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Covid-19

Campo Grande deve receber 7ª remessa da vacina nesta quarta-feira

Ao todo já foram recebidas 286.460 mil doses dos imunizantes contra a doença

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Mato Grosso do Sul deve receber a sétima remessa das doses da vacina contra o coronavírus nesta quarta-feira (10). O anúncio foi feito neste final de semana pelo Ministério da Saúde, que ainda não informou o quantitativo a ser recebeido.

Segundo divulgado em nota, o calendário de março prevê a entrega de 30 milhões de doses provenientes de acordos com o Instituto Butantan, AstraZeneca/Oxford (Fiocruz) e consórcio Covax Facility.  

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Deste total, serão 23,3 milhões de doses (22,7 milhões + 600 mil doses residuais de fevereiro) do Instituto Butantan, enviadas à pasta em remessas semanais. Outros 3,8 milhões da vacina da AstraZeneca/Oxford, previstas para a segunda quinzena do mês, provenientes do primeiro lote produzido no Brasil pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) com matéria-prima importada.  

Também são esperadas mais 2,9 milhões de doses do mesmo imunizante, adquiridos via consórcio Covax Facility. As previsões de entrega são enviadas à pasta pelos fornecedores dos imunizantes e estão sujeitas a alterações, de acordo com a disponibilidade dos laboratórios e a real quantidade de doses entregues, que pode variar conforme o ritmo de produção dos insumos.

O Ministério ainda não divulgou o quantitativo de doses destinadas ao Estado e explicou que o número depende de quantas doses são recebidas dos fabricantes. "A partir do quantitativo exato de doses recebidas, o Ministério da Saúde organiza a divisão de forma proporcional e igualitária aos estados e Distrito Federal. Posteriormente, as doses são enviadas aos estados, responsáveis pela distribuição dos imunizantes a todos os municípios brasileiros, que aplicarão as vacinas em suas 38 mil salas de vacinação".  

Confira o cronograma para os próximos meses, sujeito a alterações:

ACORDOS FECHADOS:

 

  • Fundação Oswaldo Cruz (vacina AstraZeneca/Oxford)

Janeiro: 2 milhões importadas da Índia (entregues)

Fevereiro: 2 milhões importadas da Índia (entregues)

Março: 3,8 milhões (produção nacional com IFA importado)

Abril: 2 milhões (importadas da Índia) + 30 milhões (produção nacional com IFA importado)

Maio: 2 milhões (importadas da Índia) + 25 milhões (produção nacional com IFA importado)

Junho: 2 milhões (importadas da Índia) + 25 milhões (produção nacional com IFA importado)

Julho: 2 milhões (importadas da Índia) + 16,6 milhões (produção nacional com IFA importado)

Com as entregas de julho, totalizam 112 milhões de doses disponibilizadas ao Ministério da Saúde.

A partir do segundo semestre, com a incorporação da tecnologia da produção da matéria-prima (IFA), a Fiocruz deverá entregar mais 110 milhões de doses, com produção 100% nacional.

  • Fundação Butantan (vacina Coronavac/Sinovac)

Janeiro: 8,7 milhões, sendo 6 milhões importados da China e 2,7 milhões de produção nacional com IFA importado (entregues)

Fevereiro: 4,2 milhões de produção nacional com IFA importado (entregues)

Março: 23,3 milhões (22,7 milhões previstos para março + 600 mil residual de fevereiro)

Abril: 15,7 milhões (produção nacional com IFA importado)

Maio: 6 milhões (produção nacional com IFA importado)

Junho: 6 milhões (produção nacional com IFA importado)

Julho: 13,5 milhões (produção nacional com IFA importado)

Até setembro, devem ser entregues os demais lotes, totalizando os 100 milhões contratados pelo Ministério da Saúde.

  • Covax Facility

Março: 2,9 milhões (vacina importada da AstraZeneca/Oxford – Coreia do Sul)

Até maio: 6,1 milhões (vacina importada da AstraZeneca/Oxford – Coreia do Sul)

Até dezembro, devem ser entregues os demais lotes, totalizando os 42,5 milhões contratados pelo Ministério da Saúde.

  • Precisa Medicamentos (vacina Covaxin/Barat Biotech/IND)

Total: 20 milhões de doses (importadas da Índia) no primeiro semestre de 2021

 

EM NEGOCIAÇÃO:

  • União Química (vacina Sputnik V/Instituto Gamaleya/RUS)

Abril: 400 mil (importadas da Rússia)

Maio: 2 milhões (importadas da Rússia)

Junho: 7,6 milhões (importadas da Rússia)

Total: 10 milhões de doses

Com a incorporação da tecnologia da produção do IFA, com a aprovação da Anvisa, a União Química deverá produzir, no Brasil, 8 milhões de doses por mês.

