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fila de espera

Aulas retornam na Capital com deficit de 9 mil vagas em creches

De acordo com a Secretaria Municipal de Ensino, 108 mil alunos serão atendidos no ano letivo de 2023; em relação às Emeis, 90% das vagas já estão preenchidas

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As aulas da Rede Municipal de Ensino (Reme) de Campo Grande retornam nesta quarta-feira (8), com um deficit de 9 mil vagas nas Escolas Municipais de Educação Infantil (Emeis). 

Segundo a chefe da Divisão da Central de Matrículas, Adriana Cedrão, as vagas para a primeira etapa do Ensino Infantil já foram totalmente preenchidas, mas para a segunda e a terceira etapa ainda há 10% de disponibilidade no início deste ano letivo. 

“Cerca de 50% dos pais não fizeram a matrícula, então isso aumenta também a lista [de espera]. Estamos trabalhando agora com as vagas remanescentes, ligando para os pais, oferecendo as vagas, que são bem poucas, pois 90% já foram ocupadas”, informa. 

De acordo com Adriana Cedrão, medidas estão sendo tomadas para que a fila de espera para as Emeis diminua, entre elas a retomada de obras paralisadas e o planejamento de algumas unidades para que seja possível a ampliação do atendimento para as primeiras fases do ensino. 

No entanto, a Lei nº 9.394, de 1996, que estabelece as Diretrizes e Bases da Educação Nacional, só obriga o ensino para crianças de quatro a 17 anos de idade, não abrangendo a primeira etapa da Educação Infantil, o que para alguns especialistas, como a professora doutora da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul Maria Lima, é um dos problemas educacionais. 

“Por não ser obrigatória a matrícula, também não há investimento do Estado na infraestrutura escolar para atender à demanda deste segmento”, relata Lima. 

Em Campo Grande, a lei é levada à risca. A chefe da Divisão de Matrículas informa que todos os alunos das etapas obrigatórias de ensino são atendidos pela Reme, e as matrículas podem ocorrer durante todo o ano. 

“Neste momento, estamos trabalhando com vagas remanescentes, a rede está preparada para atender todos os alunos que solicitam as vagas. Talvez, se o pai solicitar uma vaga agora, em fevereiro, não consiga na unidade que queira, mas vai conseguir em alguma unidade”, comenta Adriana. 

Ao todo, em 2023, 108 mil alunos ocuparão as salas de aula dos ensinos Infantil e Fundamental na Capital.

Os kits de materiais e uniformes devem ser entregues já no primeiro dia de aula, de acordo com a direção de cada unidade escolar, e a rede está preparada para receber os alunos nesta quarta-feira. 

Para o retorno das aulas, os alunos devem estar com o cartão de vacina atualizado. Os que não estiverem em dia com as vacinas obrigatórias têm até 30 dias para atualizar a situação. As doses do imunizante contra a Covid-19 não são obrigatórias. 

OBRAS PARADAS 

Campo Grande tem 11 obras paradas de Emeis, e, mesmo que todas essas construções sejam retomadas, ainda haverá fila de espera para o Ensino Infantil de aproximadamente seis mil crianças, levando em conta o deficit atual. 

O levantamento feito pelo Correio do Estado aponta que as futuras Emeis comportariam três mil alunos, sendo 120 por unidade, se todas as construções corresponderem aos parâmetros do projeto Proinfância Tipo B, do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação, que é o responsável pelo financiamento das escolas. 

As unidades que estão paralisadas estão nos bairros São Conrado, Oliveira III, Jardim Inápolis, Jardim Nashiville, Radialista, Vila Popular, Jardim Colorado, Jardim Anache, Talismã, Moreninhas II e Jardim Serraville. 

Entre elas, apenas quatro estão em processo de nova licitação e não há informações sobre a data de retomada das obras. A assessoria da prefeitura informou em janeiro deste ano que está realizando o levantamento orçamentário e os ajustes de projetos já foram realizados, visando à retomada das obras. 

