Cidades

Operação Jaguar 2

Beatriz Rondon paga R$ 27,5 mil e deve responder em liberdade

Beatriz Rondon paga R$ 27,5 mil e deve responder em liberdade

Gabriel Maymone

29/07/2011 - 16h16
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A pecuarista Beatriz Rondon pagou R$ 27.250 de fiança e foi solta nesta tarde da sede da Polícia Federal de Campo Grande. Ela presa nesta manhã acusada de participar e organizar safáris ilegais no pantanal sul-mato-grossense.

Na casa da pecuarista, foram encontrados dois revólveres e uma espingarda. O advogado de Beatriz, Renê Siufi, disse ao Portal Correio do Estado que as armas não são dela e que, inclusive, os registros indicando os donos das armas já estão no inquérito policial.

Agora a polícia deve concluir o inquérito e encaminhar para a justiça. Segundo o advogado, o processo deve ir para Aquidauana e a partir do momento que estiver em mãos do promotor é que eles vão ver o que deve ser feito.

Denúncia

Um vídeo enviado anonimamente à PF mostra claramente Beatriz Rondon, proprietária da Fazenda Santa Sofia que fica no município de Aquidauana, no Pantanal do Rio Negro, caçando e abatendo duas onças: uma parda e uma pintada. 

Durante a Operação Jaguar 2 foram apreendidos na fazenda Santa Sofia, dois crânios de onça-pintada, várias armas e centenas de munições. A proprietária da Fazenda foi multada pelo Ibama em R$220 mil reais por caça ilegal, abate de animais ameaçados de extinção, por caça profissional e por danos a Unidade Estadual de Conservação, categoria que a sua fazenda está incluída.

Operação Jaguar 2

A fase complementar da "Operação Jaguar 2", da Polícia Federal, foi deflagrada hoje (29) em quatro cidades de Mato Grosso do Sul. Durante as ações, a fazendeira Beatriz Rondon foi presa por posse de armas. Ela era investigada por suspeita de participar e organizar safáris ilegais no pantanal sul-mato-grossense.

Agentes do Ibama e da Polícia Federal cumpriram 6 mandados de busca na Fazenda Gauicurus em Aquiduana, em Campo Grande e Corumbá. Foram encontradas até agora 10 armas, algumas sem registro e vários objetos de caça ilegal como um couro de onça e um couro de uma jaguatirica além de galhadas de cervos do pantanal.

Em Mato Grosso

Em Sinop, no Mato Grosso, os agentes apreenderam uma arma calibre 38. Todos os materiais apreendidos pela operação vão ser periciados para que o Ibama possa definir as multas ambientais que cabem ao caso.

Os mandados de busca foram expedidos pelo juiz da 5ª Vara Federal de Campo Grande, MS. 

Aplicação de recursos

TCE-MS quer esclarecimentos da Prefeitura sobre corredores de ônibus em Campo Grande

O relator Osmar Domingues Jeronymo também pede que explicações sobre intervenções realizadas na Avenida Norte Sul

09/03/2026 18h45

Gerson Oliveira

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O conselheiro do Tribunal de Contas de Mato Grosso do Sul (TCE-MS), Osmar Domingues Jeronymo, encaminhou à prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes, dois ofícios solicitando informações sobre obras públicas relacionadas à infraestrutura viária e à mobilidade urbana na capital. Os pedidos foram feitos na última quinta-feira (5).

Em um dos ofícios, o relator requisita dados sobre a aplicação de recursos municipais utilizados como contrapartida na implantação dos corredores de ônibus em Campo Grande, iniciativa vinculada ao plano de mobilidade urbana do município e financiada pelo Governo Federal por meio do Programa Avançar Cidades.

As obras incluem intervenções de infraestrutura, construção de estações de embarque e desembarque, implantação de sinalização vertical, horizontal e semafórica, além de reformas associadas ao sistema de transporte coletivo.

