Cidades

Contra bombeiro

Autor de atentado contra bombeiro se entrega: "Deus colocou no meu coração"

Elizeu se diz arrependido do crime, cometido na tarde da última segunda-feira

Danielle Valentim

20/08/2015 - 12h02
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Elizeu José dos Santos, 33 anos, acusado de atirar cinco vezes contra um soldado do Corpo de Bombeiros, se entregou na manhã desta quinta-feira (20), por volta das 9h50, na Delegacia de Polícia Civil de Paranaíba, município a 407 quilômetros da Capital. A Polícia Civil já havia pedido a prisão preventiva de Elizeu, na tarde desta quarta-feira (19), e a Justiça decretou a prisão nesta manhã. 

De acordo com o site Interativo, Elizeu se diz arrependido e alega que Deus tocou seu coração e o encorajou a se entregar a polícia.

“Eu estou arrependido do que fiz. Deus colocou no meu coração para eu vir e se entregar hoje. Me colocaram como bandido perigoso, não sou, sou comerciante, da cidade. Que Deus possa por a mão. Dizer pra meus amigos e para todo mundo, pedir perdão pelo que fiz e também deixar gravado, vim me entregar, deixar beijo e abraço para minha filha, estou disposto aqui sem nenhum arranhão nem nada a pagar pelo que fiz”, disse Elizeu.

Na delegacia, acusado reforçou não ser um bandido e relatou o que passou por sua cabeça quando do acontecimento.

“Sou um pai de família e aconteceu esse fato. Foi muito difícil para mim, sou uma pessoa do bem, sempre trabalhei aqui, foi muito difícil ficar foragido, sem ser um bandido como colocaram. Arrependi muito, tenho comércio, muitas coisas para resolver em minha vida, nunca desrespeitei autoridade. Me colocaram como bandido só porque ‘atirei’ no policial. Espero que tudo possa dar certo, minha família é crente está me apoiando, sei que existe justiça e Deus e o que ele por para mim pagar eu vou fazer”, concluiu.

CRIME

O soldado do Corpo de Bombeiros Fabrício de Lima Teixeira, lotado em Paranaíba, foi atingido por cinco tiros enquanto atendia uma ocorrência na tarde da última segunda-feira (17) no bairro Santo Antônio.

De acordo com a Polícia Civil, o soldado estava atendendo uma ocorrência de mal súbito na Escola Municipal Major Francisco Faustino Dias, quando um homem passou pelo local em uma motocicleta Biz, atirou contra o soldado e fugiu em seguida.

Fabrício foi atingido por cinco disparos, sendo dois na cabeça, dois na região do abdômen e um na perna. Outro disparo atingiu a viatura. O soldado foi socorrido e encaminhado para a Santa Casa do município. A motivação do crime teria sido passional.

Justiça

Homem é retirado do STF após tentar entrar dizendo ser "imperador"

Ele proferia frases desconexas e não chegou a ser preso

08/10/2026 21h00

Foto: Divulgação / STF

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Um homem foi contido nesta quinta-feira (8) pela equipe de segurança do Supremo Tribunal Federal (STF) após tentar entrar no edifício-sede da Corte, onde está localizado o plenário.

O episódio ocorreu após ele se aproximar da marquise do prédio e começar a proferir frases desconexas. O homem se identificou como "imperador das Forças Armadas do Brasil".

Segundo o STF, ele não chegou a ser preso e foi conduzido para a parte externa do tribunal.

Na semana passada, o Supremo registrou uma tentativa de invasão. Um homem foi preso pela Polícia Judiciária, que realiza a segurança interna do STF, ao tentar pular as grades que fazem a proteção do edifício-sede.

O esquadrão antibomba da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) precisou ser chamado após o homem jogar uma mochila em uma parada de ônibus localizada em frente ao Supremo.

Após a realização do trabalho de varredura, a PM descartou a presença de explosivos.

Justiça

Moraes determina emissão de mandado de prisão contra Eduardo Bolsonaro

Pena foi definida no processo do tarifaço contra exportações do Brasil

08/10/2026 20h00

Ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes

Ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes Divulgação/STF

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quinta-feira (8) a expedição de um mandado de prisão contra o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, que está nos Estados Unidos.

A medida foi determinada após o ministro mandar executar a condenação de Eduardo a quatro anos e dois meses de prisão pelo crime de coação no curso do processo. A pena foi definida no processo que trata do tarifaço do governo de Donald Trump contra as exportações brasileiras.

Moraes também determinou o cancelamento dos passaportes do ex-parlamentar.

Na prática, Eduardo não deve cumprir a pena enquanto estiver no exterior. O ex-deputado é aliado de Trump, e um eventual pedido de extradição dificilmente será cumprido pelo governo norte-americano.

Ao determinar as medidas, Moraes decretou o trânsito em julgado da ação penal em que Eduardo foi condenado pelo STF, ou seja, o fim da possibilidade de apresentação de recursos.

No mês passado, a Primeira Turma do Supremo rejeitou o recurso protocolado pela Defensoria Pública da União (DPU) para anular a condenação.

O ex-deputado não apresentou defesa particular e foi defendido pelo órgão.

Em junho deste ano, o colegiado concordou com a acusação apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e entendeu que há provas para concluir que o ex-deputado articulou o tarifaço dos Estados Unidos contra as exportações brasileiras para tentar evitar a condenação de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, no processo da trama golpista.

Além disso, outras medidas, como a revogação dos vistos de ministros da Corte e do governo federal e a aplicação das sanções econômicas da Lei Magnitsky, também tiveram o mesmo objetivo, conforme o entendimento da Corte. 

Desde o ano passado, Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos e perdeu o mandato de parlamentar por faltar às sessões da Câmara dos Deputados.

Abandono e perda do cargo de escrivão 

Em setembro deste ano, o Ministério da Justiça e Segurança Pública demitiu o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro do cargo de escrivão da Polícia Federal, por abandono de cargo. 

A decisão, publicada na edição de 21 de setembro do Diário Oficial da União, tem como base processo administrativo disciplinar que concluiu pela ocorrência de faltas injustificadas por período superior a 30 dias consecutivos.

Segundo a portaria, a demissão teve por base a Lei nº 15.047, de 2024, que prevê a penalidade para casos de abandono de cargo. 

Eduardo Bolsonaro integrava o quadro de pessoal da Polícia Federal e estava afastado da função para exercer mandato eletivo na Câmara dos Deputados.
 

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