Cidades

Sucesso

Boas iniciativas mostram que
educação de qualidade é possível

Ações demonstram que perceber alunos como sujeitos e o engajamento de todos melhoram ensino

Natalia Yahn

05/03/2017 - 05h00
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Baixo desempenho escolar, indisciplina, alto índice de evasão, falta de recursos, violência, gravidez na adolescência... Isso tudo é apenas parte de uma lista, que, de tanto repetida, coloca em descrédito a educação – a impressão é que tudo está perdido. Algumas práticas, entretanto, esvaziam essa “certeza”. Boas iniciativas – e não são poucas – terminam ofuscadas quando os holofotes se voltam apenas para os problemas. 

Nesta reportagem, o Correio do Estado cita três casos que mostram ser possível, sim, fazer educação de qualidade. Em uma escola estadual na periferia de Campo Grande, projeto, com foco na questão de gênero, contribui para que alunas se valorizem mais, melhorem as notas e o relacionamento familiar. Entre os resultados, está a redução para zero do índice de gravidez entre as adolescentes. Outro projeto, desenvolvido na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), ajuda alunos dos ensinos Fundamental e Médio a avançar no desempenho com aulas durante as férias.

A rotina do ensino-aprendizagem de uma escola, considerada a melhor entre as públicas municipal e estadual de Mato Grosso do Sul, mostra que nem sempre é preciso projetos para se obter bos resultados. Na escola, que tem fila de espera, o “segredo” está no envolvimento de toda comunidade e no apoio irrestrito às iniciativas que visam melhorar a educação.

Reportagem completa está na edição de hoje do Correio do Estado.

CARGA PESADA

ICMS do diesel rende R$ 6,5 milhões por dia ao Governo de MS

Imposto é de R$ 1,17 por litro e diariamente são consumidos em torno de 5,5 milhões de litros. Governo federal quer que estados abram mão do imposto

19/03/2026 10h50

Em Mato Grosso do Sul são comercializados, em média, 5,5 milhões de litros de diesel e março é um dos meses de maior consumo

Em Mato Grosso do Sul são comercializados, em média, 5,5 milhões de litros de diesel e março é um dos meses de maior consumo Gerson Oliveira

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Em Mato Grosso do Sul são comercializados, em média, 5,5 milhões de litros de diesel por dia, ou pouco mais de 2 bilhões de litros por ano. E, sobre cada litro o Governo do Estado cobra R$ 1,17 a título de ICMS. Isso garante, em média, uma arrecadação diária da ordem de R$ 6,5 milhões, ou R$ 2,4 bilhões por ano. 

Levando em consideração que o orçamento estadual para 2026 é de R$ 27,1 bilhões, o faturamento somente sobre o diesel equivale a quase 9% de tudo aquilo que o Estado espera arrecadar ao longo deste ano. 

E é exatamente por conta disso que o governador Eduardo Riedel, assim como os demais governadores, está se recusando atender ao apelo do governo federal de isentar o imposto até o fim de maio. A expectativa é de que depois disso os preços do petróleo, que dispararam após os ataques dos Estados Unidos e Israel ao Irã, voltem aos patamares do início do ano. 

Em anúncio feito no último dia 12, o Governo Federal zerou as alíquotas de PIS/Cofins incidentes sobre o diesel, o que deve causar um impacto da ordem de R$ 30 bilhões nos cofres federais. Na prática, isso elimina os únicos dois impostos federais atualmente cobrados sobre o combustível e representa uma redução de R$ 0,32 por litro.

Além disso, uma Medida Provisória prevê o pagamento de subvenção a produtores e importadores de diesel, no valor de R$ 0,32 por litro, que deverá ser repassada aos consumidores. Somadas, as duas medidas tiveram o objetivo de gerar um alívio de R$ 0,64 por litro nas bombas, para conter a pressão de custos ao longo da cadeia e criar condições para que esse efeito chegue à população nas bombas dos postos. 

Ao mesmo tempo, porém, a Petrobras elevou em R$ 38 centavos o preço do diesel nas refinarias. Com isso, acabou com o problema da falta de combustível, já que 30% daquilo que é consumido é importado e já estava com os preços mais altos.

