Cidades

CAMPO GRANDE

Assassino de agente penitenciário é morto pelo Choque em Campo Grande

Homem também era apontado como receptador e investigado por crimes graves; execução de agente penitenciário aconteceu em 2015 em frente a Casa do Albergado

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Um homem de 45 anos morreu após ser baleado por policiais do Batalhão de Choque (BPChoque) durante uma abordagem na noite desta sexta-feira (19), na Vila São Conrado, em Campo Grande. Identificado como Marcelo da Silva Gonçalves, conhecido como “Buguinho”, ele era procurado por equipes que realizavam patrulhamento em busca de uma motocicleta vermelha utilizada no roubo de um iPhone.

Conforme o boletim de ocorrência, os policiais avistaram um veículo com as mesmas características trafegando na contramão e iniciaram a abordagem. Ao perceber a aproximação da viatura, Marcelo parou a motocicleta e desembarcou.

Ainda segundo o registro policial, ele desobedeceu às ordens da equipe e, em determinado momento, tentou sacar uma arma que carregava na cintura. Diante da situação, o comandante da guarnição efetuou cerca de quatro disparos contra o suspeito.

Marcelo foi desarmado e socorrido pelos próprios policiais ao Hospital Regional de Mato Grosso do Sul, mas não resistiu aos ferimentos. A perícia apreendeu um revólver calibre .38 com numeração suprimida e cinco munições intactas. Também foi constatado que a motocicleta utilizada por ele era produto de furto registrado no dia anterior.

Segundo informações da polícia, Marcelo possuía extensa ficha criminal, com registros por homicídio, tentativa de homicídio, associação criminosa, tráfico de drogas, receptação, porte irregular de arma de fogo, furtos e evasão de custódia, entre outros delitos.

Além disso, ele estava entre os investigados pela execução do agente penitenciário Carlos Augusto Queiroz de Mendonça, assassinado em fevereiro de 2015 em frente à antiga Casa do Albergado, em Campo Grande. À época, as investigações apontaram Marcelo como mentor da ação, motivada por desavenças com agentes penitenciários.

Letalidade policial volta ao nível de 2023

Esta foi, conforme acompanhamento da imprensa, a 61ª morte do ano em decorrência de intervenção policial em Mato Grosso do Sul. Com mais este caso, a letalidade policial volta a registrar em 2026 praticamente o mesmo ritmo observado em 2023, ano que fechou com recorde histórico de 131 mortes decorrentes de ações das forças de segurança no Estado.

Com mais este caso, a letalidade policial, que vinha apresentando redução nos dois últimos anos, voltou a operar em um ritmo semelhante ao registrado em 2023, quando o Estado alcançou o maior número de mortes por "intervenção legal de agente do Estado" desde o início da série histórica disponível. 

Naquele ano, primeiro da gestão do governador Eduardo Riedel e do então comandante-geral da Polícia Militar, coronel Renato dos Anjos Garnes, foram contabilizados 131 óbitos. O número representou uma morte a cada 66,8 horas. 

Agora, depois dos 171 dias de 2026, as 61 mortes registradas equivalem a um intervalo médio de aproximadamente 67 horas entre cada ocorrência, praticamente o mesmo índice observado no ano recorde. 

Em 2024, quando os dados oficiais apontaram 86 mortes, o intervalo médio entre os casos foi de 101,8 horas. Já em 2025, houve nova queda, para 73 registros, o equivalente a uma morte a cada 120 horas, ou cinco dias. 

Mesmo assim, as 73 mortes registradas em 2025 permaneceram acima dos números observados em qualquer ano anterior a 2023. O recorde anterior pertencia a 2019, quando a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) contabilizou 70 mortes decorrentes de intervenção policial. 

Os dados oficiais da Sejusp apontam 54 mortes neste ano. Já o levantamento realizado por veículos de imprensa, com base nos registros divulgados pelas forças de segurança, contabiliza 61 casos até este sábado (20).

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Rescaldo

Quase 48 horas após temporal, Prefeitura ainda remove árvores das ruas de Campo Grande

Equipes estão mobilizadas nas sete regiões da Capital para desobstruir vias, retirar destroços e reparar pontos afetados pela tempestade

12/09/2026 18h00

Paulo Ribas

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Quase 48 horas após o temporal que atingiu Campo Grande na quinta-feira (10), árvores e galhos derrubados pelo vento ainda ocupam trechos de algumas vias da Capital. Neste sábado (12), a Prefeitura mantém equipes mobilizadas nas sete regiões da cidade para retirar as estruturas, liberar ruas e atender outros pontos afetados pela tempestade.