  • Pfizer/BioNTech (EUA)

A partir do segundo trimestre de 2021: 100 milhões de doses

  • Jonhson & Jonhson (vacina Janssen/BEL)

Entre julho e setembro: 16,9 milhões de doses

Entre outubro e dezembro: 21,1 milhões de doses

Total: 38 milhões de doses

  • Moderna (EUA)

Entre julho e setembro: 3 milhões de doses

Entre outubro e dezembro: 10 milhões de doses

Total: 13 milhões de doses

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Nova Vítima

Chikungunya avança em Mato Grosso do Sul e registra 22ª morte em 2026

Idoso de 78 anos morreu após complicações da doença; caso ainda não consta no boletim estadual mais recente

05/06/2026 18h00

Reprodução/SES/Bruno Rezende

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Dourados confirmou nesta sexta-feira (5) mais uma morte causada pela chikungunya. A vítima foi um idoso de 78 anos, elevando o número de óbitos registrados pela doença em Mato Grosso do Sul.

Com o novo registro, o município chega a 14 óbitos confirmados e o Estado soma 22 mortes associadas à chikungunya em 2026. O caso foi divulgado no Relatório Epidemiológico Diário de Monitoramento da Febre Chikungunya de Dourados.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, o paciente apresentou os primeiros sintomas em 14 de maio e foi internado no dia seguinte no Hospital Universitário da Universidade Federal da Grande Dourados (HU-UFGD). Ele morreu na quarta-feira (3).

Morador da área urbana de Dourados, o idoso possuía doença respiratória crônica e diabetes, condições consideradas fatores de risco para o agravamento do quadro clínico da chikungunya.

Apesar da confirmação do novo óbito, a morte ainda não consta no boletim epidemiológico mais recente da Secretaria de Estado de Saúde (SES), divulgado na segunda-feira (1º) e referente à 21ª semana epidemiológica.

Na ocasião, Mato Grosso do Sul contabilizava 21 mortes confirmadas pela doença e outros dois óbitos em investigação.

Perfil das vítimas

Dos 14 óbitos registrados em Dourados desde o início da epidemia, dez ocorreram entre indígenas e quatro entre moradores da área urbana do município.

Os dados mostram que boa parte das vítimas estava na faixa etária entre 69 e 82 anos. Também foram registradas mortes de bebês de um e três meses, uma criança de 12 anos e adultos com idades entre 29 e 55 anos.

A Secretaria Municipal de Saúde informou ainda que subiu para quatro o número de mortes sob investigação por suspeita de chikungunya.

Na área urbana, os casos analisados envolvem:

  • Uma mulher de 74 anos, com doença renal crônica e hipertensão arterial;
  • Um homem de 71 anos, com diabetes;
  • Um homem de 43 anos, sem comorbidades relatadas.

Já na Reserva Indígena, aguarda-se o resultado dos exames de um jovem de 19 anos que apresentou os primeiros sintomas em 14 de março e morreu em 29 de maio no Hospital da Missão.

A confirmação dos casos é realizada pelo Laboratório Central de Mato Grosso do Sul (Lacen), em Campo Grande, responsável pela análise das amostras encaminhadas pelos municípios.

Itaporã também registrou morte

Na semana passada, Itaporã confirmou o primeiro óbito por chikungunya registrado no município em 2026. A vítima foi um homem de 50 anos que apresentou coinfecção por influenza e chikungunya, situação em que o paciente é infectado simultaneamente pelos dois vírus.

Segundo as autoridades de saúde, ele também possuía comorbidades, entre elas doença cardiovascular crônica, imunodeficiência ou imunossupressão e histórico de tabagismo.

Mais de 12 mil casos prováveis no Estado

Conforme o último boletim epidemiológico da SES, divulgado na segunda-feira (1º), Mato Grosso do Sul acumula 12.811 casos prováveis de chikungunya em 2026. Desse total, 6.360 foram confirmados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan).

As mortes confirmadas até o boletim anterior ocorreram nos municípios de Dourados, Bonito, Jardim, Fátima do Sul, Douradina, Guia Lopes da Laguna e Itaporã. Entre as vítimas fatais, 12 apresentavam algum tipo de comorbidade, fator que pode contribuir para a evolução mais grave da doença.

O avanço dos casos mantém o alerta das autoridades sanitárias, especialmente nos municípios que registram elevada circulação do vírus transmitido pelo mosquito Aedes aegypti.

Dourados concentra quase metade dos casos

Dourados segue como o principal epicentro da chikungunya em Mato Grosso do Sul. O município soma 3.112 casos confirmados, o equivalente a praticamente metade de todos os registros do Estado.

Os municípios com maior número de casos confirmados são:

  • Dourados: 3.112;
  • Fátima do Sul: 588;
  • Jardim: 345;
  • Sete Quedas: 278;
  • Corumbá: 222;
  • Batayporã: 197;
  • Bonito: 183;
  • Aquidauana: 163;
  • Paraíso das Águas: 156;
  • Amambai: 155.

Ranking de incidência preocupa

Quando analisada a proporção de casos em relação ao tamanho da população, alguns municípios apresentam situação ainda mais preocupante que Dourados.

