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Campo Grande ganha 9ª unidade para emissão da nova identidade; já são 90 postos em MS

O novo posto deve ser inaugurado em um Shopping da Capital, podendo chegar a mil emissões diárias em poucos meses

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Mato Grosso do Sul tem 90 postos de identificação para emissão da carteira de identidade. Nesta quarta-feira (30), a nona unidade de Campo Grande foi inaugurada no Shopping Norte Sul Plaza, ampliando a oferta do serviço de identificação civil na região região do bairro Joquei Club, área que concentra cerca de 60% da popoulação da Capital. 

Faz parte da nova unidade a rede do Instituto de Identificação (II), que é vinculado à polícia Científica de Mato Grosso do Sul (PCiMS), que é um órgão da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp). 

Com a unidade no shopping Norte Sul, o Estado passa a ter 90 postos de identificação, sendo 9 em Campo Grande e 81 no interior. 

Os Postos de Identificação são responsáveis pela emissão da Carteira de Identidade Nacional (CIN), que substitui o RG e utiliza o CPF como o único número de identificação. 

O documento tem versão física e digital, com emissão gratuita da primeira via até 2033. 

Em um primeiro momento, a unidade do Shopping Norte Sul funcionará com cinco estações de atendimento e uma equipe de sete servidores. Serão ofertadas 200 vagas de atendimento por dia, a partir de um agendamento prévio que deve ser feito no site da Sejusp

Ao longo dos próximos meses, a estrutura deve ser ampliada para até dez dez estações, dobrando a capacidade de atendimentos diários. Assim, deve subir para 1000 o número de novas identidades emitidas diariamente em Campo Grande. 

Para o diretor do Instituto de Identificação, Daniel Freitas, a nova unidade “Leva mais comodidade à população e reforça o compromisso do Estado com o direito à identidade civil e à cidadania”, representando um “avanço na descentralização dos serviços!”. 

Com a abertura do novo posto, também inicia a agenda estadual de atendimento para o mês de setembro, onde estão previstas 900 vagas diárias de atendimento na Capital e 1.300 no interior do Estado. Vagas extras serão liberadas todas as sextas-feiras e casos urgentes poderão ser tratados diretamente nos postos. 

Segundo o secretário estadual de Justiça e Segurança Pública, Antonio Carlos Videira, a emissão das novas identidades reforça o compromisso do governo com os serviços públicos modernos e acessíveis à população. 

“A identidade civil é a porta de entrada para o exercício da cidadania. Estamos garantindo um serviço mais próximo, eficiente e digno”, afirma. 

Carteira de Identidade Nacional

A nova carteira é uma forma de solicitar serviços públicos e benefícios sociais, a fim de simplificar a vida dos cidadãos e cidadãs brasileiros. A nova carteira também é digital e pode ser acessada pelo GOV.BR.

Um dos benefícios da CIN é a melhoria dos cadastros da administração pública, que são fundamentais para a implantação de políticas públicas. Assim, os serviços públicos e privados poderão realizar conferências dos dados que individualizam/identificam as pessoas.  

Outra vantagem é a possibilidade de inserir números de documentos na CIN, como a Carteira de Motorista, Carteira de Trabalho e outros. Isso vai permitir, em pouco tempo, que esse seja o único documento que o cidadão vai precisar levar consigo.

A CIN terá validade variada, de acordo com cada faixa etária: cinco anos para crianças até 12 anos; dez anos para pessoas entre 12 e 60 anos; e validade indeterminada para maiores de 60. A substituição do RG tradicional será obrigatória em todo o país até 2032. 

Para emitir a nova carteira de identidade, é necessário agendar previamente o atendimento e apresentar CPF e certidão de nascimento ou casamento. Também é possível incluir informações como nome social, tipo sanguíneo e do título de eleitor.

A CIN é uma ferramenta considerada fundamental para inclusão social: já foram emitidas 7.490 unidades para pessoas com deficiência no Estado.

Perguntas importantes

O que muda com a nova CIN?

A Carteira de Identificação Nacional segue o disposto na Lei nº 14.534/2023, sancionada pelo presidente Lula, que determina o CPF como um número único e suficiente para a identificação de um cidadão nos bancos de dados de serviços públicos.

Atualmente, cada cidadão pode ter 27 RGs diferentes, um para cada estado do país. Com a nova identidade, o cidadão poderá adotar apenas um número de identificação.

Por que unir o RG e o CPF?

O principal motivo é a segurança, com uma possibilidade menor de fraudes. A nova carteira apresenta, também, um QR Code, que permite verificar se o documento é autêntico, bem como saber se foi furtado ou extraviado, através de qualquer smartphone. Conta ainda com um código de padrão internacional chamado MRZ, o mesmo utilizado em passaportes, o que o torna ainda um documento de viagem. 

Onde posso emitir o novo documento?

