Cidades

Corumbá

Cachorro morre durante viagem em bagageiro de ônibus e causa revolta

Empresa afirma que transporte foi feito conforme legislação vigente

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Um cachorro morreu depois de ser transportado de Campo Grande a Corumbá no bagageiro de um ônibus de viagem da empresa Andorinha, na manhã desta sexta-feira (8) e revoltou organizações de proteção ao animal, que afirmam que o local é inapropriado e o cão teria morrido por conta da falta de ventilação. A empresa diz que o transporte foi feito conforme a legislação.

De acordo com o site Capital do Pantanal, um boletim de ocorrência foi registrado pelo Grupo de Apoio e Proteção aos Animais (Gapa) para que a a Polícia Civil investigue o caso. Além disso, o grupo disse que vai buscar apoio do Ministério Público Estadual (MPE) para que ocorra mudança na forma de transporte de animais em ônibus.

Presidente do Gapa, Simoni Panovitch disse ao site que o grupo sabe que a Andorinha cumpriu as normas de transporte, mas questiona a legislação. “O local tem calor excessivo, não tem a menor refrigeração, pode ter escape de fumaça e a sedação dura no máximo duas horas, o animal fica estressado e se revolta”, afirmou.

Gisiel Rodrigues, gerente da filial da Andorinha em Corumbá, explicou que a responsabilidade do ocorrido não é da empresa, que respeita e legislação vigente no estado para o transporte de animais, estabelecidas pela Agência Nacional de Trasnportes Terrestres (ANTT) e Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos (Agepan).

Segundo a gerente, o cachorro foi transportado sozinho no bagageiro, dentro de uma caixa de transporte e não havia malas no compartimento. “O motorista nos afirmou que o proprietário teve livre acesso ao animal durante as paradas, pôde dar água e verificar o estado do seu cão”, explicou.

Gisiel disse ainda que acredita que possa ter ocorrido excesso de medicação tranquilizante, já que o passageiro dono do animal é boliviano e vinha de outra viagem. O proprietário não prestou queixas contra a empresa.

LEGISLAÇÃO

Segundo instrução normativa do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), para o transporte de cães e gatos é necessário apenas o atestado de saúde assinado por veterinário habilitado. A acomodação dos animais em viagens é definida pela empresa responsável pelo transporte.

Ainda segundo o Mapa, as exigências variam e o animal pode viajar em qualquer compartimento, desde que seu peso e gaiola sejam compatíveis com o ambiente e com as exigências da empresa transportadora.

Em seu site, a Andorinha tem um comunicado aos passageiros, onde afirma que cumpre a instrução normativa nº 18, de 18 de julho de 2006 do Mapa e segue um padrão de normas sobre o transporte de animais no serviço rodoviário e as normas da ANTT e Agepan.

Além do atestado sanitário, a empresa exige carteira de vacinação atualizada e Guia de Transporte de Animal (GTA). Ainda conforme a lei, há as seguintes exigências:

“O animal será transportado somente no bagageiro do ônibus, sendo necessário acondicioná-lo em uma caixa ou gaiola apropriada; é recomendável que o proprietário tranquilize o animal mediante uso de medicamentos específicos, prescritos por médico veterinário; nas paradas feitas durante a viagem o dono esteja atento à situação do animal, como alimentá-lo”.

O último item normativo diz que a Empresa Andorinha em nenhuma hipótese se responsabilizará pelo estado do animal, se este vier a adoecer ou morrer.

Moda com Desconto

Bazar tem peças de marcas famosas a partir de R$ 10 em Campo Grande

Evento reúne mais de 12 mil itens com descontos de até 90% no Clube Estoril

03/09/2026 18h15

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Quem gosta de garimpar roupas de marca por preços baixos terá uma nova oportunidade neste domingo (6), em Campo Grande. O Breshop, Bazar Beneficente reúne mais de 12 mil peças no Clube Estoril, no Jardim Autonomista, com valores a partir de R$ 10 e descontos que chegam a 90%.

Entre os itens estão roupas, calçados e acessórios de marcas como Ralph Lauren, Armani, Adidas, Lacoste, Farm, Animale, Le Lis Blanc, Arezzo, Zara, Calvin Klein, Santa Lolla e John John, entre outras.

