Cidades

POLÍTICA

Campo Grande já tem 25 aspirantes à corrida pela Prefeitura em 2020

Pré-candidatos estão testando a viabilidade para disputar eleições

EDUARDO PENEDO

07/07/2019 - 08h16
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A pouco mais de um ano do início oficial da campanha para a Prefeitura de Campo Grande, pelo menos 25 políticos testam pré-candidaturas para a pleito. O grupo abrange desde candidatos sem mandato, estreantes de primeiro mandato, decanos da política, ex-prefeitos. A jogada e fazer “balão de ensaio” para medir a aceitação popular do postulante a cadeira de prefeito de Campo Grande. Para as eleições do ano que vem 12 partidos já colocaram nomes a disposição para disputar a sucessão do prefeito Marcos Trad (PSD).   

Só o PSDB possui quatro nomes para a disputa são eles: a deputada federal Rose Modesto, que foi a deputada federal mais votada de Mato Grosso do Sul com 120.901 votos, Rose Modesto é a mulher mais votada proporcionalmente em todo Brasil para a Câmara Federal. O outro do mesmo partido é Beto Pereira que também é deputado federal e obteve 80.500 votos. Correndo por fora está também o chefe de gabinete do governador Reinaldo Azambuja, Carlos Alberto de Assis, que foi secretário de governo na gestão anterior. Outro nome que está sendo cotado pelo ninho tucano é o presidente da Câmara de Vereadores de Campo Grande João Rocha.    

Para esses nomes tucanos disputarem a prefeitura de Campo Grande vai depender se o acordo firmado entre Reinaldo Azambuja e Marcos Trad vingar até abril já que houve o acordo que Trad apoiaria Azambuja a reeleição e em contra partida o tucano votaria no peessedebista. Trad continua sendo candidatíssimo à reeleição pelo PSD  

O MDB o partido que mais tem filiado no Estado com 66523 tem três candidatos na disputa o ex-governador André Puccinelli, que disse que não disputaria, mas a pressão de filiados e eleitores pode reverter essa decisão. A senadora Simone Tebet que hoje preside a Comissão de Constituição e Justiça do Senado, e o deputado estadual Marcio Fernandes que é parlamentar da Assembleia Legislativa desde 2006.  

O DEM aposta em nomes locais que estão recebendo os holofotes nacionais são eles o ministro da Saúde Luiz Henrique Mandeta que já foi deputado federal e a ministra da Agricultura Tereza Cristina que está licenciada do cargo de deputada federal.   

Já o partido do presidente Jair Bolsonaro tem dois postulantes a cadeira de prefeito os deputados militares Coronel Davi- que se o presidente sair do partido disputa a prefeitura por outra sigla e o estreante o deputado estadual Capitão Contar.  

No PSC, conhecido no congresso Nacional como partido nanico, tem como pré-candidato o promotor Sérgio Harfouche que disputou uma vaga ao Senado Federal e obteve 292.301 votos, mas não foi eleito.  

Com 51384 mil eleitores no Estado, o PT vem para disputa com três nomes o ex-governador José Orcírio Miranda dos Santos, Zeca do PT, e os deputados Pedro Kemp e Cabo Almi.  

O PDT aposta no estreante juiz Odilon de Oliveira que foi candidato ao governo do Estado na eleição passada e obteve 408.969 votos. A outra aposta é o deputado Dagoberto Nogueira.  

Mesmo sem partido, o deputado estadual Jamilson Nami quer disputar a cadeira de prefeito de Campo Grande. Ele enfrenta uma celeuma no PDT por não concordar com as posturas dos dirigentes. Ele está esperando a decisão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MS) para saber quando poderá sair do PDT e disputar a prefeitura de Campo Grande por outro partido.  

O Solidariedade que é considerado nanico no Congresso Nacional, mas possui dois vereadores em Campo Grande e dois deputados estaduais apostam nos seus estaduais Herculano Borges que tem a ala evangélica do seu lado e Lucas de Lima que é radialista e é bastante populista.  

O PP tem dois pré-candidatos o ex-prefeito de Campo Grande Alcides Bernal e o vereador Valdir Gomes que já até disse que se for mesmo candidato pelo partido quer de vice uma mulher.   

