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Campo Grande é a Capital em que adolescentes mais consomem drogas no país

A pesquisa foi realizada com alunos do 9º ano das 27 capitais brasileiras

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Campo Grande lidera o ranking de experimentação de drogas antes dos 14 anos de idade, segundo a Pesquisa Nacional de Saúde Escola (PenSe), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

O percentual de alunos do 9º ano que experimentaram drogas ilícitas alguma vez na vida foi de 19,3% na capital sul-mato-grossense, maior índice entre as capitais brasileiras. Em média, no país, o índice foi de 12,1%. Na divisão por unidades administrativas, os números foram de 22,5% em escolas públicas e 3,8% no ensino privado.

Por sexo, 22,6% dos estudantes campo-grandenses eram mulheres e 15,2% homens.

Já o percentual de alunos campo-grandenses do 9º ano do ensino fundamental que usaram drogas ilícitas pela primeira vez com 13 anos ou menos foi de 11,9%, o maior entre todas as demais capitais brasileiras pesquisadas.

Os menores percentuais foram encontrados em Belém (2,6%), Salvador (2,7%) e Teresina (2,9%), e os maiores depois de Campo Grande são de Curitiba (11,2%), Goiânia e Brasília (ambas com 9,1%).

A capital também lidera a incidência de adolescentes que já experimentaram algum tipo de tabaco, seja o cigarro, narguilé ou cigarro eletrônico. A informação é do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística e consta na Pesquisa Nacional de Saúde Escola (PenSe), com dados referentes a 2019.  

Em Campo Grande, 41,5% dos adolescentes já tiveram contato com estes três tipos de fumo. Campo Grande está muito distante da segunda e da terceira colocadas entre as capitais brasileiras neste quesito: Rio Branco (30,9%) e Palmas (29,1%) são as segunda e terceiras colocadas, respectivamente.  

Deste universo, 45,8% dos estudantes são mulheres e 36,4%, homens. Deste mesmo grupo, 47,5% são de escolas públicas e outros 13,3%, de escolas privadas. No Brasil, este índice é de 21%.  

A cidade ainda lidera no quesito “consumo recente de cigarros”, no comparativo com as demais capitais do Brasil.

Narguilé

O consumo deste tipo de tabaco entre adolescentes com idade escolar também é liderado por Campo Grande: 51,1% deles já experimentaram o produto. Em seguida aparecem Brasília (46,7%) e Curitiba (44,5%). Os menores índices estão em Belém e Macaá.  

Cigarro eletrônico

A Capital de Mato Grosso do Sul também é líder em cigarro eletrônico, com 30,9% dos estudantes do 9º ano do ensino fundamental tendo experimentado esta modalidade de fumo uma vez na vida. Brasília (29%) e Goiânia (25,2%) aparecem na sequência.  

Álcool

No quesito bebida alcóolica, os estudantes do 9º ano (13 para 14 anos) do ensino fundamental de Campo Grande também estão entre as que mais bebem no Brasil: 67,1% deles já beberam.  

Esse percentual foi maior entre as meninas, sendo que 70,8% delas afirmaram que já experimentaram bebida alcoólica alguma vez, em 2019. Para os meninos, o indicador foi de 62,7%. Na divisão por unidade administrativa da instituição de ensino, 70% eram da escola pública e 53,5% do privado.

O percentual de escolares do 9º ano do ensino fundamental que sofreram algum episódio de embriaguez na vida foi de 53%. Na divisão por sexo, 56,8% dos estudantes campo-grandenses eram mulheres e 47,7% homens.

Já o percentual de escolares do 9º ano do ensino fundamental, em Campo Grande, que tiveram problemas com família ou amigos, perderam aulas ou brigaram, uma ou mais vezes, porque tinham bebido, foi de 19,6%. Esse é o maior índice entre as capitais brasileiras. Recife (19,5 %) e Brasília (19,3%) figuram a segunda e a terceira posição.

Os menores percentuais foram encontrados em Manaus (10,8%) e em Boa Vista (9,2%).

OFENSIVA

MPF investiga usina de MT por supostos impactos sociais à comunidade de MS

Órgão instaurou procedimento administrativo após relatos de escassez de recursos naturais e falta de água de quilombolas de Sonora

07/03/2026 17h15

Usina Hidrelétrica Ponte de Pedra, localizada em Itiquira (MT)

Usina Hidrelétrica Ponte de Pedra, localizada em Itiquira (MT) Foto: Engie/Reprodução

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O Ministério Público Federal (MPF) instaurou procedimento administrativo para acompanhar o licenciamento ambiental da Usina Hidrelétrica Ponte de Pedra, localizada em Itiquira (MT), que estaria causando impactos sociais à Comunidade Quilombola Porto dos Bispos, presente em Sonora, a menos de 120 quilômetros da cidade mato-grossense.