E, por conta da diferença de valores praticados entre importadores e a Petrobras, os distribuidores estavam se recusando a comprar o produto importado, fazendo com que houvesse falta de diesel entre os grandes consumidores.

Mas, apesar da redução do imposto federal, o preço do diesel sofreu alta significativa. Conforme pesquisa da Agência Nacional do Petróleo (ANP), no último sábado (15) o valor médio do diesel comum nos postos de Mato Grosso do sul estava em R$ 6,38. O valor era 41 centavos acima daquilo que a mesma pesquisa mostrou em 28 de fevereiro, dia em que começaram os ataques ao Irã.

A pesquisa, porém, não aponta os preços que estão sendo pagos pelos produtores rurais e outros grandes consumidores, que compram diretamente das distribuidoras. Para estes, o aumento foi da ordem de R$ 2 por litro.

E é para tentar reverter estes aumentos que o Governo Federal está sugerindo que governadores abram mão do ICMS, de R$ 1,17 por litro. Conforme a proposta, metade das perdas seriam repostas pela União. Então, caso isso fosse aceito, os cofres estaduais perderiam em torno de R$ 3,25 milhões por dia. 

Mas, na última terça-feira o  Comitê Nacional dos Secretários de Fazenda, Finanças, Receita ou Tributação dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz), presidido pelo secretário de Fazenda de Mato Grosso do Sul, Flávio César Mendes de Oliveira, já deixou claro que não pretende acatar a proposta.

Em nota, o Comitê afirmou que “não é razoável agravar, mais uma vez, com perdas de receita pública relativas ao ICMS estadual, o ônus principal de uma política de contenção de preços cujo resultado final depende de múltiplas variáveis alheias à atuação dos estados”, justificou uma nota divulgada pelos secretários de Fazenda.

“Em vez de produzir alívio real nas bombas, uma nova redução do ICMS pode, na prática, enfraquecer a capacidade do poder público de atender justamente a população que se pretende proteger”, argumentou a nota do Comsefaz.

Em 2022, em decorrência da guerra n Urcânia, o Govendo de Jair Bolsonaro zerou os impostos federais  (PIS/Cofins) sobre os combustíveis e restringiu a cobrança de ICMS. Por conta disso, nos anos seguintes a União repassou em torno de R$ 27 bilhões a estados e municípios, que perderam receita. 

 

SAÚDE

Anvisa proíbe venda de fórmula infantil contaminada por toxina

Medida foi adotada após comunicado do próprio fabricante

19/03/2026 10h00

Valter Campanato/Agência Brasil

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou nesta quinta-feira (19) a proibição da comercialização, da distribuição e do uso de lotes da fórmula infantil para lactentes Aptamil Premium 1 - 800g, produzida pela Danone.

Em nota, a Anvisa informou que a decisão foi tomada após comunicado de recolhimento voluntário emitido pelo próprio fabricante. Laudos da Danone constataram a presença da toxina cereulida no produto, indicado para recém-nascidos de até 6 meses.

De acordo com o comunicado, os seguintes lotes devem ser recolhidos:

- 2026.09.07 (fabricação em 8/3/2025)

- 2026.10.03 (fabricação em 3/4/2025)

- 2026.09.09 (fabricação em 10/3/2025) 

A Anvisa destacou que a cereulida é uma toxina produzida pela bactéria Bacillus cereus e que o consumo de alimentos contaminados por essa substância pode causar vômito persistente, diarreia ou letargia (sonolência excessiva, lentidão de movimentos e de raciocínio), além de incapacidade de reagir e expressar emoções.  

Para o consumidor que utiliza a fórmula infantil Aptamil Premium 1 - 800g, a orientação é verificar o número do lote impresso. Caso o produto pertença a um dos lotes recolhidos, não deve ser utilizado ou oferecido para consumo.

Para receber informações sobre como proceder em relação a eventuais trocas e devoluções, a Anvisa pede que o consumidor entre em contato diretamente com a Danone, por meio do Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) indicado na embalagem.

“Se a criança apresentar sintomas compatíveis com os citados após o consumo do produto dos lotes indicados, leve-a para atendimento médico. Ao procurar atendimento, é importante informar o alimento que foi consumido, se possível com uma amostra da embalagem, caso a tenha disponível.”

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