O governo federal também tem sinalizado a retomada das obras paralisadas da educação em todo o País. Segundo o ministro da Educação, Camilo Santana, as construções serão recuperadas e executadas com acompanhamento por georreferenciamento. 

Saiba: A chefe da Divisão de Matrículas alerta que os pais devem ficar atentos às listagens e manter o cadastro atualizado, já que o setor da Semed entra em contato para informar sobre as vagas.

Os pais também podem ser atendidos pelo site (matricula.campogrande.ms.gov.br) ou tirar dúvidas no 0800-615-1515. No entanto, o número disponível só recebe ligações de telefones fixos.

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transporte coletivo

Prefeitura instaura procedimento para apurar irregularidades em contrato do Consórcio Guaicurus

Decreto atende decisão judicial; comissão foi criada para apurar eventual descumprimento contratual, que pode levar a uma intervenção

06/03/2026 18h28

Medida atende liminar judicial

Medida atende liminar judicial Foto: Marcelo Victor / Correio do Estado

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A prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), publicou um decreto que determina a instauração de procedimento preliminar e constituição de comissão especial para apurar possíveis irregularidades no contrato de concessão do serviço público de transporte coletivo com o Consórcio Guaicurus.

O decreto foi publicado em edição extra do Diário Oficial do Município desta sexta-feira (6).

A medida atende decisão liminar em ação popular, proferida pelo juiz da 2ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos de Campo Grande, que determinou ao Município a instauração de procedimento administrativo prévio à intevenção do contrato de concessão.

Desta forma foi instaurado o procedimento administrativo preliminar destinado à apuração de descumprimento contratual por parte do Consórcio Guaicurus, com objetivo de subsidiar eventual decretação de intervenção na concessão do transporte coletivo, "garantindo a ampla defesa e o contraditório à concessionária contratada".

Também foi designada a Comissão Especial para esta apuração.

Será de competência da comissão instruir o feito, promover diligências e oitivas necessárias, emitir relatório conclusivo no prazo de 60 dias e sugerir, se for o caso, a instauração de processo de intervenção.

"Este ato não configura, neste momento, decretação de intervenção, mas constitui medida preliminar destinada à formação de juízo quanto à necessidade e proporcionalidade da medida extrema", diz o decreto.

A comissão será composta dos seguintes servidores:

  • Cecília Saad Cruz Rizkallah - Presidente
  • Paulo da Silva - Membro
  • Alexandre Souza Moreira - Membro
  • Luciano Assis Silva - Membro
  • Andrea Alves Ferreira Rocha - Membro
  • Arthur Leonardo dos Santos Araújo - Membro
  • Edmir Fonseca Rodrigues, matrícula - Membro

Intervenção

No fim do ano passado, a Justiça determinou que a Prefeitura de Campo Grande faça uma intervenção no transporte público da Capital, após dias de greve dos motoristas por falta de pagamento de salário.

Na fim de fevereiro deste ano, a Justiça reformou a decisão, que mandava a prefeitura nomear um interventor em 30 dias, e determinou que a administração municipal deverá “instaurar o procedimento administrativo prévio à intervenção [...], nomeando um interventor em caso de decreto de intervenção”.

O recuo não descartou a intervenção, mas determinou que a prefeitura faça um estudo para saber a real necessidade de que ela aconteça.

Em sua argumentação, porém, o juízo afirmou que “é dever constitucional e legal da administração pública fiscalizar a prestação de serviços públicos delegados a concessionárias e, ao que parece, a administração municipal está omissa neste mister”.

“Há contundentes indícios de que o Consórcio Guaicurus não cumpre as cláusulas do contrato de concessão, e só a administração municipal é que não sabe disso. A omissão da administração pública em fiscalizar pode caracterizar culpa in vigilando, o que pode responsabilizar o ente público civilmente por danos causados a terceiros pelas concessionárias”, traz trecho da decisão.

No mês passado, o Correio do Estado já havia antecipado que a Prefeitura de Campo Grande trabalhava em um plano para avaliar a necessidade de uma intervenção no serviço público.

