Cidades

HABITAÇÃO

Campo Grande tem 848 casas
populares em fase de construção

Outras 1.320 moradias estão em fase de aprovação e liberação de verba

TAINÁ JARA

02/10/2018 - 07h00
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Apenas metade das casas populares previstas para serem construídas em Campo Grande estão com recursos garantidos. Até o início do ano, foram liberados cerca de R$ 130 milhões para a construção de 1.138 casas e apartamentos. Conforme a Agência Municipal de Habitação (Emha), já estão com recursos assegurados 1.372 unidades habitacionais, mas o montante a ser utilizado na construção não foi atualizado pela agência. Outras 1.320 moradias estão em fase de aprovação e liberação de verba.

Das unidades que já estão com dinheiro garantido, 848 estão sendo construídas. No Portal das Laranjeiras, as 368 unidades estão com 25% das obras executadas. Em ritmo semelhante está a construção das 256 unidades do Sírio Libanes I e II. No Aero Rancho, os 224 apartamentos estão na fase inicial, com apenas 7% das obras executadas. Placa afixada neste último local indica investimento de R$ 20,1 milhões na construção das moradias. O valor dos demais não foi informado pela prefeitura.

De acordo com o presidente Emha, Eneas José de Carvalho, a autarquia atingiu o patamar de 2.100 unidades contratadas em um ano e dez meses de gestão. “Algumas precisam que adequemos algumas condicionantes no projeto da Caixa Econômica Federal”, explicou. 

Na semana passada, a prefeitura divulgou a contratação de mais 300 unidades habitacionais de interesse social com recursos do Fundo de Arrendamento Residencial (FAR) do programa Minha Casa Minha Vida, do governo federal.

 O Condomínio Residencial Jardim Canguru será construído no quadrilátero do cruzamento entre a Rua Catiguá com a Rua Betóia, localizado no loteamento Jardim Canguru. O investimento será da ordem de R$ 29.247.017,19 milhões e a média de custo será de 91 mil por apartamento.

As famílias selecionadas estarão enquadradas no Faixa 1 – renda familiar de até R$ 1,8 mil, para a demanda que passará por triagem e a seleção será por meio de sorteio em local público. 

Os apartamentos terão 47,01 metros quadrados cada, com 2 quartos, banheiro, sala, cozinha e área de serviço. Na parte de lazer, o residencial contará com quadra de areia, playground e quiosque, totalizando 1.356,03 metros quadrados.

O empreendimento denominado está entre os quatro projetos selecionados pelo Ministério das Cidades em todo o estado de Mato Grosso do Sul. Os demais são de Chapadão do Sul, com 96 casas; Nova Andradina, com 128 e Paranaíba com 100.

 

vale da celulose

Gigante da celulose começa contrução de 620 'mansões' em Inocência

Casas que a Arauco está construído terão até 215 m². Em Ribas do Rio Pardo, as maiores que a Suzano disponibilizou para seus funcionários têm 59 m²

10/03/2026 13h00

Construção das casas está na fase inicial e previsão é de que as obras sejam concluídas no segundo semestre do próximo ano

Construção das casas está na fase inicial e previsão é de que as obras sejam concluídas no segundo semestre do próximo ano

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Para abrigar profissionais de outras cidades, estados e até de outros países, a chilena Arauco está construindo um conjunto habitacional de 620 casas em Inocência. O tamanho destas casas, porém, destoa daquilo que normalmene se vê em conjuntos habitacionais. Elas terão 115 e 215 metros quadrados, segundo o secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Jaime Verruck. 

Para efeito de comparação, em Ribas do Rio Pardo, as 954 casas construídas pela Suzano para abrigar os trabalhadores da fábrica de celulose ativada em julho de 2024 têm 46 metros quadrados (551 casas) ou 59,3 metros quadrados (403 casas). As menores têm dois quartos e as demais, três.

