Entre os dias 18 e 22 de setembro, equipes do Corpo de Bombeiros de Mato Grosso do Sul se empenharam em extinguir os focos de incêndio que atingiram 560 hectares de uma área rural de Bonito, próxima da margem direita do Rio Formoso. Dois dos focos foram controlados na quinta-feira (21), e o terceiro - e último - na sexta-feira (22).
Quase três dias após o fim do incêndio, equipes permanecem monitorando a região.
“Finalizamos os focos principais e controlamos o último para chegar na área que a gente queria. Na sexta-feira houve uma reignição que é normal, num incêndio, por conta das condições atmosféricas do meio do dia”, explicou a tenente-coronel Tatiane Inoue, chefe do Centro de Proteção Ambiental (CPA).
Divulgação: Corpo de Bombeiros de BonitoA região atingida pelo incêndio é de difícil acesso, conhecida como Banhado ou Charco, o que impossibilitou o acesso do maquinário utilizado pelo Corpo de Bombeiros. Os militares só conseguiram fazer o combate direto, com apoio das aeronaves ‘air tractor’.
“Após termos extinto foco principal, que nós estávamos trabalhando durante quatro dias, na sexta-feira (22) atuamos no foco secundário, mas estava de difícil acesso. E graças aos militares empenhados e todo suporte que tivemos, conseguimos fazer a extinção por completo dele também”, disse o capitão Diego Baumgardt, comandante da ação em Bonito.
Segundo o Corpo de Bombeiros Militar de MS, desde o dia 17 de julho há um alerta para atuar em caso de incêndios florestais no Pantanal, e também no Cerrado e Mata Atlântica, biomas presentes no Estado.
Com o alerta, publicado pelo Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), foram suspensas as autorizações ambientais de “queima controlada”, até 31 de dezembro deste ano. Na prática, o período é de cautela e monitoramento constante. O que possibilita a pronta atuação das equipes a postos em diferentes regiões do Estado, nas ocorrências como os três atendimentos atuais de combate a incêndios.
Atuação
Além da área em Bonito, 28 militares que atuam na Operação Pantanal 2023 – divididos em mais três equipes de especialistas em combate a incêndios –, também contam com auxílio do Sistema de Comando de Incidentes.
No momento, a guarnição direcionada a região de Coxim está em combate a um incêndio florestal na região do Pantanal do Paiaguás.
As duas guarnições responsáveis pela área de Corumbá estão na região do Pantanal do Rio Negro há dois dias combatendo um incêndio em local de difícil acesso devido às lagoas presentes no local.
O Centro de Proteção Ambiental em Campo Grande é o responsável por monitorar os focos e direcionar as guarnições para os pontos mais sensíveis em que há necessidade de atuação dos militares do Corpo de Bombeiros.
Também existem focos ativos na terra indígena Kadiwéu, de responsabilidade do Prevfogo do Ibama, até agora sem acionamento do Corpo de Bombeiros para apoio.



