Cidades

PELA PRIMEIRA VEZ NO BRASIL

Campo Grande sedia 'exercício de guerra' contra desastres com militares de 15 países

A Força Aérea Brasileira (FAB) participará com aeronaves como o KC-390 Millennium, H-60L Black Hawk, SC-105 Amazonas, C-98 Caravan e drones RQ-900

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A Base Aérea de Campo Grande será palco, entre os dias 16 e 27 de março, do Exercício Multinacional Cooperación XI, treinamento que reunirá forças aéreas de 15 países das Américas para simulações de resposta a desastres, principalmente incêndios florestais.

Esta será a primeira vez que o Brasil sediará a atividade organizada no âmbito do Sistema de Cooperação entre as Forças Aéreas Americanas (SICOFAA). A confirmação das delegações ocorreu durante a Final Planning Conference (FPC), realizada entre os dias 23 e 27 de fevereiro.

Além do Brasil, participarão forças aéreas ou instituições equivalentes da Argentina, Bolívia, Canadá, Chile, Colômbia, Equador, Estados Unidos, Honduras, México, Panamá, Paraguai, Peru, República Dominicana e Uruguai.

Ao longo das duas semanas de atividades, centenas de militares e diversas aeronaves serão mobilizados para missões simuladas de transporte logístico, busca e salvamento e combate a incêndios, operando a partir da Base Aérea da Capital sul-mato-grossense.

O treinamento ocorre em um contexto internacional de instabilidade e crises humanitárias em diferentes partes do mundo, o que tem reforçado a importância da cooperação entre países para respostas rápidas a desastres e emergências.

No cenário fictício do exercício, os participantes deverão atuar diante de grandes incêndios florestais, com foco no aprimoramento do sistema de Comando e Controle (C2), mecanismo que organiza e coordena a atuação das forças envolvidas em operações complexas.

O objetivo é fortalecer a capacidade de resposta conjunta a emergências e ampliar a cooperação entre os países do continente em missões de ajuda humanitária.

De acordo com o coordenador do exercício, coronel aviador Bruno Pedra, a tomada rápida de decisões é um dos principais pontos trabalhados no treinamento.

"O Exercício tem como foco o Comando e Controle para que possamos empregar o poder aeroespacial com rapidez e salvar mais vidas. No momento inicial, é muito importante que as decisões sejam corretas, mesmo com pouco tempo e, mais ainda, com a segurança jurídica adequada", explicou.

Aeronaves e forças envolvidas

A Força Aérea Brasileira (FAB) participará com aeronaves como o KC-390 Millennium, H-60L Black Hawk, SC-105 Amazonas, C-98 Caravan e drones RQ-900.

O treinamento também contará com a participação da Marinha do Brasil e do Exército Brasileiro, que empregarão helicópteros para reforçar as ações simuladas de emergência.

Entre os países participantes, estão previstas aeronaves como os cargueiros C-130 Hercules da Argentina e do Canadá, o C-295 da Colômbia, o C-27 do Peru e aeronaves KC-130 do Uruguai, além de helicópteros e drones utilizados em missões de resgate e monitoramento.

Histórico do exercício

A última edição operacional do Cooperación ocorreu em 2023, no Peru, com atividades realizadas na Base Aérea de Callao, em Lima.

Na ocasião, o treinamento simulou dois cenários de desastre natural. Na primeira semana, as equipes responderam a um terremoto de magnitude 8,5 na escala Richter, com impacto em diversas cidades peruanas. Já na segunda semana, o exercício simulou enchentes provocadas pelo fenômeno climático El Niño, com chuvas intensas e deslizamentos de terra.

Durante as atividades, foram executadas missões de evacuação aeromédica, busca e resgate, transporte logístico e combate a incêndios, além do envio de ajuda humanitária a regiões afetadas.

Ao final da edição realizada no Peru, o Brasil recebeu oficialmente a bandeira do SICOFAA, confirmando Campo Grande como sede do próximo exercício multinacional, que agora será realizado em março de 2026.

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Inquérito

Juiz diz que Bernal é "risco" e mantém ex-prefeito preso

Magistrado afirmou que ainda não havia provas para considerar o caso como legítima defesa

26/03/2026 08h15

Juiz diz que Bernal é considerado um

Juiz diz que Bernal é considerado um "risco" Álvaro Rezende

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O juiz Ronaldo Gonçalves Onofri, que comandou a audiência de custódia do ex-prefeito Alcides Bernal, na manhã de ontem, manteve o advogado na cadeia. Entre as suas razões para mantê-lo preso está o fato de que o magistrado o considerou um “risco à segurança das pessoas envolvidas e à ordem pública”.

Alcides Bernal foi preso na tarde de terça-feira, após matar a tiros o fiscal tributário estadual Roberto Carlos Mazzini, de 61 anos, que havia entrada na sua casa, imóvel que havia sido arrematado pela vítima, mas que ainda não estava em sua posse.

A prisão em flagrante foi convertida em preventiva pelo magistrado durante a audiência de custódia, realizada na manhã de ontem no Fórum da Comarca de Campo Grande. 

O magistrado derrubou todos os argumentos da defesa em sua deliberação. Sobre a tese de legítima defesa, principal linha dos advogados de Bernal, o juiz alegou falta de provas para subsidiá-la.

“A defesa sustenta a ocorrência de legítima defesa. Todavia, para o reconhecimento da excludente de ilicitude nesta fase processual, seria necessária prova cabal, inequívoca e indiscutível, o que não se verifica no presente momento. Ao contrário, os elementos constantes dos autos indicam versão distinta”, afirma Onofri.

