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CONTRIBUIÇÃO

Árvores ajudam a diminuir temperatura em diferentes regiões

MS é o estado mais arborizado do País

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Regiões que tem muitas árvores a disposição podem ter a temperatura diminuída. O efeito chamado conforto térmico ocorre em diferentes  regiões de Campo Grande, considerada a capital mais arborizada do Brasil,  e ganha destaque no Dia da Árvore, comemorado neste sábado (21).


Em dias de sol, a sensação é melhor em áreas arborizadas do que em regiões com pouca vegetação.
De acordo com o biólogo e professor da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), Geraldo Alves, esse fenômeno acontece graças a junção de várias fatores, como o sombreamento, aumento na umidade do ar e resfriamento do solo. 


A vegetação atenua a radiação solar e, consequentemente, o aquecimento do solo ou das construções, reduzindo a temperatura superficial. Através da evapotranspiração - perda de água para a atmosfera, causada pela transpiração das plantas -, as árvores também melhoram a umidade do ar.


“Elas funcionam como uma bomba. Captam a água que está no subsolo, repassam para as folhas e ‘jogam’ no ar”, explicou Alves ao Correio do Estado. Com isso a umidade do ar pode aumentar. “É um processo natural das árvores, para a manutenção dela própria, que acaba impactando no exterior”, disse. 
Por conta da amenização da temperatura e do aumento da umidade do ar, impactando diretamente na saúde das pessoas, a qualidade de vida da população melhora.


“Principalmente aqui em Campo Grande onde a gente geralmente tem altas temperaturas, com certeza melhora, por conta desse conforto térmico. Além do conforto estético, porque uma área com bastante árvores é bem mais bonita”, comentou o professor.

ARBORIZAÇÃO
Na Capital, de acordo com dados do Plano Diretor de Arborização Urbana, de 2010, a região do Aero Rancho é onde há maior quantidade de árvores, somando 5 mil exemplares. Em seguida aparece o setor das Moreninhas, com 4,9 mil, Centro-Oeste - 4,7 mil -, Universitário - 4,6 mil - e Nova Lima, com 4,2 mil.


A melhor situação, considerando o número de árvores por habitante, foi registrada na Chácara dos Poderes, com 0,92 árvores/habitante, cerca de 3,7 exemplar por pessoa.Já a situação mais crítica foi encontrada no Caiobá, que possui 0,10 árvores/habitante, com quase dez habitantes para cada árvore.


ESPÉCIES
O oiti é a árvore mais abundante nas áreas de passeio público do município, com 867 exemplares amostrados (18,35%), seguida do ficus, com 859 exemplares (18,18 %). As demais espécies que aparecem sem menor quantidade são sibipiruna, murta-de-cheiro, manga, monguba, resedá, sombreiro, aroeira-salsa e ipê-roxo.
O biólogo orienta para o plantio e manutenção corretos das árvores na área urbana, que podem danificar as construções e atrapalhar o crescimento sadio da espécie.


“Tem que evitar plantar embaixo de onde tem fiação elétrica ou muito perto do telhado. Escolher bem as espécies para não evitar prejuízos. Se caso não tiver condições, opte por plantar outra planta. Por exemplo, uma figueira tem muitas raízes, o que pode prejudicar o encanamento. Uma árvore muito grande atinge os fios e dependendo da madeira, se vem uma ventania, pode cair em cima da casa”, disse.


Ele também explicou que é importante adubar bem o local e evitar podas excessivas, tanto do topo, quanto da raiz. “O essencial é deixar a árvore crescer livre”, recomendou.

Cidades

Senado aprova criação de 794 cargos e funções no TSE e TREs com impacto anual de R$ 109 milhões

Estão previstos 85 postos no TSE, além de cargos e funções para 27 unidades federativas

25/03/2026 22h00

Crédito: Wilson Dias / Agência Brasil

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O Senado aprovou nesta quarta-feira, 25, o Projeto de Lei 4/2024, que cria 794 cargos e funções comissionadas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e em Tribunais Regionais Eleitorais (TREs). De autoria do próprio TSE, o texto segue para sanção e tem impacto estimado de R$ 109,3 milhões por ano.

Estão previstos 85 postos no TSE, além de cargos e funções para 27 unidades federativas. O TRE do Distrito Federal receberá o maior número de postos (117), seguido de Bahia (30).

Ao todo, considerando TSE e TREs, os postos serão distribuídos da seguinte forma:

  • 232 cargos de analista judiciário;
  • 242 cargos de técnico judiciário;
  • 75 cargos em comissão;
  • 245 funções comissionadas.

O projeto determina que os custos serão pagos pelo orçamento já destinado ao TSE e aos TREs e que o valor só pode entrar em vigor se houver autorização na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e na Lei Orçamentária Anual (LOA).

O TSE alegou que a ampliação do quadro de pessoal é necessária pelo crescimento contínuo do eleitorado, do número de candidaturas e de processos judiciais e extrajudiciais em cada eleição. O Tribunal também argumentou haver "crescentes demandas relacionadas à segurança das urnas, ao combate à desinformação, ao cumprimento de normas do Conselho Nacional de Justiça e à manutenção da qualidade dos serviços prestados à sociedade".

Durante a votação, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), defendeu a proposta: "[Reconhecer] O momento mais importante da democracia, que são as eleições [...] Estamos fazendo com coerência o que deveríamos ter feito", declarou o parlamentar.
 

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TCU aponta problemas na prestação de contas da Cultura e da Ancine, com passivo de R$ 22 bi

São 26.583 projetos que dependem de uma análise final no trâmite formal de prestação de costas

25/03/2026 21h00

Crédito: Valter Campanato / Agência Brasil

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O Tribunal de Contas da União (TCU) identificou falhas que classificou como graves na gestão de recursos transferidos a projetos culturais do Ministério da Cultura e da Agência Nacional do Cinema (Ancine) de 2019 a 2024. O montante alcança cerca de R$ 22,1 bilhões, segundo relatório da Corte. São 26.583 projetos que dependem de uma análise final no trâmite formal de prestação de costas. Além dos atrasos nas análises, há "elevado" risco de prescrição de processos.

O montante resulta da soma de R$ 17,73 bilhões em 19.191 projetos incentivados (renúncia fiscal) e R$ 4,36 bilhões em 7 392 projetos não incentivados (recurso direto do governo). De acordo com a fiscalização, o passivo de projetos nessa situação é crescente, o que fragiliza o controle sobre o uso de recursos públicos.

No caso do Ministério, o TCU apontou um cenário com acúmulo de processos pendentes e ausência de mecanismos eficazes de controle de prazos. A demora na análise, que pode ultrapassar anos, eleva o risco de perda do direito de cobrança de valores eventualmente devidos ao erário, segundo a Corte.

A Ancine também apresentou atrasos relevantes, embora o Tribunal tenha destacado iniciativas tecnológicas em curso para aprimorar a análise de prestações de contas, incluindo o uso de ferramentas automatizadas.

"O acompanhamento permite detectar omissões, atrasos e inconsistências na análise das prestações de contas", afirmou o relator do processo, ministro Augusto Nardes.

Diante dos achados, o tribunal determinou a adoção de medidas para priorizar processos com risco iminente de prescrição, implementar sistemas de monitoramento de prazos e revisar procedimentos internos, com o objetivo de reduzir o passivo e fortalecer a fiscalização.
 

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