Cidades

Enem dos Concursos

Caderno do candidato do Concurso Nacional Unificado já tem local para ser divulgado

A prova será realizada em dois horários diferentes. O exame da manhã começará às 9h (horário de Brasília), com a abertura dos portões às 7h30 e o fechamento será 8h30

Continue lendo...

O site do CNU (Concurso Nacional Unificado) já tem um espaço para a publicação do caderno de questões. A seção, no entanto, está em "construção".

Por medida de segurança, a prova do "Enem dos Concursos" não poderá ser levada para casa pelos candidatos, o que gerou críticas nas redes sociais. As respostas não poderão ser anotadas no cartão de inscrição, que não poderá ter rasuras.

Os exames da seleção, a maior já realizada no país, 6.640 vagas em 21 órgãos públicos, ocorrerão em 228 cidades, incluindo todas as capitais no próximo domingo, 5 de maio. Ao todo, são 2,1 milhões de inscritos.

A prova será realizada em dois horários diferentes. O exame da manhã começará às 9h (horário de Brasília), com a abertura dos portões às 7h30 e o fechamento será 8h30. A duração será de 2h30.

No mesmo dia ocorrerá a segunda prova, que iniciará às 14h30, com os portões abrindo às 13h e fechando às 14h. Os concorrentes terão 3h30 para entregar o teste. De acordo com o ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, os candidatos deverão deixar o local de prova no intervalo dos dois exames.

A pasta também promete disponibilizar os cadernos de questões a partir das 20h de 5 de maio. O gabarito oficial será divulgado em 7 de maio. Os candidatos poderão recorrer das questões ou do gabarito entre 7 e 8 de maio. O ministério avalia que a proibição de o concorrente realizar anotações no cartão de inscrição ou levar o caderno de prova para casa não impede que ele possa contestar o exame.

"Quando um candidato recorre, ela está dizendo que o gabarito da resposta apontado para uma questão da prova está errado e que precisa ser corrigido. O recurso não se refere à resposta da pessoa, ou seja, o que ela anotou no cartão de resposta, o recurso se refere ao gabarito da questão. Dessa forma não há prejuízo, não há falta de transparência ou falta de isonomia. O direito de recorrer está plenamente preservado", afirma o ministério.

RECURSO SÓ NO SITE OFICIAL

O recurso deve ser feito somente através do site oficial do CNU e será disponibilizado um item chamado Interposição de Recursos no site. No recurso, o candidato não deve se identificar e precisa preencher as informações solicitadas. Não serão aceitos os pedidos enviados por email, fax, Correios ou após o dia 8 de maio.

A imagem digital das provas discursivas serão disponibilizadas em 21 de junho, e o pedido de revisão poderá ser feito entre 21 e 22 de junho.

O QUE FAZER ANTES DA PROVA

A organização do concurso recomenda que o candidato imprima o cartão de confirmação, que está disponível desde a última quinta-feira (25) e tem o número de inscrição, data, hora e local de prova, além de detalhes sobre atendimentos especializados ou tratamento por nome social.

Caso haja necessidade de correção de informações no cartão, os candidatos devem entrar em contato com a Fundação Cesgranrio pelo telefone 0800-7012028. Não será possível alterar a cidade do local da prova.

O ministério sugere que o concorrente visite o local com antecedência para saber o tempo de deslocamento e a melhor forma de chegar. Como não será possível permanecer no local durante o intervalo entre as duas provas, é indicado também que ele já veja alternativas para almoçar. Durante o exame, o candidato só poderá levar lanche com embalagem lacrada e a garrafa de água deverá estar sem rótulo e, de preferência, ser transparente.

O QUE É PERMITIDO OU NÃO NO DIA DA PROVA

O concorrente deverá levar caneta preta transparente e não serão permitidas canetas de outras cores, lápis, borracha e outros.

É proibido o uso de boné, chapéu, gorro, óculos escuro ou similares, protetores auriculares ou fones de ouvido durante a prova. Celulares e relógios deverão ser guardados nos envelopes porta-objetos, que serão fornecidos pelos fiscais de sala. Os celulares devem ser desligados antes de serem guardados.

Será solicitada a apresentação de um documento de identificação com foto. Ele deve ser original e não serão aceitas cópias ou autenticações. Os documentos podem ser os seguintes:

  • Carteiras expedidas pelos Comandos Militares, pelas Secretarias de Segurança Pública, pelos Institutos de Identificação e pelos Corpos de Bombeiros
  • Carteiras expedidas pelos órgãos fiscalizadores de exercício profissional (Ordens, Conselhos)
  • Cartão de identidade do trabalhador
  •  Passaporte brasileiro
  • Certificado de reservista ou dispensa de incorporação (com foto)
  •  Carteiras funcionais do Ministério Público
  •  Carteiras funcionais expedidas por órgão público, que, por Lei Federal, valham como identidade
  • -Carteira de trabalho
  • CNH (Carteira Nacional de habilitação), somente modelo com foto aprovado pelo artigo 159 da Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997)
  • Documentos digitais, com foto e assinatura (e-Título, CNH digital e RG digital) apresentados nos respectivos aplicativos oficiais.


