Cidades

CAMPO GRANDE

Avenida de R$ 84,6 milhões recém-construída é palco de 4ª morte em 6 meses

Acidente entre carro e moto na Wilson Paes de Barros vitimou jovem de 21 anos na manhã desta quinta-feira (05); ambos os motoristas estavam sem habilitação

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Uma das avenidas mais recentes “inauguradas” em Campo Grande, a Wilson Paes de Barros, no bairro Nova Campo Grande, vitimou mais uma pessoa na manhã desta quinta-feira (05), a quarta morte no local desde novembro do ano passado.

Herike Cerqueira, de 21 anos, seguia pela pista no sentido Bairro/Centro e foi ultrapassar à esquerda um Gol, conduzido por um motorista de 72 anos. Porém, sem ver o motociclista, o carro realizou a mesma manobra, atingindo o jovem.

Por causa do forte impacto, Herike foi arrastado por alguns metros e quase foi esmagado pelo Gol, que desviou do rapaz e acabou batendo em um poste. Mesmo com a chegada do Corpo de Bombeiros, o jovem morreu ainda no local.

Segundo apuração policial, ambos os motoristas estavam sem habilitação. Na mochila da vítima, foi encontrada uma farda militar, mas ainda não há confirmação se Herike realmente integrava o Exército Brasileiro.

Bom lembrar que, esta avenida foi liberada para tráfego em meados de 2024, mas nunca foi inaugurada oficialmente, já que uma ponte, que consta no projeto, ainda não foi construída. 

A Wilson Paes de Barros fica na região do aeroporto de Campo Grande e consumiu R$ 84,6 milhões. Em março deste ano, o novo trecho já apresentava sinais de deterioração e já estava recebendo remendos.

Histórico ruim

1ª e 2ª morte

Em 17 de novembro do ano passado, Victor Pedro Peralta, de 50 anos e Maria do Socorro Soares Vieira, de 46 anos morreram após colidirem contra um poste, na avenida Wilson Paes de Barros.

Conforme apurado pela reportagem, mãe, pai e filha estavam em uma Chevrolet Blazer, trafegando pela Wilson Paes de Barros, quando o pai (motorista) desviou de um buraco no meio da pista, perdeu o controle do veículo e colidiu brutalmente contra um poste de iluminação.

Maria do Socorro estava sem o cinto de segurança e morreu na hora. Já Victor também não resistiu aos graves ferimentos e faleceu no local.

A filha, de 8 anos, que estava em uma cadeirinha no banco de trás, foi socorrida em estado gravíssimo e encaminhada para Santa Casa.

3ª morte

Há três meses, no dia 1º de março, um motociclista de 35 anos, identificado como  Luiz Fernando Rodrigues Arruda, morreu após ser atingido por um caminhão, que era conduzido por um homem de 55 anos.

Ambos os veículos seguiam em sentidos opostos pela avenida, quando o caminhão foi fazer a conversão à esquerda e atingiu lateralmente a moto.

Com o impacto, o rapaz veio a falecer ainda no local, antes de receber atendimento médico. Já o condutor do caminhão foi submetido ao teste do bafômetro, que deu negativo.

Sem iluminação

Há poucos meses, o Correio do Estado reportou a má iluminação na avenida Wilson Paes de Barros, que dificulta a visão de ciclistas e motoristas durante o fim da tarde e à noite.

A falta de iluminação é extremamente perigosa neste trecho, tendo em vista que a noite, a capacidade de enxergar o horizonte é nula, devido à escuridão que toma conta do local.

*Colaborou Naiara Camargo

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HABITAÇÃO

Minha Casa, Minha Vida entrega 23 mil residências no Mato Grosso do Sul desde 2023

Em todo o país, 1,4 milhão de unidades foram concluídas desde a retomada do programa na atual gestão do Governo do Brasil

26/03/2026 11h30

Ricardo Stuckert

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Com média superior a 7,4 mil entregas anuais em Mato Grosso do Sul desde o início da atual gestão do Governo do Brasil, o Minha Casa, Minha Vida concluiu 23 mil habitações no estado entre 2023 e o início deste ano. 

As informações do Ministério das Cidades indicam que, no recorte anual no estado do Mato Grosso do Sul, houve aumento constante durante os últimos três anos. A previsão é que o ritmo de entregas se mantenha em 2026.

No histórico dos três últimos anos, foram 5,9 mil unidades concluídas em 2023, 8 mil em 2024 e 8,3 mil em 2025. Até o momento, neste ano foram finalizadas 723 unidades e todas entregues no início de 2026.

Em todo o país, são 1,4 milhão de unidades finalizadas e entregues pelo programa habitacional desde 2023. 

O presidente Lula ressaltou durante a entrega de unidades em Maceió (AL), em janeiro deste ano, o principal objetivo do programa para ele, e relembrou ainda que é "uma política que garante cuidado e dignidade para as famílias".

“Eu tenho o compromisso de um dia zerar o déficit habitacional, porque todo e qualquer brasileiro vai ter o seu ninho para cuidar da família. O Minha Casa, Minha Vida é o maior programa habitacional já feito neste país. Sabemos que temos que construir muito mais, porque cada vez que a gente para de construir aumenta a quantidade de pessoas sem casa neste país” 

Contratos

Paralelamente às entregas, o Governo do Brasil tinha como compromisso a contratação de duas milhões de novas unidades na atual gestão, com a retomada da política habitacional.

