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Páscoa. Somos merecedores?

A história ainda não registrou um gesto de grandeza maior para toda a humanidade, foi um gesto que o homem não conseguiu interpretar na sua essência a sua importância

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Dentro do calendário cristão estamos vivenciando intensamente a Semana Santa, cujo desfecho maior é a Páscoa, com a morte e a ressurreição do Cristo, que peregrinou nesta caminhada terrena pregando o amor, o perdão e assegurando-nos a vida eterna.

A história ainda não registrou um gesto de grandeza maior para toda a humanidade. Foi um gesto que o homem não conseguiu interpretar na sua essência a sua importância. Deixaram de lado esse legado precioso.

Marcharam na direção contrária à dos ensinamentos divinos. Esse indicativo é bíblico. 

Retrata com absoluta fidelidade e exatidão o comportamento do ser humano em todos os quadrantes do nosso planeta. Pessoas próximos do Cristo que o acompanharam em toda a sua peregrinação terrena, almoçando com ele, jantando com ele, assistindo e dando o testemunho dos seus milagres foram os primeiros a exteriorizarem a traição e dúvidas.

Algo inacreditável! A ganancia desenfreada pelo dinheiro sujo, aliado a outras tantas vertentes estarrecedoras, podem muito bem sintetizar essa brutalidade de cometimentos.

Caifás, o sumo sacerdote dos judeus foi o seu protagonista maior. Temendo perder o seu poder e a regalia da sua função entregou o Cristo para Pilatos.

Aqueles que se regozijaram com a entrada triunfal do Cristo em Jerusalém no domingo de ramos, foram os mesmos que gritaram pela sua condenação. Nunca vimos uma hipocrisia tão grande!

Se alegraram com os lábios mas com as mãos estendidas para levá-lo à morte. Suas fotografias estão esparramadas por todos os quadrantes da Terra. Em nosso país a realidade não é diferente. As atrocidades que se praticam mostram o desamor e a insensatez do ser humano. 

A matança indiscriminada das nossas mulheres todos os dias, a pedofilia, os roubos, os assaltos à luz do dia, a corrupção, a impunidade e outras tantas ações sórdidas agora alcançam as nossas instituições, bem como os Poderes constituídos da nossa República na feliz expressão do jornalista, Eduardo Oinegue, ancora do Jornal da Band, em um dos seus mais lúcidos comentários a respeito desses fatos.

A verdade resulta cristalina. De se aliar a esse quadro tenebroso temos as guerras insanas que matam inocentes numa sequência interminável. Abalam a estrutura econômica dos países em todos os nossos continentes.

Mostram a inexistência do amor, da compaixão, do perdão e a importância nenhuma das mensagens que foram entregues pelo Cristo. Isso está ocorrendo no mesmo sítio geográfico em que ele mesmo peregrinou e cumpriu seu plano temporal, o Oriente Médio. 

Um território santo que tinha tudo para se constituir em um luminar para auxiliar a humanidade a vencer os desafios da vida diária, suas vicissitudes, suas dificuldades. Sim, porque lá surgiram as três principais religiões monoteístas mais importantes que a humanidade construiu, o primeiro Código de Leis foi ali oferecido aos homens, o Código de Hamurabi, o casamento foi ali instituído, o primeiro templo religioso foi erguido e o homem aprendeu a rezar e a perdoar, a terra foi arada por primeiro e logo em seguida colhido os alimentos.

Exatamente nesse território a humanidade assistiu ao longo dos milênios a imbecilidade do ser humano. Tinha que se constituir em um lugar de luz para a humanidade encontrar e difundir o amor, o perdão e a própria vida eterna que nos foi presenteada.

Virou um lugar sombrio.

Agora a maior potência econômica e militar do planeta, que tinha que se constituir em outro farol a iluminar a caminhada das nações civilizadas para oferecer essa grandeza, mostrou a sua face mais amarga. A Ucrânia vive um pesadelo com o seu vizinho imprevisível.

A faixa de Gaza foi transformada em escombros, onde as famílias que resistiram aos bombardeios vivem sem o respeito e a dignidade que o ser humano merece.

O Líbano está na bancarrota. Sua economia destruída. Parte do seu território anexado e que nunca mais lhe será devolvido. A África arde em guerra ao longo de décadas por disputa de poder e dinheiro.

Tudo isso sob a impotência da ONU. Israel já tem o seu território. Precisam mostrar sua generosidade construindo políticas sadias para a construção do estado da Palestina. Mas isso está longe de acontecer. Não é mais possível conviver com esse espetáculo belicoso por questão religiosa. 

Todos os anos comemoramos a Páscoa. Data preciosa para a renovação da nossa fé e da nossa esperança para um mundo melhor. Os ensinamentos do Cristo continuam vivos em nossos corações, sempre solícitos para o amor e o perdão. É a nossa melhor esperança. Não podemos perder esse presente valioso. Será que somos merecedores? 

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Eleição: a festa da cidadania

A Igreja Católica não apresenta nem indica candidatos e partidos políticos. Sua verdadeira missão é colaborar com a formação da consciência dos fiéis

08/09/2026 07h30

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Será necessária muita sabedoria para que a eleição seja, de fato, a festa da cidadania – um momento livre de hostilidades e polarizações ideológicas. Dessa forma, todos os convidados, que são os eleitores e as eleitoras, não sairão decepcionados.

A Igreja Católica não apresenta nem indica candidatos e partidos políticos. Sua verdadeira missão é colaborar com a formação da consciência dos fiéis, oferecendo princípios éticos e morais inspirados no Evangelho e em sua doutrina social, amplamente explicitada em documentos, cartas e exortações.

