A Capital de Mato Grosso do Sul, segundo o novo Boletim da Infogripe, apresenta aumento de 95% com probabilidade de crescimento de casos de Síndrome respiratória aguda grave (SRAG).
Os dados analisados compreendem a semana epidemiológica referente a 24 até 30 de março.
No país somente em 2024 foram registrados 25.747 casos de SRAG, sendo 11.065 (43,0%) com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório, 10.223 (39,7%) negativos, e ao menos 2.880 (11,2%) aguardando resultado laboratorial.
O boletim foi divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), nesta quinta-feira (04). Apesar de apontar a queda para Covid-19, ocorreu aumento de outras doenças respiratórias, conforme explicou ao Correio do Estado, o Médico Infectologista, Pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz e professor Julio Croda.
"Estamos com queda de COVID-19. E aumento de Vírus Sincicial Respiratórios em crianças menores de 2 anos e Influenza, principalmente em idosos. Estamos entrando no período sazonal desses dois vírus, que é o período do inverno", apontou Croda e destacou a importância da vacinação:
"Então importante a população comparecer na unidade de saúde para receber a vacina de Influenza".
Segundo o Instituto Todos Pela Saúde, a contaminação para Covid-19 caiu para 12%, enquanto a influenza subiu para 25%, e o vírus sincicial respiratório (VCR) teve um aumento de 18% em todo país.

O Infogripe demonstrou que 16 das 27 Capitais apresentam sinal de crescimento de Síndrome respiratória aguda grave, sendo elas: Brasília (DF), Campo Grande (MS), Florianópolis (SC), Fortaleza (CE), Goiânia (GO), João Pessoa(PB), Macapá (AP), Maceió (AL), Manaus (AM), Natal (RN), Palmas (TO), Porto Alegre (RS), Recife(PE), Rio Branco (AC), Salvador (BA) e Vitória (ES).
Seguindo recomendação do Ministério da Saúde, a prefeitura de Campo Grande antecipou a vacinação da gripe em idosos acima de 60 anos, no dia 21 de março.
Conforme noticiado pelo Correio do Estado, nos primeiros dez dias de vacinação 17,5 mil pessoas pertencentes aos públicos prioritários foram vacinadas contra a gripe em Campo Grande.
O público-alvo estimado representa cerca de 300 mil pessoas e nesse período apenas 5,8% procurou uma unidade de saúde para se imunizar.
A pesquisa levantou dados no Brasil, em cada unidade da federação, que indica a incidência de síndrome respiratória por faixa etária.
"No cenário nacional observa-se sinal de queda nos casos de SRAG em praticamente todas as
faixas etárias analisadas, e desaceleração do crescimento nas crianças até 2 anos de idade. Os dados laboratoriais sugerem que tal efeito seja decorrente da manutenção da queda nos casos deCOVID-19 aliada a recente reversão de tendência do rinovírus que inicia queda. Porém, VSR e Influenza mantém sinal de crescimento em diversos estados do país".

A reportagem entrou em contato com a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) para atualizar quantas pessoas que compõe o grupo prioritário foram vacinadas, mas até o fechamento da matéria não obteve retorno. Assim que receber será atualizado no texto.
Novo imunizante
O pesquisador Croda, ressaltou que no dia 1º de abril, a Anvisa autorizou o registro da vacina da Pfizer que imuniza contra o vírus O VCR responsável por causar a bronquiolite e ataca principalmente bebês;
A vacina pode ser aplicada na mãe durante o terceiro trimestre da gestação que a partir de então gera anticorpos para o bebê. O imunizante também é indicado para bebês recém nascidos até os seis meses de vida. Até o momento não foi divulgado quando estará disponível nos postos de saúde.
No entanto, a vacina para gripe (influenza) está em fase de aplicação e a recomendação, conforme o especialista, é que os grupos prioritários procurem uma unidade de saúde para tomar a vacina contra a gripe.
** Colaborou Alanis Netto





