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FIM DE ANO

Campo Grande prepara Natal no Centro em 2025; confira a programação

Ligada à história humana, as celebrações natalinas foram tomando forma e sendo influenciadas conforme as sociedades no passar do tempo, "encolheram" na Capital mas ainda prometem divertir o campo-grandense

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Encolhida na Cidade Morena, as celebrações natalinas em Campo Grande - que não utilizarão o tradicional espaço da ex "Cidade do natal - estão marcadas para acontecer especialmente na região central da Capital, com programação que vai desde atos circenses e shows para todos os gostos e idades. 

Cerca de dois anos após renomear a "Cidade do Natal" para "Espaço Municipal de Cultura - Vila Morena" - em uma votação com 1.397 votos e adesão de 0,15% da população de Campo Grande -, o Executivo abre mão de vez do espaço de 12 mil metros quadrados de área construída no Parque das Nações Indígenas e concentra as atrações todas no centro da Capital. 

Com a celebração natalina em Campo Grande "encolhida, a agora chamada "Vila do Natal" traz uma programação que abrange: 

  1. - Rua 14 de Julho, 
  2. - Praça Ary Coelho, 
  3. - Praça do Rádio,
  4. - Morada dos Baís,
  5. - Mercado Municipal, 
  6. - Feira Central e
  7. - Camelódromo

A abertura oficial está marcada para o próximo dia 29, às 18h, com direito à já tradicional Parada Natalina no palco Mamãe Noel, montado em frente ao Pátio Central. 

Depois disso, na Praça do Rádio, acontece o primeiro show nacional do Natal campo-grandense, trazendo para a Rua Marechal Rondon, às 19h, a atração que faz sucesso entre a criançada "Bento e Totó". 

Logo em seguida, distante cerca de 15 minutos de caminhada dali, a Praça do Rádio será palco do primeiro Espetáculo de Natal que abre a temporada. 

Demais atrações 

Já a partir do dia 28 o centro começa a ser contagiado pela alegria circense, com a ideia do Executivo de Campo Grande sendo oferecer acrobacias, malabarismo e tudo o mais que traga cor e alegria para a região central. 

De 29 de novembro até o Natal (25 de dezembro) está prevista para acontecer diariamente a Parada Natalina, sempre às 18h40, em um circuito iluminado por carros alegóricos e personagens.

 

A região central também terá um espaço para a Casa do Papai Noel montado na Praça Ary Coelho, que estará aberto ao público a partir do primeiro sábado de dezembro (dia 06), sempre das 17h às 22h, com presépio, cenários iluminados e food trucks. 

Até mesmo os tradicionais personagens do Natal da Capital estão com agenda lotada, pois devem fazer visitas nos mais diversos pontos da Capital nas seguintes datas e horários: 

  • 04/12| às 19h30 - Morada dos Baís
  • 05/12| às 19h30 - Feira Central
  • 06/12| às 10h00 - Camelódromo
  • 07/12| às 09h30 - Mercado Municipal

Inclusive os bairros estão previstos para receberem as celebrações, o que a prefeitura promete chegar às sete regiões urbanas de Campo Grande e até mesmo ao distrito de Rochedinho e Anhanduí, em programação ainda não especificada. 

História do Natal

Ligada à história humana, as celebrações natalinas foram tomando forma e sendo influenciadas conforme as sociedades no passar do tempo, desde as festividades embrionárias populares no Império Romano em comemoração ao solstício de inverno (do Hemisfério Norte). 

Material da gigante National Geographic, com base na histórica "Encyclopedia Britannica", mostra com as celebrações pagãs passaram a ser associadas aos costumes cristãos. 

Marcando o ressurgimento do sol, um historiador cristão do final do século 2, conhecido como "Sextus Julius Africanus" passou a difundir a história em meados de 221 d.C (depois de Cristo), já ligando ao nascimento de quem passaria a ser conhecido como "Jesus". 

Isso porque escritores cristãos da época, segundo a enciclopédia britânica, passaram a associar o dito "renascimento do sol" ao marco que seria o nascimento de Jesus.

A matemática, que crava o dia 25 de dezembro ao nascimento, leva em consideração um raciocínio que liga o dito equinócio da primavera (21 de março) como o dia da criação do mundo. 

Sendo portanto o mundo criado em sete dias, segundo escrituras cristãs, o quarto (quando criada a luz) seria o nascimento do sol ou concepção de Jesus, 25 de março, o que faria com que os nove meses de gestação caísse assim em 25 de dezembro. 

 

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campo grande

Áudio com ataque à umbanda gera inquérito por intolerância religiosa

Mãe de adolescente que frequentava terreiro gravou áudio dizendo que a religião é "do demônio" e que a decisão sobre a religião do filho deveria caber a ela

22/02/2026 17h00

Inquérito é conduzido pela Deops

Inquérito é conduzido pela Deops Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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Uma mulher foi denunciada à Polícia Civil por intolerância religiosa, após enviar áudios a uma mãe de santo com ofensas à religião da umbanda, em Campo Grande. O caso foi registrado no dia 5 de maio de 2025, mas o inquérito policial segue em andamento.

A denúncia foi feita pela vítima, que é zeladora de umbanda. Conforme relato da mulher, o áudio foi encaminhado por um adolescente de 15 anos, que é frequentador do terreiro.

No áudio, a mãe do adolescente teria dito: "Vocês são filhos do demônio, essa religião não é para Deus". A ofensa é proferida em uma conversa com outra pessoa, identificada como a avó do jovem.

A denunciante não soube dizer se a mulher tinha ciência de que a conversa estava sendo gravada.

Durante o diálogo, a mulher declarou ainda não querer que o filho frequentasse o terreiro, alegando que a decisão sobre a religião do adolescente deveria ser dela, demonstrando ainda descontentamento com o horário em que o filho permanecia nas reuniões religiosas.

