Cidades

Corumbá

Bolivianos da fronteira vão às urnas para escolher presidente

Antes mesmo da abertura da seção eleitoral, bolivianos que moram em Corumbá já faziam fila.

DIÁRIO CORUMBAENSE

12/10/2014 - 11h27
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A Bolívia realiza neste domingo (12) eleições gerais para escolher o próximo presidente para um mandato de cinco anos. As votações ocorrem das 08h às 16h locais. O atual presidente, Evo Morales, tenta chegar a seu terceiro mandato consecutivo e, de acordo com as pesquisas divulgadas, tem quase 60% das intenções de voto. Eleito pela primeira vez em 2005, Morales é o primeiro presidente indígena boliviano, povo que representa cerca de 60% da população. Além dele, concorrem à Presidência Samuel Doria Medina, empresário do ramo de cimento, Jorge Quiroga, que foi vice-presidente do país por quatro anos e, em seguida, assumiu como presidente pelo período de um ano, o prefeito de La Paz, Juan del Granado, e o líder indígena Fernando Vargas.

O país tem 6.245.959 pessoas habilitadas a votar e entre os eleitores, 272.058, ou 4,3% do total, moram em outros países (33). O voto de cidadãos bolivianos no exterior estreou nas últimas eleições, em 2009, somente para residentes na Argentina, Espanha, nos Estados Unidos e no Brasil. Desta vez, as votações foram ampliadas para mais 29 países. O voto dessas pessoas é facultativo e elas apenas podem escolher candidatos a presidente e vice.

Fotos: Ricardo Albertoni/Diário Corumbaense

Corumbá (MS), que faz fronteira com a Província de German Busch, é uma das cidades brasileiras  onde bolivianos que moram fora do País têm a opção de votar. O Tribunal Supremo Eleitoral realizou de maio a junho, uma ação de cadastramento biométrico dos eleitores bolivianos que residem na região e 170 pessoas estão aptas ao voto. A seção eleitoral foi instalada no Centro Boliviano Brasileiro 30 de Marzo, localizado na rua Joaquim Murtinho, nº 1982. Antes mesmo da abertura da seção, já havia pessoas na fila de votação.

A equipe responsável conferia as digitais dos cadastrados e em seguida entregavam a cédula de papel para a confirmação do voto.

“É a primeira vez que estou votando aqui para escolher um presidente e um vice para meu país. Fico feliz de poder participar, de escolher um bom representante para governar a Bolívia”, disse Rudy Peña Artieuros.

“Eu não moro lá, mas sei que é muito importante ajudar a melhorar muitas coisas em meu país”, explicou Máximo Monteiro Mercado. “Moro aqui em Corumbá, mas penso na melhoria da Bolívia e estou também exercendo a minha cidadania”, comentou Maria Luisa Vieira ao Diário Corumbaense.

Após o encerramento da votação, representantes do Tribunal Supremo Eleitoral da Bolívia irão apurar os votos e enviar o resultado via internet para o centro de apuração montado pelo TSE boliviano.

 

Fronteira da Bolívia com Corumbá foi fechada para tráfego de veículos durante a votação

Fronteira fechada

Na fronteira da Província de German Busch com Corumbá, o clima é de tranquilidade. O tráfego de veículos não é permitido, apenas a passagem de pedestres. 

Segundo a Constituição boliviana, para um candidato ser eleito em primeiro turno precisa ter mais de 50% dos votos ou ter mais de 40% e uma distância de pelo menos 10% sobre o segundo colocado, o que, de acordo com as pesquisas, aponta uma vitória do atual presidente sem necessidade de segundo turno. Em 2005, Morales foi eleito com 54% dos votos e, em 2009, com 64%.

A capital do país é Sucre, mas a sede do governo é La Paz. O país tem nove departamentos (estados) e fala mais de 30 línguas, sendo os principais o espanhol, falado por quase 90% da população, o quéchua, por 34%, e o aymara, por 23,5% das pessoas. Com informações da Agência Brasil.

Denûncia

Após ser espancado, jornalista diz que prefeito mandou agredi-lo em MS

Octávio Augusto, conhecido como Tavinho, afirma que vinha sendo perseguido por servidores da prefeitura antes do ataque; município nega envolvimento e Polícia Civil investiga o caso.

