Cidades

REFORMA AGRÁRIA

Bloqueio da BR-163 chega ao fim após MST conseguir reunião com Incra

Articulação com o superintendente do Incra/MS, Paulo Roberto, garantiu até o começo da noite de hoje (20) a vinda do presidente do Instituto Nacional, César Aldrighi, para Campo Grande

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Após horas de negociação das lideranças do Movimento dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais Sem Terra (MST) garantirem uma reunião com o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), o bloqueio em trechos da rodovia BR-163 teve o seu fim determinado antes mesmo das 10h nesta sexta-feira (20). 

Com intermédio do trabalho de agentes da política local, como dos vereadores Landmark Rios (PT) e André Salineiro (PL), além dos deputados federais do Partido dos Trabalhadores, Vander Loubet e Camila Jara, a articulação com o superintendente do Incra/MS, Paulo Roberto, garantiu até o começo da noite de hoje (20) a vinda do presidente do  Instituto Nacional, César Aldrighi, para Campo Grande. 

Conforme exposto, haverá esse diálogo com os trabalhadores rurais, em busca de soluções concretas sobre as demandas ligadas à reforma agrária em Mato Grosso do Sul, após os manifestantes ocuparem não somente a rodovia, de forma parcial, como também a sede do Incra.

Solange Clementina, uma das líderes locais da mobilização, lembra que um dos objetivos das manifestações é justamente "destravar" a pauta da reforma agrária em Mato Grosso do Sul. 

"Está travada no Mato Grosso Sul, há mais de 13 anos que não sai um assentamento. Temos 20 mil acampados, inscritos dentro do INCRA nacional... estamos no mês de março da luta das mulheres e queremos, a nossa pauta é que a agricultura familiar venha a crescer e assentar as nossas trabalhadoras que estão há mais de 13 anos nas beiras das BR, à busca do seu pedaço de terra", diz. 

Ela lembra que a ocupação na sede do Incra começou ainda na segunda-feira (20), com o bloqueio parcial da BR-163 iniciando por volta de 03h30. 

"Vamos liberar a pista porque foi atendida nossa pauta, o Incra Nacional ligou para  a nossa comissão de mulheres", complementou. 

Entretanto, ainda que os próprios manifestantes tenham feito sua parte no trabalho de desobstruir as vias do bloqueio parcial, com apoio e acompanhamento dos agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF), isso não livrou os indivíduos da "represália" dos afetados. 

Isso porque, conforme constatado in loco pela equipe do Correio do Estado, dois veículos distintos que pertenciam aos manifestantes, dos modelos Ford Ka e um Celta antigo, tiveram seus pneus esvaziados, supostamente pelo grupo de condutores que aguardavam a liberação da pista.

Congestionamento gigantesco

Dados repassados após o fim do bloqueio pela concessionária responsável pelo trecho, Motiva Pantanal, apontam que o congestionamento que começou nos quilômetros 466 e 463 da BR-163, chegou a atingir três e seis quilômetros, nos sentidos sul e norte respectivamente. 

A pista foi inicialmente fechada com galhos e fogo, em uma ação que também faz parte da preparação para a Jornada de Lutas do Abril Vermelho, período histórico de mobilização em defesa da reforma agrária e em memória dos mártires da luta pela terra.

Como rotas alternativas foram oferecidos os trechos acesso no km 461 no sentido norte, com saída para a MS-040; bem com o acesso no km 466 no sentido sul,  com saída para Sidrolândia.

 

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Prisão Preventiva

Justiça mantém preso militar que atropelou e matou vigilante em Campo Grande

Victor Vicentin Rocha passou por audiência de custódia nesta segunda-feira; juiz converteu prisão em flagrante em preventiva

22/06/2026 18h06

Foto: Divulgação

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A Justiça de Mato Grosso do Sul decidiu manter preso o militar do Exército Victor Vicentin Rocha, de 22 anos, investigado por provocar o acidente de trânsito que matou a vigilante Miriam Rosa Matos, de 44 anos, em Campo Grande.