Não serão aceitos como documentos para identificação de candidato:

 

  • Cópia do documento de identidade, ainda que autenticada, ou protocolo do documento de identidade
  • Certidões de nascimento
  •  CPF (Cadastro de Pessoa Física)
  • Título do eleitor (impresso ou sem foto)
  • Carteiras de motorista (modelo sem foto)
  • Carteiras de estudante
  • Carteiras funcionais sem valor de identidade
  • RANI (Registro Administrativo de Nascimento Indígena)
  • Documentos ilegíveis, não identificáveis e/ou danificados


No caso dos documentos digitais, a recomendação é que o candidato já baixe no celular o programa do documento que será usado, para evitar problemas com eventuais dificuldades de conexão com a internet no local da prova. O documento digital deve ser mostrado no momento da identificação do candidato.
A organização também realizará a coleta da digital do candidato e exigirá que o candidato escreva uma frase no caderno de provas para teste grafológico como medidas de segurança contra fraude.

Assine o Correio do Estado

OPERAÇÃO LUXÚRIA

Boutique de Campo Grande é investigada por lavar dinheiro para facção

Ação deflagrada pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul mira empresas e bloqueia até R$ 8,1 milhões em bens

10/09/2026 12h15

Operação cumpriu 17 mandados em Campo Grande, Porto Murtinho, Porto Alegre e Rio de Janeiro

Operação cumpriu 17 mandados em Campo Grande, Porto Murtinho, Porto Alegre e Rio de Janeiro Divulgação: MPMS

Continue Lendo...

O Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), cumpriu mandados de busca e apreensão em Campo Grande e Porto Murtinho, na manhã desta quinta-feira (10). A operação é conjunta com o MP do do Rio Grande do Sul (MPRS) e do Rio de Janeiro (MPRJ).

Os alvos da Operação Luxúria são empresas e pessoas físicas investigadas por esquema de lavagem de dinheiro para uma facção criminosa gaúcha. A operação também resultou no bloqueio judicial de até R$ 8,1 milhões em bens. Em Campo Grande, uma boutique de moda feminina, localizada na Avenida Mato Grosso, foi alvo da operação.

O MPMS identificou movimentações patrimoniais e financeiras incompatíveis com a renda declarada pelos investigados. Prática que é usada para conferir aparência de legalidade a recursos provenientes de atividades criminosas.

Segundo as informações apuradas pelo MPRS, sete investigados estariam diretamente vinculados ao núcleo familiar e empresarial envolvido no esquema, além de empresas suspeitas de serem utilizadas como "laranjas", para a ocultação do dinheiro.

A operação tem como objetivo rastrear os bens, identificar outros possíveis envolvidos e reunir novos elementos de prova relacionados ao esquema de lavagem de dinheiro.

Porto Alegre

Em Porto Alegre (RS), uma loja de roupas, joias, artigos de luxo, uma mansão avaliada em cerca de R$ 2,95 milhões em condomínio de alto padrão e dois veículos blindados estão entre os bens atingidos pela Operação Luxúria.

Foram cumpridos 17 mandados de busca e apreensão em Porto Alegre, Rio de Janeiro, Campo Grande e Porto Murtinho.

As investigações apontam que o grupo utilizava empresas, familiares e laranjas para ocultar a origem e a propriedade de recursos ilícitos. A atuação fora do Rio Grande do Sul foi motivada pela identificação de pessoas, empresas, bens e movimentações financeiras ligadas aos investigados em outros estados.

servidores públicos

Após fim dos supersalários, MPMS retoma a transparência

Após omissão de pouco mais de dois anos, nomes de promotores e procuradores voltaram a aparecer no site que divulga seus salários

10/09/2026 12h02

Nomes eram omitidos desde fevereiro de 2024 sob a alegação de a informação colocava em risto a segurança dos promotores

Nomes eram omitidos desde fevereiro de 2024 sob a alegação de a informação colocava em risto a segurança dos promotores

Continue Lendo...

Pouco mais de dois anos depois ter adotado a estratégia de omitir o nome dos promotores e procuradores ao informar o valor dos salários no site da transparência, o Ministério Público de Mato Grosso do Sul voltou a disponibilizar a informação, que agora está disponível a partir dos salários relativos a maio.

Os nomes dos servidores públicos não apareciam no site desde fevereiro de 2024 e reapareceram depois das decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) que impuseram limites aos supersalários de integrantes dos ministérios públicos e do judiciário. 