O ranking estadual de incidência de casos prováveis por 100 mil habitantes é liderado por Douradina:

  • Douradina: 4.464 casos por 100 mil habitantes;
  • Paraíso das Águas: 3.103,4;
  • Fátima do Sul: 3.047,2;
  • Batayporã: 2.875,3;
  • Sete Quedas: 2.737,9;
  • Dourados: 2.379,1.

Os índices são considerados elevados pelas autoridades de saúde e refletem a intensidade da transmissão da doença em diversas regiões de Mato Grosso do Sul.

Saúde

Teste do Pezinho: dia nacional reforça importância do exame em recém-nascidos

O exame ampliado consegue identificar até 50 patologias em bebês

05/06/2026 17h45

Dia Nacional do Teste do Pezinho é comemorado no dia 6 de junho

Dia Nacional do Teste do Pezinho é comemorado no dia 6 de junho Divulgação

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Celebrado em todo o Brasil neste sábado, 6 de junho, o Dia Nacional do Teste do Pezinho é um lembrete para a importância do exame em recém-nascidos para identificar precocemente doentas genéticas, metabólicas, congênitas e infecciosas. 

O exame é feito a partir da coleta de gotinhas de sangue extraídos do calcanhar do bebê em um papel filtro, e encaminhado para análise laboratorial. 

O ideal é que a coleta seja feita entre o terceiro e quinto dia de vida dos recém-nascidos, já que a fase apresenta uma eficácia maior na detecção de possíveis alterações. 

O teste é realizado de forma gratuita pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e é obrigatório, já que pode evitar sequelas graves por identificar diagnósticos precoces. 

Para a técnica de enfermagem do Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian (Humap-UFMS), Camila Santos Galvão Benitez, o exame permite localizar doenças antes mesmo do aparecimento de sintomas, possibilitando um início rápido do tratamento. 

“Por meio do teste do pezinho é possível detectar precocemente doenças como anemia falciforme, fibrose cística e hipotireoidismo congênito, entre outras. Quando identificadas logo no início da vida, conseguimos iniciar o tratamento adequado precocemente, aumentando significativamente as chances de desenvolvimento saudável da criança”, explicou. 

Ela ressalta que o teste é garantido por lei a todos os recém-nascidos e é realizado de forma gratuita pelo SUS, além de ser "simples, rápido e extremamente importante para evitar complicações futuras e até salvar vidas". 

Quando o teste começou a ser realizado pelo SUS, ele identificava apenas seis doenças:  fenilcetonúria, hipotireoidismo congênito, doenças falciformes e outras hemoglobinopatias, fibrose cística, hiperplasia adrenal congênita e deficiência de biotinidase.

Com a ampliação do teste, o exame passou a rastrear e identificar até 50 doenças raras e condições genéticas. 

Especialistas explicam que muitas doenças identificadas pelo teste não apresentam sintomas no período neonatal mas podem resultar em complicações futuras caso não sejam diagnosticadas precocemente, como o comprometimento no desenvolvimento físico e intelectual da criança. 

"A campanha do Dia Nacional do Teste do Pezinho busca conscientizar pais e responsáveis sobre a necessidade de realizar o exame dentro do prazo recomendado e reforçar a importância do acompanhamento médico após a coleta, especialmente nos casos em que há necessidade de confirmação diagnóstica e início do tratamento", afirmou o HU em nota. 

Teste do pezinho ampliado

O teste do pezinho ampliado passou a ser ofertado pelo SUS em Mato Grosso do Sul em janeiro de 2026, após uma parceria entre o  Governo do Estado com a Prefeitura Municipal de Campo Grande, através do Instituto de Pesquisas, Ensino e Diagnósticos da APAE de Campo Grande (IPED/APAE), instituição responsável pela realização dos exames laboratoriais de triagem neonatal, habilitada pelo Ministério da Saúde. 

O teste do pezinho surgiu na década de 1960 para investigar a fenilcetonúria, uma doença capaz de causar deficiência intelectual. 

Normalmente, o teste costuma ser feito no terceiro dia de vida do bebê. Com as tecnologias mais modernas, o teste do pezinho ampliado já pode ser coletado com 24 horas de vida. 

A diferença entre o teste do pezinho e o teste do pezinho ampliado é a quantidade de doenças contempladas por cada um. 

O exame é feito a partir de uma pequena quantidade de sangue do recém-nascido. A coleta é feita pelo calcanhar ou por meio de outras veias periféricas, como da mão ou da dobra do cotovelo. 

A amostra não é armazenada em tubo, como ocorre em adultos, mas sim, em um papel filtro. Depois, em laboratório, são dosadas substâncias que todo bebê deve ter em seu sangue, como hormônios, aminoácidos e enzimas. 

Caso seja observada alguma anomalia, o recém-nascido deve ser submetido a outros exames para que haja uma investigação mais detalhada até um diagnóstico. 

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