Cidades

Plantão da vacinação

Campo Grande amplia pontos de vacinação em shoppings e unidades de saúde neste fim de semana

Hoje, a vacinação ocorrerá no shopping Norte Sul Plaza, das 10h às 18h, no shopping Pátio Central, das 09h às 16h e nas Unidades de Saúde Moreninha e Aero Rancho Granja

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Neste fim de semana, a Prefeitura de Campo Grande, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), intensifica a vacinação em diversos pontos estratégicos da cidade. Unidades de saúde e shoppings estarão disponíveis para a imunização da população, com todas as vacinas do calendário, incluindo Covid-19 e Gripe. Não será realizada a vacinação contra a Dengue.

Neste sábado, a vacinação ocorrerá no shopping Norte Sul Plaza, das 10h às 18h, no shopping Pátio Central, das 09h às 16h, além das Unidades de Saúde Moreninha e Aero Rancho Granja, das 7h às 17h. No domingo, dia 07, o shopping Norte Sul Plaza continuará oferecendo a vacinação, das 10h às 18h.

A secretária municipal de Saúde, Rosana Leite de Melo, destaca a importância da adesão da população à campanha de vacinação.

“É fundamental que cada cidadão faça a sua parte, mantendo seu calendário de vacinação em dia. As vacinas são essenciais para prevenir doenças e proteger a saúde de todos, contribuindo para uma comunidade mais saudável e segura para todos”, enfatiza.

Vacinação nas escolas

Nesta semana, o Ministério da Saúde disponibilizou R$ 363,2 mil e R$ 1.9 milhões para os 79 municípios de Mato Grosso do Sul em caráter excepcional para o desenvolvimento de estratégias, mobilização nas escolas e custeio da vacinação. 

Segundo a pasta, o calendário de vacinação nas escolas, firmado com a representação de todos os estados e municípios durante a reunião da Comissão Intergestores Tripartite (CIT) vai até 19 de abril, sendo que cada um pode optar as datas mais oportunas para iniciar a mobilização.

O Programa Saúde na Escola é uma iniciativa conjunta entre o ministério da Saúde e Educação. Os resultados de 2023, de ofertar a aplicação no ambiente escolar, resultou em quase 4 mil cidades brasileiras aderindo à estratégia e o saldo foi positivo.

A ideia de ofertar a vacina nas escolas é colocar a caderneta de vacinação das crianças e adolescentes, menores de 15 anos, em dia. Veja as vacinas que serão ofertadas:

  • Contra poliomielite;
  • Febre Amarela;
  • Meningite ACWY e a tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola);

*Colaborou Laura Brasil

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Diário oficial

Governo de MS cria 'Dia das Mães que Oram pelos Filhos'

Data será comemorada anualmente em 30 de março

15/09/2026 10h00

7º Encontro Estadual das Mães que Oram pelos Filhos, realizado em Campo Grande

7º Encontro Estadual das Mães que Oram pelos Filhos, realizado em Campo Grande Foto: Reprodução Instagram @maesqueorampelosfilhosms

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Governo de Mato Grosso do Sul criou o “Dia Estadual do Movimento Mães que Oram pelos Filhos” que será comemorado anualmente em 30 de março.

A Lei n° 6.623, que institui a data ao calendário oficial de eventos de MS, foi sancionada pelo governador de MS Eduardo Riedel e publicada no Diário Oficial Eletrônico (DOE-MS) nesta terça-feira (15).

Deputados estaduais votaram e aprovaram o projeto, em 9 de setembro, na Assembleia Legislativa (ALEMS).

Confira na íntegra o trecho redigido em Diário Oficial:

7º Encontro Estadual das Mães que Oram pelos Filhos, realizado em Campo Grande

MÃES QUE ORAM PELOS FILHOS

O Movimento Mães que Oram pelos Filhos é uma iniciativa católica que reúne mães para rezar pelos filhos, pela família e pela vida. O objetivo é fortalecer a fé e a vivência cristã.

O movimento se organiza por meio de grupos de oração em paróquias e comunidades.

Os encontros incluem oração pelos filhos e pela família, leitura e reflexão da Bíblia, momentos de louvor e intercessão, formação espiritual, devoção a Nossa Senhora e partilha de experiências e apoio entre as participantes.

