Cidades

Feminicídio

Assassino de garota de programa indígena é preso 6 anos após o crime

Homem se irou após, supostamente, ser chamado de 'viado' e 'frouxo'

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Foi preso na manhã de hoje (18), Nicolas de Jesus Batista, de 28 anos, condenado pelo feminicídio de Eronilda Gabriel Mendonça, garota de programa indígena morta em janeiro de 2019.

Policiais da Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Bancos, Assaltos e Sequestros (Garras) obtiveram a informação de que Nicolas estaria escondido na região do bairro Monte Castelo. Sendo assim, deslocaram até o endereço e após monitoramento da residência, conseguiram prender o investigado quando saía do local.

Relembre o caso

Nicolas, na época com 22 anos, disparou com uma arma de fogo contra Eronilda na noite de 22 de janeiro de 2019, na Rua Imburus, esquina com Avenida Lúdio Coelho, no bairro Jardim Tijuca, em Campo Grande.

Após os disparos, Nicolas deixou o local em um veículo Chevrolet, de cor prata. A vítima foi socorrida e encaminhada para a Santa Casa de Campo Grande.

Eronilda morreu dois dias após o crime, na noite de 24 de janeiro de 2019, aos 34 anos, marcando o segundo feminicídio do ano. A morte ocorreu depois de ela passar por uma cirurgia e ter complicações em seu quadro clínico.

A motivação do crime, conforme confessou Nicolas, foi ter sido chamado de 'viado' e de 'frouxo' por Eronilda. Ele e a vítima estariam 'dando uma volta' em seu carro quando começaram a discutir por ciúmes, conforme relatou à polícia.

Condenação

Em junho de 2021, durante audiência da 1ª Vara do Tribunal do Juri, o juiz Carlos Alberto Garcete definiu a sentença que condenou Nicolas de Jesus Batista a 14 anos de reclusão e mais multa pelo assassinato da indígena Eronilda Gabriel Mendonça.

A pena de 12 anos é pelo homicídio e outros dois, por porte ilegal de arma de fogo.

Na época do crime, Nicolas já respondia por outro caso de violência contra a mulher.

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Cidades

Senado aprova criação de 794 cargos e funções no TSE e TREs com impacto anual de R$ 109 milhões

Estão previstos 85 postos no TSE, além de cargos e funções para 27 unidades federativas

25/03/2026 22h00

Crédito: Wilson Dias / Agência Brasil

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O Senado aprovou nesta quarta-feira, 25, o Projeto de Lei 4/2024, que cria 794 cargos e funções comissionadas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e em Tribunais Regionais Eleitorais (TREs). De autoria do próprio TSE, o texto segue para sanção e tem impacto estimado de R$ 109,3 milhões por ano.

Estão previstos 85 postos no TSE, além de cargos e funções para 27 unidades federativas. O TRE do Distrito Federal receberá o maior número de postos (117), seguido de Bahia (30).

Ao todo, considerando TSE e TREs, os postos serão distribuídos da seguinte forma:

  • 232 cargos de analista judiciário;
  • 242 cargos de técnico judiciário;
  • 75 cargos em comissão;
  • 245 funções comissionadas.

O projeto determina que os custos serão pagos pelo orçamento já destinado ao TSE e aos TREs e que o valor só pode entrar em vigor se houver autorização na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e na Lei Orçamentária Anual (LOA).

O TSE alegou que a ampliação do quadro de pessoal é necessária pelo crescimento contínuo do eleitorado, do número de candidaturas e de processos judiciais e extrajudiciais em cada eleição. O Tribunal também argumentou haver "crescentes demandas relacionadas à segurança das urnas, ao combate à desinformação, ao cumprimento de normas do Conselho Nacional de Justiça e à manutenção da qualidade dos serviços prestados à sociedade".

Durante a votação, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), defendeu a proposta: "[Reconhecer] O momento mais importante da democracia, que são as eleições [...] Estamos fazendo com coerência o que deveríamos ter feito", declarou o parlamentar.
 

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TCU aponta problemas na prestação de contas da Cultura e da Ancine, com passivo de R$ 22 bi

São 26.583 projetos que dependem de uma análise final no trâmite formal de prestação de costas

25/03/2026 21h00

Crédito: Valter Campanato / Agência Brasil

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O Tribunal de Contas da União (TCU) identificou falhas que classificou como graves na gestão de recursos transferidos a projetos culturais do Ministério da Cultura e da Agência Nacional do Cinema (Ancine) de 2019 a 2024. O montante alcança cerca de R$ 22,1 bilhões, segundo relatório da Corte. São 26.583 projetos que dependem de uma análise final no trâmite formal de prestação de costas. Além dos atrasos nas análises, há "elevado" risco de prescrição de processos.

O montante resulta da soma de R$ 17,73 bilhões em 19.191 projetos incentivados (renúncia fiscal) e R$ 4,36 bilhões em 7 392 projetos não incentivados (recurso direto do governo). De acordo com a fiscalização, o passivo de projetos nessa situação é crescente, o que fragiliza o controle sobre o uso de recursos públicos.

No caso do Ministério, o TCU apontou um cenário com acúmulo de processos pendentes e ausência de mecanismos eficazes de controle de prazos. A demora na análise, que pode ultrapassar anos, eleva o risco de perda do direito de cobrança de valores eventualmente devidos ao erário, segundo a Corte.

A Ancine também apresentou atrasos relevantes, embora o Tribunal tenha destacado iniciativas tecnológicas em curso para aprimorar a análise de prestações de contas, incluindo o uso de ferramentas automatizadas.

"O acompanhamento permite detectar omissões, atrasos e inconsistências na análise das prestações de contas", afirmou o relator do processo, ministro Augusto Nardes.

Diante dos achados, o tribunal determinou a adoção de medidas para priorizar processos com risco iminente de prescrição, implementar sistemas de monitoramento de prazos e revisar procedimentos internos, com o objetivo de reduzir o passivo e fortalecer a fiscalização.
 

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