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Campanha de vacinação contra a gripe começa neste sábado; veja quem pode se vacinar

Nas regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste, a circulação do vírus tende a crescer a partir de março, com pico em abril. No Norte, a sazonalidade começa entre dezembro e janeiro

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A campanha de vacinação contra o influenza, vírus causador da gripe, começa neste sábado, 28, nas regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul do Brasil. No Norte, a iniciativa acontece no segundo semestre em razão da sazonalidade do vírus.

A mobilização prioriza crianças, gestantes e idosos, grupos mais suscetíveis a formas graves da doença. Como lembra Isabella Ballalai, diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações (Sbim), o vírus influenza é uma das causas de síndrome respiratória aguda grave (SRAG), podendo levar à hospitalização, à necessidade de UTI e ventilação mecânica, e à morte.

É fundamental ficar atento e não subestimar os riscos, ressalta a médica. "A gripe, não raramente, evolui para uma pneumonia bacteriana. Então, é uma doença muito relevante."

Isabella alerta ainda que, embora existam grupos de alto risco, desfechos graves podem acontecer com qualquer pessoa.

Aumento de casos

A campanha ocorre em meio ao avanço das tendências de SRAG de longo e curto prazo em todo o Brasil, com 22 estados em alerta, risco ou alto risco, conforme o boletim InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), desta quinta-feira, 26. O crescimento é impulsionado pela alta na circulação do influenza A (um dos quatro tipos causadores de gripe), rinovírus e vírus sincicial respiratório (VSR).

Até 14 de março, o País registrou 14,3 mil notificações de SRAG e cerca de 840 mortes. O vírus influenza foi responsável por 28,1% dos casos graves identificados.

O grupo mais vulnerável a complicações, internações e óbitos inclui idosos, crianças com menos de 6 anos, gestantes e pessoas com comorbidades. A vacinação desse público é a principal medida para evitar formas graves e mortes pela doença.

Diante dos números, Isabella lembra que a vacinação também tem impactos positivos no próprio sistema de saúde. De acordo com a médica, a gripe é um dos principais motivos de superlotação das emergências, o que compromete a estrutura e a disponibilidade de vagas para pacientes com outras necessidades.

Sazonalidade

Nas regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste, a circulação do vírus tende a crescer a partir de março, com pico em abril. No Norte, a sazonalidade começa entre dezembro e janeiro.

Segundo Isabella, o clima é um fator determinante nesse comportamento. Os meses de inverno concentram mais casos porque o frio e o ar seco alteram o "ecossistema" das vias respiratórias, o que favorece a infecção.

A diretora da Sbim ainda esclarece que não é o frio em si que causa a gripe. O que ocorre é uma combinação entre o ambiente das vias respiratórias afetado pelas baixas temperaturas e a presença do vírus, que tem incubação muito rápida, de cerca de 24 horas.

A especialista ressalta, no entanto, que as infecções não se restringem a essas épocas e ocorrem ao longo de todo o ano, mesmo em períodos de calor.

"No ano passado, por exemplo, tivemos um surto importante de gripe fora das sazonalidades, no final do ano. O frio aumenta o risco, mas a doença não ocorre só nesses meses (de inverno)", destaca.

Quem pode se vacinar?

A vacina influenza trivalente é oferecida gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e é indicada, prioritariamente, para crianças de 6 meses a 5 anos e 11 meses, idosos e gestantes

De acordo com o Ministério da Saúde, o esquema vacinal para crianças de 6 meses a 8 anos depende do histórico de vacinação. Quem já foi vacinado anteriormente recebe uma dose. Quem ainda não foi precisa tomar duas, com intervalo mínimo de quatro semanas entre elas.

A imunização é feita anualmente porque o vírus influenza muda com frequência. A cada campanha, as vacinas são atualizadas para contemplar as cepas em circulação, o que torna a vacinação periódica essencial. A aplicação pode ser feita no mesmo dia que outras vacinas do Calendário Nacional, como a da covid-19.

Para a campanha, o ministério disponibilizou 15,7 milhões de doses para estados e municípios. O Estado de São Paulo recebeu cerca de 3 milhões de doses, que estão sendo distribuídas aos municípios.

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Ministério da Saúde firma parceria para produzir remédio oncológico nacionalmente

A ideia é que a produção local amplie o uso da terapia no Sistema Único de Saúde, onde já é utilizada no tratamento de melanoma

27/03/2026 19h00

Crédito: Marcelo Casal Jr / Agência Brasil

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O Ministério da Saúde anunciou na quinta-feira, 26, um termo de compromisso de transferência de tecnologia com a farmacêutica estadunidense Merck Sharp & Dohme (MSD) para viabilizar a produção nacional do medicamento oncológico pembrolizumabe (comercializado como Keytruda).

A ideia é que a produção local amplie o uso da terapia no Sistema Único de Saúde (SUS), onde já é utilizada no tratamento de melanoma. O medicamento é um tipo de imunoterapia. Ele atua reativando células de defesa do paciente, fortalecendo a resposta imunológica contra a doença.