O PSB que teve vários problemas internos na sigla está se organizando e já tem como pré-candidato a prefeito o cardiologista Ricardo Ayache. O eterno candidato do PSTU Suel Ferranti também disputara a cadeira de prefeito da capital morena.

pregão eletrônico

Prefeitura publica licitação para recapeamento da Avenida Ernesto Geisel

A estimativa orçamentária é de R$ 5,4 milhões e as propostas podem ser enviadas até o dia 05 de maio

16/04/2026 17h30

Trecho que deve passar por recapeamento na Avenida Ernesto Geisel

Trecho que deve passar por recapeamento na Avenida Ernesto Geisel FOTO: Gerson Oliveira/Correio do Estado

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A Prefeitura de Campo Grande divulgou nesta quinta-feira (16) o ato licitatório para contratação de empresa para a recuperação do pavimento asfáltico da avenida Presidente Ernesto Geisel. 

O orçamento previsto para a obra é de R$ 5,4 milhões e contará com um investimento federal realizado pela senadora Tereza Cristina (PP) através de emenda parlamentar no valor de R$ 5 milhões. 

De acordo com o Diário Oficial do Município (Diogrande), os trechos previstos para o recapeamento vão da Rua do Aquário até a Avenida Manoel da Costa Lima (do lado direito do Córrego) e da Rua do Aquário até a Rua Pirituba (do lado esquerdo do Córrego) e são considerados os mais críticos da Avenida. 

A obra prevê, além do recapeamento da via, os serviços complementares de infraestrutura como adequações de acessibilidade, a implantação de bocas de lobo, execução de sarjetas e meios-fios. 

A licitação será realizada na forma de pregão eletrônico, do tipo menor preço. Ou seja, as empresas darão seus lances e o menor preço oferecido deverá ser acatado pela Prefeitura da cidade. 

As propostas podem ser enviadas até às 7h44 do dia 05 de maio e a abertura da sessão de disputa de preços será no mesmo dia, às 7h45, o portal eletrônico de compras do município (clique aqui).

Programa de recapeamento

Em 2024, a prefeitura lançou um programa de recapeamento que com recursos próprios conseguiu requalificar algumas vias. Uma das obras de maior impacto talvez tenha sido a Avenida Ernesto Geisel, entre a Avenida Afonso Pena e a Rua Antônio Maria Coelho, em que foram investidos cerca de R$ 2,5 milhões.

A avenida também recebeu recapeamento em outro trecho, entre a Avenida Afonso Pena e o Shopping Norte Sul Plaza, totalizando 1,5 quilômetro ao longo de cada margem do Córrego Segredo e do Rio Anhanduí.

Esse trecho da obra foi feita pela empreiteira AR Pavimentação e Sinalização pelo valor de R$ 5.180.249,98, conforme licitação.

De acordo com a Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep), entre 2024 e 2025, dos 35,1 km de recapeamentos entregues em Campo Grande, 12,7 km foram feitos por meio da secretaria. O programa beneficiou, ao todo, 20 trechos de vias da Capital.

Foram recapeadas as seguintes vias: Avenida Tancredo Neves, Avenida Ezequiel Ferreira Lima, Rua Campo Nobre, Avenida Souza Lima, Avenida Pedro Paulo Soares de Oliveira, Avenida Marginal Bálsamo, Rua Camocim, Rua Anacá, Rua Palmácia, Rua Minas Novas, Rua Ariti, Rua Jerônimo Paes Benjamin, Avenida Ernesto Geisel (as duas pistas, entre a Avenida Mato Grosso e Shopping Norte Sul), Rua 15 de Novembro, Rua Eduardo Santos Pereira e Rua Caconde.

Além dessas obras feitas pelo Município, a concessionária de abastecimento e tratamento de água de Campo Grande, a Águas Guariroba, também realizou o serviço de recapeamento em vias que sofreram algum tipo de serviço na rede.

Ao todo, foram 13 km revitalizados pela concessionária nas seguintes vias de Campo Grande: Rua Américo Carlos da Costa (3 trechos), Rua Santa Adélia, Rua São Cosme e Damião (3 trechos), Rua Aristóteles (2 trechos), Avenida Tiradentes (3 trechos), Rua Sebastião Lima (3 trechos), Rua da Liberdade (4 trechos), Rua 15 de Novembro (3 trechos), Rua 25 de Dezembro, Rua João Pedro de Souza (4 trechos), Rua Rio Negro e Avenida Centáurea (2 trechos).

