Artigos e Opinião

EDITORIAL

O renascimento da Expogrande

Cuidar da feira é preservar parte da história de Campo Grande e, ao mesmo tempo, investir no futuro de uma economia que tem no agronegócio um de seus pilares mais sólidos

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Há alguns anos, este espaço registrava com preocupação a perda de protagonismo de uma das mais tradicionais feiras agropecuárias do País.

A Expogrande, que já figurou entre os principais eventos do setor no Brasil, enfrentava dificuldades que ameaçavam não apenas sua relevância econômica, mas também seu papel simbólico para Campo Grande e para o agronegócio sul-mato-grossense.

O cenário era de incerteza, com público reduzido, menor participação de expositores e questionamentos sobre o futuro de um evento que sempre fez parte da identidade local.

O tempo, porém, trouxe um movimento diferente e digno de reconhecimento. Voltamos a este espaço agora para destacar o esforço conjunto de representantes do agronegócio, da organização do evento e do poder público na tentativa de resgatar a força da feira.

Trata-se de um trabalho que exige planejamento, investimento e, sobretudo, compromisso com a história. A Expogrande não é apenas uma exposição agropecuária; é um patrimônio cultural e econômico que atravessa gerações, reunindo produtores, empresários, investidores e a população em torno de uma atividade que é base da economia regional.

Os sinais de retomada são animadores. A perspectiva de movimentação financeira recorde nesta edição indica que a feira volta a ocupar o espaço que lhe é devido. Esse resultado não surge por acaso. Ele reflete a confiança do setor produtivo, o retorno de expositores e o interesse renovado do público.

Mais do que números expressivos, esse cenário representa o fortalecimento de cadeias produtivas, a geração de negócios e a consolidação de oportunidades que se espalham por diferentes segmentos da economia.

Mas a importância da Expogrande vai além do volume financeiro. Um calendário robusto de eventos, leilões, palestras e atrações culturais amplia o alcance da feira e transforma o evento em um polo de entretenimento e turismo.

A cidade ganha dinamismo, hotéis e restaurantes registram maior movimento, e a população encontra opções de lazer que valorizam a cultura local. O impacto, portanto, extrapola os limites do parque de exposições e se estende por toda a economia urbana.

O mérito desse renascimento deve ser compartilhado. Entidades ligadas ao agronegócio, a organização do evento, liderada pela Acrissul, e órgãos públicos demonstraram capacidade de diálogo e articulação. O resultado é uma feira que volta a crescer e a se posicionar como referência regional.

Esse esforço conjunto mostra que, quando há convergência de interesses e planejamento, é possível recuperar tradições e transformá-las em instrumentos de desenvolvimento.

Que a Expogrande continue nesse caminho. Mais do que celebrar a retomada, é preciso consolidá-la, garantindo que o evento mantenha qualidade, inovação e capacidade de atrair novos públicos.

Cuidar da feira é preservar parte da história de Campo Grande e, ao mesmo tempo, investir no futuro de uma economia que tem no agronegócio um de seus pilares mais sólidos.

ARTIGOS

Mato Grosso do Sul em estado de graça

O anúncio da liberação de recursos para a reestruturação da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil hoje sucateada e abandonada, prevê sua revitalização desde Bauru (SP) até Corumbá

18/04/2026 07h45

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Notícias boas são sempre bem-vindas, e o nosso querido Mato Grosso do Sul tem recebido ótimas novidades vindas de Brasília, conforme já publicou o Correio do Estado.

Por isso mesmo, a nossa população estampa aquele sorriso de satisfação, eis que há tempos não éramos contemplados com importantes recursos liberados pelo governo federal. Corumbá, a capital do Pantanal, foi agraciada com recursos para a execução de um projeto que deverá embelezar a orla fluvial, notadamente seu histórico Porto Geral.

O anúncio da liberação de recursos para a reestruturação da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil, a nossa querida NOB, hoje sucateada e abandonada, prevê sua revitalização desde Bauru (SP) até Corumbá.

Uma obra mais do que necessária e que certamente possibilitará aos moradores das pequenas comunidades no entorno dos trilhos da ferrovia a esperada melhoria na qualidade de suas vidas, além do retorno às suas atividades, abandonadas por total falta de mobilização de pessoas que utilizavam rotineiramente esse meio de transporte, que fazia conexão com a ferrovia boliviana.

Porém, a mais bombástica notícia para as classes políticas e econômicas do nosso estado foi a retomada da obra da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados 3 (UFN3), na cidade de Três Lagoas. Tal anúncio foi feito pela Petrobras e, o mais importante, o reinício dessa obra, paralisada há 12 anos, deverá ocorrer até o final do mês de junho.