06/07/2026 18h44

Foto: Divulgação

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O jornalista Octávio Augusto, conhecido como Tavinho e responsável pelo portal Lagoa Agora, foi espancado por três homens na manhã desta segunda-feira (6), em Três Lagoas, e sofreu diversos ferimentos na cabeça após ser agredido com pedaços de madeira.

Horas depois da agressão, ainda no hospital, ele concedeu entrevista ao Correio do Estado na qual afirmou acreditar que o ataque tenha sido motivado por sua atuação jornalística e acusou o prefeito Cassiano Maia (PP) de ter ordenado a agressão.

As declarações, no entanto, representam a versão da vítima e ainda serão apuradas pela Polícia Civil.

Segundo Tavinho, o ataque aconteceu logo após ele deixar a cobertura da passagem da Carreta da Saúde pelo Parque de Exposições.

O jornalista afirma que participava de uma coletiva de imprensa em que questionou o prefeito e integrantes da administração municipal sobre denúncias relacionadas à contratação da empresa responsável pelos atendimentos e à especialidade dos médicos que participavam da ação.

 "Nós somos um jornal de oposição. A população leva denúncias sobre saúde, infraestrutura e tudo o que envolve a prefeitura. Fomos fazer nosso trabalho e fazer perguntas ao prefeito", afirmou.

O jornalista contou que, durante o evento, percebeu que ele e o cinegrafista que o acompanhava passaram a ser observados por pessoas ligadas ao município.

"A gente percebeu que várias pessoas estavam nos seguindo dentro do recinto e nos observando o tempo todo."

Segundo ele, após deixar o local, deixou o cinegrafista na casa da sogra e seguiu sozinho em uma bicicleta elétrica para casa. Pouco antes de chegar à residência, foi abordado por um homem que fingiu pedir uma informação.

 "Ele perguntou onde ficava um endereço. Quando parei para responder, ele me empurrou da bicicleta. Na sequência vieram outros dois por trás, armados com pedaços de madeira, um deles com um prego. Eles começaram a bater várias vezes na minha cabeça."

Ferimento na cabeça sofrido pelo jornalista após os golpes com pedaços de madeira; lesão precisou ser suturada no hospital.

Ainda conforme o jornalista, os agressores fugiram acreditando que ele havia perdido a consciência.

 "Quando o sangue começou a jorrar, eles correram porque acharam que eu estava inconsciente. Graças a Deus consegui gritar por socorro."

Após receber atendimento médico, Tavinho afirmou que o ataque não teve características de roubo.

 "Eles não pegaram celular, carteira, dinheiro nem nada. Se fossem assaltantes, eu estava com equipamentos caros na mochila. Não foi assalto. Foi uma tocaia."

O jornalista disse ainda que, após o crime, testemunhas relataram ter visto um veículo que, segundo ele, seria utilizado pela equipe de comunicação da prefeitura nas proximidades.

 "As vizinhas disseram que viram um carro da equipe de comunicação da prefeitura. Segundo elas, essas pessoas colocaram os rapazes dentro do carro e foram embora."

Em outra declaração, Tavinho afirmou acreditar que o episódio tenha relação direta com as reportagens publicadas pelo portal Lagoa Agora.

 "No mesmo dia em que fiz perguntas ao prefeito aconteceu essa agressão. Tenho convicção de que isso aconteceu por causa do nosso trabalho."

Ele também acusou diretamente o prefeito Cassiano Maia de ser o mandante da agressão.

"Eu tenho plena convicção de que quem mandou me agredir foi o prefeito. Essa é a minha convicção."

Após receber atendimento médico, Tavinho permaneceu em observação e afirmou que continuará colaborando com as investigações da Polícia Civil.

Segundo o jornalista, a equipe jurídica do portal já começou a reunir depoimentos de moradores e imagens de câmeras de segurança da região para encaminhá-las à Polícia Civil.

Posicionamento da Prefeitura de Três Lagoas

A Prefeitura de Três Lagoas, por sua vez, divulgou nota negando qualquer envolvimento com a agressão. O município afirmou que tomou conhecimento do caso pelas redes sociais e sustentou que não existem elementos que comprovem as acusações feitas pelo jornalista.

