A bebê de dois meses, que está internada desde o dia 9 de janeiro após consumir uma fórmula de leite infantil cujo lote teve a comercialização proibida, segue em investigação com suspeita de meningite.
No dia 7 de janeiro, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou a Resolução nº 32/2026, que proibiu a comercialização, distribuição e uso de lotes de fórmulas infantis da marca Nestogeno, sendo: Nan Supreme Pro, Nanlac Supreme Pro, Nanlac Comfor, Nan Sensitive e Alfamino, da empresa Nestlé Brasil Ltda.
A bebê deu entrada em um hospital particular de Dourados após consumir a fórmula de leite infantil Nan Sensitive. Familiares relataram que ela apresentou sintomas como choro intenso, sinais de desconforto, dor e episódios de vômito.
Segundo nota publicada pela Secretaria Municipal de Saúde, os exames levantaram a hipótese diagnóstica de meningite, com identificação de Salmonella.
Ainda conforme a nota, os sinais clínicos são compatíveis com infecção intestinal. A menina segue internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), em estado estável, com melhora no quadro, porém permanece intubada.
Investigação
Diante do possível diagnóstico, a Vigilância Epidemiológica foi notificada, e amostras de exames foram encaminhadas, na terça-feira (13), ao Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen).
A lata da fórmula consumida pela bebê foi entregue pelos pais, e a numeração do lote está entre os proibidos pela Anvisa devido à contaminação por Bacillus cereus, bactéria que pode causar vômitos, náuseas e outros sintomas.
A amostra do produto foi coletada nesta quinta-feira (15) e será encaminhada para análise. Até o momento, não há confirmação de relação causal entre o consumo da fórmula infantil e o quadro clínico apresentado.
O caso segue em investigação, com acompanhamento conjunto das Vigilâncias Epidemiológica e Sanitária municipais e estaduais. A situação permanece sob monitoramento, e novas informações serão divulgadas oportunamente pelos canais oficiais”, diz a nota.
Fiscalização nos estabelecimentos
O gerente do Núcleo de Vigilância Sanitária, Diego Mesquita, informou ao Correio do Estado que, entre segunda-feira e ontem (14), foram fiscalizados 31 estabelecimentos.
Alguns comércios que possuíam os lotes já haviam retirado os produtos das prateleiras.
“Apenas um supermercado foi encontrado com esses lotes expostos à venda. O responsável alegou à equipe de fiscalização que não tinha conhecimento, mas retirou imediatamente os produtos da área de vendas”, informou o gerente da Vigilância Sanitária.
No Brasil, os produtos e lotes a serem recolhidos são:

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