Na folha de pagamento relativa ao mês de abril, quando teve promotor com até R$ 402 mil, os nomes ainda não aparecem. Depois disso, além de voltar a disponibilizar os nomes, o site da transparência também passou a publicar os salários e os penduricalhos em uma única tabela, o que também atende a uma determinação do STF. Mas, apesar disso, não é feita uma somatória com o valor total dos pagamentos, como faz o Tribunal de Justiça, por exemplo.

Esta mudança, de publicar os valores em uma única tabela, ocorre desde maio. Os nomes dos promotores, porém, somente passaram a aparecer recentemente no site da transparência. O Correio do Estado procurou o MPE em busca da data em que foi feita a atualização do site, mas não obteve retorno.

Em tese, a omissão dos nomes, que foi alvo de uma série de críticas e chegou a render nota zero ao site da transparência do MPMS em rankings divulgados nacionalmente, contrariava a Lei de Acesso à Informação (LAI) e determinação do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).

No site da instituição era possível acompanhar os valores dos salários e de uma série de penduricalhos. Porém, o nome de nenhum promotor ou procurador aparecia. A  única informação era sobre a promotoria na qual o “dono” de determinado vencimento estava atuando.

Quando passou a omitir os nomes, a procuradoria-geral alegou que a mudança no formato de divulgação tinha como objetivo dificultar a raspagem de dados e proteger a segurança dos membros.

A instituição alegou, ainda, que a divulgação nominal da folha de pagamento se enquadra em uma das hipóteses de tratamento de dados pessoais (o que inclui a divulgação) permitidas pela LGPD. O art. 7º, inciso II do texto estabelece que o tratamento pode ser feito se necessário ao “cumprimento de obrigação legal ou regulatória” por quem detém os dados. 

Em 2024, o Instituto Transparência Brasil chegou a solicitar, via Lei de Acesso à Informação (LA) acesso às informações nominas dos salários, mas mesmo assim não obteve acesso. À época, o comando do MPMS alegou que a divulgação dos nomes poderia ser usada “para posterior venda a terceiros”  destas informações. 

Em resposta a um pedido da Transparência Brasil por uma relação de casos em que a segurança pessoal de promotores ou procuradores foi comprometida pela divulgação de remunerações, o MPMS alegou que o fornecimento de eventuais informações sobre esse tipo de ocorrência geraria riscos aos membros e à segurança do próprio órgão. 

Conforme entendimento do STF, que virou tese de repercussão geral ainda em 2015, a divulgação nominal da remuneração de servidores públicos é legítima e não configura violação de privacidade. Os ministros entenderam que, nesse caso, prevalece o interesse público pela publicização das informações.

A Lei de Acesso à Informação estabelece que, caso haja necessidade justificada de impor sigilo a alguma informação que componha um conjunto delas, o órgão público pode ocultar ou restringir o acesso apenas aos dados de fato sensíveis (os relativos a membros comprovadamente em risco por conta de suas funções). 

FREIO

Em 25 de março deste ano o STF decidiu que os chamados penduricalhos de promotores e juízes podem superar em até 70% o valor do teto do salário-base, que em Mato Grosso do Sul é de R$ 41.845,48. Isso significa que o valor máximo deve ser de R$ 71.146,00.

Mesmo assim, praticamente todos os 37 procuradores e promotores mais antigos receberam, em julho, acima de R$ 80 mil. O salário-base foi de R$ 41,8 mil. Além disso, receberam R$ 14,6 mil a título de Valorização por Tempo de Antiguidade na Carreira e o mesmo valor por um penduricalho chamado de Gratificação pelo Exercício Cumulativo de Cargo, Função, Ofício ou Atribuição. Some-se a isso o auxílio-saúde, de R$ 6 mil.

Além disso, pelo menos 40 deles recebem um acréscimo de quase R$ 6,5 mil relativo ao chamado abono de permanência. O pagamento ocorre porque eles já poderiam estar aposentados, mas seguem trabalhando. Por conta disso, recebem a devolução daquilo que é descontado a título de previdência social, o que é um direito de todos os servidores públicos, embora nem todas as instituições paguem. 

Mas, apesar de ainda haver pagamentos que superam o limite imposto pelo STF, os cofres públicos estão tendo significativa economia depois da decisã. Até março deste ano, antes da decisão do STF, o custo mensal dos cerca de 230 promotores e procuradores era da ordem de R$ 28 milhões. Depois disso, caiu para a casa dos R$ 17 milhões mensais.

Na manhã desta quarta-feira (10) o Correio do Estado procurou o MPMS para saber a data exata em que os nomes voltaram a aparecer no site da transparência e as razões que levaram a instituição a reabrir as informações, mas até a pública da reportagem não havia obtido retorno. 

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).