Além da oferta no tratamento do melanoma, o uso da terapia para pacientes com câncer de mama, pulmão, esôfago e colo do útero está em análise na Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec).

A cooperação segue o modelo de Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP) e prevê que a MSD atue em conjunto com o Instituto Butantan.

"Essa é uma PDP que começa agora e ao longo de 10 anos o Instituto Butantan vai incorporar essa capacidade produtiva e ser capaz de produzir no Brasil um medicamento que é muito importante", destaca Fernanda De Negri, secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação, em comunicado à imprensa.

Doenças negligenciadas

Durante o evento de oficialização, o governo também anunciou a criação da primeira encomenda tecnológica voltada ao combate de doenças que atingem populações vulneráveis, como hanseníase, tuberculose, doença de Chagas e leishmaniose.

Para isso, o ministério firmou um acordo de cooperação técnica (ACT) com a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), que vai viabilizar a iniciativa. A expectativa é que a chamada pública seja lançada ainda em 2026.

A parceria prevê apoio técnico da ABDI em etapas como definição de demandas, escuta de mercado, avaliação de riscos tecnológicos e seleção de instituições participantes, enquanto o ministério será responsável pelas decisões e diretrizes estratégicas e implementação do instrumento.

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Juíza manda Estado pagar mais R$ 17,8 milhões por brejo que virou piscinão

Agesul avaliou a área de 1,3 hectare em R$ R$ 5,76 milhões, mas agora decisão judicial manda pagar R$ 23,59 milhões

27/03/2026 19h00

Piscinão foi construído para conter uma das erosões que estavam assoreando o lago do Parque das Nações Indígenas

Piscinão foi construído para conter uma das erosões que estavam assoreando o lago do Parque das Nações Indígenas

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Decisão da juíza Paulinne Simões de Souza, da 1ª Vara de Fazenda Pública e de Registros Públicos de Campo Grande, publicada no diário oficial da Justiça desta sexta-feira (27), condena o Governo do Estado a pagar mais  R$ 17,83 milhões  pela área próxima ao Parque dos Poderes que foi transformada em piscinão para ajudar a conter o assoreamento do lago do Parque das Nações Indígenas, um dos principais cartões postais da Capital.

Em junho de 2021 a Agesul desapropriou uma área de 13,8 mil metros quadrados no entroncamento da Avenida do Poeta com Rua Jornalista Marcos Fernando Hugo Rodrigues (fundos do Cetremi), próximo da rotatória de acesso ao Parque dos Poderes e perto do condomínio Beirute. 

Na época, o terreno, que era um brejo, foi avaliado em R$ 5,76 milhões pelos técnicos da Agesul. O dinheiro foi depositado na conta dos proprieários do imóvel, entre eles Anagildes Caetano de Oliveira (um dos proprietários da construtora Progemix). 

Porém, eles entenderam que o valor estava abaixo daquilo que o terreno valia e recorreram à Justiça, exigindo R$ 56,8 milhões, uma vez que argumentavam que o metro quadrado naquela região, uma das mais nobres de Campo Grande, valia R$ 4,1 mil. 

Mas, a Justiça contratou uma perícia e o valor aceito pela juíza acabou ficando em R$ 23,59 milhões, o que equivale R$ 1,7 mil por metro quadrado. E, como o Estado já depositou R$ 5,70 milhões,  o Estado agora terá de pagar a diferença, da ordem de R$ 17,83 milhões, sem contabilizar as correções dos últimos quatro anos. 

Piscinão foi construído para conter uma das erosões que estavam assoreando o lago do Parque das Nações IndígenasÁrea total pertencente à Progemix tem 8,4 hecteres

Entre os argumentos utilizados pelo Governo do Estado para fixar o valor inicial está o fato de que a área desapropriada era composta por brejo (nascente do córrego Joaquim Joaquim Português). E, depois da construção do piscinão, o restante do imóvel, que tinha pouco mais de 84 mil metros quadrados, sofreu valorização porque a área de brejo encolheu e a área utilizavel do terreno aumentou. 

O imóvel desapropriado para a construção do piscinão foi comprado pela Progemix em 2014, segundo dados constantes na ação judicial em que os proprietários exigiram a majoração dos valores.  Antes, a maior parte do terreno petencia ao sindicato dos servidores municipais de Campo Grande, o Sisem.

O piscinão, que recebeu investimentos de R$ 4,7 milhões em 2022,  foi construído para conter a erosão na região da nascente do córrego Joaquim Português. A enxurrada que começava naquela região acabou levando milhares de toneladas de terra para o lago do Parque das Nações Indígenas. 

Além do piscinão, do outro lado da Avenida do Poeta (continuação da Avenida Afonso Pena)  foi instalada uma série de tutulações para escoar a água da chuva sem que ela provoque novas erosões em meio à mata do Parque dos Poderes. 

 

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