Cidades

educação

Aulas na Rede Estadual retornam com reforço nas linhas de ônibus

De acordo com a Agência Municipal de Transporte e Trânsito da Capital, haverá fiscalização nas escolas para coibir filas duplas no embarque e desembarque

Continue lendo...

A volta às aulas na Rede Estadual de Ensino (REE) em Campo Grande terá a frota de ônibus reforçada em 25% nos horários de pico, durante a entrada e a saída dos alunos.

De acordo com a prefeitura da Capital, 37 linhas do transporte coletivo estarão com o efetivo reforçado para acomodar todos os passageiros no início do ano letivo na REE. 

Entre as principais linhas de ônibus, a 080 (Aero Rancho/General Osório), a 085 (Terminal Morenão), a 086 (Júlio de Castilho/Shopping) e a 087 (General Osório/Guaicurus) receberão reforço.

Além da frota no transporte coletivo por conta da volta às aulas, haverá fiscalização da Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) nas imediações das escolas estaduais, municipais e particulares.

A medida tem como objetivo coibir a ocorrência de filas duplas na entrada e na saída dos alunos das instituições de ensino.

Em todo o Estado, 180 mil estudantes da Rede Estadual de Ensino (REE) devem voltar às aulas, dos quais 40 mil estão matriculados apenas na Capital. 

PREPARAÇÃO

A reportagem do Correio do Estado esteve presente, ontem (22), na Escola Estadual Maria de Lourdes Toledo Areias, localizada no Conjunto Residencial Recanto dos Rouxinóis, que preparou uma acolhida especial para os alunos. 

Professora na unidade escolar há cinco anos, Ziei Ferreira da Costa, 50 anos, ministra aulas na instituição na área de educação especial e conta como é feita a organização diferenciada na escola para o recebimento dos alunos.

“A escola está preparando uma recepção para os estudantes de uma forma diferenciada, para que eles cheguem animados, motivados, com vontade de estudar. A impressão é a primeira que fica, tanto para os alunos novos quanto para os alunos que já temos”, declarou a professora.

Logo na entrada da escola, um mural todo enfeitado e com diversas frases de boas-vindas está exposto para os alunos, bem como um arco de balões e decorações no pátio estão sendo preparados pelos professores e pela direção da unidade escolar.

A diretora da escola, Adriana Bellei, explica como foi o período de preparação para o ano letivo antes da volta às aulas dos estudantes. 

“Iniciamos a organização do ano letivo no dia 2 de fevereiro com a volta dos professores. Começamos a jornada pedagógica no dia 13 de fevereiro, na qual estudamos diversos assuntos de materiais enviados pela Secretaria de Educação para fomentar a metodologia e o acolhimento dos estudantes”, disse Adriana.

Entre os assuntos abordados na jornada pedagógica, de acordo com a Secretaria de Estado de Educação (SED), a recomposição da aprendizagem no período pós-pandemia é prioridade.

“Neste ano, teremos as matérias de disciplinas relacionadas à recomposição de aprendizagem, para diminuir a lacuna deixada durante o período da pandemia, estimulando a volta da produção dos estudantes”, declarou a diretora.

A escola receberá nesta quinta-feira (23) cerca de 1.245 alunos, divididos em três turnos – matutino (8º, 9º e Ensino Médio), vespertino (6º ao 9º ano do Ensino Fundamental) e noturno (1º ao 3º ano do Ensino Médio). 

KITS ESCOLARES

Segundo a SED, ao todo, estão sendo entregues 193 mil kits de materiais escolares, resultado de um investimento de R$ 8,9 milhões do governo do Estado.

Os kits estão divididos em três tipos, de acordo com a necessidade de cada grupo de estudantes atendidos pela Rede Estadual.

Os três tipos contam com cadernos tipo brochura, caderno de cartografia, lápis, lápis de cor (caixa), borrachas, apontadores, cola branca, tesoura e régua.

Os alunos do Ensino Fundamental 1 (do 1º ao 5º ano) receberão um caderno de caligrafia a mais, e os estudantes do 6º ao 9º ano e do Ensino Médio contarão com transferidores, esquadros e canetas esferográficas.