Praticamente todos os condomínios horizontais considerados de alto padrão de Campo Grande têm em seu regulamento uma medida mínima que as casas devem ter. A exigência ocorre para evitar que construções de baixo padrão provoquem desevalorização dos demais imóveis. Essa medida, na maior parte dos condomínios, é de 179 metros quadrados. Ou seja, parte das casas da Vila Arauco será maior que parcela das residências existentes em condomínios de Campo Grande. 

Em um terreno adquirido numa parceria da prefeitura com o governo estadual, as obras em Inocência ainda estão na fase inicial, mas já estão empregando em torno de 120 trabalhadores. No pico dos trabalhos, este número deve dobrar, estima o secretário.

A previsão é de que a fábrica, que terá investimentos US$ 4,6 bilhões, esteja concluída antes do final do próximo ano e até lá, segundo o secretário, a chamada Vila da Arauco também deve estar em condições de receber os novos moradores.

A fábrica está sendo construída a 50 quilômetros da área urbana de Inocência, às margens do Rio Sucuriú. A Vila da Arauco, porém, está sendo erguida na área urbana de Inocência. Ou seja, os trabalhadores terão de percorrer diariamente esta distância para ir e voltar do trabalho. 

Já durante a elaboração do Projeto Sucuriú a prefeitura de Inocência criou uma lei municipal vetando a construção das moradias próximo da fábrica, pois temia que a Vila da Arauco pudesse virar cidade em um futuro próximo e "engolir" a Inocência.  

O Correio do Estado procurou a Arauco em busca de detalhes sobre o projeto habitacional, mas até a publicação da reportagem não obteve retorno. Porém, em publicação do diário oficial do dia 17 de dezembro, a Secretaria de Meio Ambiente de Desenvolvimento Sustentável (Semades) informou que somente a título de compensação ambiental pela implantação da vila a empresa chilena estava repassando R$ 1.793.304,79 à administração estadual. 

O montante equivale a 0,52% dos R$ 344,8 milhões que estão projetados para serem investidos no projeto, conforme a publicação do diário oficial de dezembro, onde constou a informação de que o terreno que vai receber as casas tem mais de 25 hectares.

Construção das casas está na fase inicial e previsão é de que as obras sejam concluídas no segundo semestre do próximo anoPublicação do diário oficial do governo estadual de 17 de dezembro de 2025

Sendo assim, o custo médio de cada casa será da ordem de R$ 556 mil, levando em consideração os gastos para levar infraestrutura à vila, já que benfeitorias como águal, luz, drenagem, arruamento e pavimentação estão partindo do zero e fazem parte dos custos. 

PROBLEMA CRÔNICO

No dia 6 de fevereiro, durante o lançamento oficial da obra do ramal ferroviário de 47 quilômetros que a Arauco está construíndo, o prefeito de Inocência, conhecido como Toninho da Cofap, literalmente pediu socorro das autoridades para solucionar o problema da falta de moradias em Inocência, já que o obra da fábrica está atraíndo muita gente para a cidade. 

Ao lado do governador Eduardo Riedel, de dois ministros do Governo Lula, dois senadores e uma série de outros políticos e autoridades estaduais e federais, o prefeito cobrou ajuda dos políticos para a liberação de recursos para a construção de pelo menos 600 casas, que não são as que a Arauco está bancando.

"Estamos passando por um momento muito difícil no setor de habitação da nossa cidade. Gostaria que  vocês olhassem para a gente para que possamos atender aquelas famílias que estão mudando para Cassilândia, Paranaíba, Três Lagoas e Água Clara porque não encontram residência em Inocência", afirmou o prefeito. 

De acordo com Toninho da Cofap, a prefeitura tem áreas para construir em torno de 600 casas, mas precisa de recursos para que os projetos habitacionais saiam do papel. 

Das cidades citadas pelo prefeito para abrigar pessoas que estão trabalhando em Inocência por conta das obras de instalação da fábrica de celulose, Cassilândia e Paranaíba ficam a cerca de 90 quilômetros. Três Lagoas e Água Clara, por sua vez, estão a quase 140 quilômetros. 

