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Apple é obrigada a pagar indenização a brasileiro que teve Iphone 12 roubado

O advogado justificou que a empresa deveria oferecer segurança aos usuários devido ao preço cobrado pelo aparelho

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Empresa multinacional Apple foi condenada a pagar indenização de R$ 5 mil a um consumidor brasileiro que teve o iPhone 12 roubado e seus dados acessados pelos ladrões com facilidade.

A vítima do roubo é advogado e atuou em defesa própria. Ele decidiu entrar com o pedido por danos morais após ter a senha e a identificação visual facilmente alterada, além do sistema de busca do aparelho ser desativado sem dificuldades. 

Com o dispositivo invadido, os criminosos conseguiram acessar os dados bancários do advogado e fazer uma transferência de sua conta vinculada no aplicativo.

O celular foi furtado na cidade de São Paulo, por uma quadrilha conhecida por realizar assaltos de bicicleta, e a sentença foi dada pela juíza leiga Laíra Riani Britto, posteriormente homologada pelo juiz de Direito Paulo Abiguenem Abib, do 4º JEC de Vitória/ES. 

O advogado justificou que a empresa deveria oferecer segurança aos usuários devido ao preço cobrado pelo aparelho, que chega a ser vendido por cerca de R$ 6 mil. 

Na decisão, a juíza Britto acatou as alegações e observou que as empresas de celulares deveriam reforçar a segurança dos dispositivos, já que as reclamações tem aparecido frequentemente nas mídias. 

Afirmou ainda que senhas, chaves numéricas, reconhecimento facial ou biometria não tem sido suficientes.

“Tal fato deixa demonstrada a fragilidade do sistema do aparelho de celular, sendo forçoso o reconhecimento do pedido inicial, já que para todas as funcionalidades alteradas pelos criminosos, é necessário ao menos utilização de senha pessoal”, proferiu na decisão.

Por fim, além de condenar a Apple por danos morais, Britto também determinou o banco de onde os criminosos efetuaram a transferência bancária também fosse responsabilizado e restituísse o valor.

“Os fatos ultrapassaram o mero dissabor, já que mediante o acesso aos dados do autor houve a transferência de **** da conta bancária do Requerente, situação que indubitavelmente causou inquietação, ansiedade e apreensão até ser resolvida pela instituição financeira”.

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Em MS

Homem de 69 anos é detido após denúncia de abuso contra criança em Dourados

Menina de 11 anos foi encontrada em apartamento, investigação apura se o suspeito pode ter feito outras vítimas

17/10/2026 11h15

O caso foi registrado na Depac-Dourados

O caso foi registrado na Depac-Dourados Foto: Divulgação/PCMS

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Um idoso de 69 anos foi preso no início da noite de sexta-feira (16), em Dourados, suspeito de estupro de vulnerável contra uma menina de 11 anos.

Segundo o Dourados News, a prisão ocorreu após denúncias levarem a Guarda Municipal até uma residência no bairro Ildefonso Pedroso, na região sul da cidade.

Conforme o boletim de ocorrência, por volta das 19h30, as equipes de segurança foram acionadas após informações de que a menina havia entrado no imóvel. Ao chegarem ao local, os guardas encontraram a criança no apartamento e o suspeito arrumando as calças.

Durante a abordagem, o homem negou ter cometido qualquer crime. Ainda segundo o registro policial, ele teria tocado na menina.

A vítima foi encaminhada ao Hospital Universitário da Universidade Federal da Grande Dourados (HU-UFGD), onde passou por exames para verificar se houve conjunção carnal.

Testemunhas relataram a possibilidade de existirem outras vítimas, situação que permanece sob investigação. Conforme os relatos, o suspeito teria atraído a criança oferecendo doces e dinheiro.

O idoso foi levado pela Guarda Municipal à Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac), onde o caso foi registrado como estupro de vulnerável.
 

MEIO AMBIENTE

Após cheia fora de época, Rio Miranda enfrenta decoada e registra peixes mortos

Vídeos publicados no Facebook mostram pintados, dourados e cacharas afetados pelo fenômeno, que reduz o oxigênio na água

17/10/2026 10h57

Vídeos publicados no Facebook mostram pintados, dourados e cacharas afetados pela decoada no Rio Miranda, após cheia fora de época

Vídeos publicados no Facebook mostram pintados, dourados e cacharas afetados pela decoada no Rio Miranda, após cheia fora de época Reprodução

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O Rio Miranda, em Mato Grosso do Sul, enfrenta o fenômeno natural conhecido como decoada após uma cheia fora de época. Vídeos publicados no Facebook mostram peixes afetados pela falta de oxigenação da água, enquanto moradores relatam a ocorrência de animais mortos e outros buscando oxigênio na superfície.

Segundo informações da Defesa Civil de Miranda, o nível do rio está em 6,90 metros e permanece estabilizado nessa marca há pelo menos 24 horas. 

Em um dos vídeos compartilhados nas redes sociais, um homem percorre a região e mostra diferentes espécies de peixes encontradas durante o fenômeno. Ao longo da gravação, ele aponta a presença de pintados, dourados e cacharas. 

“Que dó, um pintado aqui, ó. Outro ali, um dourado, um cachara ali”, relata o homem, enquanto registra os peixes. 

Em um segundo vídeo, outro homem relata a situação na região do Salobra, no Rio Miranda, e confirma a ocorrência da decoada. Segundo ele, a cheia fez com que o rio transbordasse, provocando alterações nas condições da água. 

“O rio encheu demais, saiu da caixa. Já foi encontrado dourado morto, bastante dourado morto”, afirma.

Durante a gravação, ele lamenta a situação e afirma que a água apresenta condições ruins.  “Nesse exato momento aqui, a água tá podre demais”, relata.

Apesar os impactos sobre os peixes, o autor do vídeo destaca que a decoada faz parte dos ciclos natuais do Pantanal e manifesta a expectativa de que o fenômeno passe rapidamente para que o rio volte às condições normais. 

O que é decoada ?

A decoada é um fenômeno natural característico do Pantanal, associado à elevação do nível dos rios e à inundação de áreas com grande quantidade de vegetação e matéria orgânica acumulada.

Durante as cheias, a água avança sobre campos e áreas alagáveis, onde folhas, plantas e outros materiais orgânicos entram em decomposição. Esse processo consome parte do oxigênio dissolvido na água e pode provocar alterações em suas características químicas.

Com a redução do oxigênio e o aumento da concentração de gás carbônico, os peixes passam a enfrentar dificuldades para respirar. Em situações mais intensas, podem subir à superfície em busca de condições mais favoráveis e até morrer por asifixa.

No vídeo publicado no Facebook, um dos homens explica o processo de forma semelhante. Segundo ele, quando o rio transborda, a água alcança os campos e forma áreas alagadas, conhecidas como baías, onde permanece acumulada por meses.

Com a decomposição da matéria orgânica, essa água perde oxigênio. Quando ocorre uma nova cheia, ela pode retornar ao leito do rio, misturando-se à água corrente e contribuindo para a ocorrência da decoada.

Embora seja um fenômeno natural e recorrente na região pantaneira, sua intensidade varia conforme as condições ambientais e pode provocar episódios de mortandade de peixes.

A ocorrência da decoada em outubro chama a atenção por estar associada a uma cheia fora de época no Rio Miranda.

De acordo com a Defesa Civil do município, o nível permanece em 6,90 metros há 24 horas.

Entretanto, mesmo com o nível estabilizado, os efeitos da decoada podem persistir, já que a recuperação da qualidade da água depende de fatores como temperatura, circulação e quantidade de matéria orgânica em decomposição.

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