Cidades

Arma de fogo

Quatro em cada dez armas registradas na Polícia Federal estão com documentação vencida em MS

Levantamento aponta que 24,1 mil armas requerem renovação

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De acordo com Sistema Nacional de Armas (Sinarm), quatro em cada 10 armas registradas na Polícia Federal (PF) estão com o registro vencido em Mato Grosso do Sul.

Um levantamento em consulta à Divisão Nacional de Controle de Armas de Fogo da Polícia Federal evidenciou que 24,1 mil das 52,1 mil armas catalogadas possuem alguma pendência nos documentos, o que em números percentuais giraria em torno de 46%.

Ao todo são quase 6 milhões de armas de fogo cadastradas no sistema da PF, onde os números do Estado se assemelham ao índice nacional em que 47% de todo o armamento está com o registro vencido.

Professor da Faculdade de Direito (Fadir) da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), Fernando Lopes Nogueira, especialista em Segurança Pública, destacou ao Correio do Estado que os índices refletidos pelos números são, em muitos casos, por razões financeiras. 

“O processo de registro é igual para todos, seja para quem tem uma arma, quanto para quem tem dez. Além disso, temos questões de psicotécnico, taxas, além de questões financeiras e mesmo da pandemia, que influenciaram nisso”, destacou.

Segundo Nogueira,obter uma arma com o registro vencido não é crime, entretanto, caso o dono do armamento passe por abordagem da Polícia em que constate alguma irregularidade, este deve responder legalmente perante a Justiça de acordo com a especificidade de cada caso.

Questionado sobre os custos financeiros de renovação, o especialista em Segurança Pública destacou que o custo médio de renovação de uma arma gira em torno de R$ 300 ou R$ 400.

“O custo médio de renovação de uma arma gira em torno de R$ 300/ R$ 400, dito isso, o indivíduo que possui uma arma tem custo muito menores do que um colecionador, por exemplo. Caso este tenha dez armas com registro vencido, os custos de renovação do documento serão entre R$ 3 mil ou 4 mil, finalizou.

De acordo com Decreto nº 9.685/19, de janeiro de 2019, os Certificado de Registro de Arma de Fogo (CRAFs) válidos até meados da assinatura de decreto, foram automaticamente renovados pelo prazo remanescente até completarem 10 anos, tendo a extensão do prazo do certificado já incluída no Sinarm, não sendo necessário ao proprietário de arma de fogo renovar seu registro.

Vale destacar que para renovar o registro de uma arma de fogo, o titular do armamento precisa mostrar que não tem antecedentes e que não está respondendo a um inquérito ou processo criminal, além de comprovar que possui capacidade técnica e psicológica para usar uma arma.

Mudanças

Com a alternância no Executivo, o presidente  Luiz Inácio Lula da Silva (PT) revogou já no primeiro dia de mandato, decretos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) que facilitavam o acesso a armas de fogo.

O Decreto nº 11.366 restringe a compra de armas e de munição para CACs, e cancela novos registros de escolas de tiros até que o Estatuto do Desarmamento seja reeditado.

O presidente eleito suspendeu os registros para aquisição e transferência de armas de fogo por caçadores, colecionadores e atiradores, e instituiu um grupo de trabalho para lidar com as licenças suspensas até que o Estatuto do Desarmamento (Lei nº 10.826, de 22 de dezembro de 2003) tenha uma nova regulamentação. No documento.

Até a nova regulamentação, também estão bloqueadas as renovações dos registros e a aquisição de munições para armas de fogo de uso restrito.

O Correio do Estado entrou em contato com o Exército a fim de identificar os registros do Sistema de Gerenciamento Militar de Armas (Sigma), mas não obteve retorno até o fechamento do material.

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três a bordo

Helicóptero da dupla Rick e Renner desaparece em SC

Bombeiros e PM também atuam nas buscas; a última localização dos músicos é na região de Vacas Gordas, em Urubici, último ponto de localização do celular de um dos tripulantes

21/09/2026 19h00

Cantor Rick estava em helicóptero que desapareceu em Santa Catarina

Cantor Rick estava em helicóptero que desapareceu em Santa Catarina Foto: Divulgação

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O Corpo de Bombeiros de Santa Catarina faz buscas por uma possível queda de helicóptero na noite desta segunda-feira, 21, na região de Urubici, na Serra do Estado. A assessoria da dupla Rick e Renner confirmou ao Estadão que o cantor Rick estava na aeronave. Ainda não há informações sobre os demais tripulantes.

