Cidades

CONDIÇÕES DE TRABALHO

Baixa remuneração dos recenseadores atrapalhou contratação para Censo, diz IBGE de MS

Além dos baixos salários, trabalho é descrito como desgastante pelo coordenador operacional da pesquisa em MS

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Com atraso de três meses, a unidade estadual do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística em MS, reconhece que uma das falhas da operacionalização da pesquisa foi a baixa remuneração oferecida para os recenseadores, profissionais que têm a função de visitar casa por casa e entrevistar os moradores. A previsão é de que a coleta de dados siga até o próximo dia 31. 

Ao Correio do Estado, o coordenador operacional do Censo em MS, Alex Uchôas explicou que diversas situações acabaram por atrapalhar a conclusão da pesquisa, mas os baixos salários e ganhos conforme a produtividade, fizeram com que as inscrições nos diversos processos seletivos abertos antes e durante o censo fossem baixas. 

O coordenador afirmou que o Instituto reconheceu este erro e alterou as taxas pagas aos funcionários no decorrer do Censo. No entanto, não especificou como foi realizada esta mudança. 

Por outro lado, o coordenador afirma que em MS o IBGE teve mais um obstáculo para contratar, já que a mão de obra disponível é escassa, tendo em vista que o Estado figura como terceiro no ranking dos locais com menor índice de desocupação. 

“Mato Grosso do Sul é o terceiro estado com menor índice de desocupação do país. Então, aqui a mão de obra já não é tão fácil assim tão abundante para fazer a contratação”, destacou.

Ainda sobre a contratação de pessoal para realizar as entrevistas, Uchôas aponta que boa parte do Censo foi realizado durante a campanha eleitoral de 2022 e isso também fez com que a meta não fosse batida. Para ele, muitas pessoas preferiram ocupar cargos em diretórios partidários. 

“O censo foi realizado concomitantemente a eleição que foi bastante acirrada. A gente sabe que perdeu muita mão de obra para esses trabalhos temporários em período eleitoral” aponta. 

Uchôas ainda destaca que o trabalho em si é difícil e nem todos se adaptam à rotina de recenseador, já que tem que lidar com pessoas o tempo todo e, às vezes, é preciso trabalhar à noite e aos fins de semana. 

“É um trabalho desgastante e, naturalmente, ele não é para todas as pessoas e nem todas se adaptam às tarefas que precisam ser realizadas”, conclui. 
 

CONCLUSÃO 

O coordenador revela que o levantamento está caminhando para a finalização e os dados oficiais devem ser entregues até o dia 31 de janeiro. Segundo dados do Instituto, em MS ainda restam, aproximadamente, 28 setores para serem recenseados. 

“Vamos ainda fazer um rescaldo para conseguir entrevistas que por ventura a gente não tinha conseguido até o momento, geralmente pela dificuldade de encontrar o morador”, explica. 

Outro trabalho para fechar a pesquisa é retornar nos domicílios que foram identificados como vagos para verificar se a casa continua sem morador, a fim de incluir todos no levantamento. 

“ A gente deve fazer a finalização da coleta ativa até dia 31 de janeiro. O mês de fevereiro vai para essas visitas específicas nos domicílios que a gente não encontrou [morador].”, declara

 

Justiça

AGU reitera ação para obrigar Discord a proteger usuários

Medidas propostas pela plataforma foram consideradas genéricas

21/09/2026 21h00

Discord é uma plataforma social de mensagens instantâneas e VoIP que permite a comunicação por meio de chamadas de voz, videochamadas, mensagens de texto e mídias

Discord é uma plataforma social de mensagens instantâneas e VoIP que permite a comunicação por meio de chamadas de voz, videochamadas, mensagens de texto e mídias Foto: Valter Campanato / Agência Brasil

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A Advocacia-Geral da União (AGU) apresentou nesta segunda-feira (21) novo pedido à Justiça Federal, em Brasília, para que a plataforma Discord seja obrigada a efetivar medidas para proteger mulheres, crianças e adolescentes na internet.