A abertura do procedimento foi publicada no diário oficial do órgão na última quarta-feira (4). Assinada pelo promotor Luiz Eduardo Camargo Outeiro Hernandes, a portaria cita que a história começa no ano passado, depois da Secretaria de Perícia, Pesquisa e Análise elaborar uma notícia de fato com evidências dos impactos à comunidade em decorrência da usina hidrelétrica no estado vizinho.

Diante disso, o MPF teria solicitado manifestação sobre o caso ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária de Mato Grosso do Sul (Incra/MS), ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis de Mato Grosso (Ibama/MT) e, por fim, à empresa Engie Brasil Energia S.A, que administra a usina.

Em resposta, o Incra disse que solicitou à Superintendência Federal do Ministério do Desenvolvimento Agrário e da Agricultura Familiar no Mato Grosso do Sul para que acompanhasse a situação de perto, especialmente pelos relatos de escassez de recursos naturais e falta de água da comunidade quilombola devido à instalação da usina na região.

Já o Ibama disse que, embora as licenças necessárias para operação legal da usina foram emitidas corretamente, será "solicitado ao empreendedor a inclusão da comunidade Quilombola Família Bispo como público-alvo do Programa de Educação Ambiental em atendimento à condicionante estabelecida na licença, já que, apesar de não ter havido a necessidade de realocação da comunidade, esta se encontra inserida no entorno do empreendimento".

A empresa Engie se limitou a afirmar que "inexiste alteração relevante do regime hidrológico do Rio Correntes atribuível à operação da UHE Ponte de Pedra", pois "a usina opera em regime a fio d’água, com manutenção das vazões defluentes em patamares equivalentes às vazões afluentes e estrita observância da vazão mínima remanescente fixada em outorga", o que o afastaria de ser responsável por possíveis impactos sociais negativos sentidos pela comunidade de Sonora.

Mesmo diante da explicação da operadora, o promotor resolveu instaurar o procedimento administrativo, que terá duração de um ano, com o objetivo de acompanhar o licenciamento ambiental da usina hidrelétrica.

Além disso, o promotor enviou ofício à Superintendência Federal do Ministério do Desenvolvimento Agrário e da Agricultura Familiar no Mato Grosso do Sul para que informe as providências que serão tomadas após a notícia de fato.

Outro ofício também foi enviado à Diretoria de Territórios Quilombolas do INCRA, requisitando que se manifeste sobre o teor dos relatos e que informe se foi realizada a consulta livre, prévia e informada à Comunidade Quilombola e se a entidade participou desse processo, bem como as providências tomadas em relação ao procedimento de licenciamento do empreendimento “para garantir a compensação e mitigação dos impactos sociais à comunidade”.

A USINA

A Usina Hidrelétrica Ponte de Pedra, localizada no rio Correntes, no município de Itiquira, teve seu início de operação em 2005, com a Engie tendo concessão válida até 2035.

Segundo consta no site da empresa, a usina possui três unidades geradoras com turbinas verticais tipo Francis de 58,7 MW cada, abrigadas em uma casa de força subterrânea escavada em rocha. Sua capacidade instalada é de 176,1 MW e a garantia física para comercialização é de 133,6 MW médios.

Há 10 anos, a usina é operada de forma remota pela Engie, a partir do Centro de Operação da Geração (COG), localizado na sede da empresa, em Florianópolis (SC).

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Fatalidade

Idosa morre e criança fica presa às ferragens após motorista tentar desviar de buraco em MS

Motorista do veículo perdeu o controle ao tentar evitar buracos na pista e capotou várias vezes na MS-010

07/03/2026 14h15

Imagem Divulgação

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Identificada como Liva Xavier Siqueira, de 75 anos, a idosa que morreu quando o carro em que seguia tentou desviar de um buraco e acabou capotando, nas proximidades da cachoeira Céuzinho, na MS-010, em Campo Grande.

Segundo informações preliminares, o Fiat Uno branco, em que seguiam três pessoas, entre elas uma criança, perdeu o controle quando a condutora tentou desviar de buracos na pista e precisou retornar ao perceber um carro vindo no sentido contrário da via.

A motorista perdeu o controle do veículo, que capotou pelo menos três vezes. A idosa, que seguia como passageira, sofreu ferimentos graves. Ela chegou a receber atendimento de uma equipe do Corpo de Bombeiros, mas não resistiu e morreu no local.

A criança precisou ser retirada com auxílio da equipe de resgate, pois estava presa às ferragens. Ela e a motorista receberam os primeiros atendimentos e foram encaminhadas para a Santa Casa de Campo Grande.

O tráfego ficou em meia pista, com equipes do Corpo de Bombeiros organizando a passagem dos veículos para evitar novos acidentes no trecho.

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