Cidades

RETOMADA

Aulas presenciais da rede pública de Campo Grande podem voltar apenas em 2021

Em audiência pública, especialistas tendenciam em adiar o retorno do presencial

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Professores e especialistas defendem que as aulas presenciais da rede municipal e estadual devem retornar apenas em 2021. 

Em audiência pública virtual, a vice-presidente da Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul (FETEMS), Suely Veiga Melo, afirmou que o retorno às aulas presenciais seria precoce e desnecessário com a aproximação do fim do ano letivo.

“A pandemia não está controlada, não há segurança para um retorno das atividades. Já estamos no terceiro bimestre, já ficamos sem aula até agora. Só faltam dois meses para terminar o ano letivo, então não tem grande eficiência”, explicou Melo.

A vice-presidente sugeriu também que seja formulada uma carta direcionada aos órgãos estaduais com recomendação para que as aulas remotas sejam mantidas até o final do ano. 

“Ao contrário do que o presidente disse nós queremos sim voltar às aulas, mas quando tivermos segurança para esse retorno”.

O presidente do Sindicato campo-grandense dos Profissionais da Educação (ACPMS), Lucílio Souza Nobre, defendeu que o retorno presencial não é adequado, incluindo o retorno híbrido, onde apenas uma parcela dos alunos voltam às atividades presenciais.  

“O transporte coletivo é o segundo maior ponto de contágio, então imagina colocar alunos e professores nessa situação. Imagina ter que atender aqueles que retornam e os que não podem retornar ao mesmo tempo”.

De acordo com a secretária Municipal de Educação, Elza Fernandes, há um plano de biossegurança sendo produzido com base nas taxas de contaminação, na organização pedagógica e nos aspectos emocionais dos alunos e professoras. 

No entanto, a rede municipal não está preparada para a volta às aulas. “Não iremos conseguir recuperar esse conteúdo com o pouco tempo que temos para o fim do ano letivo”.

Já o superintendente de política educacional da Secretaria de Estado de Educação, Hélio Queiroz, explicou que o planejamento e preparação da rede estadual para retorno é feito desde o início da pandemia e que não há um período determinado para a volta às atividades presenciais. 

Segundo Queiroz, se houver retorno, apenas alunos do terceiro ano do ensino médio seriam considerados, já que se trata de um grupo que não permanecerá na rede de ensino no próximo ano.

“O retorno não impacta só a escola, gera uma série de impactos em toda cidade. Vai colocar uma série de pessoas em trânsito novamente. O impacto que um retorno pode causar em tudo o que a prefeitura vem fazendo para diminuir os impactos da pandemia é grande”, ressalta o secretário.

 

PAIS E ESTUDANTES

O aluno do ensino médio do Instituto Federal de Mato Grosso do Sul, Natanael Ribeiro, relatou que a migração de alunos e professores para o ensino remoto resultou em problemas de contato, sobrecarga de atividades e em um grande impacto na aprendizagem. 

No entanto, muitos alunos se preocupam em transmitir o Coronavírus para parentes que estão no grupo de risco e apoiam a volta apenas para 2021.

“Será que todas as instituições do ensino público terão recursos para que o retorno seja feito com segurança? Eu posso não contrair o vírus na escola, mas durante o trajeto. Qual a finalidade de preparar as escolas nesse final de ano e logo mais dispensá-los com o final do ano letivo”, disse.

Sandra Rosa, mãe de aluna da Rede Municipal de Ensino, relata que mesmo com dificuldade em lidar com o ensino remoto, o retorno das aulas presenciais colocariam em risco a vida de muitas famílias que podem contrair a Covid-19 através dos adolescentes que estarão em contato direto com outros alunos e professores.

Vôlei

Brasil sofre com saques italianos e arbitragem polêmica e perde 2º jogo na Liga das Nações

Com a derrota, o Brasil caiu para a sexta posição da Liga

26/06/2026 23h00

Patricy Albuquerque/Soho/CBV

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Em jogo com muita reclamação com a arbitragem e cartões amarelos, a seleção brasileira masculina de vôlei sofreu sua segunda derrota seguida na Liga das Nações. Nesta sexta-feira, a equipe de Bernardinho caiu diante da Itália por 3 a 1, parciais de 19/25, 23/25, 25/22 e 23/25, muito por sofrer com o saque adversário - fez novo pontos direto no quesito e dificultou muita a recepção.

Com a derrota, o Brasil caiu para a sexta posição da Liga das Nações, ultrapassada pelos italianos - sete se garantem na fase final. O Japão lidera com seis vitórias e 100% de aproveitamento Sem tempo a perder, a seleção verde e amarela busca reação já neste sábado, diante da Eslovênia (15h30 de Bra´silia).

Pressionado pela derrota para a Ucrânia no último confronto da Liga das Nações, a equipe liderada pelo técnico Bernardinho demorou a entrar na partida e viu a Itália ser mais eficiente em quadra.

O Brasil iniciou sofrendo com o saque forçado dos italianos e permitiu que o adversário abrisse folga no placar de seis pontos A desvantagem fez Bernardinho pedir tempo a fim de corrigir as falhas de recepção da equipe nacional.

Lucarelli, com um ace, deu sinais de melhora. O bloqueio eficiente recolocou o Brasil no duelo e o jogo ficou mais equilibrado. Em um rali de 26 segundos, Darlan foi eficiente na rede e reduziu a diferença para três pontos (20 a 17).

A reação brasileira, porém, não se sustentou. O ataque rival voltou a funcionar, o time europeu chegou a 24 a 19 e encerrou a primeira parcial num belo ace de Sani para definir o set em 25 a 19.