Em levantamento realizado pelo Correio do Estado neste sábado, uma árvore ainda ocupava aproximadamente metade da pista da Avenida Euler de Azevedo, perto da Rua 13 de Maio. Na Rua Filinto Müller, galhos de grande porte permaneciam sobre parte da via. Na região central, galhos já cortados também continuavam acumulados em um trecho da Rua 13 de Maio.

Segundo a Prefeitura, as equipes da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep) atuam principalmente na retirada de árvores e galhos, limpeza, remoção de destroços e manutenção da iluminação pública, incluindo a substituição de luminárias.

Mais de 100 ocorrências

O temporal provocou mais de 100 registros de árvores caídas, além de quedas de postes, vias interditadas, danos em estruturas e interrupções no fornecimento de energia. A dimensão dos estragos levou a Prefeitura a decretar situação de emergência por 180 dias. O Decreto nº 16.735, publicado em edição extra do Diogrande neste sábado, prevê a mobilização dos órgãos municipais para ações de resposta e recuperação dos pontos atingidos.

O decreto também determina um levantamento detalhado dos danos provocados pela tempestade, incluindo impactos na infraestrutura urbana, arborização, iluminação pública, vias, unidades municipais e prejuízos decorrentes da falta de energia.

A força-tarefa municipal começou ainda na noite de quinta-feira e chegou a contar com 20 equipes concentradas principalmente na liberação de vias bloqueadas por árvores e galhos. Além da Sisep, participam das ações órgãos como Defesa Civil, Agetran, Guarda Civil Metropolitana e SAS, com apoio de Corpo de Bombeiros, Energisa e Solurb.

Operação Antidotum

Santa Casa diz que atendimento seguirá normal após operação que prendeu seis

Conselho de Administração se reuniu após a Operação e declarou solidariedade aos integrantes da diretoria atingidos pelas medidas cautelares

12/09/2026 17h30

02 0826 0003 Fachada Santa Casa GO

02 0826 0003 Fachada Santa Casa GO Gerson Oliveira / Correio do Estado

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A Associação Beneficente Santa Casa de Campo Grande afirmou neste sábado (12) que os atendimentos no hospital seguem normalmente e não serão interrompidos após a Operação Antidotum, deflagrada na sexta-feira (11) pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS).

Em nova nota, o Conselho de Administração declarou solidariedade aos integrantes da diretoria atingidos pelas medidas cautelares e afirmou confiar no esclarecimento dos fatos pela Justiça. A manifestação ocorreu após reunião extraordinária realizada na sexta-feira.

A operação investiga supostas fraudes em contratos da Santa Casa e da Santa Casa Saúde, com prejuízo estimado inicialmente em R$ 4,9 milhões. Foram cumpridos seis mandados de prisão preventiva e 36 de busca e apreensão em Campo Grande, Dourados e Goiânia (GO).

Entre os presos está a presidente da Santa Casa, Alir Terra Lima, além de outros integrantes da administração e pessoas ligadas às empresas investigadas.

Segundo o MPMS, um dos contratos investigados envolve a digitalização de prontuários, enquanto outro núcleo apura pagamentos feitos pela Santa Casa Saúde a empresas relacionadas ao mesmo grupo econômico.

Relembre o Caso

A crise que culminou na Operação Antidotum ganhou força em 29 de julho, quando médicos da Santa Casa suspenderam cirurgias eletivas e atendimentos ambulatoriais em meio à crise financeira enfrentada pelo hospital. Em agosto, denúncias sobre possíveis irregularidades em contratos da instituição passaram a ser acompanhadas pelo Ministério Público. Na última sexta-feira, o MP deflagrou a operação.

Santa Casa já havia se manifestado

Logo após a operação, na sexta-feira, a Santa Casa informou que estava colaborando com as autoridades e aguardava acesso aos autos para conhecer oficialmente o conteúdo das acusações.

Na ocasião, a instituição também afirmou que os atendimentos à população seguiriam normalmente. Um dia depois, a nova nota reforçou a continuidade dos serviços e acrescentou a manifestação de solidariedade do Conselho de Administração aos integrantes da diretoria.

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