Cidades

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Vídeo mostra maníaco buscando ferramenta para enterrar criança após estupro e morte

Câmeras de segurança flagraram quando o criminoso pediu a ferramenta ao vizinho; Emanuelly, de 6 anos, foi estuprada e morta

Karina Varjão

28/08/2025 - 18h44

Mais de dez horas após ter levado a pequena Emanuelly Victória dos Santos, de 6 anos, Marcos Willian Teixeira Timóteo foi flagrado caminhando tranquilamente pela Rua Dracena, às 18h35 da última quarta-feira (27). Imagens de câmeras de segurança mostram o criminoso indo até o vizinho e voltando para casa com uma ferramenta, já após a morte da criança. Veja o vídeo abaixo.

Nas imagens, o homem conhecido como “Gordinho” aparece chamando um vizinho e pedindo emprestado uma ferramenta de escavação, chamado cavucate. Junto com o favor, um pedido estranho: que ele não comentasse “com o Kennedy nem com o Deivid”.

De posse do instrumento, o vídeo mostra ainda que Marcos segue a passos calmos rumo à sua casa, no bairro Vila Carvalho, onde, desde o fim da manhã, o corpo da pequena Emanuelly estava ocultado.

A terça-feira, 27 de agosto, começou como qualquer outra. Entre idas ao trabalho, passeios e encontros com vizinhos, ninguém da família poderia imaginar que o crime aconteceria.

Há dois anos, Marcos frequentava o lar de Deivid, pai da menina. Ambos tinham esposas e filhas pequenas, o que facilitava a convivência.

“Era conhecido só do trabalho, aparecia de vez em quando para conversar e passar, mas nunca chegou a parar muito por aqui”, lembra o pai.

Pelas lembranças da família, tudo começou por volta das 8 horas da manhã. Ao passar em frente à casa, Marcos percebeu que estava vazia. A avó de Emanuelly havia acabado de sair para a casa da bisavó e Deivid seguira para o trabalho. 

O homem, então, chamou a menina e pediu que passasse a chave pela janela. Sem maldade, ela obedeceu. Com a porta aberta, o destino da criança foi selado.

O desespero tomou conta da família apenas mais tarde. Quando voltou para o almoço, Deivid encontrou a casa vazia. A menina não estava em casa para o almoço. Ao perguntar à irmã, descobriu que ela também não havia ido para a casa da bisavó.

Sem respostas, retornou ao trabalho aflito. Lá, encontrou Marcos. Dividiu com ele a angústia do desaparecimento da filha e o colega, que há havia cometido o crime, apenas ouviu, impassível, sem qualquer reação.

Horas depois, por volta das 15h, Marcos pediu para ir embora do serviço. Nervoso, ele começava a sentir o cerco se fechar. 

A noite chegou e, em uma última tentativa de se tranquilizar, Deivid ligou novamente para a mãe. Mas a resposta foi um golpe devastador: Emanuelly não havia estado com a avó em nenhum momento do dia.

A família, em choque, entendeu que a menina estava desaparecida. Juntos, começaram as buscas. A primeira pista surgiu com as câmeras de uma barbearia, que registraram Marcos ao lado de Emanuelly pela manhã.

Para Deivid, não havia mais dúvida e ele ligou imediatamente para o suspeito.

“Onde está minha filha?”, questionou.

A frieza da resposta foi a confirmação de um pesadelo. “Não sei, não está comigo”, respondeu Marcos. Mas Deivid já sabia que a afirmação era falsa, por ter visto o vídeo e imaginar, então, que o pior poderia ter acontecido.

O corpo da menina estava próximo, escondido dentro da banheira da casa do assassino, enrolado em uma coberta marrom e lacrado com fita adesiva, com sinais de violência sexual e com marcas de esganamento.

Ao lado, o cavucate que pegou emprestado do vizinho repousava como prova do que ainda pretendia fazer: enterrar Emanuelly, sepultar junto dela sua infância, seus sonhos, sua vida.

Mas Marcos não teve tempo de sustentar a farsa, pois logo após a descoberta do corpo de Emanuelly, a polícia iniciou as buscas. O “Gordinho”, como era conhecido, tentou escapar, mas a tentativa de fuga terminou de forma brutal. Em confronto com os policiais, ele foi atingido e morreu.

A trajetória de Marcos já era marcada por históricos de passagens pela polícia por estupro, injúria e violência doméstica. Um currículo de violência que culminou em mais um ato cruel.

 

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