Cidades

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Ataques a aeroporto e TV deixam 40 mortos, diz governo do Congo

Ataques a aeroporto e TV deixam 40 mortos, diz governo do Congo

folhapress

30/12/2013 - 13h45
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Ao menos 40 terroristas teriam sido mortos hoje, em Kinshasa, durante uma série de ataques que incluiu um sequestro na televisão nacional e disparos registrados no aeroporto internacional e contra a sede do poder militar, segundo fontes do governo congolês.

Após os ataques, segundo testemunhas, tropas do governo atacaram a igreja de Paul Joseph Mukugunbila, na província de Katanga. Mukugunbila é adversário político do presidente Joseph Kabila. Porta-vozes negam que os ataques tenham motivação política e dizem não ter havido vítimas civis.

Na manhã de hoje, tiros foram ouvidos no aeroporto de Kinshasa, do campo militar de Tshatshi e em outros pontos da República Democrática do Congo. Na emissora de TV, dois atiradores apareceram perante as câmeras para ler uma mensagem política contra o presidente Joseph Kabila, no poder desde 2001.

A mensagem lida pelos terroristas na TV indicava que se tratava de uma tentativa de tomada do poder por parte de seguidores do líder religioso Paul Joseph Mukungubila.

"O gideão Mukungubila veio libertá-los da escravidão dos ruandeses", dizia a mensagem. Logo depois da leitura, a transmissão foi cortada até a TV voltar ao ar com imagens de uma emissora regional.

Mukugunbila, que se autointitula "o profeta do Eterno", concorreu à presidência contra Kabila em 2006. Ele foi um severo crítico de um acordo de paz assinado neste mês entre o governo e o grupo rebelde tutsi M23. Para Mukugunbila, ao fazer o acordo Kabila se rendeu à pressão de Ruanda.

O governo não confirma que seja um ataque de adversários políticos. Em pronunciamento na TV, o porta-voz do governo disse que o objetivo dos ataques era "semear o pânico antes da celebração da chegada de um novo ano, que tanta importância tem em nossa cultura".

O Congo, no centro da África, luta para sair de décadas de violência e instabilidade, especialmente no leste do país, rico em minerais como o coltan, usado na fabricação de celulares e durante anos extraído principalmente por meio de trabalho escravo. Milhões de pessoas morreram na região, de fome e doenças. 

Justiça

Homem é retirado do STF após tentar entrar dizendo ser "imperador"

Ele proferia frases desconexas e não chegou a ser preso

08/10/2026 21h00

Foto: Divulgação / STF

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Um homem foi contido nesta quinta-feira (8) pela equipe de segurança do Supremo Tribunal Federal (STF) após tentar entrar no edifício-sede da Corte, onde está localizado o plenário.

O episódio ocorreu após ele se aproximar da marquise do prédio e começar a proferir frases desconexas. O homem se identificou como "imperador das Forças Armadas do Brasil".

Segundo o STF, ele não chegou a ser preso e foi conduzido para a parte externa do tribunal.

Na semana passada, o Supremo registrou uma tentativa de invasão. Um homem foi preso pela Polícia Judiciária, que realiza a segurança interna do STF, ao tentar pular as grades que fazem a proteção do edifício-sede.

O esquadrão antibomba da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) precisou ser chamado após o homem jogar uma mochila em uma parada de ônibus localizada em frente ao Supremo.

Após a realização do trabalho de varredura, a PM descartou a presença de explosivos.

Justiça

Moraes determina emissão de mandado de prisão contra Eduardo Bolsonaro

Pena foi definida no processo do tarifaço contra exportações do Brasil

08/10/2026 20h00

Ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes

Ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes Divulgação/STF

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quinta-feira (8) a expedição de um mandado de prisão contra o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, que está nos Estados Unidos.

A medida foi determinada após o ministro mandar executar a condenação de Eduardo a quatro anos e dois meses de prisão pelo crime de coação no curso do processo. A pena foi definida no processo que trata do tarifaço do governo de Donald Trump contra as exportações brasileiras.

Moraes também determinou o cancelamento dos passaportes do ex-parlamentar.

Na prática, Eduardo não deve cumprir a pena enquanto estiver no exterior. O ex-deputado é aliado de Trump, e um eventual pedido de extradição dificilmente será cumprido pelo governo norte-americano.

Ao determinar as medidas, Moraes decretou o trânsito em julgado da ação penal em que Eduardo foi condenado pelo STF, ou seja, o fim da possibilidade de apresentação de recursos.

No mês passado, a Primeira Turma do Supremo rejeitou o recurso protocolado pela Defensoria Pública da União (DPU) para anular a condenação.

O ex-deputado não apresentou defesa particular e foi defendido pelo órgão.

Em junho deste ano, o colegiado concordou com a acusação apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e entendeu que há provas para concluir que o ex-deputado articulou o tarifaço dos Estados Unidos contra as exportações brasileiras para tentar evitar a condenação de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, no processo da trama golpista.

Além disso, outras medidas, como a revogação dos vistos de ministros da Corte e do governo federal e a aplicação das sanções econômicas da Lei Magnitsky, também tiveram o mesmo objetivo, conforme o entendimento da Corte. 

Desde o ano passado, Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos e perdeu o mandato de parlamentar por faltar às sessões da Câmara dos Deputados.

Abandono e perda do cargo de escrivão 

Em setembro deste ano, o Ministério da Justiça e Segurança Pública demitiu o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro do cargo de escrivão da Polícia Federal, por abandono de cargo. 

A decisão, publicada na edição de 21 de setembro do Diário Oficial da União, tem como base processo administrativo disciplinar que concluiu pela ocorrência de faltas injustificadas por período superior a 30 dias consecutivos.

Segundo a portaria, a demissão teve por base a Lei nº 15.047, de 2024, que prevê a penalidade para casos de abandono de cargo. 

Eduardo Bolsonaro integrava o quadro de pessoal da Polícia Federal e estava afastado da função para exercer mandato eletivo na Câmara dos Deputados.
 

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