A decisão foi tomada durante audiência de custódia realizada nesta segunda-feira (22), quando o juiz converteu a prisão em flagrante em prisão preventiva.

Victor foi preso após a colisão registrada na manhã de sábado (20), na região central da Capital. Segundo as investigações, ele conduzia uma caminhonete quando atingiu o veículo ocupado pela vítima, que morreu em decorrência dos ferimentos.

Durante depoimento à polícia, o militar admitiu ter consumido bebida alcoólica antes do acidente. A informação consta nos autos da investigação e é considerada um dos elementos analisados pelas autoridades na apuração do caso.

Na audiência de custódia, a defesa pediu a concessão de liberdade provisória, argumentando que o investigado possui residência fixa, trabalho e não apresentaria risco ao andamento do processo. O pedido, no entanto, não foi acolhido pelo magistrado.

Ao converter a prisão em flagrante em preventiva, a Justiça entendeu que a manutenção da custódia era necessária para garantir a ordem pública e assegurar o regular andamento das investigações. Com a decisão, Victor permanecerá preso enquanto o inquérito policial prossegue.

O caso provocou forte repercussão em Campo Grande. Miriam Rosa Matos trabalhava como vigilante e era natural de Mato Grosso. O corpo da vítima foi trasladado no domingo (21), para Planalto da Serra, onde familiares e amigos realizaram o velório e o sepultamento.

A Polícia Civil continua reunindo depoimentos, imagens e laudos periciais para esclarecer a dinâmica da colisão. O resultado dos exames e demais diligências deverá subsidiar a definição das acusações que poderão ser apresentadas pelo Ministério Público ao término da investigação.

A defesa do militar ainda pode recorrer da decisão e solicitar a revogação da prisão preventiva durante o andamento do processo. Enquanto isso, Victor Vicentin Rocha permanece custodiado à disposição da Justiça.

Depoimento

Em depoimento à Polícia Civil, Victor Vicentin Rocha informou que possui Carteira Nacional de Habilitação (CNH) desde 2023 e que serviu ao Exército em Campo Grande, mas está afastado das atividades militares há aproximadamente um ano para tratamento de saúde.

O investigado relatou que iniciou o consumo de bebida alcoólica na madrugada de sábado (20), ingerindo vodca com energético em estabelecimentos da região central da Capital. Posteriormente, acompanhado de um amigo, seguiu para uma lanchonete no Bairro Guanandi.

Após deixarem o local, os dois teriam decidido encontrar duas jovens no Bairro Nova Lima. Durante o percurso, segundo o próprio relato, ocorreu uma primeira colisão envolvendo o veículo conduzido por ele.

Mesmo após o acidente, o trajeto continuou por cerca de dois quilômetros até o cruzamento das ruas Maracaju e Padre João Crippa, onde aconteceu a batida que resultou na morte da vigilante Miriam Rosa Matos, de 44 anos.

Victor afirmou se recordar apenas de ter visualizado o semáforo fechado instantes antes da colisão e, em seguida, do veículo já destruído após o impacto.

O teste do bafômetro realizado pela polícia apontou concentração de 0,42 miligrama de álcool por litro de ar expelido pelos pulmões, índice superior ao limite estabelecido pela legislação para caracterização de crime de trânsito que é de 0,04 mg/L.

Questionado pelos investigadores sobre sua condição para dirigir, o militar afastado declarou que aquela teria sido a primeira vez em que consumiu bebida alcoólica e assumiu a direção de um automóvel.

Ele também informou que faz acompanhamento médico e utiliza medicamentos psiquiátricos como parte do tratamento de saúde que realiza atualmente

Nota do Comando Militar do Oeste

Procurado pela reportagem, o Comando Militar do Oeste (CMO) informou, por meio de nota, que o militar envolvido no acidente está afastado de suas funções há quase um ano para tratamento de saúde. A instituição também afirmou que, após receber alta hospitalar, o soldado será encaminhado para um estabelecimento prisional militar, onde permanecerá à disposição da Justiça.