No entanto, a meta foi alcançada com um ano de antecedência, no fim de 2025. Com isso o objetivo passou a ser trabalhar com o horizonte de 3 milhões de contratações até o fim de 2026.

No estado vizinho, em Mato Grosso, foram contratadas 32,6 mil unidades habitacionais pelo Minha Casa, Minha Vida entre 2023 e início de 2026, que resultou de um investimento total de R$ 4,9 bilhões. 

Aquecimento

Segundo o Ministro das Cidades do Brasil, Jader Filho, o programa habitacional é responsável não apenas pela realização do sonho da casa própria dos beneficiários, mas pelo aquecimento do mercado da construção civil no país.

“O Minha Casa, Minha Vida foi o grande motor do setor da construção civil em 2025. Esses números são importantes e devem ser ressaltados a cada dia porque o programa, além de levar moradia digna a quem mais precisa, também é responsável pela geração de emprego no país”.

De acordo com dados da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias, em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (ABRAINC-FIPE), 85% de todos os lançamentos construídos no Brasil são do programa.

Retomada

Com retorno em 2023, a iniciativa consolida um marco legal moderno, em que amplia o acesso à moradia digna, além de fortalecer a sustentabilidade urbana e recolocar a habitação no foco da agenda de desenvolvimento social.

Naquele ano, a então Medida Provisória nº 1.162, que marcou a retomada do programa, foi convertida na Lei nº 14.620, em 13 de julho, com adoção de novas práticas para a política. 

Impacto e faixas

Ao considerar todas as modalidades, o Governo impactou 4.911 municípios de todas as regiões do país, o que significa cerca de 88% das cidades brasileiras.

Entre as famílias apoiadas, foram priorizadas aquelas em situação de vulnerabilidade, com renda de até R$ 2.850 (Faixa 1), com subsídio de até 95% do valor da unidade. A Faixa 2 vai de R$ 2.850,01 a R$$ 4.700 e a Faixa 3 de R$ 4.700,01 a R$ 8.600.

No ano passado, o programa criou a Faixa Classe Média, para aqueles com renda de R$ 8.600,01 a R$ 12.000. Com esse pacote, a política movimenta a cadeia da construção civil e gera milhares de empregos.

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MATO GROSSO DO SUL

Servidores do Detran-MS aprovam estado de greve e não descartam paralisação

Categoria aponta precarização, falhas em sistemas e avanço da terceirização

26/03/2026 11h00

Entre as principais queixas estão a desvalorização profissional, a falta de melhorias nas condições de trabalho e o que classificam como processo crescente de precarização dos serviços públicos

Entre as principais queixas estão a desvalorização profissional, a falta de melhorias nas condições de trabalho e o que classificam como processo crescente de precarização dos serviços públicos Divulgação

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Servidores do Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul (Detran-MS) aprovaram, por unanimidade, a instauração de estado de greve durante Assembleia Geral Extraordinária realizada nesta quarta-feira (25). A medida é considerada um alerta e pode resultar na paralisação das atividades a qualquer momento, caso não haja avanço nas negociações com o Governo do Estado.

Segundo o Sindicato dos Servidores do Detran-MS (Sindetran-MS), a assembleia registrou ampla participação da categoria, evidenciando o nível de insatisfação com a forma como os trabalhadores vêm sendo tratados pela atual gestão. A entidade afirma que, ao longo dos últimos meses, as reivindicações não têm sido atendidas, o que motivou o endurecimento do movimento.

Entre as principais queixas estão a desvalorização profissional, a falta de melhorias nas condições de trabalho e o que classificam como processo crescente de precarização dos serviços públicos. Os servidores também criticam o avanço da terceirização em áreas consideradas estratégicas, o que, segundo eles, pode comprometer tanto o atendimento à população quanto a segurança viária.

Outro ponto que tem gerado preocupação é a digitalização dos serviços. De acordo com o sindicato, o processo vem sendo feito sem a segurança necessária, o que teria facilitado fraudes e o uso indevido do nome do Detran-MS. Servidores também relatam falhas frequentes nos sistemas.

Além do estado de greve, a assembleia definiu a intensificação das mobilizações. Entre as medidas está a ampliação do movimento de não recebimento de guias em máquinas de cartão, como forma de pressionar a gestão.

O Presidente do Sindetran MS e da Federação Nacional dos Servidores de Detrans e Agentes de Trânsito Estaduais, Municipais e do Distrito Federal (Fetran), Bruno Alves afirma que a decisão foi tomada diante da falta de respostas do poder público.

“Não por escolha, mas por necessidade. Por dignidade. Por respeito. O movimento busca dar visibilidade à realidade enfrentada pelos servidores, pais e mães de família, agentes de trânsito e profissionais que atuam diretamente na segurança viária, sob condições inadequadas e com impactos à saúde física e mental”, explica.

O estado de greve funciona como uma etapa anterior à paralisação total. Com isso, os servidores permanecem mobilizados e podem interromper as atividades caso não haja avanço no diálogo com o governo.

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