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RODOVIA MS

Bancada federal garante recursos
para recuperar rodovia

Trecho de Jardim até a fronteira é um dos mais prejudicados

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Durante viagem à Porto Murtinho, o governador Reinaldo Azambuja (PSDB), revelou que a bancada federal de Mato Grosso do Sul garantiu a indicação de recursos no valor de R$ 20 milhões para, obras de manutenção na rodovia BR-267. As condições mais precárias foram localizadas no trecho a partir de Jardim até a fronteira com o Paraguai.

O grupo de parlamentares, liderado pelo senador, Nelsinho Trad, priorizou a obra e remanejou o dinheiro que seria direcionado para outro projeto de infraestrutura do Estado. Desta forma, a manutenção da via terá início até o final de julho, com ordem de serviço já formalizada pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). 

O titular do DNIT em Mato Grosso do Sul, Euro Nunes Varanis Júnior, informou que a obra licitada compreende o trecho de 206 km entre Jardim e o município fronteiriço. O aumento do fluxo de caminhões com cargas para o porto em Murtinho, nos últimos anos, deteriorou a pista, que apresenta trechos de risco devido ao tamanho e extensão dos buracos.

Conforme o superintendente, o DNIT encomendou projeto de restauração da rodovia, para o próximo ano, considerando a abertura de um novo porto no município, em abril de 2020, e a estimativa de um aumento expressivo de veículos pesados trafegando no trecho. 

A trafegabilidade na BR-267, segundo o governador Reinaldo Azambuja, é fundamental para garantir uma logística de qualidade para comportar o movimento de cargas na região.

MAIS OBRAS

Além da recuperação da BR-267, Porto Murtinho será beneficiado com importantes obras de infraestrutura urbana na área de transporte para dar suporte aos portos que serão construídos na margem esquerda do Rio Paraguai.

A estratégia é retirar o tráfego pesado do centro da cidade, e no acesso da rodovia com a ponte de concreto a ser construída pela Itaipu Paraguai entre o município e Carmelo Peralta (Paraguai). Os investimentos somam R$ 170 milhões.

Para atender aos novos terminais fluviais, o Governo do Estado construirá um contorno de 7,2 km, ao redor do dique de proteção de enchentes da cidade, desde a BR-267. 

O governador Reinaldo Azambuja, acompanhado do secretário estadual Jaime Verruck, da Semagro (Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar), apresentou o anteprojeto do contorno aos empresários e autoridades fronteiriças.

Por meio de articulação também da bancada federal, foram garantidos recursos no PPA (Plano Plurianual), no valor de R$ 139 milhões, para construir o acesso de 11,6 km da BR-267 a ponte sobre o Rio Paraguai. 

O secretário Jaime Verruck explicou que se trata de uma obra complexa devido às condições do solo, inundável durante as cheias do rio. O projeto do Dnit prevê a construção de pontes de vazão e uma rotatória na 267.

*Com colaboração de Silvio Andrade

alívio

Em cheia antecipada, rio mais piscoso do Pantanal sobe mais 50 cm

Rio Miranda chegou a 6,5 metros na manhã desta terça-feira na régua instalada próximo da cidade com o mesmo nome

13/10/2026 11h56

No final da semana passada, a Defesa Civil teve de retirar galhos presos aos pilares da ponte na MS-339

No final da semana passada, a Defesa Civil teve de retirar galhos presos aos pilares da ponte na MS-339

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O nível do Rio Miranda subiu mais 50 centímetros entre a manhã de segunda-feira e esta terça-feira (13), chegando a 6,5 metros na régua instalada na ponte próximo à área urbana de Miranda. E, segundo a coordenação municipal da Defesa Civil, apesar de não ter chovido forte nas cabeceiras nas últimas horas, o nível continuava subindo por volta da 8 horas, quando foi feita a medição.

O Rio Miranda é considerado o rio com a maior quantidade de peixes do Pantanal e um dos mais piscosos do mundo. Antes das recentes chuvas, cardumes com cententas de milhares de peixes foram flagrados subindo o rio, que há meses estava enfrentando a falta de água.

Com a cheia de agora, lembra o chefe da Defesa Civil, Flávio Nogueira Machado, estes peixes ficam praticamente livres de uma possível pesca predatória, já que o período de defeso ainda não começou. 

Apesar da constante alta e da aproximação da água, as famílias que residem às margens do rio na área urbana de Miranda continuavam todas em seus imóveis, segundo o coordenador da Defesa Civil. “É sempre assim, elas só saem das casas depois que a água invade tudo”, lembraFlávio Nogueira Machado. 

A situação fica mais grave quando o nível passa dos sete metros. Mas, como o nível na região das cabeceiras já estava baixando desde ontem, a previsão é de que as águas comecem a baixar nas próximas horas.  No distrito de Águas do Miranda, às margens da MS-345, por exemplo, o nível baixou em torno de um metro nesta segunda-feira.