Além deste pedido, no outro ofício, o relator requer esclarecimentos sobre intervenções realizadas na Avenida Norte Sul, incluindo obras de infraestrutura, contenção de erosão, drenagem, recapeamento, extensão de vias, pavimentação, implantação de ciclovias e a revitalização do córrego Anhanduí/Ernesto Geisel.

O conselheiro também solicita informações sobre a origem dos recursos aplicados nessas intervenções, ou seja, se estes são provenientes de verbas municipais, estaduais ou federais. Além disso, também requer a relação dos contratos e convênios atualmente em vigor firmados pelo município para a execução das obras.

O Tribunal de Contas estabeleceu prazo de 10 dias úteis, a partir da ciência da intimação, para que o Executivo Municipal apresente os esclarecimentos solicitados pela relatoria.

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PERÍCIA TÉCNICA

Polícia apura feminicídio que prendeu pai e filho em Coxim e encontra arma do crime

O marido da vítima, de 46 anos, e o filho, de 22 anos, continuam presos temporariamente

09/03/2026 17h30

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A Polícia Civil do Mato Grosso do Sul, através da Delegacia de Atendimento à Mulher (DAM) de Coxim, realizou na manhã desta segunda-feira (9) a reprodução simulada do feminicídio ocorrido no dia 22 de fevereiro deste ano, no município de Coxim. Nilza de Almeida Lima, de 50 anos, foi a terceira vítima em MS. Hoje, o Estado soma seis casos apenas em 2026.

O marido da vítima, Marcio Pereira da Silva, de 46 anos, e o filho, Gabriel Lima da Silva, de 22 anos, continuam presos temporariamente e não participaram da reprodução, após orientação da defesa, atualmente a cargo da Defensoria Pública.

A faca, provável instrumento utilizado no crime, foi localizada na última quinta-feira (5), em uma segunda vistoria realizada na residência da vítima, por equipes da DAM de Coxim e da Perícia. O objeto estava embaixo do sofá, próximo do local onde a vítima foi encontrada e possuía manchas compatíveis com sangue.

A atividade foi realizada com apoio da Perícia, responsável pelos registros e análises técnicas conduzidas pela equipe da Unidade Regional de Perícias. Durante a reprodução, foram testadas as hipóteses apresentadas pelos investigados, com o objetivo de esclarecer a dinâmica do crime.

Na vistoria inicial realizada no dia do crime, cinco facas haviam sido apreendidas no imóvel, porém todas apresentaram resultado negativo para teste de detecção de sangue.

O caso

O terceiro feminicídio registrado em Mato Grosso do Sul em 2026 ocorreu no dia 22 de fevereiro. De acordo com o laudo do exame necroscópico, a causa da morte de Nilza de Almeida foi choque hemorrágico, em decorrência da ação de um agente perfurocortante. A vítima apresentava uma perfuração na região do abdômen.

Nilza foi encontrada caída sobre um colchão na sala da residência onde morava. Equipes da Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros e perícia técnica atenderam a ocorrência. O óbito foi confirmado ainda no local.

No dia do crime, o companheiro da vítima, de 46 anos, apresentou versões divergentes aos policiais. Inicialmente, afirmou ter saído da casa por cerca de 40 minutos para buscar gelo na residência de uma filha e que, ao retornar por volta das 4h30, encontrou Nilza ferida, pedindo socorro. Posteriormente, alterou o relato e disse que o fato teria ocorrido por volta das 20h do dia anterior.

Conforme o boletim de ocorrência, ele apresentou comportamento agressivo durante o atendimento da equipe policial, sendo necessário o uso de algemas para garantir a segurança dos envolvidos.

O filho do casal, de 22 anos, também é apontado como suspeito de ter desferido o golpe. Segundo o relato do pai, mãe e filho permaneceram na residência após uma discussão verbal e os conflitos entre ambos seriam frequentes. Quando ele retornou ao imóvel, o jovem já não estava mais no local.

Dentro da casa, os policiais identificaram sinais de luta, o que reforça a hipótese de confronto antes do crime.

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