Cidades

Alerta

Campo Grande segue em alerta laranja e prefeita cria Plano de Contingência para lidar com as chuvas

Ações emergenciais foram debatidas na tarde de hoje (25) com representantes de secretarias.

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A prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes se reuniu na tarde de hoje (25) com representantes da Defesa Civil, Sisep (Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos), Ouvidoria Municipal, Guarda Civil, Agetran e alguns vereadores aliados para definir ações emergenciais a serem tomadas com relação ao cenário crítico provocado pelas chuvas desta semana na capital. 

Foi criada uma sala de situação com o foco no avanço do Plano de Contingência elaborado pela Defesa Civil e demais secretarias, que busca proteger a população e mitigar os efeitos das chuvas intensas. 

Durante a reunião, foram debatidas ações preventivas para sete regiões da cidade e alguns distritos do município, tendo como base os pontos de alagamento que seguem sendo monitorados em tempo real. 

Duas áreas são consideradas mais críticas: a Chácara dos Poderes e a Avenida Ernesto Geisel. Nessas localizações, as equipes da Sisep e da Defesa Civil estão atuando implantando desvios temporários em pontos que possam oferecer risco aos motoristas. 

Em trechos da Avenida Ernesto Geisel próximos aos Hospital do Câncer, Guanandizão e Belas Artes, Rachid Neder, Bosque das Araras, Los Angeles, Noroeste e Mascarenhas de Moraes estão sob atenção especial. Foram registradas 328 notificações de quedas de galhos ou árvores em diversas regiões após as chuvas de ontem (24). 

A prefeita ressaltou que o trabalho tem sido intenso e tem feito a diferença nas regiões de maiores riscos e demais regiões. 

“Nosso papel é proteger a população e, por isso, estamos atuando de forma integrada, com todas as secretarias mobilizadas, acompanhando os pontos de risco e colocando equipes nas ruas para agir com rapidez sempre que necessário. Sabemos que esse é um período crítico, com solo encharcado e possibilidade de novos alagamentos, então cada decisão que tomamos agora pode evitar problemas maiores. A população pode ter a certeza de que estamos atentos, trabalhando dia e noite para enfrentar esse momento com planejamento, presença e responsabilidade”, afirmou Adriane. Segundo ela, “o acumulado desde o feriado de páscoa é equivalente ao esperado para o mês inteiro”. 

Para o coordenador da Defesa Civil de Campo Grande, Eneas Netto, o Plano de Contingência, elaborado pela primeira vez em Campo Grande, “facilita a tomada de decisão rápida e integrada, com todas as equipes em constante comunicação. A orientação é manter o monitoramento 24 horas por dia, principalmente nas regiões com maior risco de alagamentos e deslizamentos, e garantir que qualquer ocorrência seja atendida com agilidade”.

Netto também reforçou que danos são inevitáveis após essa quantidade de chuva e pediu que a população relate os problemas pelos canais oficiais, o 156 ou 199, Canal da Defesa Civil. 

Segundo a Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais), o volume de água de ontem chegou a 88 milímetros e a capital segue em alerta laranja até amanhã de manhã (26). 
 

Cidades

Senado aprova criação de 794 cargos e funções no TSE e TREs com impacto anual de R$ 109 milhões

Estão previstos 85 postos no TSE, além de cargos e funções para 27 unidades federativas

25/03/2026 22h00

Crédito: Wilson Dias / Agência Brasil

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O Senado aprovou nesta quarta-feira, 25, o Projeto de Lei 4/2024, que cria 794 cargos e funções comissionadas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e em Tribunais Regionais Eleitorais (TREs). De autoria do próprio TSE, o texto segue para sanção e tem impacto estimado de R$ 109,3 milhões por ano.

Estão previstos 85 postos no TSE, além de cargos e funções para 27 unidades federativas. O TRE do Distrito Federal receberá o maior número de postos (117), seguido de Bahia (30).

Ao todo, considerando TSE e TREs, os postos serão distribuídos da seguinte forma:

  • 232 cargos de analista judiciário;
  • 242 cargos de técnico judiciário;
  • 75 cargos em comissão;
  • 245 funções comissionadas.

O projeto determina que os custos serão pagos pelo orçamento já destinado ao TSE e aos TREs e que o valor só pode entrar em vigor se houver autorização na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e na Lei Orçamentária Anual (LOA).

O TSE alegou que a ampliação do quadro de pessoal é necessária pelo crescimento contínuo do eleitorado, do número de candidaturas e de processos judiciais e extrajudiciais em cada eleição. O Tribunal também argumentou haver "crescentes demandas relacionadas à segurança das urnas, ao combate à desinformação, ao cumprimento de normas do Conselho Nacional de Justiça e à manutenção da qualidade dos serviços prestados à sociedade".

Durante a votação, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), defendeu a proposta: "[Reconhecer] O momento mais importante da democracia, que são as eleições [...] Estamos fazendo com coerência o que deveríamos ter feito", declarou o parlamentar.
 

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Cidades

TCU aponta problemas na prestação de contas da Cultura e da Ancine, com passivo de R$ 22 bi

São 26.583 projetos que dependem de uma análise final no trâmite formal de prestação de costas

25/03/2026 21h00

Crédito: Valter Campanato / Agência Brasil

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O Tribunal de Contas da União (TCU) identificou falhas que classificou como graves na gestão de recursos transferidos a projetos culturais do Ministério da Cultura e da Agência Nacional do Cinema (Ancine) de 2019 a 2024. O montante alcança cerca de R$ 22,1 bilhões, segundo relatório da Corte. São 26.583 projetos que dependem de uma análise final no trâmite formal de prestação de costas. Além dos atrasos nas análises, há "elevado" risco de prescrição de processos.

O montante resulta da soma de R$ 17,73 bilhões em 19.191 projetos incentivados (renúncia fiscal) e R$ 4,36 bilhões em 7 392 projetos não incentivados (recurso direto do governo). De acordo com a fiscalização, o passivo de projetos nessa situação é crescente, o que fragiliza o controle sobre o uso de recursos públicos.

No caso do Ministério, o TCU apontou um cenário com acúmulo de processos pendentes e ausência de mecanismos eficazes de controle de prazos. A demora na análise, que pode ultrapassar anos, eleva o risco de perda do direito de cobrança de valores eventualmente devidos ao erário, segundo a Corte.

A Ancine também apresentou atrasos relevantes, embora o Tribunal tenha destacado iniciativas tecnológicas em curso para aprimorar a análise de prestações de contas, incluindo o uso de ferramentas automatizadas.

"O acompanhamento permite detectar omissões, atrasos e inconsistências na análise das prestações de contas", afirmou o relator do processo, ministro Augusto Nardes.

Diante dos achados, o tribunal determinou a adoção de medidas para priorizar processos com risco iminente de prescrição, implementar sistemas de monitoramento de prazos e revisar procedimentos internos, com o objetivo de reduzir o passivo e fortalecer a fiscalização.
 

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