Cidades

Ponta Porã

Assaltante do 'Novo Cangaço' é preso após roubo de R$ 23 mil na fronteira

Segundo informações da polícia, o homem de 43 anos, possui antecedentes criminais e já participou de outros assaltos a agências bancárias em 2013 no município de Antônio João, em uma ação conhecida como "Novo Cangaço".

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Um assaltante envolvido em uma operação do estilo "Novo Cangaço" em 2013, no município de Antônio João, a 280 quilômetros de Campo Grande, foi preso na tarde desta quinta-feira (19) pelos agentes do GARRAS (Delegacia de Repressão a Roubos a Bancos, Assaltos e Sequestros) após roubar R$ 23 mil de uma agência bancária em Ponta Porã, na fronteira com o Paraguai.

Segundo informações da polícia, o assalto que deixou os moradores do município de Ponta Porã perplexos, iniciaram logo após o roubo de um malote contendo R$ 23,8 mil. A Polícia Civil teve acesso às câmeras de segurança da agência bancária e de estabelecimentos comerciais. Com a ajuda de depoimentos de testemunhas, constataram que, no dia do crime, um veículo de cor branca havia deixado um dos criminosos nas proximidades do local. Esse autor, ao desembarcar, abordou a vítima, anunciou o assalto com uma arma de fogo em punho e ordenou a entrega do malote contendo o dinheiro.

 Diante das informações, as equipes de investigação conseguiram localizar o veículo usado no crime e chegaram até o proprietário, que teve participação direta no assalto. A partir dessa identificação, foi solicitada judicialmente a prisão do autor de 43 anos, assim como a expedição de um mandado de busca e apreensão em sua residência, ambos devidamente cumpridos pela Polícia Civil na tarde de ontem (19).

Conhecido na região como “Piroca”, ele possui antecedentes criminais e é um dos autores do assalto a banco ocorrido em 2013 na cidade de Antônio João, a 57 quilômetros de Ponta Porã, em uma ação que ficou conhecida como “Novo Cangaço”. A equipe da 1ª Delegacia de Polícia de Ponta Porã continua com as investigações para prender o restante do grupo criminoso.

Fotos: Brasiguaio News

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Região Leste

Polícia Civil prende suspeitos em MT por envolvimento em onda de assassinatos em MS

Operação integrada entre Mato Grosso do Sul e Mato Grosso mira facções criminosas ligadas a homicídios em Três Lagoas, Paranaíba e Aparecida do Taboado

06/05/2026 17h17

Polícia Civil prende suspeitos em MT por envolvimento em onda de assassinatos em MS

Polícia Civil prende suspeitos em MT por envolvimento em onda de assassinatos em MS Foto: Policia Civil

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A Polícia Civil, em ação integrada entre unidades de Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, deflagrou nesta quarta-feira (6) a Operação Suppressio, com foco no combate a homicídios e ao avanço de organizações criminosas na região leste do Estado.

A ofensiva resultou no cumprimento de mandados judiciais, prisões temporárias e uma prisão em flagrante.

A operação foi coordenada pelo Setor de Investigações Gerais (SIG) da 1ª Delegacia de Polícia de Paranaíba, com apoio da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (DERF), da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher (DEDM) e do Núcleo de Inteligência de Rondonópolis (MT).

Segundo a Polícia Civil, as investigações reuniram elementos que apontam a participação dos suspeitos em, pelo menos, cinco homicídios registrados nos municípios de Três Lagoas, Paranaíba e Aparecida do Taboado.

Em Três Lagoas, na última segunda-feira (4), foi preso Caíque Natan de Souza, de 27 anos, apontado como suspeito de envolvimento em crimes violentos na cidade.

Conforme a polícia, ele foi localizado após trabalho de inteligência do Setor de Investigações Gerais (SIG) da Polícia Civil de Três Lagoas e estava em posse de armas de fogo, munições e outros elementos ligados aos delitos investigados.

Já nesta quarta-feira, equipes policiais realizaram buscas em Paranaíba para apreensão de provas documentais e digitais que devem reforçar o inquérito policial.

Em ação interestadual realizada em Rondonópolis (MT), investigadores de Paranaíba, com apoio das forças de segurança mato-grossenses, localizaram e prenderam outros dois investigados, identificados pelas iniciais E.P.D.C. e G.M.S.

O delegado responsável pelas investigações afirmou que os homicídios possuem relação com disputas territoriais entre facções criminosas na região.

“Tivemos alguns homicídios que teriam relação com facções criminosas, em conflito pela tentativa de tomar espaço, até pela localização geográfica do nosso município, que faz divisa com outros estados”, explicou.

Ainda segundo o delegado, o trabalho do SIG foi fundamental para identificar os envolvidos e solicitar as medidas judiciais.

“O pessoal do Serviço de Investigações Gerais levantou alguns dados e chegamos à conclusão de que integrantes de uma organização criminosa estariam envolvidos em, pelo menos, dois homicídios realizados na região. Apresentamos o pedido de prisão ao juiz, que foi prontamente deferido”, destacou.

O delegado também ressaltou a integração entre as forças policiais dos dois estados durante a operação.


“Com o apoio da Polícia Civil de Mato Grosso, realizamos um trabalho de inteligência que levantou os endereços dos investigados. Também pedimos mandados de busca e apreensão, que foram autorizados pela Justiça. Graças à integração das forças de segurança de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, conseguimos prender pelo menos três indivíduos relacionados aos homicídios no nosso Estado”, afirmou.