Recentemente, no dia 18 de junho, o Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou sua mensagem ao povo brasileiro para as eleições deste ano, reafirmando o compromisso da Igreja com a promoção da dignidade humana e do bem comum.

Inspirada na passagem bíblica “Examinai tudo e guardai o que for bom” (1Ts. 5: 21), a mensagem ressalta que a participação consciente dos cidadãos no processo eleitoral é uma das mais elevadas formas de caridade e serviço à sociedade.

Os bispos afirmam que o pleito representa uma oportunidade privilegiada para o exercício da cidadania e da corresponsabilidade social. Além de escolher gestores, governantes e representantes, cada brasileiro é chamado a renovar o compromisso com valores fundamentais para a convivência democrática, a justiça social e a fraternidade.

Também vinculado à CNBB, o Centro Nacional de Fé e Política lançou oficialmente o subsídio “Eleições 2026: democracia, sinodalidade e bem comum”, que propõe uma série de encontros de reflexão e oração destinados à preparação espiritual, ética e social do povo brasileiro para o período eleitoral.

Esse itinerário formativo comunitário é baseado na metodologia da Conversa no Espírito, herdada do Sínodo dos Bispos promovido pelo saudoso Papa Francisco.

Na prática, uma das maneiras de fazer essa mensagem ecoar nas bases da sociedade é por meio das pastorais e dos movimentos eclesiais.

Entre outros organismos da igreja, o Movimento dos Focolares, por exemplo, baseia-se no carisma da unidade para promover uma participação política pautada pelo diálogo, pela ética e pela cultura da fraternidade.

O Focolares conta, inclusive, com um ramo específico: o Movimento Político pela Unidade (MPPU), que atua ativamente na conscientização e qualificação do debate público, promovendo campanhas de cidadania focadas no voto consciente, no voto ético e na fraternidade universal, tendo o diálogo pós-eleições como um dos pilares para garantir o bem comum.

Termino com as palavras inspiradoras da mensagem dos nossos bispos: “O Brasil necessita reforçar a capacidade de construir pontes, promover encontros e cultivar a amizade social”.

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Pix: quando uma inovação brasileira passa a chamar a atenção do mercado global

De acordo com dados do Banco Central, mais de 80% da população brasileira já utiliza o Pix

08/09/2026 07h20

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Poucas tecnologias conseguiram transformar tão rapidamente o comportamento financeiro de um país quanto o Pix. Lançado pelo Banco Central em 2020, o sistema de pagamentos instantâneos já movimentou 
R$ 84,9 trilhões até setembro de 2025, deixando de ser apenas uma alternativa às transferências bancárias para se tornar a principal infraestrutura de pagamentos do Brasil.

Hoje, pagar uma conta, fazer compras, transferir dinheiro ou receber um pagamento em segundos faz parte da rotina de milhões de brasileiros, uma mudança que também começa a despertar a atenção do mercado internacional.

Os números ajudam a explicar esse fenômeno. De acordo com dados do Banco Central, mais de 80% da população brasileira já utiliza o Pix e, somente em janeiro deste ano, foram registradas aproximadamente 7 bilhões de transações.

No comércio eletrônico, sua relevância também cresce de forma acelerada. O Global Payments Report 2026 aponta que o Pix já responde por 42% das transações do e-commerce brasileiro, consolidando-se como um dos principais meios de pagamento do País e uma referência mundial em pagamentos digitais.

O impacto dessa transformação foi profundo em todo o mercado financeiro: o Pix deixou de ser apenas um meio de pagamento para se tornar uma plataforma sobre a qual novos serviços financeiros vêm sendo construídos, estimulando a competição e reduzindo barreiras para a digitalização da economia.

Não por acaso, o modelo brasileiro passou a ser observado por diversos países que buscam modernizar seus sistemas de pagamentos.

Recentemente, o Pix ganhou ainda mais visibilidade internacional ao ser citado como um modelo de referência por Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, em discussões sobre comércio e inovação financeira envolvendo o Brasil.

O episódio evidencia os impactos de uma solução desenvolvida para atender a demandas de consumo brasileiras e que, rapidamente, se consolidou e alcançou relevância suficiente para integrar o debate econômico global.

O interesse internacional não surge apenas da tecnologia em si, mas da combinação entre infraestrutura pública eficiente, ampla adesão da população e capacidade de gerar inovação em escala. Poucos sistemas de pagamentos no mundo conseguiram atingir, em tão pouco tempo, um nível tão elevado de utilização por consumidores, empresas e pequenos negócios.

O futuro do Pix também aponta para novas oportunidades. A integração com inteligência artificial permitirá experiências de pagamento ainda mais personalizadas, automatizando processos, aprimorando a prevenção a fraudes e oferecendo recomendações financeiras em tempo real.

Para as empresas, acompanhar essa evolução deixou de ser uma opção e passou a ser uma necessidade estratégica. Organizações que conseguirem integrar novas tecnologias, oferecer experiências fluidas e utilizar os dados gerados pelos pagamentos de forma inteligente estarão mais preparadas para atender às expectativas de consumidores cada vez mais digitais.

O Pix nasceu como uma inovação brasileira voltada à eficiência do sistema financeiro. Seis anos depois, tornou-se um exemplo de como políticas públicas, tecnologia e colaboração entre regulador e mercado podem criar soluções capazes de transformar uma economia inteira e, agora, inspirar o restante do mundo.

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