Cidades

Campo Grande

MP vai à Justiça para prefeitura da Capital reparar rachaduras em viadutos

Descumprimento de acordos levou o Ministério Público a mover ações civis públicas contra o município

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O Ministério Público de Mato Grosso do Sul ingressou com duas ações civis públicas nesta terça-feira (2), em que pede que a Prefeitura de Campo Grande faça obras emergenciais em dois dos viadutos mais antigos e, ao mesmo tempo, mais importantes e movimentados da cidade.

Os viadutos que estão no alvo da promotora de Justiça Luz Marina Borges Pinheiro são as estruturas da Rua Trindade/Montese sobre a Avenida Costa e Silva, perto da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), e o viaduto Dib Jorge Abussafi, localizado na Avenida Mascarenhas de Moraes com a Avenida Ernesto Geisel, que ainda passa sobre o Córrego Anhanduizinho.

O motivo da ação é o não cumprimento, por parte do município, de acordo para reparar os dois viadutos, a fim de prevenir danos estruturais e oferecer mais segurança a motoristas e pedestres.

No caso do viaduto da Avenida Mascarenhas de Moraes, os peritos do Ministério Público encontraram processos erosivos próximos ao talude, falta de guarda-corpo no passeio público, trecho de meio-fio e calçada repleto de trincas, além de erosões na margem do Rio Anhanduizinho (que, no laudo, é chamado equivocadamente de Córrego Segredo).

Viaduto em frente a UFMS/Gerson Oliveira

Os primeiros laudos foram feitos em 2019, e, em 2023, a Prefeitura de Campo Grande informou que havia realizado os reparos. Os peritos, porém, voltaram ao local e perceberam que muitos dos problemas constatados em 2019 persistiam.

“Diante dessa nova constatação do DAEX e da notória letargia do Município de Campo Grande em executar as ações necessárias para reparar os danos encontrados no viaduto e seu entorno, realizou-se reunião para tratativas de Termo de Ajustamento de Conduta em 23 de junho de 2025, todavia, não restou frutífera ante a falta de interesse do ora requerido”, afirmou a promotora.

Costa e Silva

A mesma situação ocorre em outro viaduto, o da Avenida Costa e Silva, em frente à Cidade Universitária, campus-sede da UFMS.

Lá, a constatação foi semelhante. “Informaram que não foram encontradas patologias, danos ou problemas graves que poderiam impedir o uso do viaduto. Contudo, constataram que alguns problemas lá existentes, caso não corrigidos, em futuro próximo se agravariam, implicando diminuição gradativa da resistência da estrutura”, afirmou a promotora.

Da mesma forma, o município disse que fez os reparos solicitados, como tapar buracos das vias, fechar trincas, reparar a drenagem e pôr fim à erosão do aterro. Em 2023, contudo, após uma nova vistoria, nada foi feito.

Um dos problemas que persistiram foi uma trinca na laje sob a calçada, no meio do vão do viaduto, “propiciando entrada de água na estrutura da laje”.

Também houve falhas na pavimentação asfáltica, infiltrações na calçada e irregularidades no passeio público. Nada disso foi corrigido.

Na mesma peça, a promotora informou que a prefeitura, depois da segunda vistoria do departamento do Ministério Público, comprometeu-se a entregar um cronograma de obras que duraria quatro semanas e terminaria em junho de 2024. Nenhuma obra, contudo, foi feita.

“Diante dessas parcas informações e da certeza de não terem adotado todas as medidas necessárias à conservação do viaduto, apesar das cobranças deste Ministério Público, mais uma vez a equipe do DAEX vistoriou o local, em março de 2025 (...) O relatório apontou, em sua conclusão, que foram realizados apenas serviços de eliminação de mato na junta de dilatação do talude e de um ponto na calçada da Rua Trindade”, informou a promotora na ação civil pública. Na sequência, destacou que o município não fez nenhuma obra de reparo, apenas uma tratativa para realizar um Termo de Ajustamento de Conduta em junho último.

“Busca-se, portanto, com a presente ação civil pública, a prevenção de dano de difícil reparação ou irreparável, impondo ao Município de Campo Grande o cumprimento de suas obrigações legais acerca da manutenção e conservação de bem público de sua responsabilidade, resguardando-se a vida e a segurança da coletividade, além dos possíveis prejuízos financeiros caso haja necessidade de medidas emergenciais, ante a sua atual omissão”, argumentou a promotora.