Condenação

"Irmãs" do PCC são condenadas por sequestro, tortura e assassinato em MS

Mulheres foram condenadas por assassinato após "tribunal do crime" em caso ocorrido em 2019, no interior do Estado; penas passam de 20 anos

16/04/2026 17h00

Mulheres são condenadas por assassinato após

Mulheres são condenadas por assassinato após "tribunal do crime" em caso ocorrido em 2019, no interior do estado; penas passam de 20 anos Divulgação

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Após mais de 11 horas de julgamento, o Tribunal do Júri condenou, nesta terça-feira (15), quatro mulheres acusadas de participação no sequestro, tortura e assassinato de Erika Rodrigues Ribeiro. O crime ocorreu em setembro de 2019, em Três Lagoas. A sessão começou às 9h30 e foi encerrada por volta das 20h40.

De acordo com a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), o homicídio foi motivado por acusações de supostos abusos sexuais atribuídas à vítima, que teriam sido levadas a integrantes de uma facção criminosa.

Erika acabou submetida a um chamado “tribunal do crime”, prática comum em organizações criminosas, e posteriormente executada. O Ministério Público destaca que não há comprovação de que a vítima tenha cometido os crimes dos quais era acusada.

As investigações apontam que Erika foi retirada à força de sua residência, localizada no bairro Jardim Novo Aeroporto, e levada até um imóvel no bairro Guanabara. Nesse local, segundo a acusação, ocorreu o julgamento informal conduzido por integrantes da facção. Na sequência, a vítima foi transportada até uma área conhecida como “cascalheira”, na região norte de Três Lagoas, onde foi morta com golpes de faca.

Ainda conforme o processo, a decisão pela execução não foi isolada, mas resultado de reuniões entre membros da organização criminosa, incluindo a participação remota de outros envolvidos. A dinâmica evidencia a atuação estruturada da facção, com divisão de funções e hierarquia definida, segundo sustentou a acusação durante o julgamento.

O júri reconheceu que as rés tiveram participação direta no crime, seja na condução do chamado tribunal, seja na execução da vítima. Elas foram condenadas por homicídio qualificado por motivo torpe, quando há razão considerada moralmente reprovável e também por integrarem organização criminosa.

As penas estabelecidas foram as seguintes:

  • Elma Virgínia da Silva Prado: 24 anos de prisão, sendo 19 anos e 2 meses por homicídio e 5 anos e 3 meses por organização criminosa;
  • Juliana da Silva Matos: 16 anos de prisão, sendo 12 anos por homicídio e 4 anos por organização criminosa, com possibilidade de progressão de regime por ser ré primária;
  • Daniela Garcia Gomes: 18 anos e 6 meses de prisão, sendo 14 anos por homicídio e 4 anos e 6 meses por organização criminosa, em regime inicialmente fechado. A Justiça também decretou sua prisão após ela não comparecer ao julgamento e romper a tornozeleira eletrônica;
  • Andreia Paloma Mendes de Souza: 20 anos e 10 meses de prisão, sendo 16 anos e 4 meses por homicídio e 4 anos e 6 meses por organização criminosa.


A acusada Adelícia Aparecida Queiroz Honorato não foi julgada nesta sessão. O julgamento foi adiado após solicitação da defesa, aceita pelo juiz responsável, e deverá ser incluído em uma das próximas sessões do júri relacionadas ao caso.

O caso teve forte repercussão à época do crime, sobretudo pela brutalidade e pela forma como a vítima foi submetida a um julgamento paralelo, sem qualquer garantia de defesa.

A decisão do júri reforça o entendimento das autoridades sobre a atuação de facções criminosas na região e a prática dos chamados “tribunais do crime”, utilizados como forma de impor controle e punições dentro desses grupos.

O Ministério Público de Mato Grosso do Sul destacou, durante o julgamento, a importância da responsabilização penal como forma de enfrentamento à violência organizada e de garantia de justiça à vítima e seus familiares.

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