Fato que exigirá a absorção de cerca de oito mil empregos, apenas na construção, e, com isso, as cidades circunvizinhas também serão beneficiadas. Espera-se uma radical mudança na economia regional como um todo.

A reestruturação da ferrovia, aliada ao reinício das obras da UFN3, deverá merecer um acompanhamento responsável e transparente por parte dos órgãos fiscalizadores, até porque recursos públicos estarão sendo consumidos na execução desses dois grandes empreendimentos, que se transformarão em uma segurança econômica para o País, hoje dependente de fertilizantes produzidos no exterior.

Podemos afirmar que a soberania produtiva do Brasil estará garantida.

Hoje, a nossa demanda por fertilizantes é muito grande, razão pela qual a reestruturação da ferrovia é extremamente importante, ainda mais considerando que a nossa principal rodovia, a BR-262, encontra-se saturada.

A vizinha Bolívia exporta fertilizantes, porém a logística para o transporte do produto também se encontra sucateada. Contudo, a Rota Bioceânica levou o presidente daquele país a investir tanto na ferrovia quanto na rodovia, o que indiretamente beneficiará o nosso estado, que, como dito, está em estado de graça.

Um conhecido jargão popular preconiza que as eleições operam milagres, mas o Brasil é reconhecido como o maior país católico do mundo. Por isso mesmo, costuma-se dizer que Deus é brasileiro, e nós temos muita fé Nele, para que esses “milagres” aconteçam para a nossa felicidade. Amém!

ARTIGOS

Rene Siufi: o legado de uma advocacia que atravessa o tempo

São mais de 40 anos de exercício ininterrupto na advocacia criminal, construídos não em torno de holofotes, mas no cotidiano dos tribunais

18/04/2026 07h30

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Rene Siufi é um nome que se tornou sinônimo de uma advocacia que atravessa o tempo sem perder a identidade e o respeito. Em um cenário jurídico marcado pela busca incessante por visibilidade, a trajetória de Siufi impõe-se pela permanência.

São mais de 40 anos de exercício ininterrupto na advocacia criminal, construídos não em torno de holofotes, mas no cotidiano dos tribunais, na consistência técnica das sustentações orais e na confiança sedimentada ao longo de décadas.

Sua atuação, especialmente no Tribunal do Júri, consolidou um estilo inconfundível. Distante de excessos retóricos ou teatralizações desnecessárias, a advocacia de Rene é marcada pela firmeza, pela clareza de raciocínio e por uma presença que se impõe pela substância dos argumentos.

Ele compreende que o convencimento não reside no espetáculo, mas na coerência entre a tese jurídica, a ética e a credibilidade pessoal.

Nesta longa jornada, a lealdade é um pilar fundamental. Ao lado de Rene Siufi, destaca-se Honório Suguita, seu fiel escudeiro e advogado que trabalha ao seu lado há vários anos.

A parceria entre ambos transcende a relação meramente profissional, baseando-se em uma confiança mútua e em uma visão compartilhada em que a discrição e o rigor técnico são inegociáveis.

Enquanto Rene conduz os grandes embates, Honório atua com a precisão de um estrategista, sendo peça fundamental na manutenção desse padrão de excelência que marca a trajetória do escritório.

Essa solidez profissional reflete a essência do homem por trás da toga. Discreto e culto, Rene Siufi prefere a profundidade dos vínculos verdadeiros à superficialidade das relações sociais amplas.

Sua vida pessoal é um pilar de estabilidade: ao lado da esposa, Olga Siufi, construiu uma trajetória de cumplicidade que se estende aos filhos, o promotor de justiça Renzo Siufi e a professora de redação Raquel Siufi, exemplos de seriedade e decência, além da alegria trazida pelos netos.

A atuação de Rene também deixou marcas na esfera institucional. Como ex-presidente da OAB-MS, ele assumiu a missão de guardião de princípios como a ética e as prerrogativas profissionais, compreendendo que o advogado é um pilar essencial para o equilíbrio democrático.

Para as novas gerações, a história de Rene Siufi, amparada pela lealdade de Honório Suguita, funciona como um verdadeiro norte. Ela prova que a relevância não reside na exposição efêmera, mas na solidez da reputação.

Celebrar Siufi é reconhecer que a excelência não se improvisa; é fruto de uma construção diária, feita de escolhas éticas e respeito sagrado pela justiça. Enquanto muitos buscam atalhos, essa trajetória reafirma que a advocacia, exercida com rigor, propósito e retidão, é um legado que resiste ao tempo.

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