As peças estarão disponíveis para públicos de diferentes idades e estilos. Os pagamentos poderão ser parcelados em até seis vezes sem juros.

Além dos preços mais baixos, o evento tem caráter beneficente. Parte da renda das vendas será destinada a projetos sociais como a Casa da União Lar de Santana, o Projeto Notas de Alegria e o Viver Bem.

A edição anterior do bazar, realizada em 2025, arrecadou mais de 10 mil peças. Cerca de 7 mil foram vendidas durante o evento, que recebeu aproximadamente 2,2 mil pessoas.

Segundo a organização, mais de 150 famílias atendidas pela Casa da União Lar de Santana foram beneficiadas com a arrecadação daquela edição.

A proposta do Breshop é dar novo destino às peças que seriam deixadas de lado e transformar as vendas em recursos para os projetos sociais.

Serviço

Breshop – Bazar Beneficente

Data: 6 de setembro
Horário: das 12h às 17h
Local: Clube Estoril
Endereço: Rua Silvina Tomé Veríssimo, nº 20, Jardim Autonomista
 

Caso Fabiola Marcotti

Médico acusado de matar esposa é preso pela 3ª vez em Campo Grande

Cardiologista João Jazbik Neto, de 78 anos, havia sido solto há apenas 14 dias; perícias levaram a Polícia Civil a descartar a hipótese de suicídio de Fabiola Marcotti.

03/09/2026 17h54

Polícia Científica e equipes da Polícia Civil durante as investigações na chácara onde Fabiola Marcotti foi encontrada morta, em Campo Grande.

Polícia Científica e equipes da Polícia Civil durante as investigações na chácara onde Fabiola Marcotti foi encontrada morta, em Campo Grande. Foto: Gerson Oliveira/Correio do Estado.

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Pela terceira vez desde a morte da fisioterapeuta Fabiola Marcotti, de 51 anos, o médico acusado pelo caso voltou a ser preso em Campo Grande. João Jazbik Neto, de 78 anos, foi detido nesta quinta-feira (3), apenas 14 dias depois de ter deixado a prisão por força de um habeas corpus.

A nova detenção ocorre em meio a uma investigação que sofreu uma reviravolta desde 18 de maio, quando Fabiola foi encontrada com um tiro na cabeça na chácara onde vivia com o marido, na região da Chácara dos Poderes, em Campo Grande.

Inicialmente apresentada como um possível suicídio, a morte passou a ser tratada pela Polícia Civil como feminicídio após o avanço das perícias e das diligências.

O caso começou a ser apurado sob uma versão completamente diferente daquela sustentada atualmente pela Polícia Civil.

Quando Fabiola foi encontrada morta, em 18 de maio, na chácara onde vivia com o marido, na região da Chácara dos Poderes, a ocorrência foi inicialmente comunicada como possível suicídio. João Jazbik Neto nega envolvimento na morte da esposa.

Ao longo da investigação, entretanto, exames periciais, depoimentos, dados extraídos de celulares e outros elementos reunidos no inquérito levaram a Polícia Civil a descartar a hipótese de suicídio e indiciar o cardiologista por feminicídio, além de outros crimes. 

Morte foi apresentada como suicídio

De acordo com o relatório final da investigação, Fabiola foi encontrada por volta das 11h do dia 18 de maio, dentro de um quarto da residência do casal.

A Polícia Civil registra que João fez uma ligação antes do acionamento policial e, posteriormente, passou a informar que a esposa teria cometido suicídio. Quando os investigadores chegaram ao imóvel, porém, a análise inicial da cena levantou questionamentos sobre essa versão. 

Entre os pontos observados estavam a posição em que Fabiola foi encontrada, marcas de sangue e a trajetória do projétil.

A investigação também registrou que, durante as primeiras diligências, testemunhas disseram que João teria determinado a retirada de armas e munições existentes na propriedade.

Segundo o relatório policial, um “expressivo arsenal” acabou localizado durante buscas no imóvel, incluindo armas de uso restrito, carabinas, espingardas e centenas de munições. 

Perícias contrariaram hipótese de suicídio

A mudança no rumo da investigação ganhou força com os resultados dos exames periciais. Conforme o relatório final da Polícia Civil, a perícia realizada no corpo e na cena apontou elementos considerados incompatíveis com um disparo autoinfligido, ou seja, provocado pela própria vítima contra si mesma.

