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MENSALEIRO

Brasil solicitará documentos e equipamentos de Pizzolato

Brasil solicitará documentos e equipamentos de Pizzolato

FOLHA PRESS

12/02/2014 - 17h00
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A pedido da Polícia Federal, o Ministério da Justiça vai solicitar formalmente toda a documentação e equipamentos apreendidos na Itália com Henrique Pizzolato, ex-diretor do Banco do Brasil condenado pelo mensalão.

Foragido desde novembro do ano passado, Pizzolato foi preso no dia 5 de fevereiro em Maranello a pedido do Brasil para "fins de extradição" com dois computadores e um tablet.

Além da PF, o Ministério Público Federal também apura o caso.

Dois procuradores foram escalados para ir à Itália com o objetivo de ter acesso a documentos e dados do ex-diretor do BB. Eduardo Pelella, chefe de gabinete da Procuradoria-Geral da República, e Vladimir Aras, secretário de cooperação jurídica, apuram atividades de Pizzolato dentro e fora do Brasil.

A PF também acredita que os documentos podem auxiliar as investigações sobre a movimentação financeira e a rede de proteção do ex-diretor do BB, condenado a 12 anos e sete meses de prisão pelo Supremo Tribunal Federal por ter desviado recursos públicos. A família de Pizzolato diz que o dinheiro era privado.

O pedido do Ministério da Justiça para ter acesso aos dados deve ser feito ainda nesta semana, por meio do DRC (Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional), órgão subordinado ao ministério.

A Itália já havia anunciado que compartilharia o material de Pizzolato com a PF.

Já está definido que o material será anexado ao inquérito da própria polícia que apura, em Santa Catarina, a falsificação de documentos usados por Pizzolato durante a fuga. Ele emitiu em nome de Celso, seu irmão morto em 1978, RG, CPF, título de eleitor e dois passaportes, um brasileiro e outro italiano.

Em setembro do ano passado, para sair do Brasil, passar pela Argentina e entrar na Europa, Pizzolato usou o passaporte italiano em nome do irmão. Na Itália, ao ser preso, ele se identificou como Celso e, só depois de interrogado, revelou sua verdadeira identidade.

Caso a Itália negue compartilhar as informações, a PF cogita enviar uma equipe até Modena, onde Pizzolato está preso, para analisar o material apreendido.

Em novembro passado, surgiram rumores de que Pizolato fugiu para a Itália com um dossiê com dados da campanha presidencial de Lula em 2002, o que não foi confirmado.  

inquérito

Investigação sobre jovem morto pelo Choque ficará a cargo da PM

Polícia Civil afirmou que a apuração de latrocínio, atribuído ao rapaz que morreu, será feita pela Defurv, porém, o suposto confronto será analisado internamente

23/10/2026 08h05

Bruno Rafael morava nesta casa, nos fundos do terreno do pai, com a namorada e o filho de 4 meses

Bruno Rafael morava nesta casa, nos fundos do terreno do pai, com a namorada e o filho de 4 meses Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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A Polícia Militar será responsável pela investigação do caso do suposto confronto que terminou com a morte do jovem pedreiro Bruno Rafael Souza da Silva, de 18 anos, e envolveu policiais do Batalhão de Choque da PM, ou seja, o caso será apurado apenas internamente, sem envolvimento da Polícia Civil.

Em resposta ao Correio do Estado, a assessoria de imprensa da Polícia Civil afirmou que o único caso que está sob o comando da corporação é o latrocínio (roubo seguido de morte) ocorrido no dia 16 de outubro, que teria entre os suspeitos de participação o jovem que foi morto pelo Choque.

“Informamos que, em relação ao latrocínio, as investigações estão sendo desenvolvidas pela Delegacia Especializada de Furtos e Roubos de Veículos (Defurv). Já em relação ao confronto, as investigações ficam a cargo da Polícia Militar”, disse a Polícia Civil, em nota.

O caso ganhou repercussão porque a família de Bruno Rafael alega que o jovem não teve envolvimento com o roubo que culminou na morte de Gian Marcelo Samaniego Ramão, de 27 anos, e que ele também não tinha arma.

Segundo a família, o irmão do jovem de 18 anos, Miguel Souza da Silva, de 20 anos, é que estaria envolvido com o crime. Ele, inclusive, confessou sua participação tanto no roubo quanto na morte do rapaz.

LATROCÍNIO

O roubo que resultou na morte de uma pessoa ocorreu no Bairro Parque Lageado, em Campo Grande. Segundo imagens de câmera de segurança da região, o crime ocorreu às 19h20min de sexta-feira. Três homens teriam participado do crime, que, segundo Miguel, seriam ele, Yuri Silva Santos Modesto e Matheus Pereira da Silva Lima.

Durante a ação, após render os dois filhos de Gian e sua sogra, que estavam na residência, os bandidos carregaram um Volkswagen Gol prata com as mercadorias. Nesse momento, a vítima chegou à casa com a mulher e com mercadorias vindas do Paraguai.

Os bandidos conseguiram render a mulher, mas Gian correu e foi atingido com um tiro nas costas, o que causou sua morte.

Após o crime, os bandidos também utilizaram na fuga um Volkswagen Gol vermelho, que era da vítma e estava com as mercadorias vindas do Paraguai.

Após o crime, eles fugiram nos dois carros e abandonaram o veículo de Gian, porém, a polícia conseguiu chegar ao primeiro envolvido, Yuri, em razão de o Gol prata estar em seu nome. 

Com a prisão de Yuri, que havia fugido para Corumbá, a polícia chegou aos outros envolvidos, porém, um dos endereços passados por ele como sendo de Miguel teria levado a polícia a vincular Bruno Rafael ao caso.