Confira a íntegra da nota:

"O Comando Militar do Oeste informa que o militar em questão encontra-se afastado de suas funções há quase um ano para tratamento de saúde.

Após receber alta hospitalar, o soldado será encaminhado para estabelecimento prisional militar, onde permanecerá à disposição da Justiça.

O Comando Militar do Oeste lamenta profundamente os fatos noticiados e reafirma que o Exército Brasileiro não compactua com condutas que contrariem os princípios éticos, os valores militares e o ordenamento jurídico vigente. A Instituição permanece à disposição das autoridades competentes para colaborar com os desdobramentos do caso, nos limites de suas atribuições legais."

Mato Grosso do Sul

PF rastreia transportadoras após apreensão de até 50 toneladas de cocaína

Apreensão que pode entrar para a história do narcotráfico leva PF a rastrear cadeia logística da droga

22/06/2026 16h46

Cocaína estava escondida em carga de madeira, distribuída em oito caminhões

Cocaína estava escondida em carga de madeira, distribuída em oito caminhões Divulgação

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O caminho para chegar aos chefões do tráfico que podem ser os donos da apreensão que pode se tornar a maior da história do Brasil e a segunda maior da história do planeta está nas transportadoras contratadas para levar cargas de madeira da Bolívia para o Brasil.

Ao todo, foram apreendidas oito carretas carregadas com madeira boliviana na fronteira com o Brasil: quatro em Corumbá, em Mato Grosso do Sul, e outras quatro em Cáceres (MT).

Juntos, os oito caminhões transportavam 260 toneladas de madeira. Se a projeção dos policiais estiver correta, a carga pode conter entre 20 e 50 toneladas de cocaína escondidas nos carregamentos. Normalmente, em operações desse tipo, a droga representa entre 20% e 30% do peso total da carga.

A Receita Federal, a Polícia Federal, o Exército Brasileiro e o Grupo Especial de Fronteira do Estado de Mato Grosso (Gefron) abordaram as carretas com base em informações compartilhadas pelas forças bolivianas de combate ao narcotráfico e também por autoridades norte-americanas.

A Polícia Federal agora investiga se as transportadoras responsáveis pelos carregamentos tinham ligação com o esquema de tráfico ou se houve adulteração da carga após o embarque.

Os veículos foram abordados nas aduanas de Corumbá e Cáceres. Não houve prisões. A Receita Federal informou que toda a carga havia sido declarada por meio do Portal Único de Comércio Exterior e que, ao menos do ponto de vista burocrático, não havia impedimentos para sua passagem pelas aduanas.

Cocaína estava escondida em carga de madeira, distribuída em oito caminhõesCocaína escondid dentro de carga de madeira

As madeiras transportadas pertencem às espécies cedro e aroeira, normalmente utilizadas na fabricação de móveis e cercas para propriedades rurais.

Também será investigado pela Polícia Federal o momento em que a substância ilícita foi inserida na carga, considerando que o transporte internacional pode envolver mais de uma transportadora até o destino final no País.

As autoridades norte-americanas que cooperaram com as forças brasileiras teriam relacionado a apreensão realizada neste domingo (21), em Corumbá e Cáceres, a outras operações recentes de combate ao narcotráfico.

Chile

No dia 6 deste mês, houve uma apreensão semelhante nos portos chilenos de Arica, Valparaíso e San Antonio. Foram encontradas mais de 100 toneladas de cocaína e quetamina, também escondidas em meio a pedaços de madeira semi-industrializados.

Ao todo, a carga inspecionada pelas autoridades chilenas somava mais de mil toneladas distribuídas em 49 contêineres, que também tinham a Bolívia como origem. O destino final da madeira eram portos europeus.

Tanto as autoridades brasileiras quanto as chilenas apontam uma possível conexão entre as apreensões realizadas no Brasil e as ocorridas no território chileno em um intervalo inferior a 15 dias.
 

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