Cidades

VIAGENS INTERMUNICIPAIS

Para tentar proteger Campo Grande, prefeito decide fechar a rodoviária novamente

Casos de coronavírus estão explodindo no interior, enquanto na Capital tem pouca evolução

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Prefeito Marcos Trad (PSD) decidiu novamente pelo fechamento do Terminal Rodoviário de Campo Grande, em uma tentativa de blindar o município por conta do aumento de casos no interior de Mato Grosso do Sul. Segundo ele, o fechamento será na próxima sexta-feira (5) e terá validade pelos próximos 30 dias.  

Em transmissão ao vivo nesta terça-feira (2), Trad anunciou e o decreto, publicado nesta tarde, formalizou o ato com dois dias de antecedência. “Estamos dando 48h em razão de passagens já compradas e adquiridas pelos usuários”, disse ele. Na edição de hoje, o Correio do Estado adiantou que a promotora de Justiça Filomena Aparecida Depolito Fluminhan, do Ministério Público, recomendou o fechamento do terminal rodoviário. 

A reportagem esteve no local e constatou que muitas pessoas que estavam sem a máscara e algumas que demonstravam não temerem a contaminação pelo vírus, ainda mais dentro de um ônibus fechado em uma viagem que duraria horas.  Atualmente, as empresas só podem fazer viagens intermunicipais, ou seja, nenhum ônibus pode sair ou entrar em MS.

Este detalhe, somado ao fato que os casos positivos de coronavírus no interior do Estado estão aumento cada vez mais, levou à decisão do prefeito da Capital. “Não há outra possibilidade de atitude. Impressionou o número de infectados”, contou. Segundo boletim divulgado pela Secretaria Estadual de Saúde (SES), em 24h, Dourados teve um aumento de 33 casos, Vicentina 13 e Campo Grande cinco (Municípios citados pelo prefeito). 

“Campo Grande, com quase 930 mil habitantes, já testou positivo 317 pessoas. Dourados, quase cinco vezes menor que Campo Grande, já tem testado positivos 339 seres humanos; Guia Lopes 234”, disse ele. 

Além do fechamento da rodoviária, conforme Trad, a barreira sanitária posicionada na saída para São Paulo também terá atendimento intensificado.

PROJETO SUCURIÚ

Arauco recebe as primeiras 108 máquinas para colher florestas

Previsão é que primeiro módulo de colheita inicie ainda neste ano, em dezembro

15/09/2026 13h00

Divulgação Arauco

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A multinacional chilena Arauco recebeu o primeiro lote da máquinas de colheitadeiras de eucalipto, principal matéria-prima para a produção de celulose de fibra curta no Brasil, e essencial para a estruturação das operações florestais do Projeto Sucuriú, localizado em Inocência, interior de Mato Grosso do Sul.

A chegada de 108 equipamentos marcam a transição da fase de planejamento para a de execução em campo, consolidando a montagem de uma das estruturas florestais mais modernas e avançadas do país.

A quantidade entregue é apenas uma parte inicial do aporte da ordem de R$ 500 milhões para 254 ativos de grande porte.

O lote inicial inclui 26 harvesters, que são máquinas para colheita de madeira, seis forwarders, máquinas para baldeio e 76 caminhões de apoio, que operarão em 10 módulos de colheita com potencial produtivo superior a 1,1 milhão de m³ de madeira por mês.

O diretor Florestal da Arauco, Ricardo Austin destaca que a aquisição valida a visão do Projeto Sucuriú a longo prazo e estabelecimento como referência global, além do compromisso com o desenvolvimento regional.

“Cada máquina representa um investimento no futuro da nossa operação e no desenvolvimento da região. Estamos construindo uma estrutura florestal de classe mundial, que alia tecnologia, segurança e pessoas qualificadas para garantir o abastecimento sustentável do Projeto Sucuriú e consolidar a presença da Arauco como referência global no setor florestal”.

Foto: Divulgação Arauco

A previsão é que a operação para o primeiro módulo de colheita dos 10 previstos inicie ainda em dezembro deste ano, e o segundo em fevereiro de 2027. Depois deste período os módulos devem iniciar atividade gradualmente entre 2027 e o início de 2028.

E quando estiverem em plena capacidade, o planejamento é de mobilizar cerca de 1,2 mil profissional para a colheita florestal, com operação de máquinas, mecânicos, motoristas, equipes de gestão e de suporte.

Devido a essa previsão, a Arauco já investe em qualificação profissional na mão de obra local. Em paralelo ao recebimento das máquinas, ocorre o Programa Colheita de Talentos, desenvolvido em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), John Deere e Komatsu, as duas das maiores fabricantes mundiais de máquinas pesadas.

Ao todo serão 700 operadores e mecânicos florestais, e a estratégia de qualificar os profissionais busca aliar a tecnologia e eficiência operacional aos altos padrões de segurança do trabalho estabelecidos pela multinacional. O objetivo é garantir sustentabilidade e previsibilidade do abastecimento de madeira.