Também explicou que havia veículos oficiais circulando na região porque equipes participavam do evento público realizado no Parque de Exposições.

A Polícia Civil instaurou inquérito para investigar o caso. Imagens de câmeras de segurança, depoimentos de testemunhas e demais provas deverão ser analisados para identificar os autores da agressão e esclarecer a motivação do crime.

Educação

Prouni 2026: inscrição gratuita para o 2º semestre começa nesta terça

Estudante deve ter ensino médio e ter participado do Enem 2024 ou 2025

06/07/2026 18h00

Estudante deve ter ensino médio e ter participado do Enem 2024 ou 2025

Estudante deve ter ensino médio e ter participado do Enem 2024 ou 2025 FOTO: Gerson Oliveira/Correio do Estado

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As inscrições gratuitas para o processo seletivo do Programa Universidade para Todos (Prouni) do segundo semestre começam nesta terça-feira (7) e irão até sexta-feira (10).Estudante deve ter ensino médio e ter participado do Enem 2024 ou 2025Estudante deve ter ensino médio e ter participado do Enem 2024 ou 2025

O procedimento deve ser feito exclusivamente pelo Portal Único de Acesso ao Ensino Superior, do Ministério da Educação (MEC). 

A iniciativa federal oferece bolsas de estudo integrais e parciais (50% do valor da mensalidade) em cursos de graduação e sequenciais de formação específica, em instituições privadas de ensino superior.

O candidato deverá optar por concorrer às bolsas destinadas à ampla concorrência ou àquelas destinadas às pessoas com deficiência (PCD) e autodeclaradas indígenas, pardas ou pretas.

Todas as informações sobre as regras deste processo seletivo estão no Edital (nº 51/2026), publicado na última quarta-feira (1º) pelo Ministério da Educação (MEC).

Quem pode se inscrever

Para se inscrever, é necessário que o estudante tenha completado o ensino médio; participado das edições de 2024 ou de 2025 do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem); obtido, no mínimo, 450 pontos na média das cinco provas do exame; e não tenha zerado a redação do Enem.

Os candidatos precisam atender a pelo menos uma das seguintes condições:

  • ter feito o ensino médio integralmente em escola da rede pública;
  • ter feito o ensino médio como bolsista integral ou bolsista parcial em instituição privada;
  • ter mesclado o ensino médio entre escola pública e privada.
  • ser uma pessoa com deficiência como previsto na legislação;
  • ser professor ativo da rede pública de ensino que queiram cursar licenciatura ou pedagogia. Para esses docentes, não é exigido o limite de renda que se aplica aos demais candidatos.

Quem participou do Enem na condição de treineiro, ou seja, para autoavaliação antes mesmo de concluir o ensino médio, não pode se inscrever no Prouni 2026.  

Além disso, é necessário que todos os inscritos se atentem aos critérios de renda exigidos para a obtenção da bolsa.

Para as bolsas integrais, que cobrem 100% do valor da mensalidade, a renda familiar bruta mensal por pessoa é até 1,5 salário mínimo.

Já para bolsas parciais, que cobrem 50% do valor da mensalidade, a renda familiar bruta mensal por pessoa é até três salários mínimos.

Classificação

Para fins de classificação e eventual pré-seleção no processo seletivo, será utilizada a edição do Enem em que o estudante obteve a melhor média entre as edições de 2024 e 2025. 

A classificação ainda observará a modalidade de concorrência escolhida na inscrição pelo candidato, por curso, turno, local de oferta e instituição, além de considerar se o candidato concorre em ampla concorrência ou às bolsas destinadas à implementação de políticas afirmativas.

Resultado

 O resultado da primeira chamada será divulgado no dia 15 de julho na página do Prouni. A segunda chamada sairá no dia 5 de agosto.

Depois disso, os selecionados na primeira chamada precisam comprovar as informações de 15 a 24 de julho. Já os da segunda chamada deverão confirmar seus dados entre os dias 5 e 14 de agosto.

Confira abaixo o cronograma oficial do Prouni 2026/2:

  • inscrições: 7 a 10 de julho;
  • resultado 1ª chamada: 15 de julho;
  • resultado 2ª chamada: 5 de agosto;
  • lista de espera: 26 e 27 de agosto;
  • resultado lista de espera: 1º de setembro.

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