Após investimento de R$ 22,1 milhões, parte do recapeamento dos quase dez quilômetros da pista de acesso a Campo Grande da Avenida Duque de Caxias voltou a ser tomado por buracos em meio às chuvas das últimas semanas.
O trecho tomado por buracos está próximo à entrada do Bairro Nova Campo Grande, região oeste de Ca mpo Grande, onde o recapeamento foi concluído faz menos de dois anos. Em abril e maio deste ano o mesmo local já havia esfarelado e se transformado em pequenas crateras.
Depois disso, segundo comerciantes da região, o serviço de tapa-buracos fez remendos e solucionou o problema. Mas, bastaram alguns dias seguidos de chuva e a pista voltou a se desmanchar. Na manhã deste sábado (19), um cavalete e cones com inscrição da Agetran sinalizavam o local para tentar evitar que motoristas sofram prejuízos ao caíram nos buracos.
Antes do recapeamento que foi oficialmente inaugurado em agosto de 2025, durante os festejos dos 126 anos de Campo Grande, aquele trecho da Duque de Caxias era constantemente tomado por ondulações. Por conta da altura destes borrachudos, constantemente motociclistas sofriam acidentes no local.
Estas ondulações já surgiam por conta de falha estrutural na base do asfalto. Depois do recapeamento, em vez de corrigir o problema crônico estrutural, a situação ficou pior, reclamam trabalhadores de uma bicicletaria que fica ao do ponto crítico
“Eles até vieram e arrumaram, mas não durou muito e agora já está essa buraqueira toda novamente”, reclamou um trabalhador que preferiu não se identificar.
O recapeamento da pista sentido bairro-centro, que ficou sob responsabilidade da prefeitura, foi feito pela empreiteira Engepar, que inicialmente havia sido contratada por R$ 16,5 milhões, mas recebeu pelo menos 11 aditivos e o valor final, segundo o site da transparência, superou os R$ 22,1 milhões. O dinheiro foi procedente de emendas da bancada federal e aporte de R$ 9,3 milhões do Governo do Estado.
No sentido contrário, a obra ficou sob responsabilidade da Equipe Engenharia, que foi contratada pelo Governo do Estado, e consumiu em torno de R$ 16 milhões, totalmente bancados pela administração estadual.
Para reduzir o risco de acidentes, cavalete e cones foram colocados pela Agetran nos buracos que surgiram na Duque de Caxias



