Cidades

Manifestação

Caminhada pela paz em Corumbá fecha comércios e mobiliza mais de uma centena de pessoas

Evento aconteceu na rua principal do Centro e serviu para chamar a atenção sobre a guerra no Oriente Médio

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As bandeiras palestina e brasileira misturaram-se na rua Frei Mariano, principal via comercial do Centro de Corumbá, durante a caminhada da paz promovida pela Sociedade Árabe Palestina do município, na tarde desta quarta-feira (18). O intuito do ato, que mobilizou mais de uma centena de pessoas, foi alertar para o massacre que está ocorrendo com a guerra no Oriente Médio, entre Israel e palestinos, principalmente com ataques na Faixa de Gaza. 

Crédito: Rodolfo César

Ao menos 15 comércios espalhados pelas ruas Delamare, Frei Mariano, Treze de Junho e Antônio Maria Coelho também ficaram fechados à tarde e tinham um cartaz na porta para anunciar o apoio ao povo palestino. A grande maioria desses estabelecimentos é de proprietários descendentes de árabes e palestinos.

Nesta quarta-feira, a guerra já tinha matado 1,4 mil israelenses e 3.450 palestinos, conforme o Ministério da Saúde de Gaza. Além disso, há milhares de feridos e reféns em ambos os lados. Os ataques mais intensos começaram em 7 de outubro e já se passaram 11 dias de tensão e foguetes sendo arremessados.

A iniciativa de se realizar a caminhada partiu da conversa de integrantes da Sociedade Árabe Palestina em Corumbá, do Comitê Corumbá pela Paz, do Comitê 29 de Novembro de Solidariedade ao Povo Palestino e Observatário da Cidadania e Direitos Humanos e Organização de Cidadania, Cultura e Meio Ambiente. Houve um caminhão de som para acompanhar as pessoas e um outro veículo menor para dar suporte com água.

Filhos e filhas de descendentes palestinos e árabes, todos crianças, ditaram o ritmo da caminhada com uma bandeira de mais de 3 metros da Palestina que foi segurada. No caminhão de som, narradores revezaram-se em dar notícias sobre o conflito, sobre as tragédias já registradas e sobre pedidos de paz entre os povos.

O comerciante e também integrante da Sociedade Árabe Palestina, Nasser Safa, comentou que as atrocidades da guerra estão deixando marcas. “Vemos que muito do que acontece lá é distorcido, Gaza virou um holocausto cometido por Israel. O mínimo que podemos fazer é sair em passeata em apoio ao nosso povo, aos nossos queridos irmãos e por nossas crianças que estão sendo massacradas e o mundo assistindo como se fosse um filme de Hollywood”, reforçou Safa.

 A capital do Pantanal tem uma das maiores comunidades palestinas do Centro-Oeste, com cerca de 420 pessoas.Grande parte dessas pessoas são da região de Kafr Malik. A localidade fica a cerca de 56 km de Jerusalém, ao norte, e a cerca de 100 km da Faixa de Gaza, além de estar localizada no território da Cisjordânia atualmente.

Como a rua Frei Mariano foi o principal palco dessa caminhada, a Guarda Municipal e a Polícia Militar deram apoio e fecharam os acessos da via principal enquanto havia passeata. A Polícia Militar também prestou apoio. 

Não há, ainda, sinais de que a guerra entre palestinos e israelense deve afrouxar nas próximas semanas. Além disso, o Exército de Israel fechou os acessos de Gaza para que ajuda humanitária e outros itens possam chegar a pessoas que estão na zona de conflito.

CAMPO GRANDE

Adriane exclui presidentes da Agereg e Agetran de comissão que investiga Consórcio Guaicurus

Prefeita reformulou grupo responsável por apurar causas e responsabilidades que levaram à intervenção no transporte coletivo

11/08/2026 12h25

Paulo da Silva, presidente da Agereg, e Ciro Vieira Ferreira, presidente da Agetran, deixaram a comissão responsável por apurar causas e responsabilidades relacionadas à intervenção no transporte coletivo de Campo Grande

Paulo da Silva, presidente da Agereg, e Ciro Vieira Ferreira, presidente da Agetran, deixaram a comissão responsável por apurar causas e responsabilidades relacionadas à intervenção no transporte coletivo de Campo Grande Gerson Oliveira

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A prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), retirou os presidentes da Agência Municipal de Regulação dos Serviços Públicos (Agereg), Paulo da Silva, e da Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran), Ciro Vieira Ferreira, da comissão processante responsável por investigar as causas que levaram à intervenção na concessão do transporte coletivo operado pelo Consórcio Guaicurus.

A mudança foi oficializada por meio do Decreto nº 16.714, de 4 de agosto, publicado no Diário Oficial de Campo Grande (Diogrande) desta terça-feira (11). O ato altera a composição definida menos de um mês antes pela própria prefeita, no Decreto nº 16.694, de 15 de julho.