A proposta central é que as mães se unam em oração, colocando seus filhos sob a proteção de Deus e pedindo sabedoria para exercer a maternidade.

Em Campo Grande, eventualmente ocorrem encontros do movimento. O último foi sábado (12), no auditório da Universidade Católica Dom Bosco (UCDB).

Saúde

Fraudes e dívida de R$ 800 milhões levam Santa Casa da Capital ao colapso

Com rombo milionário, juros altos e cúpula investigada por desvios, hospital enfrenta crise financeira e paralisação de serviços

15/09/2026 08h15

Santa Casa de Campo Grande foi alvo de operação do Gaeco na sexta-feira; cúpula está presa

Santa Casa de Campo Grande foi alvo de operação do Gaeco na sexta-feira; cúpula está presa Foto: Paulo Ribas / Correio do Estado

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A Associação Beneficente Santa Casa de Campo Grande, maior complexo hospitalar de Mato Grosso do Sul e referência para o atendimento de urgência e emergência em todo o Estado, atravessa o momento mais dramático de sua história centenária.

O colapso da instituição é impulsionado por uma espiral de endividamento bruto que ultrapassa
R$ 800 milhões e por despesas sufocantes com juros bancários, somados a um grave escândalo de corrupção que culminou na prisão da diretoria na sexta-feira.

Os mandados de prisão preventiva atingiram a alta cúpula da entidade investigada por operar esquemas de desvios patrimoniais, fraudes contratuais e lavagem de dinheiro.

Como consequência dessa sangria financeira e institucional, a assistência aos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) sofre paralisações diárias, resultando na suspensão de cirurgias eletivas, cancelamento de consultas e desabastecimento de insumos essenciais.

A relação direta da diretoria com as fraudes foi detalhada pelas investigações do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) e da Polícia Civil, que apontaram a liderança da então presidente da associação, Alir Terra Lima, e do diretor administrativo e financeiro, Rinaldo Hakme Romano, na articulação e no direcionamento irregular de recursos públicos e filantrópicos.

Colapso financeiro

Enquanto os mandados de prisão contra a diretoria eram cumpridos e a extensão das fraudes vinha à tona, a contabilidade oficial da Santa Casa revelava uma instituição à beira da falência técnica ao encerramento do exercício de 2025.

O balanço mais recente do hospital, publicado em julho, mostra uma dívida total exigível de R$ 807 milhões. Ela é composta de um passivo circulante (dívida a curto prazo) de R$ 319,4 milhões e de um passivo não circulante (a longo prazo) de R$ 488,18 milhões.

O deficit anual da instituição registrou um crescimento acentuado de 26,6%, passando de R$ 98,36 milhões no encerramento de 2024 para R$ 124,58 milhões ao fim de 2025.

A situação acumulada também é crítica. As dívidas e obrigações da instituição superam seus bens e recursos em R$ 639,47 milhões. No período de um ano, as contas que precisavam ser pagas a curto prazo aumentaram 47,8%, passando de R$ 214 milhões para R$ 319,4 milhões.

Uma fatia considerável desse rombo decorre dos juros e das multas provocados pelos atrasos nos pagamentos. Apenas em 2025, a Santa Casa contabilizou R$ 68,56 milhões em despesas financeiras. Desse total, R$ 51,91 milhões foram destinados ao pagamento de juros bancários e encargos cobrados por fornecedores em razão de atrasos, ante R$ 45,34 milhões no ano anterior.

Ao mesmo tempo, as dívidas fiscais que precisavam ser pagas a curto prazo mais que dobraram, passando de R$ 66,19 milhões para R$ 134,02 milhões. Além disso, os parcelamentos de impostos federais, contribuições previdenciárias e FGTS dos funcionários que não foram recolhidos somam R$ 177,14 milhões.

Do ponto de vista do caixa, o hospital desembolsou R$ 22,84 milhões em 2025 apenas para pagar juros de empréstimos.

Investigação

A investigação indica que a diretoria manteve contratos milionários mesmo após ser formalmente notificada sobre irregularidades graves.

