Cidades

CATÁSTROFE

Batayporã mobiliza equipes para remediar estragos por inundação

A cidade localizado no interior do Estado está com região inundada após chuva de mais de 120 milímetros

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Após chuva de mais de 120 milímetros, o município de Batayporã, localizado a 249.39 km de Campo Grande, foi atingido por uma inundação e está tendo que remediar os estragos causados pelo incidente. 

A prefeitura emitiu comunicado informando que, no momento, mobiliza equipes da Secretaria Municipal de Obras, Desenvolvimento Econômico, Turismo e Meio Ambiente para os trabalhos de limpeza e manutenção após o alagamento. 

Tal alagamento foi ocasionado pelas chuvas da última quarta-feira (12). Estima-se que pelo menos 50 casas foram atingidas pela água. 

Segundo a Defesa Civil do município, o volume significativo resultou na cheia da Lagoa do Sapo, responsável por receber maior parte das águas pluviais na cidade.

A prefeitura de Batayporã destaca que a região do centro foi a mais atingida. Logo, boa parte das ações realizadas hoje se concentra na retirada da lama, entulho e na lavagem das vias com utilização de caminhão-pipa. 

Um dos focos principais dos trabalhos é a desobstrução de bocas de lobo e galerias. 

O prefeito Germino Roz destaca que, desde ontem, tem sido feito o melhor para diminuir esses transtornos. 

“Priorizamos a segurança das famílias, junto com a Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros e, agora, nos concentramos na limpeza. Nosso objetivo é auxiliar a população e também evitar mais alagamentos dessa proporção, já que a chuva continua”, detalhou. 

Na zona rural, também há equipes atuando na sinalização das estradas que foram comprometidas e na adequação dos trechos. 

“Nosso maquinário foi mobilizado para essas áreas. Porém, alguns trechos dependem da intervenção da Agesul (Agência Estadual de Empreendimentos), a exemplo do cascalho da MS-134. Estamos em contato e dando máximo apoio aos serviços”, complementou o chefe do Executivo.

Problema antigo 

Segundo a prefeitura, o problema de drenagem do município é antigo e busca-se uma solução mais efetiva a longo prazo. 

No início do mês, a prefeitura concluiu a licitação para elaboração de projeto executivo de drenagem e infraestrutura urbana com vistas ao controle de enchentes na região da Lagoa do Sapo. 

Realizada na modalidade de tomada de preços, a proposta vencedora apresentou o valor total de R$ 666.633,52, e será desempenhada pela empresa Schettini Engenharia Ltda.

 

saúde

Câncer de cabeça e pescoço é o terceiro mais comum no Brasil

Especialistas alertam para sintomas como rouquidão e feridas na boca

12/04/2026 20h00

Foto: SBCO / Divulgação

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Depois do anúncio do narrador esportivo Luis Roberto, de 64 anos, sobre seu diagnóstico de neoplasia localizada na região cervical, o tema tem chamado a atenção e levantado alertas e dúvidas. 

Neoplasia é o termo médico para descrever o crescimento anormal de células que não morrem no momento certo. Quando localizada na região cervical, significa a formação de tecidos na laringe, faringe ou tireoide, que desencadeia em tumores que podem ser benignos ou malignos. 

Segundo o Ministério da Saúde, quando somados todos os tipos, o câncer de cabeça e pescoço configura o terceiro mais incidente no Brasil, com ocorrência maior entre os homens.

Dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), indicam que 80% dos tumores de cabeça e pescoço são diagnosticados em estágios avançados, o que desfavorece os prognósticos. A maioria dos casos são tumores na hipofaringe, orofaringe, cavidade oral e laringe. 

O vice-líder do Centro de Referência em Tumores de Cabeça e Pescoço do A.C. Camargo Cancer Center, Thiago Bueno, explica que uma verruga, por exemplo, é um crescimento anormal de células, mas que não faz metástase, então é algo benigno. 