Entre os uniformes que serão entregues aos estudantes estão as camisetas e bermudas, cujo investimento foi de R$ 11,3 milhões. 

Foram adquiridas mais de 364 mil camisetas, as quais serão distribuídas para os alunos dos ensinos Fundamental e Médio, sendo duas unidades por estudante.

Na Escola Maria de Lourdes Toledo, de acordo com a diretora, os kits de material escolar e uniformes já foram entregues pela secretaria à direção.

“Faremos uma programação para a entrega, porque tudo precisa ser documentado. Estamos com esse cronograma para no máximo até a semana que vem a gente entregar para os alunos”, disse Adriana.

Saiba: Confira todas as linhas de ônibus que terão reforço na frota nesta quinta-feira (23): 061, 062, 070, 071, 072, 073, 075, 080, 081, 085, 086, 087, 089, 106, 108, 110, 112, 114, 122, 140, 220, 221, 222, 238, 246, 309, 321, 407, 410, 414, 421, 423, 427, 430, 474, 520 e 521.

Assine o Correio do Estado

MINISTÉRIO PÚBLICO DE MATO GROSSO DO SUL

Acadepol vira alvo de MPE por perturbação ao silêncio

Estande de tiro é alvo de denúncia desde 2023 por disparos no início da manhã, gás que atinge a moradores e cartuchos que permanecem em telhados de casas

15/09/2026 12h10

Divulgação / Acadepol/MS

Continue Lendo...

A Academia de Polícia Civil de Mato Grosso do Sul (Acadepol/MS) virou alvo do Ministério Público do Estado (MPE) após mais uma vez ser denunciada por perturbação ao silêncio. O caso foi registrado como Notícia Fato inicialmente, mas tornou-se Procedimento Administrativo por tramitar desde 2023, quando a instituição foi objeto de investigação pelo mesmo motivo.

Divulgado no Diário Oficial do MPE desta terça-feira (15), o Procedimento busca acompanhar as providências que devem ser tomadas pelo Município de Campo Grande, no exercício do poder de polícia administrativa.

Segundo os autos, em 2023 uma propietária de um edíficio do bairro Jardim Veraneio, onde fica localizado a academia, realizou uma denúncia junto a sua advogada para o Grupo de Atuação Especial de Controle Externo da Atividade Policial (GACEP), em razão dos treinamentos que ocorriam no estande de tiros prejudicarem a população ao redor.

Na denúncia foi descrito que os treinamentos realizados no estande utilizavam ainda gases, que afetavam a adultos, animais e crianças moradores de área residencial do outro lado da rua, além do barulho dos disparos e cartuchos de balas que ficavam sob telhados de casas próximas.

A denunciante alegou que os tiros eram disparados em direção a rua, e por isso, os cartuchos permaneciam nos telhados das casas. O documento descreve ainda que as pessoas passavam mal não apenas com os gases, mas "com o barulho ensurdecedor dos tiros que às vezes começam às 7h30 manhã".

O GACEP, responsável pela investigação inicial, solicitou respostas à coorporação, que por sua vez utilizou do tempo de existência da unidade no local para se justificar.

De acordo com a resposta da Acadepol, há 42 anos de permanência no local nunca ocorreram incidentes com o público externo, além de indicarem que buscam melhorias constantes para conforto acústico de populares.

A resposta ainda ressaltou que os disparos são feitos para o lado oposto de prédios e edificações da rua, e que os treinamentos com gás são planejados e feitos de forma segura, ainda que moradores alegaram passar mal com o efeito do agente químico.

Dando a confiabilidade da resposta apresentada que estariam prezando pelos moradores, e tendo em vista que o Escalão Superior foi acionado para conceder um estande de tiro novo e moderno, o GACEP arquivou o caso.

Após a denúncia a academia suspendeu as atividades e deu uma trégua, porém "em razão da manutenção periódica e pós-cursos para manter a conservação e segurança das instalações" conforme relatório da GACEP, de forma que a suspensão não seria definitiva, nem total.