Na formação original, a comissão era composta pelo procurador municipal Edmir Fonseca Rodrigues, pelo presidente da Agereg, Paulo da Silva, e pelo presidente da Agetran, Ciro Vieira Ferreira.

Com a alteração, somente Edmir permanece no grupo. Paulo e Ciro foram substituídos por Wellington Albuquerque Assis Ton e Luciano Assis Silva. O novo decreto não apresenta justificativa para a troca dos integrantes.

Apesar da retirada dos dois presidentes, servidores ligados às duas agências permanecem na comissão.

Wellington Albuquerque Assis Ton é advogado e ocupa cargo de assessor-governamental III na Agetran. Em setembro do ano passado, ele também foi designado para integrar a Comissão de Julgamento de Defesa de Autuação (CJDA) da agência.

Já Luciano Assis Silva é diretor de Estudos Econômico-Financeiros da Agereg e tem atuação diretamente relacionada à análise da concessão do transporte coletivo. Formado em Administração, ele ingressou na agência em 2023 e assumiu a diretoria em abril de 2024.

Luciano, inclusive, foi ouvido em 2025 pela CPI do Transporte Coletivo da Câmara Municipal. Na ocasião, prestou esclarecimentos sobre o acompanhamento do equilíbrio econômico-financeiro do contrato e sobre a fiscalização exercida pela agência.

A comissão processante foi criada em julho para conduzir o procedimento administrativo previsto na Lei Federal nº 8.987/1995, a Lei das Concessões, após a Prefeitura decretar intervenção no Contrato de Concessão nº 330/2012, firmado com o Consórcio Guaicurus.

O procedimento tem entre seus objetivos comprovar as causas que determinaram a intervenção, apurar eventuais responsabilidades da concessionária, de seus administradores e de terceiros, além de examinar possíveis irregularidades operacionais, administrativas, financeiras e contratuais.

A comissão também deverá avaliar o cumprimento das obrigações contratuais, regulatórias e legais assumidas pelo Consórcio Guaicurus e reunir elementos para a Prefeitura decidir sobre a manutenção ou cessação da intervenção e até uma eventual extinção da concessão.

Entre as atribuições do colegiado estão requisitar documentos e informações, colher depoimentos, determinar diligências, inspeções e perícias e assegurar ao Consórcio Guaicurus o contraditório e a ampla defesa.

Ao término do procedimento, o grupo terá de elaborar relatório conclusivo com os fatos apurados, análise das provas, identificação das causas da intervenção, indicação de eventuais responsabilidades e recomendação sobre as providências administrativas a serem tomadas.

O prazo máximo estabelecido para a conclusão do procedimento é de 180 dias.

 

NOVA TENTATIVA

Prefeitura reabre licitação para centro esportivo no Jacques da Luz

Em janeiro deste ano, o certame terminou sem nenhuma empresa interessada no projeto

11/08/2026 11h20

Parque Jacques da Luz, localizado no bairro Moreninhas III, em Campo Grande

Parque Jacques da Luz, localizado no bairro Moreninhas III, em Campo Grande Divulgação: Prefeitura de Campo Grande

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A Prefeitura de Campo Grande reabriu uma licitação para contratar uma empresa especializada para construção do novo centro esportivo no Parque Jacques da Luz, localizado no bairro Moreninhas III. 

A solicitação foi feita pela Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep). A licitação será realizada em item único e será escolhida a empresa que oferecer o menor preço. O valor total para a licitação é de R$ 1.461.314,09.

Esta é a segunda vez que o Executivo abre este processo de licitação no ano. No dia 9 de janeiro, a Prefeitura de Campo Grande tornou pública a concorrência eletrônica para empresas interessadas nas obras de construção do novo centro esportivo. Naquele momento, a licitação era no valor de R$ 1,388 milhão.

Porém, no dia 12 de janeiro, quando o prazo foi encerrado, a Secretaria Especial de Licitações e Contratos comunicou, através da publicação no Diário Oficial de Campo Grande (Diogrande), o resultado do certame e declarou como deserto, ou seja, nenhuma empresa apresentou proposta.

Projeto

O projeto básico do Centro Esportivo Comunitário compreende uma área total de 3.000,00 m² no Parque Jacques da Luz. A obra incluirá os seguintes equipamentos e estruturas:

  • campo de futebol society, com gramado sintético e fechamento com alambrado;
  • meia quadra de basquete, com piso em concreto polido e demarcação esportiva;
  • playground (parque infantil) com brinquedos seguros e estrutura adequada para diferentes faixas etárias;
  • pista de caminhada com piso apropriado e sinalização;
  • área de jardim e paisagismo, para integração ambiental e estética do espaço.
Parque Jacques da Luz, localizado no bairro Moreninhas III, em Campo Grande

As empresas interessadas podem enviar suas propostas até às 07h44min (horário de MS) do dia 27 de agosto. O edital da licitação traz todas as informações de documentação e requisitos para contratação.

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