Conforme a Polícia Civil, o nome da operação “Suppressio” faz referência à supressão e ao impedimento das atividades criminosas ligadas a execuções, disputas territoriais e ataques violentos.

Relembre os casos em Três Lagoas

No sábado (2), um homem identificado como Pedro Augusto Otaviano dos Santos, conhecido como “Cabelinho”, foi morto a tiros em frente a uma residência na Rua Michel Thomé, no bairro Vila Nova.

Já no domingo, na Circular da Lagoa, um dos principais pontos turísticos da cidade, um casal de jovens foi baleado enquanto trabalhava em uma lanchonete. Na ocasião, a jovem Kailayne Mirele Esperidião, de 19 anos, foi atingida por nove disparos de arma de fogo calibre 9 milímetros e morreu no local.

O namorado da vítima, Gabriel dos Santos Souza, de 18 anos, também foi baleado ao tentar protegê-la. Ele foi socorrido em estado grave e encaminhado ao Hospital Auxiliadora, mas não resistiu aos ferimentos, morrendo na manhã desta terça-feira (5).

No bairro Interlagos, um homem foi baleado dentro de um bar após ser chamado pelo nome pelo autor dos disparos, que efetuou cerca de três tiros. A vítima foi atingida no rosto e no ombro, sendo socorrida em estado grave.

Outro caso envolveu um jovem de 21 anos, baleado por ocupantes de um veículo. Ele foi atingido por três disparos e também encaminhado ao hospital.

A Polícia Civil investiga os casos e trabalha para identificar possíveis conexões entre as ocorrências.

Assassinato em Paranaíba

Segundo informações policiais, uma dupla em uma motocicleta chegou à residência da vítima e, sem descer do veículo, efetuou diversos disparos. O crime aconteceu na noite de 14 de abril, na frente de familiares do rapaz.

A vítima, conhecida como “Kamikase”, era casada e morava na região. Conforme registros policiais, ele possuía extensa ficha criminal, com passagens por diversos crimes e prisões anteriores.

De acordo com a polícia, foram efetuados 16 disparos, dos quais 13 atingiram a vítima.

TRÂNSITO

CNH gratuita faz MS economizar R$ 35 milhões e derruba custo da habilitação

Curso teórico sem cobrança já beneficiou mais de 39 mil candidatos no estado e ajudou a reduzir preço total do processo em todo o país

06/05/2026 17h03

Curso teórico gratuito e mudanças nas regras reduziram custo da CNH e ampliaram acesso à habilitação em Mato Grosso do Sul

Curso teórico gratuito e mudanças nas regras reduziram custo da CNH e ampliaram acesso à habilitação em Mato Grosso do Sul Divulgação

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A gratuidade do curso teórico para a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) já gerou economia de R$ 35,2 milhões para moradores de Mato Grosso do Sul desde dezembro de 2025. No período, 39.089 candidatos realizaram a formação sem custos no estado, por meio da plataforma digital criada pelo Ministério dos Transportes.

Antes da mudança, o curso teórico, etapa obrigatória para quem busca a primeira habilitação, custava, em média, R$ 901,99 no estado. Com a nova política, o valor deixou de ser cobrado, ampliando o acesso ao documento e reduzindo o peso financeiro para novos condutores.

O impacto também é nacional. Em todo o Brasil, a economia acumulada com a medida já chega a R$ 1,8 bilhão, segundo dados do governo federal.

Além do curso gratuito, outras alterações contribuíram para baratear o processo de habilitação. Entre elas, a redução da carga mínima de aulas práticas, a possibilidade de formação com instrutores autônomos credenciados e a criação de um teto de R$ 180 para exames médicos e psicológicos.

Com isso, o custo total para tirar a CNH nas categorias A (moto) e B (carro), que antes podia alcançar até R$ 4,9 mil em alguns estados, passou a variar entre R$ 810 e R$ 1,6 mil.

Confira:

Curso teórico gratuito e mudanças nas regras reduziram custo da CNH e ampliaram acesso à habilitação em Mato Grosso do Sul

Processo digital

O procedimento para obter a primeira habilitação também foi simplificado e centralizado em aplicativo. Pelo celular, o candidato consegue iniciar o processo, acompanhar etapas, fazer o curso teórico e acessar a versão digital do documento.

Após baixar o aplicativo e entrar com a conta gov.br, o sistema identifica automaticamente quem ainda não possui habilitação e libera a opção de solicitar a primeira CNH. Em seguida, o candidato escolhe a categoria desejada e o estado onde realizará os exames.

O curso teórico é totalmente online, com conteúdos sobre legislação de trânsito, direção defensiva, primeiros socorros e meio ambiente. Ao final, o certificado é registrado automaticamente no sistema nacional.

Depois disso, o candidato agenda a prova teórica no Detran. Para aprovação, é necessário acertar pelo menos 20 das 30 questões. Na sequência, inicia-se a etapa prática, que pode ser feita em autoescolas ou com instrutores credenciados.

A última fase é o exame prático de direção. Com a aprovação, o motorista recebe a Permissão para Dirigir (PPD), válida por um ano, já disponível em formato digital no aplicativo.

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