Neste ano a nova denúncia feita pela proprietária, desta vez por meio da Ouvidoria do MPE, registrou que o barulho dos disparos ocorrem durante horário comercial, prejudicando o atendimento de serviços que exigem silêncio, como de advocacia, médicos e outros. 

Conforme os autos, ao ser contatada a denunciante alegou que as atividades retornaram sem as adequações acústicas, e o problema persiste aos moradores e demais frequentadores da região.

O órgão ministerial solicitou então que a Agência Municipal de Meio Ambiente e Planejamento Urbano (Planurb) realizasse vistoria in loco no estande de tiro em maio deste ano.

Em relatório, a Planurb registrou que há equipamentos de isolamento acústico no estande em que ocorrem os disparos, como exaustores, parede interna revistida de espuma e ainda construções que planejam aumentar o isolamento.

No entanto, a Acadepol possui área útil de 1.500m² e infrige o artigo 65, inciso II, do Decreto Municipal 14.114/2020, em que devido as circustâncias é enquadrado como potencial poluidor médio e deveria ter um Licenciamento Ambiental para realizar as atividades, o que não foi apresentado até o momento.

Na vistoria foi informado que os disparos acontecem quando possuem treinamentos ou novas turmas, e que o último realizado foi entre março e maio deste ano, com 470 alunos, justamente na época em que ocorreu a denúncia, bem como a vistoria da Planurb em 19 de maio, porém não havia treinamento na data da visita.

Foi solicitado então que a Acadepol apresente o licenciamento e uma nova vistoria aconteça para verificar as condições acústicas e qualidade do isolamento. Porém, devido a alta demanda de serviço, a Planurb solicitou prorrogação do prazo para realizar a nova vistoria, concedida ao final de julho pelo MPE.

O órgão ministerial então converteu a Notícia Fato em Procedimento Administrativo, em razão de depender do término das providências administrativas iniciadas pela Planurb e pela necessidade de monitoramento da regularização ambiental para seguir com o caso e possíveis medidas.

A 26ª Promotoria de Justiça do Meio Ambiente, Patrimônio Histórico, Cultural, Habitação e Urbanismo da Comarca de Campo Grande é responsável por acompanhar o andamento da situação.

DUPLO HOMICÍDIO

Corpos de mãe e filho do Paraná são encontrados em município de MS

A Polícia Civil juntou elementos que indicam tortura no corpo da mulher, antes dela ser executada

15/09/2026 12h00

Mônica Cordeiro, de 41 anos, e seu filho Allan Santos, de 26, eram moradores de Perobal, cidade do Paraná

Mônica Cordeiro, de 41 anos, e seu filho Allan Santos, de 26, eram moradores de Perobal, cidade do Paraná Reprodução

Continue Lendo...

Uma mãe e seu filho, moradores de Perobal (PR), foram executados no município de Mundo Novo, nesta segunda-feira (14). As vítimas foram identificadas como Allan Santos, de 26 anos, e Mônica Cordeiro, de 41 anos. 

Os corpos foram encontrados na Estrada do Cachimbo, que fica próxima a área conhecida como Linha Seca, a qual se trata da linha internacional de Mundo Novo.

As circunstâncias do crime ainda são investigadas pela Polícia Civil de Mundo Novo. Os investigadores também buscam identificar a motivação do crime.

De acordo com a imprensa local, Allan foi atingido por três tiros, sendo um na região da nuca, enquanto sua mãe sofreu quatro disparos de arma de fogo.

Em análises preliminares, as autoridades encontraram indícios de que Mônica foi torturada antes da execução, pois foram identificados hematomas.

Durante a perícia, também foram identificados vestígios de gasolina nos corpos das vítimas. A evidência aponta que os criminosos pretendiam carbonizar mãe e filho.

O duplo homicídio foi registrado na Delegacia de Polícia Civil de Mundo Novo.

O caso foi atendido pela Polícia Militar e pela Polícia Civil de Mundo Novo, juntamente com a perícia de Naviraí.

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).