Cidades

SÃO PAULO

Boletim aponta que médica matou filho e nora, e depois se matou

Boletim aponta que médica matou filho e nora, e depois se matou

G1

08/03/2014 - 14h45
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O caso da família encontrada morta na manhã de sexta-feira (7), dentro de um apartamento de luxo na Zona Oeste de São Paulo, foi registrado como ‘homicídio’ seguido de ‘suicídio’. A informação foi confirmada neste sábado (8) ao G1 pela assessoria de imprensa da Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP). De acordo com o boletim de ocorrência, a mãe é suspeita de ter matado a tiros a namorada do filho, o rapaz e depois se matado.

De acordo com a investigação, a médica pediatra Elaine Moreira Munhoz, de 56 anos, matou a namorada do filho, Mariana Marques Rodella, de 25, e o rapaz, Giuliano Landini, de 25, ambos estudantes de medicina. Em seguida, ela se matou no apartamento da família, na Rua Passo da Pátria, na City Lapa.

Motivação
Para a Polícia Civil, a principal hipótese para explicar o crime é que a motivação tenha sido passional: a mulher não aceitava o namoro do casal. Segundo relatos de parentes, ela estava deprimida, um "pouco triste", fazia terapia e estaria tomando remédios.

Outra hipótese investigada é que o crime tenha sido premeditado. A polícia apura se Elaine atirou no banheiro antes de matar o filho e a namorada dele. Ela teria testado a arma e depois a recarregou para cometer o assassinato e se matar. Cartuchos teriam sido encontrados no local.

A polícia ainda quer ouvir a terapeuta, para saber se Elaine sofria de alguma doença, os vizinhos da família, anexar o resultado dos exames periciais e saber o que as câmeras de segurança do prédio gravaram para concluir o inquérito. Mas isso não muda a versão com que a polícia trabalha até o momento para saber o que aconteceu dentro do segundo andar do prédio.

Os policiais chegaram a essa tese preliminar de assassinato seguido de suicídio depois de ouvirem testemunhas e examinarem a cena do crime. Após relatarem o inquérito, ele será submetido à Justiça, que deverá arquivá-lo, já que a autora do assassinato se suicidou.

Na sexta, o delegado Daniel Cohen, do 91.º Distrito Policial, Ceasa, declarou à imprensa que investiga a possibilidade de Elaine ter matado Giuliano e Mariana por causa de uma depressão causada por não aceitar o namoro dos dois. Testemunhas contaram que a mãe do rapaz era contrária ao relacionamento de seis anos do filho, pois achava que o namoro tinha piorado o desempenho acadêmico dele. Ela estaria com medo de o rapaz abandonar o curso de medicina. Giuliano estava no quinto ano da faculdade da Santa Casa.

Elaine teria deixado diversos papéis escritos pelo apartamento que podem ajudar a elucidar o crime. "Neles estavam escritas frases desconexas", afirmou o delegado Cohen. De acordo com ele, a suspeita parecia querer conversar com alguém nas palavras que escreveu. Os peritos do Instituto de Criminalística (IC) examinaram o apartamento para tentar reproduzir como o crime ocorreu.

O crime
Mariana estudava na Faculdade de Medicina Santo Amaro. Ela era filha de médicos de São José do Rio Pardo e sobrinha do ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Mauro Luiz Campbell Marques. A jovem levou um tiro na cabeça e outro no braço, segundo a polícia.

Giuliano foi baleado no tórax, na cabeça e no braço esquerdo. Segundo a investigação, o rapaz saiu para passear com o cachorro na sexta pela manhã. Depois voltou ao apartamento e foi assistir TV. O pai dele, o cirurgião Alexandre Santos Landini, também médico, saiu para trabalhar.

Quando o primeiro disparo foi dado em Mariana, Giuliano estava na sala de televisão. Ainda de acordo com a polícia, a namorada foi baleada quando se deitava no quarto do jovem. Ao escutar o tiro, ele se levantou e ia em direção à mãe, mas acabou atingido.

A empregada da família, Eliete Silva, saiu correndo do apartamento ao ouvir os disparos. Vizinhos também escutaram os tiros e ouviram gritos de ‘não’, que seriam do filho. Eles telefonaram para a Polícia Militar, que ao chegar ao local, na Rua Passo da Pátria, no bairro City Lapa, subiu até o andar de onde partiram os tiros e entraram no apartamento.

