Cidades

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Bloco do Cibalena arrasta 30 mil em Corumbá

Bloco do Cibalena arrasta 30 mil em Corumbá

ANA CAROLINA MONTEIRO

01/03/2014 - 12h30
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                                                                                                                Fotos: Sílvio Andrade

A terceira noite de folia do Carnaval Cultural de Corumbá foi especial e teve como destaque o tradicional bloco de sujos Cibalena que, há 35 anos, arrasta foliões de todas as idades para a Rua Frei Mariano e Avenida General Rondon, transformadas na Passarela do Samba. Este ano não foi diferente.  O bloco foi para as ruas e animou uma multidão. Conforme informações do comandante do 6º Batalhão da Polícia Militar de Corumbá-MS, tenente-coronel, Joilson Queiroz Sant’Ana, o bloco levou cerca de 30 mil foliões à avenida.

Tradicional por sua irreverência, já que homens se vestem de mulher e as mulheres se vestem de homens ou outras fantasias, o Cibalena promove uma brincadeira sadia, popular, democrática e contagiante. O nome, segundo o presidente do bloco Erasmo Ferreira Neves, se deve ao seu Manduca, que trabalhava em uma oficina na Rua América com a Cáceres.

 “Em frente havia um barzinho. Como ele gostava de uma pinguinha, sempre pedia uma dose dizendo ‘me dá uma cibalena'. Num dia, época de carnaval, ele e um amigo pensaram em formar um bloco. Faltava o nome. Com o copo na mão, não pensou duas vezes: ‘cibalena”, comenta Erasmo, ao lembrar que, no início, no máximo 15 pessoas desciam para a avenida, “agora é uma tradição, não vai acabar nunca”, comemorou o presidente.

De tudo um pouco 

Entre os foliões, os personagens são os mais diversos, conhecidos de todos como o Chaves e a Chiquinha, além de figuras como a diabinha, ursinha, e a enfermeira.

Vânia a ‘Pantera’, como ela mesma quis se identificar, que participa dessa folia há sete anos, escolhe sua fantasia com tempo e segue a moda. “No começo eu saía de homem, mas com o passar dos anos, fui adaptando e hoje começo a decidir de que vou sair com uma semana de antecedência para ver o que é tendência e adaptar ao meu gosto e ao meu bolso”, revela.

Sabrina da Silva, que estava de mulher gato, diz que o legal é ver que os homens aceitam essa troca. “A verdade mesmo é que eles querem sentir como é ser mulher por um dia, afinal todos os homens têm uma mulher dentro deles. O único problema é se eles gostarem!”, brinca.

E o Cibalena não se resume apenas em descer a avenida. Na concentração é realizado um desfile para escolha da "Musa do Cibalena", em um palco improvisado na carroceria de uma carreta, com direito a corpo de jurado. Oito candidatos participaram este ano e cinco foram premiados com troféus. Em quinto lugar ficou Elias, a grávida; em quarto lugar a Dançarina do Ventre; em terceiro a Diabinha; em segundo ficou a Tia Nana, e quem arrebatou o primeiro lugar foi a Carmem Miranda que vence a prova pela segunda vez consecutiva.

Por trás da fantasia de Carmem Miranda se encontra o seu Messias Maciel Siqueira, 70 anos, que com muita energia e alegria resolveu homenagear essa grande atriz. “Participo do bloco há mais de 30 anos e como tenho uma fixação por Carmem Miranda, esse ano escolhi e caprichei no meu visual para mostrar ‘O que é que a baiana tem’ sem contar que não posso esquecer as pessoas que ajudam a me arrumar”, disse Messias ‘Carmem Miranda’ Maciel.

Condenação

Homem é condenado a 12 anos e 6 meses por matar vizinho a tiros em Campo Grande

Crime ocorreu após desentendimento entre a vítima e o pai do réu, em agosto de 2021

14/10/2026 09h50

Divulgação: MPMS

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Um homem foi condenado a 12 anos e 6 meses de prisão por homicídio e porte ilegal de arma de fogo. A decisão foi proferida pela 2ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande, após atuação do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS).

O crime ocorreu em agosto de 2021, em Campo Grande, após um desentendimento entre vizinhos. Conforme os autos, o acusado foi visitar o pai e soube que a vítima teria feito ameaças de morte contra ele pouco antes.