MORTE DE BRUNO

Com o endereço em mãos, o Choque foi até uma casa no Bairro Caiobá, na madrugada de segunda-feira, em busca de uma pessoa de apelido Neguinho. No local moravam o pai, a madrasta de Bruno e um filho dela, assim como o jovem e sua namorada e filho.

Segundo a versão do Choque, quando eles chegaram ao local e estavam indo em direção a uma casa nos fundos do terreno, um jovem foi até a porta e, ao ver os policiais, teria retornado para dentro do imóvel e pegado uma arma.

A polícia ainda conta que teria mandado o jovem largar a arma, o que não aconteceu, por isso, foi efetuado um tiro, que atingiu o peito da vítima. O Choque garante que levou Bruno para atendimento ainda com vida e que ele morreu após ser deixado no local.

A família, entretanto, contesta essa afirmação e diz que Bruno estava deitado quando a polícia chegou e só levantou quando os policiais mandaram.

A namorada de Bruno, Alexandra Raquele, de 18 anos, conta que, quando os policiais do Choque entraram na casa, ela estava com o filho, de 4 meses, no colo, próxima do rapaz, que ainda estava só de cueca, e foi retirada do local pelos agentes de segurança. Logo depois ela disse ter ouvido um tiro.

“O policial falou assim: ‘Cadê a arma, seu f…?’ Aí ele falou: ‘Não estou com arma, senhor’. E então escutei o barulho do tiro. Deu 10 minutos certinho e o policial falou para o meu sogro: ‘Ele apontou a arma para a gente’. Eu falei: ‘Mentira, não tinha arma lá dentro’. Aí deu nisso”, explicou.

A família também conta que, quando o Choque chegou, eles disseram procurar por Neguinho, ao que responderam que não tinha ninguém lá com esse apelido.

“O policial falou para mim que ele veio atrás do Neguinho. Ele perguntou para mim: ‘Qual que era o vulgo do seu namorado?’ Eu falei que eu vejo às vezes o pessoal chamando ele de Takusha. Então ele falou: ‘Quem é o Neguinho, o Neguinho é o seu marido?’ Eu falei: ‘Não, o Neguinho é o Miguel, o irmão dele’. Mostrei uma foto minha e do meu namorado. Aí ele pegou, olhou para cara do outro policial e falou: ‘A gente matou a pessoa errada’”, comentou Raquele, que também disse que Bruno já saiu morto da casa.

Em seu depoimento, após ser preso no interior de São Paulo enquanto fugia, Miguel garantiu que o irmão, que foi morto na segunda-feira pelo Choque, não participou do crime.

“O Bruno não estava envolvido, senhor. Só eu, o Mateus e o Yuri. O Bruno Rafael Souza da Silva ele é meu irmão, ele foi morto hoje [segunda-feira]”, garantiu o rapaz ao delegado. Ele também contou que foi ele quem atirou em Gian.

* SAIBA 

Em nota, a Polícia Militar, que deverá investigar a conduta dos policiais do Choque na morte de Bruno, afirmou que “todo o procedimento seguiu rigorosamente os protocolos operacionais da corporação, com formalização perante a autoridade de polícia judiciária para a devida apuração dos fatos”.

TRIBUNAL DO JÚRI

Homem é condenado a mais de 30 anos por feminicídio em Campo Grande

Crime ocorreu em 27 de dezembro de 2024, quando Edvan da Silva Rodrigues matou Bruna dos Santos Amaro por asfixia

23/10/2026 07h45

Caso foi julgado no Tribunal do Júri de Campo Grande

Caso foi julgado no Tribunal do Júri de Campo Grande Divulgação: MPMS

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O Tribunal do Júri de Campo Grande condenou Edvan da Silva Rodrigues a 30 anos e 8 meses de prisão em regime fechado pelo feminicídio da companheira, Bruna dos Santos Maroto. Além da condenação criminal, o Juízo fixou indenização mínima de R$ 15 mil em favor da família da vítima pelos danos causados pelo crime.

O Conselho de Sentença acolheu a tese acusatória de feminicídio qualificado pelo meio cruel, reconhecendo que a vítima foi espancada e morta por asfixia.

O crime ocorreu em 27 de dezembro de 2024, em Campo Grande. Conforme a denúncia, o casal mantinha um relacionamento de cinco anos, marcado por episódios de violência doméstica, tendo sido concedidas à vítima quatro medidas protetivas de urgência. Na ocasião, o acusado matou a companheira por meio de agressões físicas e asfixia.

Após o crime, Edvan tentou apresentar uma versão incompatível com as evidências encontradas no local. Com a aproximação da polícia e do socorro médico, o autor fugiu, sendo localizado horas depois armado com uma faca. Os laudos de necropsia e de local confirmaram que o óbito foi causado por asfixia e espancamento severo.

Julgamento

Durante a sessão de julgamento, a defesa de Edvan sustentou insuficiência de provas, negativa de autoria e exclusão das qualificadoras. Na sustentação e na réplica, a Promotora de Justiça Daniele Borghetti Zampieri de Oliveira contrapôs as alegações com os laudos periciais que atestaram a brutalidade dos fatos.

O Conselho de Sentença acolheu a tese sustentada pelo MPMS e condenou o réu por feminicídio praticado mediante crueldade.

Na fixação da pena, a 2ª Vara do Tribunal do Júri elevou a pena-base ao considerar altamente reprovável a culpabilidade do réu, destacando que o homicídio foi o ápice de frequentes agressões físicas e psicológicas contra a mulher. As circunstâncias do crime também pesaram contra o acusado, já que o ataque ocorreu em uma área isolada e sem iluminação pública, dificultando qualquer pedido de socorro. 

 

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