Projeto Sucuriú

O Projeto Sucuriú marca a entrada da divisão de celulose da Arauco no Brasil e tem o investimento de US$ 4.6 bilhões. A construção inclui uma planta com capacidade de produção de 3,5 milhões de toneladas de fibra curta de celulose por ano.

A área que está localizado ocupa 3.500 hectares, e fica a 50 quilômetros do centro da cidade de Inocência, interior de Mato Grosso do Sul, ao lado do Rio Sucuriú. A etapa de terraplanagem começou em 2024 e a previsão de entrada oficial em operação é no final de 2027.

Durante as obras, a Arauco vai oferecer capacitação e gerar mais de 14 mil oportunidades de trabalho, previstas para iniciar em breve devido à chegada dos maquinários.

Depois de iniciar a operação oficial, o Projeto Sucuriú prevê empregar cerca de 6 mil pessoas nas unidades Industrial, Florestal e operações de logística.

O propósito é impulsionar o desenvolvimento social e econômico para toda região, fomentar aumento na geração de renda e na arrecadação de impostos, além de contribuir para atrair investimentos.

A Arauco assegura que em todas as fases de desenvolvimento do Projeto, ocorrem de maneira contínua com monitoramento e respeito a biodiversidade local, identificando espécies de flora e fauna nativas da região, e mapeamento das áreas prioritárias para conservação.

PRIMT

Campo Grande renova contrato de R$10 milhões para compra de marmitex

Com acordo estendido até 15 de setembro de 2027, empresa deve faturar cerca de R$20 milhões com alimentação para beneficiários do Programa de Inclusão ao Mercado de Trabalho

15/09/2026 12h47

Aumento de um real no preço unitário do marmitex fez valor original do contrato saltar em quase meio milhão

Aumento de um real no preço unitário do marmitex fez valor original do contrato saltar em quase meio milhão Reprodução/Internet/FCA

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Assinado pelo diretor da Fundação Social do Trabalho (Funsat), João Henrique Lima Bezerra, com a empresa F.C.A Comércio de Alimentos e Eventos, o contrato de R$10 milhões para compra de marmitex para os participantes do Programa de Inclusão ao Mercado de Trabalho (Primt) foi prolongando por mais um ano pela prefeitura de Campo Grande. 

Conforme o aditivo publicado hoje (15) na edição do Diário Oficial de Campo Grande (Diogrande), o prazo de vigência do contrato fica prorrogado agora por mais 12 meses, que contam a partir de amanhã (16) até 15 de setembro de 2027. 

Além disso, é revelado ainda o reajuste dos valores originais contratados, que segundo o Executivo da Capital baseia-se nos 5% referentes à variação do índice do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo Especial (IPCA-E). 

Na prática isso refletiria no aumento de um real no preço unitário pago por marmitex, que fica reajustado de R$19,69 para R$ 20,69, o que faz o valor original saltar em quase meio milhão de R$ 9.771.497,23 para um custo estimado em R$10.267.764,23. Ao fim do contrato, a empresa terá faturado um montante de R$20.133.513,46. 

Primt na prática

Versão repaginada do polêmico "Programa Assistencial de Inclusão Profissional" (Proinc), o Primt trouxe mudanças nos percentuais de reserva de vagas, que anteriomente eram de 3 e passaram para 5% para pessoas com deficiência que não recebem Benefício de Prestação Continuada (BPC), o mesmo para pessoas negra e indígenas devidamente cadastrados na Fundação Nacional do Índio (Funai).

Com a nova lei, o Primt passou a permitir que apenas funcionários de determinados serviços possam retornar ao programa após seis meses do fim do contrato, ficando autorizados trabalhadores das áreas de limpeza, conservação e consertos diversos em praças, escolas, centros infantis, centros sociais, unidades de saúde ou assemelhados, aparelhos e canteiros públicos.

Segundo dados em balanço sobre o segundo semestre de 2025, repassados pela Funsat para vereadores na Câmara Municipal de Campo Grande em 1° de abril deste ano, entre julho e dezembro do ano passado o programa somou R$ 26,1 milhões em investimentos.

O Primt nasceu com a Determinação de que o número de vagas não ultrapasse 15% do quadro de servidores efetivos ativos da Prefeitura de Campo Grande, que à época da criação correspondia ao limite de 2.610 pessoas. Por esses números, o programa contou no período com 1.231 beneficiários ativos até o fim de dezembro, com a grande maioria (73,7%) tratando-se de mulheres. 

No Primt, a faixa etária dos participantes gira entre 21 e 30 anos. No "ranking" dos principais órgãos que concentram esses beneficiários aparecem: 

  1. ° Secretaria Municipal de Educação (Semed), 
  2. ° Fundação Municipal de Esportes (Funesp), 
  3. ° Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) e 
  4. ° Secretaria Municipal de Assistência Social (SAS).

Pelo prazo de um ano o contrato estabelece a entrega de 496.267 marmitex. Além disso, os trabalhadores do programa recebem o benefício de vale-transporte, que segundo balanço concentraram quase dois milhões dos R$26,1 mi em investimentos no segundo semestre de 2025. 

 

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