Armado com um revólver calibre 38, o réu efetuou disparos contra a vítima em frente à residência do pai. Na tentativa de escapar, a vítima entrou em um carro, mas foi perseguida pelo acusado, que estava em uma motocicleta e continuou atirando em via pública.

Durante a fuga, o veículo colidiu. Mesmo ferida, a vítima ainda tentou fugir a pé, mas caiu no chão. Nesse momento, o acusado se aproximou e efetuou mais cinco disparos à queima-roupa. Os tiros atingiram o pescoço, o abdômen e os braços da vítima, que morreu no local. Após o crime, o réu fugiu sem prestar socorro.

Durante o julgamento, o promotor de Justiça Bolivar Luís da Costa Vieira pediu a condenação do acusado por homicídio simples e porte ilegal de arma de fogo.

Também foram apresentados os antecedentes criminais do réu, que já cumpre pena em outro processo e possui condenações anteriores por crimes como homicídio qualificado, receptação e favorecimento pessoal.

A defesa pediu a absolvição do acusado e, alternativamente, a redução da pena por meio do reconhecimento do homicídio privilegiado. Para isso, alegou que o crime teria sido cometido sob violenta emoção, após uma discussão entre a vítima e o pai do réu. A defesa também pediu o afastamento da qualificadora do motivo torpe.

Os jurados reconheceram a autoria e a materialidade dos crimes. A qualificadora do motivo torpe foi afastada, e o réu acabou condenado por homicídio simples e porte ilegal de arma de fogo.

A pena foi fixada em 12 anos e 6 meses de reclusão, em regime fechado. Desse total, 10 anos correspondem ao homicídio e 2 anos e 6 meses ao crime de porte ilegal de arma de fogo.
 

JUSTIÇA

Autor de feminicídio é condenado a 45 anos de cadeia

O crime ocorreu após uma discussão familiar em agosto de 2025, na região do Passo do Lontra

14/10/2026 09h15

O réu foi condenado a 44 anos e 11 meses de reclusão pelo feminicídio, além de um ano de detenção pela posse irregular de arma de fogo

O réu foi condenado a 44 anos e 11 meses de reclusão pelo feminicídio, além de um ano de detenção pela posse irregular de arma de fogo Divulgação

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O Tribunal do Júri condenou a 45 anos de prisão José Cliverson Soares da Silva, de 46 anos, pelo crime de feminicídio da companheira Salvadora Pereira, de 22 anos. O crime ocorreu em agosto de 2025, em uma fazenda na região do Passo do Lontra, localizada  no município de Corumbá. 

Segundo a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), a vítima foi morta com um tiro no rosto após uma discussão com Silva, eles eram caseiros da fazenda que residiam. Ela foi encontrada em uma cama de casal, com ferimentos também no queixo e tórax. 

Cinco crianças estavam no local, com idades entre 2 e 8 anos. Três deles eram filhos do suspeito e duas da vítima. À época, a polícia acreditava que as crianças testemunharam o crime, já que estavam no mesmo cômodo onde a mulher foi achada morta.

O réu foi condenado a 44 anos e 11 meses de reclusão pelo feminicídio, além de um ano de detenção pela posse irregular de arma de fogo. A sentença também determinou o pagamento de indenização mínima de R$ 100 mil aos sucessores da vítima. 

A decisão foi publicada nesta quarta-feira (14). De acordo com o MPMS, os jurados acolheram integralmente a tese apresentada pela acusação e reconheceram as qualificadoras defendidas pelo órgão ministerial.

O regime foi fixado como fechado, e a magistrada determinou a execução imediata da condenação.

Projeto Acolhida

Em Corumbá, a família da vítima recebe acompanhamento do Projeto Acolhida, desenvolvido pelo MPMS. A iniciativa busca oferecer assistência e garantir os direitos das pessoas afetadas indiretamente por casos de feminicídio, especialmente crianças e adolescentes.

Por meio do MPMS, em conjunto com a rede de proteção às mulheres em situação de violência doméstica, os dois filhos da vítima foram os primeiros de Mato Grosso do Sul a conseguir, pela via administrativa, a pensão especial destinada a órfãos de feminicídio. O benefício é assegurado pela Lei Federal n° 14.717/2023. 

Além da responsabilização criminal do autor, o caso também resultou na adoção de medidas voltadas à proteção dos familiares. Segundo o MPMS, as ações buscam assegurar assistência e preservar os direitos das crianças que perderam a mãe em decorrência da violência doméstica. 
 

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