Os policiais encontraram os corpos de Mariana e Giuliano e depois arrombaram a porta do quarto do casal, onde encontraram Elaine. Ela teria trancado a porta por dentro. Estava caída no chão com um tiro na boca. Na sua mão direita, um revólver Taurus de calibre 38 sem registro, provavelmente a arma do crime, que foi apreendida.

Perícia
O secretário da Segurança Pública, Fernando Grella, e o delegado-geral, Maurício Blazeck, chegaram a ir ao apartamento na sexta para acompanhar o trabalho da perícia da Polícia Técnico-Científica. Grella conhece o ministro Campbell Marques, tio de Mariana.

Alexandre Santos Landini, marido de Elaine, e a empregada Eliete Silva foram submetidos a exames residuográficos para tentar indicar presença de pólvora nas suas mãos. O resultado dos exames não havia sido divulgado até a manhã deste sábado (8). À polícia, Alexandre disse desconhecer a existência da arma e falou ter sido avisado das mortes quando estava no trabalho.

Procurada pela equipe de reportagem para comentar o assunto, Eliete disse não ter "nada a declarar". Alexandre informou por meio de um amigo que também não iria falar. Segundo parentes, ele estaria em estado de choque.

Elaine era médica pediatra na Unidade Básica de Saúde (UBS) da prefeitura no Alto de Pinheiros, Zona Oeste.

Vizinhos da família contaram ao G1 que Elaine, seu marido e os filhos eram conhecidos no bairro.

Os corpos dos três mortos foram liberados na madrugada deste sábado pelo Instituto Médico Legal (IML). Mariana será enterrada neste sábado em São José do Rio Pardo. Giuliano e Eliane serão sepultados no cemitério do Morumbi, Zona Sul da capital paulista, a partir das 16h.

Eleições 2026

Sejusp espera um segundo turno tranquilo e seguro, diz secretário

No Estado, 3.348 agentes estão empenhados para garantir a segurança nos locais de votação e nas ruas; votação começou às 7h e vai até às 16h em MS

25/10/2026 08h33

Wagner Ferreira da Silva, Secretário-Executivo de Segurança Pública da Sejusp

Wagner Ferreira da Silva, Secretário-Executivo de Segurança Pública da Sejusp Foto: Sejusp

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Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) espera que o segundo turno das eleições 2026 seja tranquilo e seguro em Mato Grosso do Sul.

A segurança está reforçada neste domingo (25) nas ruas e em locais de votação espalhados pelos 79 municípios do Estado.

O esquema de segurança tem empenho de 3.348 agentes, 584 viaturas e 2 helicópteros. O objetivo é proporcionar segurança nos 1.036 locais de votação, alocados em 7.272 seções eleitorais, de 54 Zonas Eleitorais.

“O planejamento basicamente de primeiro turno foi replicado em segundo turno. A expectativa é justamente de um dia muito seguro e muito tranquilo. Em todos os municípios do estado nós tivemos de alguma forma algum reforço, é claro que as cidades mais populosas receberam o maior efetivo e nós estamos preparados com toda a estrutura de comunicação e inteligência para atender esse dia.”, disse o secretário.

De acordo com o secretário-executivo da Sejusp, Wagner Ferreira da Silva, a votação deve ser mais rápida e a aglomeração nas seções eleitorais deve ser menor neste segundo turno, pois só há um candidato para votar: presidente da República: Flávio Bolsonaro (PL) ou Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

No primeiro turno, eram seis candidatos: deputado estadual, deputado federal, dois senadores, governador e presidente da República.

“A gente também entendeu que as eleições de segundo turno aqui no Mato Grosso do Sul haveriam menos aglomerações, porque é apenas um candidato a ser escolhido pela população e isso deve ser mais rápido o movimento das pessoas nas sessões eleitorais. Então, as aglomerações tendem a ser menores do que o primeiro turno”, detalhou o secretário.

Segundo o secretário, as forças de segurança estão integradas e envolvidas, a nível municipal, estadual e federal.