O Ministério Público pede reparos imediatos em decisão liminar, ainda pede a condenação, em caso de descumprimento, de multas de R$ 1 mil por dia à prefeitura de Campo Grande. 

MPMS cobra reparos no viaduto da Avenida Salgado Filho/Gerson Oliveira

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Cidades

Senado aprova criação de 794 cargos e funções no TSE e TREs com impacto anual de R$ 109 milhões

Estão previstos 85 postos no TSE, além de cargos e funções para 27 unidades federativas

25/03/2026 22h00

Crédito: Wilson Dias / Agência Brasil

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O Senado aprovou nesta quarta-feira, 25, o Projeto de Lei 4/2024, que cria 794 cargos e funções comissionadas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e em Tribunais Regionais Eleitorais (TREs). De autoria do próprio TSE, o texto segue para sanção e tem impacto estimado de R$ 109,3 milhões por ano.

Estão previstos 85 postos no TSE, além de cargos e funções para 27 unidades federativas. O TRE do Distrito Federal receberá o maior número de postos (117), seguido de Bahia (30).

Ao todo, considerando TSE e TREs, os postos serão distribuídos da seguinte forma:

  • 232 cargos de analista judiciário;
  • 242 cargos de técnico judiciário;
  • 75 cargos em comissão;
  • 245 funções comissionadas.

O projeto determina que os custos serão pagos pelo orçamento já destinado ao TSE e aos TREs e que o valor só pode entrar em vigor se houver autorização na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e na Lei Orçamentária Anual (LOA).

O TSE alegou que a ampliação do quadro de pessoal é necessária pelo crescimento contínuo do eleitorado, do número de candidaturas e de processos judiciais e extrajudiciais em cada eleição. O Tribunal também argumentou haver "crescentes demandas relacionadas à segurança das urnas, ao combate à desinformação, ao cumprimento de normas do Conselho Nacional de Justiça e à manutenção da qualidade dos serviços prestados à sociedade".

Durante a votação, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), defendeu a proposta: "[Reconhecer] O momento mais importante da democracia, que são as eleições [...] Estamos fazendo com coerência o que deveríamos ter feito", declarou o parlamentar.
 

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Cidades

TCU aponta problemas na prestação de contas da Cultura e da Ancine, com passivo de R$ 22 bi

São 26.583 projetos que dependem de uma análise final no trâmite formal de prestação de costas

25/03/2026 21h00

Crédito: Valter Campanato / Agência Brasil

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O Tribunal de Contas da União (TCU) identificou falhas que classificou como graves na gestão de recursos transferidos a projetos culturais do Ministério da Cultura e da Agência Nacional do Cinema (Ancine) de 2019 a 2024. O montante alcança cerca de R$ 22,1 bilhões, segundo relatório da Corte. São 26.583 projetos que dependem de uma análise final no trâmite formal de prestação de costas. Além dos atrasos nas análises, há "elevado" risco de prescrição de processos.

O montante resulta da soma de R$ 17,73 bilhões em 19.191 projetos incentivados (renúncia fiscal) e R$ 4,36 bilhões em 7 392 projetos não incentivados (recurso direto do governo). De acordo com a fiscalização, o passivo de projetos nessa situação é crescente, o que fragiliza o controle sobre o uso de recursos públicos.

No caso do Ministério, o TCU apontou um cenário com acúmulo de processos pendentes e ausência de mecanismos eficazes de controle de prazos. A demora na análise, que pode ultrapassar anos, eleva o risco de perda do direito de cobrança de valores eventualmente devidos ao erário, segundo a Corte.

A Ancine também apresentou atrasos relevantes, embora o Tribunal tenha destacado iniciativas tecnológicas em curso para aprimorar a análise de prestações de contas, incluindo o uso de ferramentas automatizadas.

"O acompanhamento permite detectar omissões, atrasos e inconsistências na análise das prestações de contas", afirmou o relator do processo, ministro Augusto Nardes.

Diante dos achados, o tribunal determinou a adoção de medidas para priorizar processos com risco iminente de prescrição, implementar sistemas de monitoramento de prazos e revisar procedimentos internos, com o objetivo de reduzir o passivo e fortalecer a fiscalização.
 

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