agindo motivados por um prazer sádico e malicioso de arruinar tudo ao redor e atormentar os humanos.

Tinham um comportamento estranho ao perder a inocência, mentir, pregando peças ou em atitudes bizarras, como quebrar objetos, bagunçar o ambiente, divertirem-se agressiva e maliciosamente e cuja eliminação ou morte se daria caso expostos a luz forte como ao Sol, uma vez que adoravam ficar nas trevas, escondidos aguardando os momentos para as suas ações deletérias.

O filme me veio a memória com o panorama que vivenciamos a cada quatriênio com eleições presidências, campanhas eleitorais antecipadas, convenções partidárias, entrevistas de candidatos e toda a movimentação das propagandas um momento democrático que hoje se sujeita as fake news, as deepweb e darkweb (partes da internet não indexadas por buscadores), as inteligências artificiais (IAs) preditivas e generativas.

Cada qual calculando e apresentando tendências ou as que criam textos, imagens e sons a partir de ações, tudo capaz ao seu jeito, de induzir, mentir, transformar a mente humana, cooptar, fazer crer, incentivar um eleitor despreparado, ignorante politicamente.

Assim estamos à mercê de toda criatura de má-fé, aquela que age com desonestidade, malícia ou fraude para prejudicar os outros, mentindo sobre fatos, prometendo o que não é capaz de cumprir, ou criando problemas para tumultuar o processo eleitoral, inclusive organizando debates inconsistentes e maliciosos.

Esse é um período do “salve-se quem puder”, em que apesar do controle da legislação eleitoral, por vezes, permitem-se dribles, apitam pênaltis inexistentes e escanteios escandalosos, a demora na cobrança das faltas e dos laterais, barreiras mal posicionadas e, por vezes, gols de mão, tudo patrocinado por interesses escusos, de corporações, grupos, influenciadores, ancoras, blogueiros, a quem metaforicamente os denomino de Gremlins Tocaiados, tal qual como se apresentam aqueles que povoavam o filme da época.

Não vejo diferença entre os “Gremlins” cinematográficos e os Gremlins atuais, exceção feita ao objetivo de entretenimento dos primeiros contra o comportamento dirigido daqueles outros que se caracterizam como infratores ao buscarem tumultuar o processo eleitoral, identificados pelas transgressões de ordem eleitoral praticadas, como candidatos, agentes públicos, incluindo os eleitores camuflados, bem como todos aqueles que se utilizam de artifícios na web ao promover ataques nocivos individuais ou em massa a partir da robotização do processo de divulgação da quebra de preceitos legais, conceituados como crimes eleitorais.

Tais crimes eleitorais que resultam da oposição a regularidade das eleições pelo voto direto, secreto, com igualdade para todos devem ser coibidos de forma a garantir a lisura e legitimidade do voto, resguardando a honra daqueles atingidos com ofensas, mentiras, desvarios, propositalmente divulgados de modo a perturbar a ordem natural do processo eleitoral, como a desconfiança nas urnas e no resultado das eleições.

Onde estão eles? Tocaiados em todos os lugares, por vezes de difícil identificação exatamente pelos disfarces que se utilizam para fazerem das suas, mas facilmente detectados pelos indícios, rastros, evidencias, testemunhos, e demonstrações de suas passagens encobertas e da permanência em locais dissimulada (escondendo as intenções) ou secretamente, ocupando funções diversas de destaque ou não, de modo geral, na administração pública e hoje, camuflados no STF, com o vazamento de investigações sigilosas, acusações sem fundamento, alegações levianas, suposições descabidas e ilações, tudo em nome do combate a corrupção mas de caráter iminentemente eleitoral, na intenção de promover balburdias e narrativas de vieses políticos.

Portanto evitemos apagar o fogo com água e abramos as cortinas da verdade para entrada da luz do sol e evitar que fiquem tocaiados e se armando nas trevas.

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"Que Cristianismo é esse?"

Brasil tem 152 mil templos, entre evangélicos e católicos, além de milhares de capelas e locais de culto

03/10/2026 07h25

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Amigos, amigas, apesar da condição de alguém inconcluso, jamais deixei de me identificar como um cristão convicto que procura seguir os princípios do Evangelho de Cristo e que, apesar das contingências da vida, ousa apresentar o que pensa sobre parte substantiva do cristianismo atual.

A começar pelo Brasil, como entender que, em sendo um país gigante, com o maior potencial em recursos naturais do mundo e um dos mais cristãos do planeta, haveria de ser tão desigual, com milhões de brasileiros longe da vida digna, tão sonhada por Jesus, o nosso Salvador?

Neste país, o “cristianismo” cresce e num avanço inimaginável. Pasmem, esta nação já conta com nada menos do que 152 mil templos, entre evangélicos e católicos, além de milhares de capelas e locais de culto, já chegando a mais de um templo novo por hora.

No entanto, a impressão que se tem é que, quanto mais este “cristianismo” cresce, tem-se menos justiça social.

E para ficar no mais leve, a causa eficiente, para tanto, não estaria no fato de lideranças cristãs estarem, em sua grande maioria, presas e atadas aos ricos e seus partidos? E pior: condenando os humanistas, que fazem o contrário, ou seja, lutam pela dignidade humana, conforme a vontade do Mestre?

Indaga-se, pois, onde foi parar a Boa Nova, em nosso país, onde a imensa maioria de religiosos sequer toca no “vim para que todos tenham vida” – ponto culminante do cristianismo?

E por que fogem tanto de passagens bíblicas, tipo “agulha e camelo” – preciosidades proclamadas por tão poucos que ainda ousam dar a vida pelo anúncio? 

Também, como explicar que países como a China, o Japão, entre outros, tenham alcançado o nível de estados do bem-estar social, o que os leva a harmonizar-se com o Evangelho de Cristo, mesmo não sendo cristãos?

E o que dizer da grande potência econômica, considerada cristã, os EUA, exportadora de pastores, que contam com 40 milhões de pessoas vivendo na miséria absoluta (maioria não imigrantes)?

Longe de qualquer exagero, mas consoante o espírito dos novos tempos, “cristianismo” sem Cristo pode ser tudo: fundamentalismo, servilismo aos ricos, mapa da fome, anti-vacina, misoginia, cinismo, supremacia, falsidade, alienação, pânico moral, hipocrisia, controle social, golpismo, tortura, assalto ao INSS, orgias, adultério, fascismo religioso, menos cristianismo, em seu estado autêntico e real.

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