“Nós tivemos, além da instalação do Centro Integrado de Comando e Controle, onde diversas instituições, são mais de 20 instituições juntas nesse dia de eleição, mas o planejamento é integrado. São mais de 3.300 agentes destacados pela SEJUSP”, disse.

Ainda conforme o secretário, há uma equipe de MS em Brasília para encontrar soluções caso haja problemas nacionais que possam impactar o Estado.

“Inclusive, temos equipes lá em Brasília, diretamente do Centro Integrado de Comando e Controle Nacional, que também faz a interface Mato Grosso do Sul-Brasília. Havendo situações nacionais que possam impactar em Mato Grosso do Sul ou de Mato Grosso do Sul que possam impacta as eleições nacionais, esses dois centros fazem uma interligação e nós possamos juntos resolver esse problema”, explicou.

Neste ano, não haverá Lei Seca. Caso a população queira denunciar algum crime, deve ligar no 190 (Polícia Militar).

DEMOCRACIA

Lula tem 80,5% dos votos na Nova Zelândia, contra 19,4% de Flávio

Ao todo, 918.911 brasileiros residentes no exterior estão aptos a votar neste ano, segundo dados do TSE. O eleitorado está distribuído por 134 países

25/10/2026 07h32

Para que uma seção eleitoral seja instalada no exterior, é necessário haver pelo menos 30 eleitores aptos a votar na localidade

Para que uma seção eleitoral seja instalada no exterior, é necessário haver pelo menos 30 eleitores aptos a votar na localidade

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebeu 80,54% dos votos na Nova Zelândia no segundo turno da eleição presidencial, contra 19,46% do senador Flávio Bolsonaro (PL). Os dados foram apurados pelo Estadão na madrugada deste domingo, 25, com base nos boletins de urna das cinco seções eleitorais de Wellington, capital do país.

Os boletins de urna (BUs), disponibilizados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em seu site de resultados, são documentos emitidos por cada urna eletrônica ao fim da votação. Eles registram a quantidade de votos recebidos por cada candidato na respectiva seção eleitoral e permitem conhecer os resultados antes da totalização oficial pelo tribunal.

Na Nova Zelândia, os boletins das cinco seções de Wellington foram publicados na madrugada deste domingo. Dos 526 brasileiros que compareceram às urnas no país, 418 votaram em Lula e 101 escolheram Flávio Bolsonaro. Outros quatro eleitores votaram em branco e três anularam o voto.

No primeiro turno, Lula também foi o vencedor das eleições na Nova Zelândia. O candidato recebeu 234 votos (70,48%), enquanto Flávio Bolsonaro, do PL, teve 64 votos (19,28%). Renan Santos recebeu 13 votos (3,92%).

No primeiro turno, a diferença entre Lula e Flávio na Nova Zelândia foi de 170 votos a favor do petista. Agora, ela subiu para 317 votos. 

As urnas na Nova Zelândia foram abertas às 16h de sábado, 24, pelo horário de Brasília. No Brasil, a votação começa às 8h deste domingo, no horário oficial.

Ao todo, 918.911 brasileiros residentes no exterior estão aptos a votar neste ano, segundo dados do TSE. O eleitorado está distribuído por 134 países, em 1.361 seções eleitorais, que contam com 1.407 urnas eletrônicas.

Para que uma seção eleitoral seja instalada no exterior, é necessário haver pelo menos 30 eleitores aptos a votar na localidade.

O número de brasileiros habilitados a votar fora do País representa um aumento de 31,82% em relação à eleição de 2022, quando cerca de 697 mil eleitores estavam aptos a participar do pleito no exterior.

Por causa da diferença de fuso horário entre os países, a votação no exterior começa antes da abertura das seções eleitorais no Brasil e se estende por mais de 29 horas. O processo teve início às 16h de sábado, 24, pelo horário de Brasília, na Nova Zelândia, e só termina na noite deste domingo, no Canadá, com o fechamento das últimas seções.

Em geral, os locais de votação fora do território nacional funcionam das 8h às 17h, conforme o horário de cada país.

Depois da Nova Zelândia, as urnas são abertas na Austrália e em países da Ásia, ainda na noite de sábado. Na madrugada e ao longo da manhã de domingo, é a vez dos brasileiros que vivem na Europa votarem.

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