Os peritos analisaram, entre outros fatores, a trajetória do projétil, o posicionamento do corpo, vestígios de sangue e as características do ferimento. A conclusão registrada pela investigação foi de que a dinâmica encontrada não correspondia à hipótese inicialmente apresentada de suicídio. 

O laudo necroscópico também foi considerado relevante. Segundo o relatório policial, os exames realizados pelo Instituto de Medicina e Odontologia Legal (IMOL) convergiram para a conclusão de que a vítima não teria cometido suicídio. 

Outro elemento citado pelos investigadores é o exame de confronto balístico. A Polícia Civil afirma que a análise relacionou o projétil encontrado no quadro que ficava atrás do corpo de Fabiola ao revólver Smith & Wesson calibre .357 localizado na ocorrência.

Exame apontou resíduos na mão do médico

Um dos elementos destacados no relatório final é o resultado de exame para detecção de resíduos de disparo de arma de fogo.

Segundo a Polícia Civil, a análise apontou resíduos na mão direita de João. Para os investigadores, o resultado indica que ele efetuou ou manuseou recentemente uma arma de fogo. 

O dado foi incorporado ao conjunto de provas analisado no inquérito, ao lado dos exames da cena, dos laudos médico-legais, do confronto balístico e das declarações colhidas ao longo das diligências.

A investigação também analisou informações extraídas dos aparelhos celulares apreendidos, com autorização judicial, e identificou conversas consideradas relevantes para a reconstrução dos acontecimentos.

Diário de Fabiola entrou na investigação

Outro documento considerado importante pela Polícia Civil foi um diário atribuído a Fabiola. Uma perícia grafotécnica, exame que analisa características da escrita para identificar sua autoria, confirmou, segundo o relatório, que as anotações foram feitas pela própria fisioterapeuta.

Os investigadores passaram então a analisar as anotações como parte da apuração sobre o relacionamento do casal. 

De acordo com a interpretação apresentada pela Polícia Civil no relatório final, os registros descrevem episódios de controle, isolamento, medo e sofrimento psicológico.

Familiares e outras testemunhas também foram ouvidos durante a investigação. Para a Polícia Civil, o conjunto formado pelos depoimentos e pelas anotações reforçou a hipótese de um histórico de violência psicológica anterior à morte.

Polícia indicou médico por feminicídio

Ao concluir o inquérito, a Polícia Civil sustentou que havia materialidade do crime e indícios de autoria suficientes para o indiciamento de João.

Além do feminicídio, o relatório policial atribuiu ao cardiologista suspeitas de fraude processual, violência psicológica e crimes relacionados à posse de armas de fogo. O documento foi encaminhado ao Poder Judiciário para prosseguimento do caso.

O material reunido pela investigação inclui dezenas de armas e munições submetidas a exames. Entre os itens encaminhados à perícia aparecem carabinas, espingardas e diferentes calibres de munição. 

João, contudo, mantém a negativa de participação na morte da esposa. A responsabilização criminal definitiva dependerá do andamento do processo e das decisões da Justiça.

Terceira prisão

Desde a morte de Fabiola, a situação do cardiologista diante da Justiça sofreu sucessivas mudanças. A prisão desta quinta-feira representa a terceira vez em que João é levado ao sistema prisional no decorrer do caso.

Na detenção anterior, ocorrida em 15 de agosto, ele permaneceu preso por cinco dias, até deixar a cadeia em 20 de agosto após a concessão de habeas corpus.

Agora, duas semanas depois de recuperar a liberdade, o médico volta a ser preso enquanto o caso segue sob análise do Judiciário.

A nova ordem acrescenta mais um capítulo a uma investigação que começou com a comunicação de uma possível morte por suicídio e, após meses de perícias e diligências, terminou com o cardiologista indiciado pela Polícia Civil pela suspeita de matar a própria esposa.

O que diz a defesa

A equipe de reportagem do Correio do Estado procurou a defesa de João Jazbik Neto para obter um posicionamento sobre a nova prisão e os elementos apontados pela investigação. Até a publicação desta reportagem, não houve retorno. O espaço permanece aberto para manifestação.

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