"O crescimento anormal de células que invade os tecidos locais e outros pontos, é maligno. A maioria dos cânceres no pescoço não se originam diretamente nessa região. Geralmente, nascem em algum outro lugar que chamamos grosseiramente de cabeça e pescoço e as células vão para os linfonodos do pescoço, popularmente chamadas de ínguas”, explicou.

Causas e sintomas

De acordo com o médico, os principais fatores de risco para a doença são o consumo excessivo de bebidas alcoólicas, exposição ao tabagismo e infecção por HPV, além do histórico familiar. 

Entre os sintomas estão sensação de corpo estranho na região, dor, sangramento e dificuldade para engolir, além de cansaço persistente, perda de peso sem explicação, febre prolongada, suor noturno e desconforto persistentes. 

Bueno alertou para o fato de que não é comum fazer exames preventivos ou anuais para detecção desses tipos de tumores, como ocorre por exemplo com mama e próstata.

“Nós não temos um exame de detecção precoce, não tem algo que façamos uma vez por ano. Então, nós profissionais, tentamos conscientizar a população sobre potenciais sinais e sintomas que levem a procurar atendimento médico para possibilitar o diagnóstico”.  

O médico alerta que ao sinal de qualquer nódulo na região do pescoço e qualquer lesão (afta ou ferida) na boca ou garganta que não desapareça ou cicatrize espontaneamente em até 15 dias, sangramentos por via oral, rouquidão persistente, dor para engolir deve-se procurar atendimento médico. 

Diagnóstico e tratamento

A investigação da doença é feita por meio de uma série de exames de imagem, como tomografia e ressonância magnética, seguidos por biópsia. Após o diagnóstico, o tratamento costuma ser multidisciplinar e pode incluir cirurgia, radioterapia, imunoterapia ou quimioterapia, dependendo da gravidade. 

“Na maioria dos casos as chances de cura são favoráveis. Para cada paciente estabelecemos uma estratégia de tratamento que nos traga as melhores chances de cura, com o mínimo de efeitos colaterais possíveis. Atualmente os tratamentos são muito modernos e as sequelas são pouco frequentes. Embora possam acontecer, a intensidade é pequena e não interfere na qualidade de vida”, afirmou. 

COXIM

Motociclista morre após fugir da polícia e sofrer queda durante perseguição

Condutor desobedeceu ordem de parada, percorreu cerca de 10 minutos em alta velocidade e caiu após perder o controle do veículo

12/04/2026 18h00

Motociclista morreu após perder o controle do veículo durante fuga de abordagem policial em Coxim

Motociclista morreu após perder o controle do veículo durante fuga de abordagem policial em Coxim Divulgação

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Um motociclista morreu após fugir de uma abordagem policial e sofrer uma queda durante perseguição, na região da Avenida Presidente Vargas, em Coxim. O caso ocorreu durante patrulhamento do Batalhão de Choque.

De acordo com informações da polícia, o condutor foi identificado trafegando em velocidade incompatível com a via. Ao receber ordem de parada, ele desobedeceu aos sinais sonoros e luminosos e iniciou fuga em alta velocidade.

O acompanhamento tático durou cerca de 10 minutos. Durante o trajeto, o motociclista realizou manobras consideradas perigosas, colocando em risco pedestres e outros motoristas. Em determinado momento, ele quase colidiu com uma testemunha que passava pelo local.

A perseguição terminou no cruzamento das ruas 11 de Abril e Júpiter, onde o condutor perdeu o controle da motocicleta e caiu.

A equipe policial acionou o Corpo de Bombeiros Militar e prestou os primeiros socorros, retirando inclusive o veículo de cima da vítima. No entanto, quando a Unidade de Resgate chegou ao local, o óbito foi constatado.

A perícia criminal e a equipe de trânsito foram acionadas para os procedimentos necessários. A motocicleta foi apreendida e encaminhada à Delegacia de Polícia Civil de Coxim.

Em nota, a corporação reforçou a importância de que ordens policiais sejam obedecidas, destacando que a desobediência pode resultar em situações de risco e desfechos graves.

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