As buscas são feitas na localidade de Vacas Gordas. Os bombeiros receberam uma chamada sobre o desaparecimento da aeronave. Ao todo, cerca 20 bombeiros militares participam da operação, com apoio de viaturas com tração 4x4, necessárias para acessar o terreno.

Ainda de acordo com a corporação, na terça, 22, as buscas serão reforçadas com cão de busca e resgate do CBMSC. A procura é direcionada para o último ponto de localização do celular de um dos tripulantes.

Em nota, a Força Aérea Brasileira (FAB), por meio do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), disse que foi acionada para realizar buscas por uma aeronave que decolou de Porto Belo (SC) e não chegou ao destino previsto.

O Centro de Coordenação de Salvamento Aeronáutico de Curitiba (ARCC-CW), o Salvaero Curitiba, responsável pela coordenação das ações de Busca e Salvamento na região, iniciou as ações de investigação e planejamento necessárias para delimitar a área de maior probabilidade de localização da aeronave.

Duas aeronaves Black Hawk (H-60) e SC-105 Amazonas, especializadas em missões de Busca e Salvamento atuam na ocorrência.

 

br-163

ANTT suspende testes de radar nas BR-163, BR-262 e BR-267

Agência recuou após reclamações de transportadores e suspendeu os radares de trecho que mediam velocidade média das três rodovias federais em MS

21/09/2026 18h30

Testes mediriam velocidade média entre os quilômetros 620 e 630 da BR-163

Testes mediriam velocidade média entre os quilômetros 620 e 630 da BR-163 Foto: Gerson Oliveira/Correio do Estado

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A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) decidiu suspender temporariamente os testes de controle de velocidade média em rodovias federais concedidas. O projeto piloto estava previsto para ser testado em Mato Grosso do Sul e outros sete estados.

De acordo com a ANTT, a medida é necessária para realizar analises técnicas e ajustes procedimentais e operacionais relacionados à sinalização e a comunicação aos usuários, com vistas ao aprimoramento do projeto.

O radar que os motoristas estão habituados faz a leitura de velocidade somente do local em que ele está posicionado.

Porém, essa nova tecnologia que será testada calcula o tempo gasto pelo condutor para percorrer a distância entre dois ou mais pontos da rodovia. Portanto, se o percurso for feito em tempo inferior ao permitido, o sistema entende que houve excesso de velocidade.

Além de mato Grosso do Sul, o projeto piloto estava previsto para ser testado no Rio de Janeiro, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Espírito Santo.

A ANTT diz ainda que nenhum motorista foi autuado, multado ou penalizado com base nesse sistema.

"Desde o início, os atos que autorizaram os testes determinaram expressamente que os dados aferidos não poderiam ser utilizados para aplicar penalidades aos usuários", diz a ANTT.

Segundo a agência, a iniciativa "integra os esforços para ampliar a segurança nas rodovias e proteger vidas, em alinhamento ao compromisso internacional assumido pelo Brasil no âmbito da Década de Ação pela Segurança no Trânsito 2021-2030, da ONU".

Projeto piloto

A autorização para os testes em Mato Grosso do Sul foi publicada no Diário Oficial Oficial da União no dia 11 de setembro.

Conforme a publicação, a concessionária Motiva Pantanal ficava autorizada, em caráter provisório e experimental, a implementar o Projeto-Piloto de Controle de Velocidade Média no trecho da BR-163/MS, entre o km 620 e o km 630, com extensão de 11 km.

Ainda conforme a publicação, a implementação do Projeto-Piloto teria caráter exclusivamente técnico, educativo e experimental, "destinando-se à avaliação da viabilidade, confiabilidade, desempenho e aplicabilidade da tecnologia de controle de velocidade média, não sendo admitida, nesta etapa, a aplicação de autuações ou penalidades aos usuários com fundamento exclusivamente na velocidade média aferida no trecho monitorado".

A concessionária deveria implantar e manter sinalização adequada nos trechos abrangidos pelo experimento, de modo a informar aos usuários acerca do monitoramento da velocidade média dos veículos nos trechos especificados.

Com a suspensão anunciada nesta segunda-feira (21), o experimento fica interrompido até nova decisão.

* Com Agência Brasil

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