Em Mato Grosso do Sul, o novo documento pode ser emitido através da Secretaria de Estado e Segurança Pública. As pessoas podem agendar a emissão online no seguinte link: http://servicos.sejusp.ms.gov.br.

É necessário ter em mãos os seguintes documentos obrigatórios: CPF, Certidão de Casamento, Certidão de Nascimento. Já os documentos opcionais são: Certidão de Naturalização, NIS, PIS, PASEP, tipagem sanguínea, título de eleitor e outros. 

Quanto custa?

A primeira via da CIN e as renovações, em papel e em formato digital pelo aplicativo GOV.BR, são gratuitas, de acordo com a Lei 7.116/83. A segunda via, porém, é paga e a taxa varia de estado para estado. Em MS, o custo total para a emissão da segunda via é R$207,76.

A nova CIN é obrigatória?

Sim. A antiga carteira de identidade, bem como os outros documentos antigos terão validade até 28 de fevereiro de 2032.

Cidades

Senado aprova criação de 794 cargos e funções no TSE e TREs com impacto anual de R$ 109 milhões

Estão previstos 85 postos no TSE, além de cargos e funções para 27 unidades federativas

25/03/2026 22h00

Crédito: Wilson Dias / Agência Brasil

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O Senado aprovou nesta quarta-feira, 25, o Projeto de Lei 4/2024, que cria 794 cargos e funções comissionadas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e em Tribunais Regionais Eleitorais (TREs). De autoria do próprio TSE, o texto segue para sanção e tem impacto estimado de R$ 109,3 milhões por ano.

Estão previstos 85 postos no TSE, além de cargos e funções para 27 unidades federativas. O TRE do Distrito Federal receberá o maior número de postos (117), seguido de Bahia (30).

Ao todo, considerando TSE e TREs, os postos serão distribuídos da seguinte forma:

  • 232 cargos de analista judiciário;
  • 242 cargos de técnico judiciário;
  • 75 cargos em comissão;
  • 245 funções comissionadas.

O projeto determina que os custos serão pagos pelo orçamento já destinado ao TSE e aos TREs e que o valor só pode entrar em vigor se houver autorização na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e na Lei Orçamentária Anual (LOA).

O TSE alegou que a ampliação do quadro de pessoal é necessária pelo crescimento contínuo do eleitorado, do número de candidaturas e de processos judiciais e extrajudiciais em cada eleição. O Tribunal também argumentou haver "crescentes demandas relacionadas à segurança das urnas, ao combate à desinformação, ao cumprimento de normas do Conselho Nacional de Justiça e à manutenção da qualidade dos serviços prestados à sociedade".

Durante a votação, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), defendeu a proposta: "[Reconhecer] O momento mais importante da democracia, que são as eleições [...] Estamos fazendo com coerência o que deveríamos ter feito", declarou o parlamentar.
 

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TCU aponta problemas na prestação de contas da Cultura e da Ancine, com passivo de R$ 22 bi

São 26.583 projetos que dependem de uma análise final no trâmite formal de prestação de costas

25/03/2026 21h00

Crédito: Valter Campanato / Agência Brasil

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O Tribunal de Contas da União (TCU) identificou falhas que classificou como graves na gestão de recursos transferidos a projetos culturais do Ministério da Cultura e da Agência Nacional do Cinema (Ancine) de 2019 a 2024. O montante alcança cerca de R$ 22,1 bilhões, segundo relatório da Corte. São 26.583 projetos que dependem de uma análise final no trâmite formal de prestação de costas. Além dos atrasos nas análises, há "elevado" risco de prescrição de processos.

O montante resulta da soma de R$ 17,73 bilhões em 19.191 projetos incentivados (renúncia fiscal) e R$ 4,36 bilhões em 7 392 projetos não incentivados (recurso direto do governo). De acordo com a fiscalização, o passivo de projetos nessa situação é crescente, o que fragiliza o controle sobre o uso de recursos públicos.

No caso do Ministério, o TCU apontou um cenário com acúmulo de processos pendentes e ausência de mecanismos eficazes de controle de prazos. A demora na análise, que pode ultrapassar anos, eleva o risco de perda do direito de cobrança de valores eventualmente devidos ao erário, segundo a Corte.

A Ancine também apresentou atrasos relevantes, embora o Tribunal tenha destacado iniciativas tecnológicas em curso para aprimorar a análise de prestações de contas, incluindo o uso de ferramentas automatizadas.

"O acompanhamento permite detectar omissões, atrasos e inconsistências na análise das prestações de contas", afirmou o relator do processo, ministro Augusto Nardes.

Diante dos achados, o tribunal determinou a adoção de medidas para priorizar processos com risco iminente de prescrição, implementar sistemas de monitoramento de prazos e revisar procedimentos internos, com o objetivo de reduzir o passivo e fortalecer a fiscalização.
 

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