O caso de maior repercussão envolveu a contratação da empresa Redvalue para a digitalização de documentos do hospital, que recebeu R$ 750 mil por serviços prestados em fração irrisória da meta estipulada.

Mesmo alertada pelo Conselho Fiscal da instituição sobre as inconsistências, a presidência insistiu na manutenção dos repasses, prestou declarações inverídicas aos órgãos de controle e opôs resistência às fiscalizações internas.

O esquema articulado pela cúpula hospitalar envolvia ainda o direcionamento sistemático de contratos da Operadora Santa Casa Saúde Ltda. para empresas pertencentes aos próprios dirigentes, gerando um faturamento superior a R$ 9,6 milhões em um único ano.

A apuração policial identificou transferências bancárias diretas efetuadas das contas desses contratados para a conta pessoal da presidente da instituição.

Além disso, a diretoria atuou na aprovação de aditivos contratuais abusivos e no fracionamento deliberado de valores para ocultar as operações.

Para movimentar a verba desviada, os envolvidos operavam saques em espécie e transferências no valor padronizado de R$ 49.999,00, manobra que a decisão judicial destacou ter sido concebida com o objetivo expresso de “burlar o limite de comunicação compulsória ao Coaf [Conselho de Controle de Atividades Financeiras]”, mecanismo legal fixado em R$ 50 mil para coibir a lavagem de dinheiro.

Ao decretar as prisões preventivas da diretoria, o Judiciário justificou a extrema necessidade de cessar a dilapidação do patrimônio hospitalar e resguardar a ordem pública diante da existência de uma “estrutura organizada voltada para a prática de fraudes contratuais, desvios patrimoniais, falsidades documentais e lavagem de recursos”.

Suspensão de serviços

A combinação entre desvios praticados pela diretoria e o estrangulamento por juros bancários gerou impacto devastador na ponta final da assistência prestada à sociedade.

Responsável por dedicar 84,4% ao SUS, superando a exigência legal de 60% para entidades filantrópicas, o hospital acumulou dívida com fornecedores de insumos, medicamentos e próteses no valor de R$ 90,28 milhões.

Diante da falta recorrente de pagamentos, distribuidores interromperam o fornecimento de materiais básicos, levando ao bloqueio de leitos e ao cancelamento de procedimentos cirúrgicos programados.

Para tentar conter o colapso na saúde pública regional e reorganizar os fluxos de atendimento, a Secretaria Municipal de Saúde de Campo Grande e a Secretaria de Estado de Saúde celebraram um novo instrumento de pactuação contratual com o hospital.

O termo estabeleceu metas assistenciais rigorosas e impôs a obrigação expressa de “manter todos os leitos operacionais sem bloqueio, sem justificativa técnica”, sob pena de aplicação de sanções administrativas e retenção de repasses financeiros.

A reunião que decidiria sobre o novo instrumento de pactuação contratual estava marcada para ontem. 

* Saiba 

Presos e investigados 

Presos

  • 1. Alir Terra Lima – presidente da Associação Beneficente Santa Casa de Campo Grande.
  • 2. Rinaldo Hakme Romano – diretor administrativo e financeiro da instituição.
  • 3. Alessandro Dias Junqueira – gerente administrativo e fiscal de contratos.
  • 4. Paulo Guilherme Gutierres Mariosa – integrante do setor administrativo e financeiro.
  • 5. Monique Gregório de Oliveira – responsável pela medição e confecção dos relatórios de execução dos serviços.
  • 6. Maurício Aparecido Benites – empresário e controlador de fato da empresa Redvalue e do Grupo Exbe.

Situação dos demais citados na representação:

– Jary de Carvalho Castro – (ex-membro da diretoria): Teve o pedido de prisão preventiva indeferido pela Justiça por ausência de contemporaneidade cautelar, já que se desligou da administração em janeiro deste ano.

– Paulo da Cruz Duarte (advogado) e Beatriz Lemes da Silva (gestora da Operadora Santa Casa Saúde): Não tiveram a prisão decretada, mas foram alvo de “afastamento cautelar das funções”, “proibição de acesso às instalações” da entidade e “busca e apreensão domiciliar”.

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