Na denúncia, a zeladora afirma que os encontros ocorrem das 19h às 21h.

Por fim, a mãe do adolescente volta a dizer que não quer que o menino frequente o local por considerar que "a religião é do diabo".

O áudio foi apresentado pela vítima na Delegacia Especializada de Ordem Política e Social (Deops) e juntado ao inquérito.

Após ser intimada por oficial de Justiça para prestar esclarecimentos, a investigada passou a se mostrar mais compreensiva em relação à religião do filho e à prática religiosa da mãe de santo, segundo a denunciante.

No entanto, a mulher ainda não prestou depoimento e não há sua versão sobre o caso. A oitiva delas está marcada para o dia 11 de março, na Deops, ainda na fase do inquérito policial. Caso ela não compareça, será considerado crime de desobediência.

Na última sexta-feira (20), a delegada pediu dilação de prazo, devido à necessidade de diligências para a análise e conclusão do inquérito. O caso está sendo investigado como injúria qualificada pela religião.

Intolerância religiosa

A intolerância religiosa é crime no Brasil, tipificado no Artigo 208 do Código Penal (ultraje a culto e impedimento/perturbação de cerimônia) e pela Lei nº 7.716/1989 (Lei Caó), que equipara a discriminação religiosa ao crime de racismo, tornando-o inafiançável e imprescritível.

As penas incluem detenção de um mês a um ano ou multa, podendo aumentar com violência. 

No caso em questão, o caso foi tipificado como injúria qualificada pela religião, prevista no § 3º do artigo 140 do Decreto-lei nº 2.848, que dispõe que é crime injuriar alguém, ofendendo-lhe a dignidade ou o decoro, "se a injúria consiste na utilização de elementos referentes a religião ou à condição de pessoa idosa ou com deficiência".

Em caso de condenação, a pena varia de um a três anos de reclusão e multa.

águas de fevereiro

Volume de chuva em Campo Grande em fevereiro deste ano é quase o dobro do ano passado

Faltando 6 dias para o mês acabar, a média estimada do volume de chuva para fevereiro já foi alcançado com folga

22/02/2026 16h00

O mês pode se tornar o mais chuvoso dos últimos dez anos

O mês pode se tornar o mais chuvoso dos últimos dez anos FOTO: Gerson Oliveira/Correio do Estado

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A chuvarada em Campo Grande e em diversos municípios de Mato Grosso do Sul no mês de fevereiro já é considerada a maior em, pelo menos, três anos. 

Na Capital, o volume de chuva registrado neste mês já é quase o equivalente ao dobro do volume observado no mesmo mês de 2025. 

De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), até hoje (22), já choveu 228,6 milímetros em Campo Grande, frente a 116,8 milímetros em fevereiro do ano passado, uma diferença de 111,8 milímetros. 

O volume de chuvas já ultrapassou com folga a média esperada para todo o mês na cidade, que era de 180 milímetros. Esse volume foi alcançado no dia 19 de fevereiro, faltando ainda 9 dias para o mês terminar. 

Com o Estado em alerta para chuvas intensas até, pelo menos, o final desta segunda-feira (23), fevereiro deste ano caminha para bater a marca de fevereiro de 2023, quando choveu 242,2 milímetros ao longo do mês. 

O mês já é o mais chuvoso dos últimos três anos e, se a previsão do tempo se confirmar para a última semana do mês, há a possibilidade de que este seja um dos fevereiros mais chuvosos dos últimos 10 anos, posto ocupado pelo mês de 2019, quando o acumulado no período foi de 251,4 milímetros. 

Os alertas emitidos pelo Inmet para todos os municípios do Estado avisam sobre o risco de acumulados de chuva de até 50 milímetros no dia, acompanhados de ventos intensos, podendo chegar a 60 km/h. Há risco de alagamentos, quedas de galhos e descargas elétricas. 

No início da tarde deste domingo (22), uma chuva rápida em várias regiões de Campo Grande já foi suficiente para formação de enxurradas e lamaçal. 

No bairro Nova Lima, região Norte da cidade, crianças e adolescentes foram vistas brincando na enxurrada na rua Jerônimo de Albuquerque. 

Já no Portal Caiobá 2, na Rua Velia Berti de Souza, que não possui asfalto, moradores ficaram ilhados devido ao acúmulo de água na via. 

"A situação é recorrente e causa transtornos, risco de acidentes e sensação de abandono, já que a infraestrutura [asfalto] chegou nas ruas ao redor, mas aqui não", relatou um morador. 

La Niña

Atualmente, o clima brasileiro está sob influência do fenômeno La Niña, quando as águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial se resfriam de forma anormal, favorecendo chuvas irregulares e volumosas especialmente na região Centro-Oeste.

Normalmente, o fenômeno deixa de atuar no mês de abril, contribuindo para o retorno de períodos de seca. 

Para a meteorologista do Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima em Mato Grosso do Sul (Cemtec), Valesca Fernandes, no segundo semestre, o Estado deve ser impactado por outro fenômeno, o El Niño, responsável pelo aumento das temperaturas. 

"Sobre o El Niño, ele tem um impacto indireto aqui no Estado [em relação às chuvas]. Porém, quando ele atua aqui no Estado, ele impacta na temperatura, favorecendo a ocorrência de ondas de calor e temperaturas acima da média. Há uma previsão do possível desenvolvimento do El Niño no trimestre de julho, agosto, setembro", afirmou. 

O El Niño foi um dos responsáveis pela formação dos incêndios descontrolados no Pantanal, principalmente no ano de 2024, época em que Mato Grosso do Sul estava sob influência do fenômeno. 


 

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