Naquele dia, cerca de 9,2 mil pessoas estavam trabalhando no canteiro de obras da fábrica e a previsão é de que no pico dos trabalhos, no segundo semestre deste ano, este número cheque a 14 mil. Embora a maior parte deles esteja abrigada em alojamentos temporários, este provável aumento tende a agravar o problema de moradias em Inocência, município que até o início da obra tinha em torno de 8,5 mil habitantes. 

Mesmo assim, segundo o prefeito, uma infinidade prestadores de serviço e trabalhadores que deve permanecer na região estão sendo obrigados a buscar imóveis nas cidades vizinhas porque faltam casas em Inocência. 

PROJETO SUCURIÚ

A fábrica que está em construção desde meados de 2024 terá capacidade para 3,5 milhões de toneladas por ano, a maior do mundo em linha única. Para abastecer a indústria serão necessários 400 mil hectares de eucaliptos e a metade já está em fase de crescimento. 

Depois da ativação, conforme previsão da empresa chilena, serão gerados em torno de seis mil empregos, incluíndo os setores de plantio e colheita das florestas e todo o setor de logística, como transporte e atividades de manutenção do empreendimento. 


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João e o Pé de Feijão

Bosque surge da noite pro dia em avenida de Campo Grande

As árvores plantadas no canteiro da Av. Gury Marques e causou divergências entre os comerciantes da região

10/03/2026 12h45

Cerca de 20 árvores de grande e médio porte foram plantadas no canteiro da Avenida Gury Marques

Cerca de 20 árvores de grande e médio porte foram plantadas no canteiro da Avenida Gury Marques Marcelo Victor/Correio do Estado

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O canteiro centra da Avenida Gury Marques, próximo ao cruzamento com a Avenida Guaicurus, recebeu uma repaginação no seu visual, foram vistas “novas” árvores no local, que de acordo com os comerciantes da região faz cerca de uma semana que elas começaram a aparecer. 

Apesar de o plantio parecer benéfico para a cidade, trabalhadores da região tiveram discordâncias ao serem questionados sobre o “novo bosque”. 

O autônomo Geraldo Pereira que tem ponto fixo em frente a Unidade de Pronto Atendimento do Guaicurus (UPA), gostou da nova adição no canteiro central, para ele, além de deixar o ambiente mais bonito também irá atrair mais animais, como araras para o local. 

Diferente de Geraldo, Isabelle Moraes, atendente em uma loja de frente com o local, acha que a adição dessas novas palmeiras servirpá apenas para sujar ainda mais o local. “Então, só vai fazer mais sujeira né? Porque nem sombra eu acho que vai fazer, porque é só coqueiro”. 

Já o operador de um cybermóvel, Gildásio Amaral acredita que as árvores só trazem benefício. De acordo com ele, “ela tanto protege a gente dos ventos fortes, como também ajuda a refrescar mais, né? Ela absorve o calor. Eu acredito que seja bom. Não acredito que seja maléfico, não.” 

Ele completa dizendo que, desde que está no local, as limpezas sempre ocorreram de forma correta e que as novas árvores não irão atrapalhar. 

Além do plantação, neste primeiro momento também estão realizando a rega dessas árvores, para garantir que elas peguem raiz e não acabem morrendo. 

O plantio dessas novas árvores faz parte de um programa idealizado pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Econômico, Turístico e Sustentável (Semades), que visa uma melhor arborização na cidade morena. 

O projeto começou com o plantio de 20 árvores no estacionamento da Central de Atendimento ao Cidadão (CAC). E agora deve estender ao longo da capital, sul mato-grossense. 

Cerca de 20 árvores de grande e médio porte foram plantadas no canteiro da Avenida Gury MarquesAs espécies das árvores variam entre palmeiras, coqueiros, ipês, dentre outras - Foto: Marcelo Victor/Correio do Estado 
 
 

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