Cheia do Rio Miranda nesta época do ano, segundo o coordenador da Defesa Civil, é alto totalmente atípico. Flávio tem 49 anos e sempre viveu em Miranda. Ele diz nunca ter visto tanta água em um mês de outubro como agora.

“Normalmente nesta época a gente está preocupado com as queimadas no Pantanal e a falta de água até para os rebanhos nas fazendas”, lembra. Cheias em janeiro, fevereiro e março são recorrentes na região, mas isso porque são os meses em que as chuvas fortes são normais. 

As chuvas mais fortes começaram no dia 4 de outubro e ao longo da semana foram em torno de 300 milímetros, acredita Flávio. Em nove dias o nível do rio subiu 4,4 metros, passando de 2,1 metros, na segunda-feira da semana passada (5), para 6,5 metros nesta terça-feira (13). 

O Rio Aquidauana também subiu em pleno mês de outubro e chegou a superar os 8,2 metros no último sábado (10) na cidade com o mesmo nome. Por conta da cheia, o córrego João Dias ficou represado e se espalhou na região mais baixa em Aquidauana, invadindo imóveis de ribeirinhos.

Na região sul do Estado, o Rio Dourados também está está cheio e transbordando nas regiões mais baixas, como é o caso de Fátima do Sul, onde as águas estão encobrindo pastagens e lavouras nas quais deveria estar crescendo soja.

E para esta terça-feira a meteorologia prevê o retorno de chuvas fortes nas regiões sul e central do Estado, incluindo cidades como Maracaju, Sidrolândia, Dourados, Ivinhema, Iguatemi e outras. Se a previsão se confirmar, os rios Miranda e Dourados devem voltar a receber volume significativo de água.

A chegada antecipada das chuvas fortes está fazendo até o Rio Paraguai começara a subir cerca de dois meses mais cedo que em anos anteriores. Nesta terça-feira ele amanheceu com 1,23 metro. No dia 4 o nível estava 13 centímetros mais baixo.
 

VOLUME ELEVADO

Rio Dourados tem cheia atípica após setembro e outubro chuvosos

Para os últimos meses do ano, o Cemtec projeta uma precipitação acumulada entre 300 e 500 mm no Estado

13/10/2026 10h45

O Rio Dourados costuma ficar com volumes elevados durante os meses de fevereiro e março, no verão

O Rio Dourados costuma ficar com volumes elevados durante os meses de fevereiro e março, no verão Reprodução: Planet Hobby

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Uma cheia atípica no Rio Dourados, no município de Fátima do Sul, chegou durante a primavera, neste mês de outubro. Imagens de drone da página Planet Hobby, feitas durante esta segunda-feira (12), mostram o nível elevado do rio após as chuvas que atingiram a região em setembro e até esta terça-feira (13).

De acordo com Cláudio Justino, proprietário da página e morador de Fátima do Sul, o normal é que essa cheia aconteça no período de Carnaval, no mês de fevereiro a março, quando o acumulado de chuvas de verão atinge o ápice e eleva drasticamente o volume do rio. Porém, as chuvas de setembro e outubro fizeram com que o rio transbordasse fora de época.

O boletim mensal do Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima (Cemtec) aponta que, em setembro, Mato Grosso do Sul apresentou chuvas acima da média histórica em diversas regiões do Estado. Os maiores volumes foram registrados principalmente nas regiões sul, centro-sul e oeste, com destaque para Anaurilândia (223,6 mm), Campo Grande (220,0 mm), Itaporã (200,0 mm), Dourados (194,6 mm), Nova Alvorada do Sul (190,6 mm) e Ivinhema (190,2 mm).

Para os últimos 3 meses do ano, o Cemtec projeta que a precipitação dos acumulados estarão acima da média climatológica, com valores de referência entre 300 e 500 mm, variando conforme a região do Estado.

Em relação a temperatura, estas devem ficar acima da média histórica, cuja referência varia entre 22 °C e 26 °C, indicando um trimestre predominantemente aquecido em Mato Grosso do Sul.

O Rio Dourados começa no município de Antônio João e banha diretamente 12 municípios sul-mato-grossenses ao longo de seu percurso até desaguar no Rio Brilhante:Antônio João (nascente), Ponta Porã, Laguna Carapã, Caarapó, Dourados, Itaporã, Fátima do Sul, Deodápolis, Glória de Dourados, Vicentina, Jateí, Ivinhema.

Previsão

De acordo com o meteorologista Natálio Abrahão, há chances de enchentes em Fátima do Sul, com precipitações que podem ficar acima dos 30 milímetros. Além disso, há alerta para mudanças significativas de tempo para esta terça-feira (13), com pancadas de chuva, trovoada e raios no centro-sul do Estado.

Campo Grande, Sidrolândia, Maracaju, Rio Brilhante, Dourados e Ponta Porã até extremo sul tem previsão de rajadas de ventos de 60km/h.
 

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