Na petição, a AGU diz que a empresa apresentou uma proposta de conciliação genérica e insuficiente para resolver as falhas apontadas pelo governo federal.

"Dotada de caráter genérico, com exceções e condicionantes dos mais diversos, [a proposta] não é apta a debelar a gravidade dos problemas associados, com a urgência e extensão que a demanda exige", afirmou a AGU no novo pedido.

No início deste mês, o juízo da 14ª Vara Federal Cível da Justiça Federal do Distrito Federal deu prazo de dez dias para o Discord apresentar a proposta.

A decisão foi proferida após o governo federal entrar com a ação judicial para obrigar a adoção das medidas. Na ação civil pública, a AGU também pede a condenação da empresa por dano moral coletivo no valor de R$ 500 milhões. 

O Discord passou a ser cobrado pelo governo após a repercussão do caso de uma adolescente que foi induzida a tirar a própria vida durante uma live transmitida pela plataforma. O episódio ocorreu em julho.

A plataforma foi consultada. O espaço está aberto para manifestação.

Tragédia no Trânsito

Ônibus atropela e mata criança de 11 anos em Campo Grande

Menino estava de bicicleta quando ocorreu o acidente no bairro Zé Pereira; vítima de 11 anos chegou a ser atendida pelo Samu, mas não resistiu aos ferimentos.

21/09/2026 19h29

Ônibus envolvido no atropelamento de criança de 11 anos ficou no local enquanto equipes de segurança atendiam a ocorrência no bairro Zé Pereira, em Campo Grande.

Ônibus envolvido no atropelamento de criança de 11 anos ficou no local enquanto equipes de segurança atendiam a ocorrência no bairro Zé Pereira, em Campo Grande. Foto: Reprodução.

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Uma criança de 11 anos morreu após ser atropelada por um ônibus na tarde desta segunda-feira (21), no bairro Zé Pereira, em Campo Grande. O acidente ocorreu na Rua Sagarana e mobilizou equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Corpo de Bombeiros e forças de segurança.

A morte da criança foi confirmada pela mãe do menino à Polícia Militar. A equipe do Samu permaneceu no local durante o atendimento à vítima, que sofreu ferimentos graves após ser atingida pelo veículo.

Inicialmente, as informações apontavam que o menino havia sido socorrido em estado grave e inconsciente e seria encaminhado para a Santa Casa de Campo Grande. No entanto, posteriormente, foi confirmada a morte da criança.

Como aconteceu

Conforme as informações preliminares, o menino estava de bicicleta e havia saído da escola quando ocorreu o acidente. Durante o trajeto pela Rua Sagarana, no bairro Zé Pereira, a criança teria se envolvido em uma colisão com o ônibus e acabou sendo atropelada.

Com o impacto, o veículo teria passado sobre uma das pernas do menino. Durante o atendimento, também foram constatados ferimentos graves, entre eles um corte profundo na perna esquerda e uma perfuração no pulmão.

A criança chegou a precisar de procedimentos de emergência realizados pela equipe médica.

O Samu permaneceu por cerca de 40 minutos no local durante as tentativas de atendimento. Apesar dos esforços das equipes de socorro, a criança não resistiu aos ferimentos.

Equipes da Polícia Militar foram acionadas e acompanharam a ocorrência. A perícia e a Polícia Civil também foram chamadas para os procedimentos necessários e para apurar as circunstâncias do atropelamento.

O motorista do ônibus foi submetido ao teste do bafômetro. A dinâmica exata do acidente, incluindo como ocorreu o contato entre a bicicleta e o coletivo, deverá ser esclarecida pela investigação.

A ocorrência aconteceu na Rua Sagarana, região do bairro Zé Pereira. O local foi preservado para o trabalho das equipes responsáveis pela apuração do acidente.

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