O Brasil voltou mais concentrado no segundo set e isso foi refletido no início da partida. Em duas ações seguidas, Bovolenta foi para tentar o ponto na rede e parou no bloqueio liderado por Lucarelli. Com 4 a 1 e cheio de confiança, a seleção melhorou em fundamentos como recepção e saque mudando o ritmo do confronto.

Os centrais da equipe brasileira passaram a ser mais acionados na partida. A eficiência no passe seguiu funcionando bem e a vantagem brasileira de três pontos foi sendo administrada com um 20 a 17.

Na reta final, porém, o Brasil se desconcentrou. O saque italiano voltou a funcionar, a recepção teve dificuldades e a Itália buscou a virada: 22 a 21. Bernardinho pediu tempo para colocar a casa em ordem. Em um final dramático, o duelo ficou empatado em 23 pontos. Com dois aces seguidos, Sani novamente definiu a parcial em favor dos italianos levando a Itália a ter a vantagem de 2 sets a 0 na partida.

Com cabeça no lugar e acertando mais as jogadas, a seleção reduziu a desvantagem ao ir bem na terceira parcial, fechada por 25 a 22. E o Brasil tinha tudo para levar a decisão ao tie-break após abrir sete pontos no quarto set. Mas começou a se enervar com anotações polêmicas da arbitragem que permitia golpes questionáveis mesmo com a nova regra de aceitar que o jogo role com menos paralisações, e acabou permitindo a reação.

O lance polêmico do quarto set veio em um desafio com 22 a 21 para os italianos, que cobraram toque o bloqueio de Lucarelli, enquanto o Brasil reclamava de condução de rival no ataque. A arbitragem , como em toda a partida,apenas anotou o desvio. Brasília acabou levando cartão ao questionar a decisão.

Dois pontos na frente da Itália que poderiam definir a partida. Mas um erro e depois bloqueio de Judson deixou tudo igual. Na hora de colocar pressão, Lucarelli sacou na rede e, depois, Adriano não matou a jogada e o Brasil permitiu o contragolpe, caindo com 25 a 23.

Saúde

Como será o estudo que vai avaliar canetas para tratamento da obesidade no SUS

O projeto vai avaliar o uso da semaglutida por pessoas com obesidade grave que aguardam cirurgia bariátrica

26/06/2026 21h00

Divulgação

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O Ministério da Saúde iniciou nesta sexta-feira, 26, uma pesquisa que vai avaliar como medicamentos à base de semaglutida podem ser utilizados no tratamento da obesidade no Sistema Único de Saúde (SUS).

O estudo será realizado pelo Grupo Hospitalar Conceição (GHC), em Porto Alegre, e acompanhará 250 pacientes durante dois anos.

"O objetivo é entender como essa medicação pode ser usada dentro do Sistema Único de Saúde e quais são os efeitos e os impactos para os pacientes e para o próprio sistema", afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante a coletiva.

O projeto vai avaliar o uso da semaglutida por pessoas com obesidade grave que aguardam cirurgia bariátrica. A dose prevista é de até 2,4 mg por semana, no período anterior ao procedimento.

Como será o acompanhamento?

Os pacientes serão acompanhados por dois anos. Além das consultas médicas no ambulatório, o estudo terá uma equipe de pesquisa responsável por aplicar questionários e monitorar diferentes aspectos do tratamento.

"Vamos avaliar a perda de peso, a qualidade de vida, as condições para a cirurgia bariátrica e indicadores clínicos importantes, como os níveis de colesterol e glicose", afirmou durante a coletiva Fernando Anschau, coordenador do Núcleo de Avaliação de Tecnologias em Saúde do GHC.

O acompanhamento será multiprofissional. Padilha afirmou que os participantes já recebem assistência de médicos, enfermeiros, nutricionistas e psicólogos, além de incentivo à prática de atividade física, e que esse cuidado será mantido durante todo o estudo.

Segundo o ministro, além dos resultados clínicos, os pesquisadores vão observar como os pacientes utilizam a medicação em casa, incluindo armazenamento, aplicação, descarte e possíveis dificuldades durante o tratamento.

O protocolo também prevê o monitoramento contínuo da segurança. Para o ministro, acompanhar possíveis efeitos adversos é uma etapa essencial da pesquisa.

Por que foram escolhidos esses pacientes?

Os 250 participantes já são acompanhados no GHC e têm indicação para cirurgia bariátrica. Eles foram selecionados porque possuem obesidade grave, comorbidades e maior risco clínico.

Na apresentação feita durante a coletiva, o GHC informou que 91% dos pacientes com indicação para bariátrica no hospital têm obesidade mórbida. Além disso, 72% convivem com duas ou mais comorbidades, como hipertensão, diabetes, problemas cardíacos e depressão. Apenas 47% têm condições clínicas de realizar a cirurgia.

A expectativa do estudo é avaliar se o medicamento pode ajudar esses pacientes a reunir melhores condições para a cirurgia ou, em alguns casos, reduzir a necessidade do procedimento.

O que pode mudar no SUS?

Atualmente, medicamentos à base de semaglutida não estão incorporados ao SUS. A expectativa do Ministério da Saúde é que o estudo produza evidências sobre a eficácia, a segurança e a viabilidade do tratamento na rede pública, subsidiando uma eventual discussão sobre a incorporação dessa tecnologia.

Segundo Padilha, um dos diferenciais da pesquisa será avaliar o uso da medicação em condições reais, acompanhando como os pacientes utilizam o medicamento fora do ambiente hospitalar.

"A nossa expectativa é que, com a introdução dessas medicações de forma controlada no contexto do sistema público de saúde, haja redução de custos no SUS", disse o ministro durante a coletiva.

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