“Destaca-se o depoimento da testemunha Maurílio da Silva Cardoso, o qual afirmou que a vítima não teve qualquer oportunidade de reação ou explicação, tendo o custodiado se aproximado já com a arma em punho e efetuado disparos de imediato. Relatou, ainda, que nem ele nem a vítima estavam armados, tampouco houve discussão ou confronto prévio”, completou.

Em outro ponto, o juiz afirma que a alegação de que o ex-prefeito tem saúde fragilizada ainda não foi comprovada, por isso não viu necessidade de converter a prisão para outras medidas.

“No que tange às condições de saúde, deverá o custodiado ser submetido à avaliação médica, a fim de se aferir a real dimensão de eventuais necessidades clínicas. Todavia, até o presente momento, não há elementos que indiquem a impossibilidade de tratamento no âmbito da unidade prisional, tampouco prova de enfermidade grave que justifique a substituição da prisão preventiva por medida diversa. Assim, não se verifica, neste momento, a necessidade de conversão da prisão preventiva em outra medida, permanecendo adequada a custódia cautelar nos termos já delineados”, alega.

Por fim, Onofri alega que pelo fato de Alcides Bernal ter antecedentes criminais, já que foi condenado por crime de calúnia, em processo que já transitou em julgado, e pela gravidade do crime, a sua soltura representaria insegurança para pessoas ligadas ao fato.

“O custodiado é acusado da prática de crime doloso contra a vida, o que, por si só, evidencia elevada gravidade concreta. Soma-se a isso o contexto fático, no qual se verifica a existência de conflito patrimonial ainda em curso, o que potencializa o risco à segurança das pessoas envolvidas e à ordem pública, caso lhe seja concedida liberdade”, defende o magistrado.

“É certo que a prisão preventiva constitui medida excepcional. Contudo, no presente caso, estão presentes elementos concretos que evidenciam o perigo gerado pelo estado de liberdade do custodiado, revelando-se a medida extrema necessária e adequada, sendo insuficientes quaisquer medidas cautelares diversas da prisão para a preservação da ordem pública”, completa Onofri.

O CRIME

A vítima foi morta com dois tiros nas laterais da barriga. Um dos disparos transfixou e saiu nas costas, de acordo com o boletim de ocorrência.

Roberto Carlos e Bernal disputavam a posse de uma verdadeira mansão, localizada na Avenida Antônio Maria Coelho, no Bairro Jardim dos Estados. A propriedade havia sido arrematada pela vítima, em um leilão feito pela Caixa Econômica Federal, porém, o ex-prefeito continuava no imóvel e recusava-se a sair.

Segundo testemunhas disseram à polícia, Bernal havia, inclusive, trocado, por várias vezes, a fechadura da residência. Na terça-feira, no entanto, Roberto Carlos, acompanhado de um chaveiro, se dirigiu até a casa. O profissional abriu o portão e quando estava abrindo a porta da frente os dois foram surpreendidos pelo ex-prefeito.

Conforme depoimento do chaveiro, Maurilio da Silva Cardoso, o ex-prefeito teria apontado a arma para Roberto Carlos e perguntado o que ele estava fazendo no local.

A testemunha afirma que antes mesmo da vítima responder foi atingida por um tiro e caiu. Já Bernal garante que haviam três homens e que ele teria sido atacado, por isso respondeu com os tiros.

Por outro lado, o chaveiro garantiu, em depoimento, ter ouvido apenas um disparo, no entanto a vítima foi atingida por dois tiros. 

Após atirar, Bernal foi até a Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) e confessou o crime, alegando legítima defesa. O caso segue em investigação.

* Saiba

O caso foi registrado como homicídio qualificado como traição e emboscada e pode ser levado ao Tribunal do Júri.

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Cidades

Júri nos EUA considera Instagram e YouTube responsáveis em julgamento sobre vício em redes

Após mais de 40 horas de deliberação ao longo de nove dias, os jurados da Califórnia decidiram que a Meta e o YouTube foram negligentes no design ou operação de suas plataformas

25/03/2026 23h00

Crédito: Marcelo Casal Jr / Agência Brasil

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Um júri considerou a Meta e o YouTube responsáveis nesta quarta-feira, 25, em um processo inédito que visava responsabilizar as plataformas de mídia social por danos a crianças que usam seus serviços, concedendo a autora US$ 3 milhões em danos.

Após mais de 40 horas de deliberação ao longo de nove dias, os jurados da Califórnia decidiram que a Meta e o YouTube foram negligentes no design ou operação de suas plataformas.

O júri também decidiu que a negligência de cada empresa foi um fator substancial na causa do dano à autora, uma mulher de 20 anos que afirma ter se tornado viciada em mídias sociais quando criança e que esse vício exacerbou seus problemas de saúde mental.

Este é o segundo veredicto contra a Meta esta semana, depois que um júri no Novo México determinou que a empresa prejudica a saúde mental e a segurança das crianças, violando a lei estadual

Meta e YouTube (de propriedade do Google) emitiram declarações discordando do veredicto e prometendo explorar suas opções legais, o que inclui apelações.

O porta-voz do Google, Jose Castañeda, afirmou na declaração da empresa que o caso "não entende o YouTube, que é uma plataforma de streaming construída de forma responsável, não um site de mídia social". Fonte: Associated Press.

*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado

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