Segundo o secretário municipal de Governo, Ulisses Rocha, porém, esse plano pode mostrar que não há necessidade de que o Executivo assuma o transporte coletivo.

Benefícios fiscais

O Consórcio Guaicurus vai receber este ano mais de R$ 40 milhões de subsídio e isenção de impostos da Prefeitura de Campo Grande.

Dois projetos de lei complementar do Executivo, aprovados na Câmara Municipal no dia 3 de março, trazem a isenção do Imposto sobre Serviço de Qualquer Natureza (ISSQN) ao Consórcio Guaicurus e também o pagamento de subsídio referente ao passe do estudante da Rede Municipal de Ensino (Reme).

No primeiro caso, a isenção do imposto incidente sobre a prestação de serviços de transporte coletivo urbano deve ser de R$ 12 milhões ao Município.

Já no caso do subsídio feito ao transporte coletivo para o pagamento das gratuidades municipais, o valor será de até R$ 28.016.252,00, pagos em parcelas mensais, limitadas até R$ 2.546.932,00.

Digital

Grande operadora de celular brasileira pode ter sido alvo de megavazamento de dados

Mais de 500 mil usuários teriam tido os dados expostos por hackers

06/03/2026 18h15

VIVO pode ter tido dados vazados

VIVO pode ter tido dados vazados Reprodução/Twitter

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A VIVO, uma das principais empresas de telecomunicações do Brasil, teria sido alvo de um megavazamento de dados nesta sexta-feira (6). 

De acordo com a companhia Vecert Analyser, uma empresa de cyber segurança internacional, afirmou em suas redes sociais que, pelo menos, 557.892 usuários teriam tido seus dados expostos, como endereço de e-mail, número de telefone e senhas. 

O grupo responsável pelo vazamento dos dados seria o "VFVCT", codinome para "V for Vandetta Cyber Team". 

"O incidente não é um fato isolado, mas parte de uma cadeia de vulnerabilidades críticas", afirmou a Vecert. 

Segundo a empresa, já foram detectadas mais de 26 incidentes distintos ligadas à VIVO desde 2023. As fragilidades na infraestrutura da companhia nacional de telefonia tem sido alvo de grupos hackers e dos chamados 'bots' que tentam explorar e burlar os sistemas de autenticação e dos portais da empresa. 

"A infraestrutura da Vivo Brasil apresenta falhas sistêmicas que são exploradas repetidamente por cibercriminosos. A segurança do usuário permanece em risco até que os múltiplos subdomínios e APIs expostos sejam protegidos", alegou a Vecert Analyser. 

A VIVO não se pronunciou sobre o assunto. 

Antigo 

Em 2021, o Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor do Ministério da Justiça notificou as quatro grandes operadoras de telefonia no Brasil, a Oi, Vivo, Claro e Tim para que explicassem o vazamento de dados de quase 103 milhões de contas de celular.

O vazamento foi constatado por uma empresa de cibersegurança no dia 10 de fevereiro daquele ano. Informações sensíveis dos consumidores ficaram expostas, como número do RG, CPF, data de nascimento, e-mail, endereço, número do celular e detalhes sobre o valor e o pagamento da fatura. 

Precauções

Para se proteger, é recomendável não responder a e-mails que declarem que seus dados foram expostos ou utilizar sites suspeitos para realizar essa verificação. Esses mecanismos geralmente pedem que o cidadão compartilhe alguns de seus dados pessoais para realizar a suposta verificação e isso pode aumentar a sua exposição.

Além disso, é importante trocar as senhas e demais informações de acesso aos serviços e às plataformas que foram afetados por vazamento de dados. Outra dica é utilizar a autenticação de dois fatores sempre que disponível, além de seguir monitorando a atividade nas contas e nos serviços potencialmente relacionados aos dados vazados.

Se verificar que seus dados foram utilizados de maneira fraudulenta – por exemplo, para abrir uma conta ou para adquirir algum bem –, o usuário deve buscar informações junto aos provedores do serviço, além de reportar a ocorrência à autoridade policial, para viabilizar a apuração e se proteger.

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